Cercada pelos cristais que caíram de seu colar rompido assim que chegou nos jardins de Aether, várias estruturas pontiagudas protegiam a princesa, que repousava sem entender muito bem o que tinha acontecido. Aquela era uma situação completamente fora de seu controle, logo, não sabia como reagir ao mais puro caos de ser arrastada por correntes e passar por um teletransporte súbito. Parecia estar em seu estado normal — meio molhado, mas bem —, entretanto, percebeu o que estava errado ao olhar para os seus pés: sem um dos pares de seu sapato, Calliope deu uma risada sem humor. —— Eu perdi meu sapato! —— Ela disse, encarando o pé descalço. Precisava realmente de apoio agora. —— Você viu meu sapatinho? Eu não posso sair daqui sem ele.
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality✓ Free Actions
Free to watch • No registration required • HD streaming
⟴ Adithi ainda estava se perguntando como fora parar ali no meio daquele milharal e realmente não tinha resposta, estava mais confusa do que qualquer outra coisa, mas provavelmente o motivo era simplesmente sua curiosidade e vontade de explorar tudo o que conseguisse. Porém, agora precisava arranjar um jeito de sair dali e infelizmente seus poderes não eram os melhores para aquela situação e por mais que odiasse admitir, precisava de um pouco de ajuda, mas bem pouca mesmo.
Os olhos esmeralda corriam pelos lados - obviamente idênticos - buscando ver qualquer movimento que pudesse indicar a aproximação de um ser humano e quando o viu, tratou de acelerar o passo, correndo em direção a pessoa - Ei! - praticamente gritou para chamar a atenção alheia, parando ao lado du outru um tanto ofegante. - Foi mal, eu acabei me perdendo por esse lugar aqui e entrei em um pequeno desespero. - confessou, passando a mão pelos cabelos longos, claramente contrariada por ter que admitir que precisava de ajuda.
Tão controladora e organizada, era de se esperar que Calliope não estivesse tão animada para uma viagem escolar onde dificilmente alguma coisa respeitaria seus planejamentos feitos com antecedência. Suas opções não eram lá muito inspiradoras: ou ficava parada em um canto, completamente entediada, ou explorava a arena à contragosto, levando seus potinhos de álcool em gel consigo e esperando não ficar completamente suja naquele matagal que era Oz. Com um caderninho em mãos e um rolo de barbante vermelho, estava determinada a pegar anotações sobre as peculiaridades daquela terra, independente se aquilo significasse um certo grau de perigo. Amarrando a ponta vermelha do lado de fora do milharal, a princesa usou de inspiração uma das lendas de seu reino para não se perder no espaço, desenrolando o fio conforme andava no meio das plantas. A última coisa que esperava era uma aprendiz perdida, tomando um susto com a sua chegada repentina. ㅡㅡ Ah, pelo Narrador! Tenha mais cuidado da próxima vez. ㅡㅡ A herdeira ralhou, mas sua expressão se tornou mais suave ao ouvir a explicação alheia. ㅡㅡ A quanto tempo você está aqui? Veio sozinha? Tem mais alguém perdido? ㅡㅡ Callie precisava ser eficiente e não perder tempo, logo, soltou tantas perguntas de uma vez. ㅡㅡ Não precisa se desesperar, logo vamos sair daqui. É só seguir o fio para sair do labirinto, viu? Eu vou dar um jeito de resolver, é o que eu faço de melhor.
“ — Que lugar…. Peculiar, não é mesmo?” falou a princesa Bolena andando ela estrada de tijolos amarelos enquanto se cobria com seus próprios braços. Ah, naquele momento deveria estar em Asablanca com seus pais, passando seu aniversário em casa, e não em um mundo fantástico onde espantalhos falavam e tudo era tão… Sujo. Feliz aniversario para mim, eu acho. “ — Se me lembro bem, só seguir por esse caminho e iremos chegar a cidade de Esmeraldas, não é?” Aquilo era óbvio, e parecia até bem fácil, mas era o que Dorothy havia enfrentado durante essa trajetória que Estrela tinha em mente. Ugh o campo de papoulas. Não queria mesmo ter que lidar com aqueles perigos. “ — O presente de aniversário que darei a mim mesma vai ser ficar muito bem e plena no Palácio Real, e só sair de lá quando isso tudo acabar.”
