aquela ali é DIONE? não, claro que não. ela é apenas HELENA LYKAIOS, uma EMPRESÁRIA HOTELEIRA de ZAKYNTHOS, GRÉCIA. chegou a zakynthos faz TRÊS DIAS e aparentemente está amando a estadia. ela se parece um pouco com CONOR LESLIE mas sempre nega isso! HELL tem 34 anos e desde sempre dizem que ela é DETERMINADA, ASSERTIVA e EFICIENTE, AUTORITÁRIA, ORGULHOSA e EXIGENTE. acho que só conhecendo para descobrir! algo em diz que conheceremos muito além disso.
aesthetic: girl boss, whorkaholic, batom vermelho, passaporte, enjoos, pré natal, vitaminas, livros sobre educação positiva, livros sobre bebês e gravidez, minimalismo, montessori, canecas, agendas, planners.
resumo: Helena cresceu em Zakynthos e saiu da ilha para estudar, retornou algumas vezes, mas desde que assumiu os negócios da família vive viajando pelo mundo administrando os hotéis. foi deixada no altar pelo ex noivo sem ter a chance de contar sobre a gravidez, agora está de volta a ilha para fazer o cara assumir a criança. é uma mulher forte e determinada, extremamente exigente e detalhista em seu trabalho, é conhecida por ser combativa e não abaixar a cabeça por qualquer motivo. não se considera alguém fácil de lidar, é educada, porém, costuma ser direta, não tem muita sutileza nas palavras e pode estar suscetível a chorar ou se irritar facilmente devido a gravidez.
os Lykaios eram famosos por toda a Grécia devido a sua rede de hotéis e resort que aos poucos foram ganhando ramificações pelo mundo, principalmente na Europa e na Ásia. são vários os nomes espalhados pelo mundo, desde hotéis mais modestos até resorts de luxo, o mais famoso de todos é o Theïkós, são apenas três: Thailândia, Seychelles (África) e Grécia.
Helena nasceu de um caso tórrido que sua mãe tivera com algum dos muitos homens que ela tivera ao longo da vida, portanto, sua figura paterna sempre fora o avô. cresceu cercada da luxo e muito amor, o problema é que ver a mãe sendo enganada e iludida tantas vezes ao longo de sua vida a fez ser alguém cética em relação ao amor.
determinada a nunca depender de homem nenhum e jamais se deixar enganar ou iludir, já que foram muitas noites ao longo da sua vida que passou consolando a mãe que só se afundava cada vez mais no vício em álcool por causa disso, Helena se esforçou ao máximo para ser a grande empresária que é hoje, tendo uma pequena coleção de capas de revista onde ela aparece entre as empresárias mais jovens e influentes do mundo.
sempre teve o apoio do avô, não é por acaso que ela se tornou CEO da rede de hotéis da família com apenas 28 anos, o olhar afiado para os negócios e oportunidades vem de berço, algo que foi aperfeiçoado ao longo dos anos de faculdade e especializações que fizera.
o que Helena jamais previu foi que se envolveria ardentemente com um amigo/conhecido de infância, a ponto de aceitar se casar com ele e em troca ser abandonada no altar. o detalhe é que toda a culpa daquele fracassou caiu em seu colo, a mídia a massacrou e pela primeira vez em sua vida Hell se recolheu e esperou a tempestade passar. estava grávida e nem ao menos tivera a chance de contar para o ex noivo, principalmente quando a descoberta da gravidez só veio no dia do casamento, onde ela contaria após a cerimônia, talvez até antes já que não foi algo que eles planejaram, só que... ele nunca apareceu e ela também não o procurou, ao menos não até agora.
o filho não brotou em sua barriga sozinho, logo, não era justo que tivesse que assumir sozinha, principalmente quando uma criança nunca estivera em seus planos. retornar para Zakynthos foi doloroso e precisou de muita insistência de sua família, uma vez que havia decido voltar para a ilha, enfrentaria tudo de cabeça erguida e faria o possível para que o pai do bebê assumisse a criança, mesmo que para isso tivesse que entrar na justiça, a última coisa que queria era chamar mais atenção da mídia, mas o faria se fosse necessário.
é curioso o fato de que Dione sofreu em todas as suas reencarnações assim como em sua vida pré maldição, sendo uma ninfa filha de Atlas e esposa de Tântalo, sofreu horrores na mão de seus maridos, nas vidas em que casou (graças a Zeus não foi em todas), perdeu filhos e foi mãe solteira em outras.
Helena é uma mulher forte e determinada, extremamente exigente e detalhista em seu trabalho, é conhecida por ser combativa e não abaixar a cabeça por qualquer motivo. uma líder nata que simplesmente detesta ter sua inteligência e talento contestados por ser mulher. inclusive o fato dela ter sumido da mídia após o desastre de sua tentativa de casamento foi justamente por pura preservação, a gravidez a deixou mais vulnerável que o normal e ao invés de combater de frente, preferiu se retirar de cena. seria mentira dizer que ainda não é afetada pelo que aconteceu, porém, Hell escolheu seguir em frente e dar o seu melhor para criar sua criança.
EXTRA: Helena é dona de uma rede de hotéis, sendo o mais famoso de todos, o resort Theïkós. um lugar paradisíaco feito para relaxar e curtir, com várias piscinas naturais, paisagens incríveis e grandes chefs em sua cozinha, também é um dos lugares favoritos para casais apaixonados ou em lua de mel.
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jason gostava de discrição, mas, por infortúnio do destino, acabara encontrando diversas pessoas conhecidas nessa ilha no meio do nada na grécia. por vezes pensou em deixar o local, mas algo sempre vinha à tona e o impedia de concretizar os planos. da última vez, o ocorrido no museu, agora, o convite de helena para um jantar. a observava com a sobrancelha arqueada, levemente desconfiado, mas já sabia que se ela o havia convidado assim mesmo sabendo dos termos da agência, devia ter um motivo importante; o pedido dela apenas solidificou o que já tinha em mente. um contrato. “você foi tão longe a ponto de requisitar informações sobre mim para a agência e descobrir sobre minha atual inativação?” questionou, deixando um tom divertido na frase, apesar da seriedade em seu olhar. sabia que não podia baixar sua guarda com quem o conhecia. girou o copo sobre a mesa por um instante antes de levá-lo aos lábios e tomar um gole refrescante. “há algum motivo para precisar de alguém de minhas capacidades?”
"não pode me julgar por ficar curiosa com sua estadia aqui” declarou em tom leve e provocativo. “só queria saber se estava de serviço e porque não estava hospedado no meu hotel” sim, aquela foi a desculpa que usou, no entanto, Helena era uma mulher de negócio, sabia que haviam limites, tanto que não houve qualquer explicação da agência a respeito do motivo do homem estar inativo e ela também não perguntou, não era algo que precisava saber. “há vários, o primeiro deles é que estou grávida do prefeito e acho que isso já é motivo suficiente para precisar de proteção, não acha?” fosse por questões políticas ou por Andrew ser um ator hollywoodiano, não importava, ela de fato ia precisar proteção, mas... não era por causa desse filho de uma boa mãe que queria os serviços de Jason. “você é bom no que faz, nem preciso saber o que faz realmente para saber disso, você é responsável, comprometido e discreto, características que aprecio muito. mas o principal é um só: confiança. preciso de alguém ao meu lado que eu confie, além disso você tem cara de ser um ótimo piloto de fuga e ando tendo que fugir da imprensa” suspirou antes de tomar mais gole, dessa vez do suco. “sei que parece fútil, infelizmente você não tem cara de quem curte tabloides de fofoca, vou resumir pra você, Andrew me largou no altar e os fãs dele junto com a imprensa fizeram a minha caveira como infiel, minha vida se transformou num verdadeiro inferno. os rumores sobre a minha gravidez já começaram e não dá pra ficar fugindo o tempo todo com essa barriga”. retrucou se perguntando se eram motivos suficientes para ele decidir ajudá-la.