Para alguém tão preocupada com limpeza, excursões eram o sinônimo de incômodo. Calliope preferia ficar num ambiente controlado, onde teria acesso ao estoque de desinfetantes que tinha casualmente no armário do quarto. Recentemente, uma situação apenas provou o seu ponto de que sempre precisava de produtos de limpeza à disposição. ㅡㅡ É... bonitinho. ㅡㅡ A princesa disse, escaneando a paisagem. Era decerto uma arena bem projetada, mas sem qualquer conveniência costumeira do castelo: nem havia chegado na hora de dormir ainda e estava completamente estressada por não ter sua cama de dossel à disposição. ㅡㅡ Sim, o caminho leva até a cidade. Eu só acho que, com a nossa chegada, tem uma falta gigantesca de bruxas em bolhas rosa. ㅡㅡ A herdeira comentou, buscando um pouquinho de álcool em gel na sua bolsa para limpar as mãos. ㅡㅡ Definitivamente, o palácio é o lugar mais seguro para se ficar, ainda mais no dia de hoje. Acha que tem alguma confeitaria por aqui? Poderíamos comprar um bolo ou uma torta. ㅡㅡ Não sabia se a simulação contava com lojas ou se teria que caçar a própria comida como uma bárbara. Por mais que tivesse certa habilidade no arco e flecha para tal, não dispunha do instrumento, muito menos a vontade de se jogar numa aventura daquele porte. ㅡㅡ Deveria ter encomendado algo na ilha, seria mais prático. Minha cabeça está cheia demais. ㅡㅡ Comentou a jovem, tentando espantar os pensamentos. ㅡㅡ Mas não é dia para pensar nisso. Aposto que tem algo de bom para fazer dentro do castelo que não envolva sujar os saltos numa paisagem pitoresca.
Eventos que eram tão comuns quanto jovens adultos tentando entrar em missões suicidas por Dillamond eram as festas de aniversário infantis que aconteciam pelo instituto. Jawari poderia afirmar que era convidado para, pelo menos, quatro festas todos os meses e – ainda que não fosse fã das festas cor-de-rosa das princesinhas – era divertido comparecer somente para se entupir de doces ou para aproveitar as atrações que seus pais costumam requisitar a diretoria. No entanto, aquela festa tinha sido um ponto fora da curva na vida do tanzaniano, pois uma discussão com a aniversariante tinha feito o príncipe ser praticamente barrado de assistir o show de mágica do animador de festas. Então, a mente diabólica do príncipe havia arquitetado um ótimo plano para passar o seu tempo livre: destruindo os presentes da dona da festa. Aproveitando a localização da celebração, o corpo magricelo já deveria estar na quinta ida até o Lago Encantado para arremessar os presentes da sua colega dentro d’água quando Jawari percebeu que estava sendo observado por uma figura perto dali. ❛❛ —— Ahn… Isso não é culpa minha, não. ❜❜
Por mais que adorasse as festas de aniversário em seu reino natal, Apolina não era muito fã das festas no Instituto, principalmente aquelas regadas à bebida e comportamentos fora do padrão de etiqueta. Raramente desrespeitava as regras e permanecia exemplar, muito cuidadosa com a própria imagem. Todavia, nos últimos tempos, tinha pegado um certo gosto por não ser tão rígida em momentos específicos, tirando uma folga ou outra para respirar um pouco. Se o seu noivado com o filho de Merlin não era fonte de alegria, talvez os doces de uma festa infantil podiam ser. Não se incomodou em ficar sozinha a maior parte da celebração, afinal, todo o vai e vem de pessoas era certamente interessante de se olhar. Observadora como sempre, só não esperava captar uma cena inusitada, tão incomum quanto aquela situação. Ao invés de dedurar imediatamente, Callie lembrou de qual família o rapazinho provinha, decidindo segui-lo com passos leves até a cena do crime. ㅡㅡ Bonito, hein, Jawari. ㅡㅡ A princesa falou, estalando a língua em seguida. ㅡㅡ Não, essa não vai colar comigo porque eu te vi durante todo o percurso. Eu deveria era contar para os mais velhos. ㅡㅡ Ela falou, com a sua característica seriedade. Calliope, no entanto, não estava ali para ser rígida ㅡ pelo contrário, precisava de ar fresco e menos tensão em seus ombros ㅡ, e logo emendou sua fala numa proposta. ㅡㅡ Deveria, mas percebi que se você já jogou todos esses presentes no lago, deve saber como pegar os kits de brindes da festa. Eu sou adulta, não posso mais. Já você... ㅡㅡ Ela continuou, se aproximando da figura. ㅡㅡ Se você conseguir pra mim todos os brindes mágicos que eles estão dando, eu não conto para ninguém e ainda viro a sua álibi. Então, o que me diz? ㅡㅡ Mal acreditava que estava fazendo um acordo por chocolates com gosto de sabão em forma de bola de futebol e guarda-chuva, mas a pitada de diversão em sua tão pesada rotina seria muito bem vinda.
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality✓ Free Actions
Free to watch • No registration required • HD streaming
Parabéns, você acaba de receber a poção do flerte. Efeitos: você ficará flertando com qualquer um, de qualquer gênero e será impossível ter uma conversa normal sem uma cantada ou flerte.
callieasuaboca mudou oficialmente o seu status para:
♗ : Your muse falling asleep with their head in my muse’s lap. (With Nym)
As poções anti-sono espalhadas por sua escrivaninha podiam ser consideradas normais em época de provas: como mantinha um boletim tão impecável senão estudando incansavelmente até atingir a perfeição? Calliope não precisava de todo aquele cuidado, já que usualmente se dedicava em sala para aprender e replicar de modo exímio todo o conteúdo, todavia, quando achava que iria tirar menos que um nove e meio em qualquer matéria, esmiuçava até os mínimos detalhes à procura da excelência. Naquela manhã em específico, encarava a pasta com todo o conteúdo de Contabilidade de Finanças Públicas, preocupada com a possibilidade de esquecer alguma lei ou diretriz. Nym, ao seu lado, mais parecia confusa do que irritada: poucas vezes a princesa dava sinais de cansaço ou nervosismo, já que disfarçava tanto os sentimentos. Cada batalha demandava uma estratégia específica, e com Callie não era diferente. Ao invés de mandá-la largar os projetos e as anotações, ofereceu primeiro seu ombro, depois o seu colo, para que a filha da Cinderela ficasse confortável enquanto lia. A herdeira, no entanto, ficou confortável até demais. As letras se embaralhavam conforme os olhos passeavam pelas páginas: com o efeito da poção passando e se sentindo segura no colo de Nympha, foi abraçada pelo mundo dos sonhos por um momento. E, mesmo que tivesse que acordar em breve para fazer a sua prova, aproveitou o que pôde daquele momento de tranquilidade em sua rotina abarrotada.
nonsexual acts of intimacy --- select from the following for my muse to respond to:
♔ : Finding your muse wearing their clothes
♕ : Holding hands
♖ : Having their hair washed by your muse
♗ : Your muse falling asleep with their head in my muse’s lap.
♘ : Cuddling in a blanket fort
♙ : Sharing a bed
♚ : Head scratches
♛ : Sharing a dessert
♜ : Shoulder rubs
♝ : Reading a book together
♞ : Caring for each other while ill (specify which party is which)
♟ : Patching up a wound
♤ : Taking a bath together
♧ : Your muse playing with their hair
♡ : Accidentally falling asleep together
♢ : Forehead or cheek kisses
♠ : Your muse adjusting their jewelry/neck tie/ etc.