“é… verdade.” concordou baixo, mas com a cabeça ainda cheia de pontos de interrogação. ficaria o resto do dia tentando adivinhar quem ela era, e torcendo para não ser algo em que era familiarizada. afinal, daria para passar um pano para si mesma se nem a conhecesse mesmo. “ok! podemos passar lá e qualquer coisa fico como seu plano b.” abriu um sorriso breve. “e não me importo! eu meio que já acabei me voluntariando para ajudar, né?” soltou uma risada fraca, até mesmo tímida ao relembrar como chegou com o guarda-chuva. “tudo bem… espero que essas coisas não estejam te incomodando muito. prazer, helena.” voltou com um sorriso curto, continuando. “aham! faz dois ou três meses… não lembro bem. estou gostando sim! não era bem um plano morar aqui, mas tá sendo uma experiência legal. você é daqui mesmo?”
a olhava com curiosidade, talvez fosse a jovialidade ou só a gentileza mesmo, não que os moradores de zante não fossem gentis em sua maioria, só... havia algo na mulher que estava gostando, talvez fossem os hormônios da gravidez. “obrigada por ser meu plano b de qualquer forma, em troca posso oferecer um final de semana na suíte que quiser do Theïkós” a empresária gostava de retribuir quando recebia ajuda, Cora era nova na ilha, logo, acreditava que ela poderia gostar de se hospedar em seu hotel por um final de semana, afinal ele era o mais luxuoso da ilha e estava entre os dez melhores lugares para se hospedar no mundo, algo do qual a Lykaios se orgulhava. “na verdade estão, é uma verdadeira dor de cabeça ter que desconfiar de qualquer um que se aproxime” suspirou em tom cansado, optando por focar no que a mais nova dizia. “que bom que tem sido uma boa experiência, eu nasci e cresci aqui. já fui para muitos lugares e por mais que seja clichê essa coisa de que não há lugar como a nossa casa, Zante é um verdadeiro paraíso, não consigo colocar em palavras o amor que tenho por esse lugar. meu maior erro foi ter ido embora por causa de um homem que no fim me largou no altar” havia um tom levemente amargo em sua fala, mas ao final ela estava rindo da própria estupidez. “a vida é feita para cometermos erros, não é mesmo? agora aqui estou de volta ao lugar que nunca deveria ter saído”.
Christian não conseguiu deixar de pensar sobre a morte com aquela conversa sobre Pietro se tornar um espírito vingativo. Imaginar que alguém ainda poderia estar preso nessa terra mesmo depois de morrer era um pouco assustador e mesmo sem acreditar em fantasmas, era algo difícil de pensar. “Às vezes gosto de imaginar que depois dessa vida as coisas acabam de vez. Não quero me estressar sendo um fantasma vagando por aí.” Christian sorriu como se estivesse brincando; não era um cara que falava muito sobre si mesmo, e se acabasse morrendo agora, muita coisa deixaria de ser dita. Talvez essa fosse a parte mais assustadora. Se fantasmas fossem reais, ele com certeza ainda estaria por aí de olho nas pessoas que deixaria pra trás. Ele fez uma careta, percebendo que estava pensando demais em morte; o que era um assunto delicado pra ele desde que perdeu os seus pais. Mas Helena não estava falando exatamente sobre isso; sua pergunta era mais filosófica do que Christian pensava e isso o fez voltar com o sorriso nos lábios. “A minha vida é um pouco monótona demais pra isso, eu acho.” Christian pensou nas coisas que se repetiam na sua vida; havia alguns rostos conhecidos na ilha que faziam parte de sua vida mesmo antes de se mudar para a cidade, havia o barco do seu avô que agora era sua casa, seu trabalho com as fotografias… mas nada que valia a pena trazer a tona sendo um cara tão fechado. “Por que? Você acha que tem algo te perseguindo pra te dar uma lição de vida?” Ele a questionou, enfiando as mãos nos bolsos do casaco para se aquecer. “Seria mais assustador que fantasmas, não é? Algo que te persegue a vida toda?”