♣ : Back scratches
♥ : Your muse crying about something
♦ : Slow dancing
A falta de boas noites de sono já era algo familiar para a princesa, que não dormia direito desde o incidente das vozes. A identidade da fonte dos sussurros permanecia desconhecida e Calliope permanecia um tanto aterrorizada em segredo: admitir que sentia medo de uma criatura que não conhecia era a mesma coisa que admitir uma fraqueza e, por ser do jeito que era, isso não iria acontecer tão cedo. Ah, preferia engasgar nos próprios sentimentos antes de deixar algum deles escapar por seus lábios! Dessa vez, a inquietude a levou a sair do quarto, pois detestaria acordar a companheira por não permanecer quieta. Rhea também lidava com coisas difíceis o tempo inteiro e precisava descansar o máximo possível. Pensando na melhor amiga, Callie verificou a tela de seu transmissor, imaginando se a sua ideia seria viável por conta do horário. Se esperasse mais um pouco, talvez conseguisse um café da manhã fresquinho para tomar longe da confusão que era a cafeteria abarrotada de aprendizes. Mesmo sem uniforme, decidiu sair da Ala Leste até uma das cozinhas do Instituto, trilhando seu caminho com certa lentidão. Ainda tinha tempo antes do primeiro raiar do dia, logo, não precisava se apressar ㅡ não adiantaria nada encontrar o recinto vazio, já que não sabia cozinhar. Ao chegar perto das grandes portas do cômodo, a princesa logo notou a fechadura destrancada e uma fresta de luz tímida, indicando que a porta estava entreaberta. Oras, não é que alguém resolvera trabalhar mais cedo? Tinha tirado a sorte grande, ou assim achava. Ao entrar no ambiente, examinou a falta de movimento nas panelas e nenhum cheirinho de café sendo coado. A percepção de que algo estava errado só aconteceu quando a raliena, incrédula, percebeu uma figura familiar de um jeito completamente inimaginável. ㅡㅡ A-Anika? ㅡㅡ Apolina dificilmente hesitava, mas o choque era maior do que poderia antecipar. ㅡㅡ Mas, como... Você aqui... Como... Você foi atacada por um animal? Não. Quer saber, é melhor não me dizer. Me poupe dos detalhes. Tem noção de que a porta está aberta, não é?
Muito se passava despercebido quando se flutuava entre níveis de consciência, um dos efeitos das poções curativas que havia tomado. Caso estivesse acordada o suficiente, a princesa iria se lembrar do próprio estado inquieto, além do grande anseio para deixar a enfermaria o mais rápido possível. Sua mente, por mais desperta e perspicaz, estava longe de estar em sincronia com seu corpo, que implorava por descanso e algumas horas de sono sem interrupção ㅡ um luxo nos últimos tempos. A enfermeira Ivete, especialista em lidar com ralienos teimosos demais para seu próprio bem, receitara um chá de ervas calmantes para a herdeira de Diamandis, que finalmente parou de reclamar ao fechar os olhos. Em seus sonhos, Calliope caminhava pelos corredores de um Instituto vazio, aproveitando a paisagem desolada e desprovida de outras figuras. Sozinha, enfim. Recebia a neutralidade de bom grado, o mais próximo de sentimentos positivos que chegaria naquelas circunstâncias. Apolina perambulava como um fantasma há muito esquecido, tentando se lembrar de como o castelo parecia quando cheio de zumbidos dos aprendizes, batidas do coração sufocadas pela solidão do mundo onírico. A impressão que teve foi de cortar caminho pelo corredor da enfermaria, pois logo estava de volta em sua cama, coberta por confortáveis lençóis e protegida por uma aura acolhedora. Piscando algumas vezes e certamente influenciada pelos chás e poções, era mais uma pequena princesa do que qualquer outra coisa, levada pela memória de um momento específico da infância. Quase podia escutar a voz de sua mãe no fundo da mente, melódica e doce, uma canção de ninar para acalentar o coração. A morena passou a cantarolar baixinho, movida por algo distante da racionalidade que a guiava. ㅡㅡ A dream is a wish your heart makes when you're fast asleep. In dreams you will lose your heartaches, whatever you wish for, you keep. ㅡㅡ Era quase divertido para ela, ter sonhado com Aether completamente vazia até encontrar aquela figura em específico. Hugo era insistente em seus pensamentos, uma alucinação que não a deixava até mesmo quando os remédios faziam efeito. Claro, acreditava que o ralieno não estava ali, era só mais um sonho de uma garota que havia crescido rápido demais. ㅡㅡ No matter how your heart is grieving, if you keep on believing, the dream that you wish will come true. Agora eu entendo o que mamãe queria dizer com isso. ㅡㅡ A expressão permanecia suave enquanto encarava o rapaz. Não podia acreditar que, depois da briga que tiveram no Dia do Amor Verdadeiro, que ele estaria ali de verdade. Então não tinha motivos para temer, certo?