não era alguém religiosa ou ligada em coisas místicas, no entanto, se interessava pelo assunto um pouco, na maioria das vezes a título de diversão, não era por acaso que Supernatural era sua série favorita de todos os tempos. “já dizia os irmãos Winshesters, você só vai vagar por aí se tiver algum assunto inacabado e... se Pietro acreditava tanto nos Deuses e em suas teorias a respeito, talvez esse seja um assunto inacabado para ele” se ela acreditava nisso? um pouco, pelo menos na possibilidade daquilo acontecer e não que aconteça de fato. certeza que se morresse agora certeza que ia infernizar a vida de Andrew antes de partir de vez. e era justamente por esse misto de crer e não crer que ela falava em tom neutro, soando mais como se estivesse pensando em voz alta do que qualquer outra coisa, talvez um leve toque de conspiração só para dar uma drama a mais para as palavras. “não acho que tenha a ver com monotonia ou sequer com alguém em específico, ás vezes ciclos se repetem para nos mostrar ou ensinar algo” encolheu os ombros como se não estivesse falando nada demais antes de rir baixinho. “não precisa acreditar piamente no que tô dizendo, mas pensa bem, nunca passou por situações parecidas na vida?” questionou virando a face para fitá-lo. “também não acho que seja a vida toda, a não ser que você nunca aprenda”. arqueou as sobrancelhas soando como se aquilo fosse óbvio. “não sei se tem alguém me perseguindo, mas... de alguma forma estou repetindo um ciclo parecido com o da minha mãe, só que eu me recuso a passar pelo que ela passou e principalmente da forma que ela passou, não sou a minha mãe e apesar de não me considerar superior, reconheço que tenho mais força que ela para alguma coisas... o que me faz até quando essa força durará, ás vezes penso que em algum momento irei fraquejar e permitir que certas coisas tenham poder suficiente de me destruir”. ok, o assunto tava ficando meio deprimente, Helena era uma mulher realista e racional, fazia o que precisava ser feito e evitava sentir muito as coisas, só que com a gravidez, todas as suas emoções pareciam explodir a todo momento, como se ela tivesse perdido o controle que havia construído ao longo dos anos e isso a fazia refletir mais do que o necessário, ou pelo menos mais do que se permitiria pensar se estivesse normal.
crescer em meio ao luxo e requinte pode te fazer exigente, Helena gostava do conforto, mas o resto não era essencial, o que importava mesmo era ter o melhor e nem sempre isso significava ser o mais caro. rever os amigos estava sendo uma ótima experiência, foi com certa surpresa que esbarrou com @secretagent-gold pelas ruas da ilha e não demorou muito para convidá-lo para jantar. claro que haviam outras intenções por trás do convite, se o homem estava pensando nisso ou não aí era com ele, pelo menos uma coisa era certa, o interesse da Lykaios era puramente profissional. reservou uma mesa no Mythos que por ser próximo ao mar lhe trazia a sensação de liberdade, apesar do frio da estação. “ok, você me pegou, até estava surpresa em tê-lo encontrado por aqui e acabei entrando em contato com a agência, não vou negar que continuo um pouco surpresa com tudo...” tomou um gole de sua água antes de continuar. “o que preciso fazer ou oferecer para que trabalhe pra mim enquanto está afastado?” não gostava muito de rodeios, também estava pronta para dar alguns bons argumentos, apesar de que desconfiava que teria que apelar um pouco.
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Aquilo não parecia bom. Não que conhecesse a mulher a longa data ou coisa do tipo, mas algo lhe dizia que não deveria mexer com ela, muito menos grávida. E alguém aparentemente não havia tomado aquele cuidado, não enquanto estava no telefone, falando-lhe coisas que deixavam a mulher irritada. Assim que os olhos dela caíram sobre si, ele automaticamente levantou as mãos - talvez em tom de deboche? Talvez. “Você tá grávida, pode comer o quanto quiser. Eu é que não vou julgar.” ele balançou a cabeça negativamente “Parece que alguém está prestes a perder a língua, uh?” ele ironizou a situação e pediu um suco para a garçonete local, apontando para a morena em seguida. Aparentemente ela ia precisar.
pousou o queixo na mão e arqueou a sobrancelha observando o movimento masculino. “palavras sensatas, mas o tom poderia melhorar” comentou antes de se inclinar levemente na direção dele. “pelo menos já aprendeu do que uma grávida é capaz, podia ensinar isso para outras pessoas” murmurou num tom que misturava ameaça com diversão, antes de voltar a se recostar na cadeira, com o canto dos olhos observou os passos se movendo por baixo do vão da porta. “vai ser um inferno sair daqui” suspirou antes de ter uma ideia, voltou o olhar para o homem, fitando-o avaliativamente. “qual seu preço para se passar por uma mulher grávida e despistar os fotógrafos que estão na porta?” estava disposta a pagar a quantia que fosse, um pequeno plano se desenvolvia na mente perspicaz, se ele não aceitasse poderia tentar subornar a garçonete, não tinha nada a perder ali além da privacidade mesmo.