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality✓ Free Actions
Free to watch • No registration required • HD streaming
Quando soube que Calliope ficaria na enfermaria por algum tempo a mente e o coração de Rhea se dividiram em duas. Teve a parte que ficou extremamente preocupada com a melhor amiga e que estava decidida a se movimentar para que aquela situação não ocorresse novamente; e teve a parte que sentiu muito por qualquer curandeira que fosse ficar responsável por cuidar da outra herdeira, pois Rey tinha a total certeza que de a teimosia alheia seria um grande empecilho para que conseguissem a manter deitada em uma maca por muito tempo. Claro que a própria atlante não poderia julgar tanto assim a colega de quarto, já que ela mesma possuía o mesmo tipo de comportamento, mas nada disso realmente importava enquanto estava posicionada, de braços cruzados, ao lado da cama alheia, ouvindo atentamente todas as instruções da curandeira. No dia anterior havia feito um lista com todos os horários e remédios que Calliope precisava tomar, categorizando por ordem decrescente e por cores as poções mais importantes. A agenda, por sinal, se encontrava descansando a mesa ao lado de seu corpo. Assim que a mais velha se foi, Nedakh apanhou o frasquinho da poção. – Se fizer cara feita eu te faço beber de novo. – e estendeu o liquido para a princesa, sem saber ao certo se ela reconheceria a referencia ao momento de semanas atrás quanto era a própria Rhea que estava acamada sendo forçada a beber poções de gosto ruim. – Não adianta me olhar desse jeito, Calliope. Você não vai sair daqui até estar bem. Eu sou capaz de prender na cama e você não ouse duvidar de mim. – ameaçou Nedak que de fato faria o que fosse preciso para que a melhor amiga ficasse bem. Ainda com os olhos nela, apanhou um pequeno pode de água gelada e dispensou o pano. Sentou-se ao lado da princesa, utilizando sua hidrocinese para molhar o pescoço alheio de forma controlada. – Como você está se sentindo?
Se pudesse se punir por ser estúpida, Apolina já estaria o fazendo. Céus, como odiava estar naquela situação! Não teria movido um dedo para procurar a relíquia da Ralien se soubesse que iria parar na enfermaria pouco tempo depois, atacada por um pedaço de pano velho da casa apadrinhada por Morgana. Certo, estava curiosa para ver se o manto funcionava de verdade e também interessada a dar um sumiço na peça ㅡ nunca iria deixar a casa de Atlas sobressair à Ralien, o Narrador que a livre! ㅡ, todavia, a única coisa que ganhou foi um trauma embrulhado como um presente. Por mais estressante que fora a situação, queria simplesmente esquecer do ocorrido e subir correndo para os aposentos, mas os vários cortes superficiais em seus braços a fizeram permanecer presa àquela cama, sendo vigiada pela melhor amiga. Havia escutado uma das curandeiras dizer que o manto estava enfeitiçado e, por isso, alguns pedacinhos de vidro lhe arranharam, mas não quis prestar muita atenção na parte da magia. Se mais alguém falasse em feitiços ou maldições, ela iria jogar um sapatinho na pessoa. ㅡㅡ Parece que o jogo virou, não é mesmo? ㅡㅡ Callie disse para a amiga, a carranca suavizando conforme passava mais tempo junto da atlante. Odiava estar numa posição de vulnerabilidade, contudo, não odiava o cuidado que estava recebendo ㅡ na verdade, estava era grata por ter Rhea ao seu lado. Sem reclamar, se deu por vencida e tomou a poção de gosto ruim. Se Mítica era cheia de magia, por que não podia tomar remédio sabor cereja? A expressão suavizou ainda mais quando sentiu a água no pescoço, relaxando imediatamente. ㅡㅡ Eu não duvido que você vá me prender na cama, mas não vejo motivos para isso. Eu estou ótima. ㅡㅡ Claro que não estava. O manto da invisibilidade, além de sufocá-la até quase perder a consciência, havia apertado seus braços contra seu torso numa posição extremamente desconfortável. Hematomas se espalhavam por todo o corpo e ainda sentia certa dificuldade para respirar por conta de dores em sua caixa torácica. Se não havia quebrado nenhuma costela, era por pura sorte. ㅡㅡ Ainda é difícil para respirar e não posso voltar para a esgrima e a patinação imediatamente. Mais fácil ficar entediada do que qualquer outra coisa. ㅡㅡ A princesa daria de ombros, mas o movimento seria desconfortável. Permaneceu, portanto, do mesmo jeito que estava. ㅡㅡ Preciso ligar para a minha mãe. Meu irmão já está de volta em casa e ela provavelmente se sentiria mais segura se eu voltasse também, mas apesar de forças nessa escola estarem determinadas a me matar ou coisa assim, eu não queria ir. ㅡㅡ A jovem confidenciou, deixando o cansaço transparecer. ㅡㅡ Sinto que seria pior se eu fosse embora. Eu não... quero te deixar aqui sem apoio. Não, somos uma equipe, eu não vou te deixar aqui sozinha. Não vou ligar para ninguém até sair da enfermaria, não mesmo.
A pequena caixa de memórias de Apolina valia muito mais que os diamantes lapidados em seus brincos, cheia até o limite com as coisas que não podia categorizar em fichários e pastas. De certa forma, encarar todos os presentinhos e as cartas intocadas por anos seria despertar sentimentos há muito enterrados, contudo, quanto mais poderia se esquivar de seu passado e as coisas que ele sussurrava?
Não era seu plano revirar as lembranças, em busca de uma resposta para os tormentos de seu coração. Ainda assim, persistia em largar um pouco a máscara, assumindo para si mesma o quão insegura estava com suas últimas decisões. Será que o casamento era mesmo uma boa ideia? O ponto de vista racional continuava a dizer que sim, enquanto o coração negava e negava a possibilidade de se abrir novamente. Apenas uma pessoa reinava em seus pensamentos e, por mais que a lógica apresentasse todos os motivos pelos quais ele era análogo a ruínas de um incêndio, ignorava-os em prol do senso de familiaridade que não tinha com mais ninguém.
Calliope se encontrava entre a cruz e a espada: escolheria o pesado fardo de carregar um amor maior que si ou se disporia a permanecer na mira de uma lâmina de incertezas? Os dígitos passeavam entre os papéis dobrados, enquanto as questões martelavam sem parar. Uma das cartas, entretanto, chamou a atenção por seu lacre real e o peso do envelope. Ao balançar, Callie ouviu um tilintar característico e, com muito cuidado, rompeu o selo de Diamandis afim de revelar a grafia caprichada do conteúdo.
Querido Umberto,
Ao tempo que esta carta chegar em suas mãos, você já terá respondido todas as perguntas importantes muitas e muitas vezes. Transmissores são práticos, mas nem sempre detém a magia dos pequenos detalhes. Sentar na mesa de estudos e fingir que estou estudando minhas partituras virou o meu passatempo favorito, afinal, meu tutor mal desconfia da minha transgressão para lhe escrever.
Música me faz lembrar de você e espero que possa logo tocar a que eu aprendi no violoncelo. Não me incomodaria se entrasse mais uma vez sem bater na sala de música, pois a sua presença mais me tranquiliza do que incomoda ㅡ por mais que pareça o contrário. Acredito que meu tutor já não goste de você por me deixar distraída, todavia, ignore-o. Minha opinião é a que importa e, se for você a minha platéia, terei o incentivo necessário para acertar as notas das partituras. Todos os grandes músicos precisam de um combustível, entretanto, mesmo que eu não seja o exemplo de excelência, me sentirei como se fosse se permanecer por perto.