“o que?! não. por que eu teria um gravador ou câmera aqui?” fez uma breve careta, até pensar se ela não era alguém importante. deveria reconhecê-la, então. sua expressão mudou por um segundo para algo próximo do assustado, mas conseguiu disfarçar, torcendo para sua memória trazer a identificação da outra, eventualmente. “c-claro! posso te acompanhar sim. só não sei em qual das lojas aqui teria isso. acho que por esse lado tem mais padarias e restaurantes… mas, vai saber! sou nova aqui. quer dizer, já faz uns meses, mas ainda me perco um pouco.” soltou um riso fraco, logo se apresentando. “sou cora, aliás.”
“hoje em dia com um telefone na mão as pessoas são capazes de tudo, nem queira saber” arqueou uma sobrancelha a analisando, ou ela era realmente inocente ou era uma puta de uma atriz, apesar dúvida Helena decidiu que acreditaria na mais nova, afinal ela não era famosa para que todos a reconhecessem, por mais que fosse influente no meio empresarial, atualmente sua fama se devia ao fato do rumor de infidelidade (da parte dela) para com seu ex que era ator e o atual prefeito da ilha, um verdadeiro pé no saco pra ela. “se não me falha a memória, tem uma banca de jornal na segunda esquina, talvez lá tenha, se não tiver... vou ter que te alugar por alguns minutos se não se importar”. declarou de forma mais simpática. “desculpa pela recepção péssima, ando meio paranoica por causa de algumas coisas. me chamo Helena, prazer em conhecê-la Cora. você disse que é nova aqui, a quanto tempo mora na ilha? está gostando?”
A ficha de Andrew acabou caindo aos poucos. Helena estava grávida, e a barriga já estava saliente o suficiente para que Andrew começasse a fazer as contas na sua cabeça: já tinham se passado uns seis meses desde que a deixou, e sete meses desde que ficaram juntos pela última vez, no mês anterior ao casamento que não aconteceu por culpa dele. Ainda funcionando no automático, Andrew sentou-se na cadeira mais próxima ainda sem tirar os olhos da barriga dela. Aquilo não podia ser real, mas começava a fazer sentido a razão de Helena ter o chamado ali. Seu coração continuou acelerado assim que ela começou a rir, e ele quase sorriu junto. Aquilo era uma pegadinha! Era a vingança perfeita, já que o Tsitak estava prestes a ter um ataque do coração bem ali e se ele fosse pro hospital provavelmente os deixariam quites. E Andrew tentou mesmo se agarrar àquela teoria por alguns segundos, até a mulher voltar a falar. “Filha?” Sentiu sua cabeça começar a latejar, sentindo-se tonto como se tivesse bebido demais, mas nem álcool o livraria da ansiedade que revestia o seu corpo. Mesmo com as pernas ainda fracas, Andrew se levantou, massageando as têmporas enquanto Helena continuava explicando em tom sarcástico que descobriu a gravidez no dia que seria o casamento, adicionando mais alguns fatores sobre DIU e métodos contraceptivos que Andrew nem conseguia mais prestar atenção porque a palavra filha era a única coisa que estava ecoando pela sua mente. “Espera…” Ele elevou o dedo indicador, como se pedisse por mais um minuto. As palavras demoraram para sair, mas ainda foi menos de sessenta segundos. “Isso é mesmo sério??” Ele disse, ainda refletindo sobre tudo que ela falou, como se as palavras de Helena fossem lentamente assimiladas. A verdade era que, se alguns meses atrás Andrew fosse escolher alguém pra ser mãe de seus futuros filhos, seria Helena. Pensou em falar com ela sobre filhos ainda quando estavam noivos, mas mesmo desejando isso para o seu futuro, ainda era um fator que apavorava o homem. Talvez tivesse medo de perder toda a sua vida festejando e buscando por tanto poder, ou talvez tinha medo de não ser um bom pai justamente pela sua vida caótica… e esse medo o consumia agora, ainda mais quando pensava em todo o ocorrido na ilha e suas visões sobre uma vida passada. “Pelos deuses… o que eu vou fazer com isso? Com uma criança??” Andrew passou a mão pelos próprios cabelos, sentindo-se tenso. “Você tem certeza de que…” Que é meu, ele teria completado, mas quando seu olhar reencontrou o de Helena, ele sabia que ela jamais teria ido até lá se a mulher não tivesse certeza. Um teste de DNA ainda assim não doeria, não é mesmo? “E quais seriam seus termos, Helena?” Ele a questionou em toda sua defensiva natural.