Você já comeu hoje? E A Ilíada, já devorou todos os poemas? Não sei se você está satisfeito com a seleção atual de livros para as aulas, mas certamente a leitura leve irá te fazer bem nos intervalos. Essa semana foi corrida, mas qual semana que não é simplesmente abarrotada dos mais diversos eventos? Não se esqueça de tirar um tempo para me escrever de volta, Umberto, quero saber como foi o seu dia. Vou me reservar o direito de esperar a sua resposta, mas não demore muito. Sou tão impaciente quanto você.
Enquanto isso, manterei meus olhos abertos para os detalhes, afim de te capturar no ar. Irei olhar para os livros antigos e lembrar como você se alegra com eles, ou mesmo lembrar como gosta de sentir os grãos de areia entre seus pés quando eu passear pela praia. Venha para Diamandis quando você tiver um tempo livre, Umberto, e largarei de lado as tarefas para te levar nos campos daqui.
Até certo ponto, Calliope não imaginava porque desistira de mandar tal carta, tão antiga que os cantos já haviam se tornado amarelados. Mal conseguia se lembrar do que escrevera numa de suas tardes ocupadas de cinco anos atrás, até bater os olhos nas últimas frases de sua confissão.
Mal posso esperar para te ver de novo, na mais ensolarada das tardes. Irei contar os dias para você chegar. Guarde para mim as suas faíscas, tal como o seu sorriso mais brilhante. É a parte que mais amo em você.
Apolina encarou a corrente sobre a cama, tentando segurar a onda de sentimentos que a invadiu sem alguma cerimônia. Adoraria adornar Hugo com os pingentes de lua, mas nunca teve a coragem de entregar o presente ㅡ não quando estava tão vulnerável em suas mãos. Como poderia ser tão corajosa e, mesmo assim, ter tanto medo de lutar por algo que amava tanto?
Balançando a cabeça, Calliope fechou a caixa e a colocou para baixo da cama, enterrando mais uma vez algo que deveria permanecer escondido no fundo de seu coração.
‘ Quando a gente acha que a coisa toda vai melhorar… Na verdade, não sei muito bem por qual motivo eu sempre acredito que a coisa vai melhorar. Mas, realmente, a pior parte foi perder pra Ralien. Agora é ver quantos vão se meter a desbravadores dos sete mares, Tinker Bell injustiçada, pra ir atrás do djinn. Eu vou para registrar o fracasso — ou sucesso — para publicar no jornal. ’
ㅡㅡ Ruim seria perder para Anilen, Maeve, os atletas da Ralien fizeram por merecer. Eu, inclusa, não me matei na esgrima e ainda fui pega por um manto amaldiçoado a toa. Agora, quantos você acha que irão sem algum plano encontrar o djinn? Minha aposta é que aquele aprendiz ali vai voltar direto para enfermaria, pois constantemente subestima a necessidade de um bom planejamento durante as aulas e, oras, como poderia ser diferente em situações reais.
A camisa presa precariamente por uma ponta a calça, estava longe da brancura que ostentava a poucos minutos. A bem da verdade, não havia muito no anileno que não estivesse coberto por um rastro escuro de terra, quer se olhasse os cabelos ou as botas de montar. Sua imagem certamente despertava curiosidade enquanto cruzava os jardins, embora a expressão emburrada não convidasse a perguntas. Por sorte, Soren resmungava alto o suficiente para que até as cópias dos ratinhos da Cinderella o ouvissem. “ Inferno de djinn ”, o nome da criatura queimava sua língua tal qual ácido, sendo liberada com igual azedume. “ Porra de pedido, aquela coisa é movida é a força do ódio — a mim, aparentemente. ” E então novamente… “ Inferno de djinn! ”
Para certas perguntas, Callie não tinha resposta. Ser uma sabichona era um dos traços mais proeminentes de sua personalidade e, ainda assim, não conseguia desvendar o mistério de porquê era amiga de Soren. O príncipe de Corona era o seu oposto e, ainda assim, permanecia no seu pequeno círculo de amizades. Ao ouvir toda a reclamação e o desenrolar daquela cena, Calliope começou a repensar se deveria manter o status do rapaz. ㅡㅡ Inferno de Anilen, isso sim. Nunca mais vou deixar vocês em paz depois do Intercasas. ㅡㅡ A princesa o corrigiu, a cara igualmente fechada. Fosse qualquer outra pessoa, teria fugido daquela tempestade em forma de gente. Para Apolina, era mais um dia normal. ㅡㅡ O Djinn vai ter que entrar na lista, não tem muita gente que é movido na força do ódio por você? ㅡㅡ A pergunta saiu naturalmente de seus lábios, assim que a herdeira passou a acompanhá-lo em sua caminhada. Mantinha uma distância segura, pois odiava se sujar. ㅡㅡ Quem você ofendeu dessa vez? Não me diga que você foi brincar na lama por pura vontade de se divertir. Eu te ofereceria um lenço, mas acho mais efetivo pegar uma toalha.