observava em profundo deleite cada nuance de emoções que conseguia identificar nas feições masculinas, a vingança era um prato que se comia frio, não que ela estivesse em busca de tal coisa, mesmo assim não facilitaria para ele e tampouco se sentiria culpada por sentir prazer pelo desespero alheio. os olhos escuros da mulher brilhavam a cada nova emoção e um sorrisinho debochado brincava no canto dos lábios no instante que ele pediu um minuto. “oh darling, porque eu perderia meu precioso tempo te intimando a falar comigo se não fosse sério?” inclinou a cabeça para o lado como se o olhasse com compaixão, mas na verdade se questionava se Andrew por acaso era burro, isso era algo que nunca havia pensado do homem afinal. “isso?” o estridente da voz foi uma surpresa até mesmo para ela após espalmar as mãos sobre a mesa com fúria e levantar da cadeira. respirou fundo tentando se controlar antes de voltar a responder aquele ser que parecia só existir para fazê-la passar raiva. “isso é sua filha, Tsitak! tá querendo saber se eu tenho certeza de que é seu? sério isso? matemática básica pra você, estou grávida de sete meses e infidelidade nunca foi meu forte, na verdade meu único erro grave em questão de relacionamentos foi ter me apaixonado por você, eu estava muito bem solteira e sem envolvimentos complexos. nem tente colocar isso em cheque, nem sequer ouse duvidar de que essa criança é sua” droga, ele havia conseguido atingí-la com aquela insinuação, não que Andrew tenha falado com todas as letras, mas Helena não era idiota e já tinha previsto algo do tipo, também era esperta o bastante para ler as palavras não ditas. começava a duvidar de que aquilo tinha sido uma boa ideia, criar a menina sem um pai seria muito melhor do que passar por tudo aquilo. no entanto, Helena não era conhecida por desistir na primeira dificuldade, tampouco queria que a filha fosse criada sem um pai como ela própria havia sido e era por isso que insistiria por algum tempo, por ela. “o que você vai fazer é ser a porra de um pai decente, não quero saber como irá fazer, mas você vai. nem que pra isso eu tenha que comprar um chicote e te ensinar a ser o melhor pai que essa menina poderia ter. tá me ouvindo? é isso que você vai fazer, é a única coisa que eu quero” comentou entre dentes antes de voltar a se sentar, o olhando como se pudesse fuzilá-lo, ainda que não quisesse realmente a morte do homem, nem mesmo isso tornava seu olhar menos ameaçador. tomou um gole d’água para tentar se acalmar, odiava ter aqueles rompantes de irritação, sempre fora uma mulher controlada e centrada, no entanto, a gravidez mexia não só como seus hormônios, mas também com suas emoções, também havia a questão dos ressentimentos a respeito de Andrew e tudo relacionado a isso após ser largada no altar. “meus termos é que além de ser um bom pai, façamos uma entrevista juntos, não sei que desculpa você vai arrumar para justificar sua ausência no nosso quase casamento, mas não vou carregar essa culpa, não é justo comigo e muito menos com a nossa filha, não vou criá-la achando que a mãe foi infiel e por isso ela não tem uma família. não tenho a intenção de difamá-lo, muito pelo contrário, estou aberta a apoiar seja lá qual for a história que você vai inventar, só não vou sustentar uma infidelidade que nunca cometi”
∴ ─── ’ Oh, sinto muito.” falou balançando a cabeça, não queria acabar por deixa-la enjoada, nunca tinha ficado grávida, mas convivera com amigas gravidas o suficiente para saber como algumas coisas funcionavam. “Talvez se tentar algo um pouco menos ácido, as frutinhas as vezes tem esse efeito, mas uma boa saída são os de chocolate meio amargo, uma amiga dizia que eles existiam para curar os enjoos.” comentou oferecendo um sorriso um pouco maior, na esperança de conforta-la um pouco. Olhou para o lado de fora, onde alguns paparazzi e curiosos, ainda se espremiam em frente a janela em busca de uma foto. “Sim. Mas se quiser, tem uma saída pelos fundos, você passa os freezers e vira a direta, vai sair perto da praia e consegue escapar pela areia. Digamos que eu tenho um dom para descobrir pequenas passagens secretas.”
"chocolate meio amargo nunca tentei, mas no primeiro trimestre quando os enjoos eram insuportáveis foram os picolés de limão que me salvaram, acredita?” declarou pensativa, fora sua secretária quem lhe dera essa dica na época. não ousava olhar para a janela, sabia que seria um erro, só aumentaria seu sentimento de ansiedade e aflição, algo muito próximo do que viveu nos primeiros dois meses após ser abandonada no altar. a careta diante da resposta positiva da outra foi inevitável, inclusive ficou curiosa a respeito de como ela sabia daquela saída. “nah, sair pelos fundos não vai resolver meu problema, tive uma ideia” os lábios se curvaram em um sorriso maquiavélico ao pegar o celular novamente, deixaria uma mensagem de voz especial para Andrew. “olá caro doador de esperma, eu e nossa filha estamos encurraladas em uma cafeteria local pela imprensa e seria bom se pudesse fazer algo a respeito, duvido que irá querer que eu saia lá fora e coloque a boca no trombone. imagina acabar com sua imagem como você fez comigo, não é mesmo? não me queira como sua inimiga e faça algo a respeito, você tem dez minutos” finalizou e enviou a localização para ele antes de começar a gargalha balançando a cabeça. “isso foi incrível, não acha? fico só imaginando a cara dele quando ouvir esse áudio”. comentou entre risos, estava sendo bem cretina com o ex, é verdade, mas... ele não demonstrou qualquer empatia por ela depois de largá-la no altar. Helena não tinha a pretensão de se vingar nem nada, porém, admitia que estava sendo divertidíssimo perturbá-lo. “uma pena que eu não sou cantora ou estaria faturando milhões com uma música também, pelo menos numa coisa ela tem razão, as mulheres já não choram, as mulheres faturam, não acha?” o bom humor estava de volta. “quer pedir algo por minha conta? na verdade em troca poderia me contar o motivo de descobrir as passagens secretas, temos dez minutos”.
Já na recepção do hotel, Kimberly espiava dentro das sacolas com um olhar afetuoso. Nelas estavam algumas roupas que ela havia comprado para sua sobrinha que estava para nascer. Kim nem pensou em se segurar quando passou por uma loja de bebês, e não se segurou menos ainda quando viu um body escrito “Tenho a tia mais linda do mundo.” Aquilo era tão brega, mas ao mesmo tempo tão fofo. A advogada sabia que aquele gesto talvez significasse muito mais do que sua intenção principal, que era presentear, e também poderia transmitir seu apoio a Helena. A gravidez em si já não era fácil, e parecia ainda mais difícil passando por uma situação complicada como a dela.
Ao vê-la se aproximar, Kimberly rapidamente se levantou e com um sorriso no rosto, balançou as duas sacolas nas mãos. Assim que ela estava perto o suficiente, a O’connor tirou a tal peça com a frase cafona do embrulho e mostrou para a amiga, com uma animação estampada em seu rosto. “Helena, olha o que eu achei!” Soltou uma risada e observou as reações da mulher. “Não é fofo? Combina com esse lacinho aqui…” Disse agora focada em pegar um laço que tinha a mesma cor do body. Assim que conseguiu, juntou os dois, os olhando com os olhos cheios de carinho. “Eu tive que levar! Mas não precisa ficar com ciúmes, lá na loja também tem um escrito ‘Sou da mamãe’”. Brincou, estendendo o que estava em suas mãos para Helena.
apesar de todo o estresse envolvendo o pai de sua filha, havia um lado em retornar para a ilha: os amigos. era simplesmente maravilhoso estar de volta entre seus amigos. tinha se esquecido com almoço que marcou com Kim, mas aquilo era tudo que precisava. a conversa com Andrew não tinha sido exatamente tranquila e seria mentira afirmar que Helena não estava abalada. cruzou alguns corredores do hotel até chegar na sala privativa do restaurante onde encontraria a amiga, até tentou se recompor, porém não obteve sucesso, caindo no choro no instante que a viu. a animação contagiante da mulher era de alguma forma reconfortante, Helena ria entre as lágrimas, um misto de desespero, tristeza, agonia e diversão. era simplesmente uma grande loucura passar por uma gravidez, ainda pior que a tpm, a Lycaios ia de 0 à 100 ou de 100 à 0 em questão de segundos, a montanha russa de emoções mais instável e louca que experienciou na vida. “ela tem mesmo a tia mais linda do mundo” riu ainda entre lágrimas. “é tudo tão fofo” fungou tentando limpar as lágrimas. “não tinha na loja ‘meu pai é um pé no saco’?” indagou fungando e rindo ao pegar o que lhe era oferecido, colocou os presente sobre a mesa e a abraçou apertado, uma tentativa de se acalmar um pouco. “graças aos Deuses você tá aqui”.
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❛ you are the first person i ever loved. ❜ ( flashback atual / @ficacomzeus )
já tinha aceitado que se tornava alguém muito mais sentimental quando estava com Andrew, mesmo que não fosse em qualquer situação, Helena valorizava muito mais os momentos, as atitudes, o que era dito. manteve a face baixa por alguns instantes, absorvendo o significado daquelas palavras, a destra deslizou pelo abdômen desnudo dele num carinho antes de erguer o rosto. “deve ser por isso que me pediu em casamento” provocou suavemente, os lábios curvados num discreto sorriso e os olhos fitando-o com amor e carinho. “é o mesmo pra mim ou eu não teria aceitado me casar com você” murmurou soprado antes de selar os lábios nos dele.
não pôde deixar de olhar para ele um pouco surpresa com aquela pergunta, não se conheciam a muito tempo ou tinham uma relação para aquele tipo de intimidade, no entanto, não era uma pergunta tão pessoal assim e Helena não se importava de responder. “é um pouco incômodo, a pessoa toma conta de seus pensamentos por completo, pode chegar a te atrapalhar no trabalho até, ou pode surgir nos seus pensamentos no tempo livre, mas de alguma forma é como se ela estivesse ali o tempo todo no fundo da sua mente e você quase não consegue conter a vontade de falar com ela, o problema é que só falar nunca é o suficiente, é preciso estar com ela... se não for possível vê-la todos os dias você se pega contando os dias para isso ou dando um jeito de encontra-la o máximo possível, há saudade, há no mínimo uma expectativa quanto ao próximo encontro. não sei para os outros, mas estar apaixonado me faz olhar para a pessoa com um brilho diferente, tudo sobre o outro me encanta e me interessa, me pegou querendo desvendar cada camada, principalmente aquelas que não são mostradas para todos. e há admiração também, seja pela beleza, seja pela forma de ser, tudo parece encantador, a risada, a forma de olhar, até a forma como bebe água” riu vasculhando memórias que há muito tempo não visitava, doía um pouco, mas de alguma forma Helena tentava fazer as pazes com quem a havia machucado, pelo menos internamente.
‘ i’m not going into work today. i’m staying with you. ’ @ficacomzeus
já era a terceira vez que respirava fundo em menos de um minuto, o celular estava no viva voz e de alguma forma Helena tentava se recompor. quando resolveu ir atrás de Andrew para ele assumir a criança jamais imagino que isso acarretaria em um retorno dele para sua vida. nunca foi sua intenção, só queria que sua filha tivesse um pai presente e nada mais, era para o Tsitak fazer parte apenas da vida da filha e não da dela. “Andrew, não há motivo para que você não trabalhe, você é a porra do prefeito, a cidade e a população precisam de você. Eu tô bem e a bebê também, foi só um pequeno susto, já estou fazendo repouso, juro que nem guindaste me tira dessa cama pelos próximos sete dias, então vá trabalhar”. retrucou um pouco mal humorada, quando se tratava do ex sempre ficava dessa forma, era muito difícil ficar relaxada quando falava com ele. “se quiser passar aqui antes de ir trabalhar para ficar tranquilo, pode vir... mas não precisa ficar aqui comigo, só vai me estressar” era o máximo que sinceridade que conseguia naquele momento, não queria admitir para ele ou para si mesma o quanto ele a afetava.
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[ sms ]: so are you leaving me on read to be petty, or… @ficacomzeus
[ sms ]: não que eu te deva alguma satisfação, mas como estou tentando ter uma relação amigável com você... só peguei no sono mesmo.
[ sms ]: essa criança chuta tanto que não consigo dormir bem a noite.
[ sms ]: respondendo sua pergunta, sim, você pode ir comigo no próximo exame de ultrassom, vou te mandar minha agenda de exames pra você encaixar na sua.