❛❛ —— Mano, se ninguém tem coragem de falar, eu falo. A real é que eu achei uma merda que ninguém encontrou a lâmpada. Vai dizer que você não tava curioso pra saber o que ia acontecer? Caralho, eu queria muito ver o que ia acontecer com o infeliz que achasse. ❜❜ A falta da consequência tinha dado a impressão de que havia faltado um cavaleiro do esquecimento* e a certeza de que nunca saberia qual era o plano arquitetado para aquela relíquia não era nada satisfatória – um sentimento de frustração que era reprimido somente pela felicidade por saber que não havia perdido a sua aposta. ❛❛ —— Enfim, foda-se. Eu tô precisando falar com o Brian. Você viu ele por aí? ❜❜ Tinha um pobre anileno para sacanear e queria encontrar o dito cujo o mais rápido possível.
Como todos os seus amigos mais próximos, Apolina era o ápice da implicância. Por isso, quando ouviu a fala de Melena, não hesitou em respondê-la de maneira análoga ㅡ por mais que não fossem amigas do peito, as personalidades fortes de ambas já eram bem conhecidas. ㅡㅡ Queria que você tivesse encontrado a lâmpada, adoraria ficar de mãos dadas com você na enfermaria. Poderíamos até ter braceletes da amizade, daqueles que você só recebe em centros médicos. ㅡㅡ A ironia era perceptível, uma de suas formas de defesa. Não precisava assumir que ficou terrivelmente assustada com o incidente se o tratasse daquela forma. ㅡㅡ Brian deve ter fugido e eu espero que ele leve a Anilen inteira junto. Se isso fosse culpa da casa da Morgana, teria pedido para meus pais entrarem com um processo contra eles. Mas estou de bom humor por conta da Ralien, então não vou tirar as moedinhas de ouro dos feiticeiros. Já estão desmoralizados o suficiente.
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality✓ Free Actions
Free to watch • No registration required • HD streaming
Não estava exatamente confortável com a atmosfera que tinha se instalado na instituição, porém, ao mesmo tempo, retornar para casa não estava entre as opções mais tentadoras. Esteban costumava ser aquele que mais analisava do que falava, e enquanto observava o vai e vem no pátio em seu trajeto entre os estábulos e as forjas, não pode deixar de reparar em como ninguém parecia tocar no assunto. “ Esto es serio? Vamos mesmo ignorar o que está acontecendo nas masmorras? Não sei você, mas nunca fui muito fã da tortura ”
Aquela situação estava muito longe de ser a ideal, já que todos os seus planos fracassaram de modo catastrófico em ínfimo período de tempo. De dividir os aprendizes, encontrar a relíquia e levar a vitória para a casa azul e branco, todos aqueles objetivos se concretizaram de jeitos pelos quais Calliope não esperava. Graças aos atletas que garantiram uma pequena vantagem nas competições, a vitória estava garantida, mas a qual custo? Depois de ser enforcada pela relíquia, a última coisa que gostaria de pensar era em problemas, todavia, estes continuavam a aparecer com frequência absurda. ㅡㅡ O Diretor já conduziu interrogatórios antes, ele sabe o que está fazendo. ㅡㅡ Não queria soar ríspida, mas o cansaço em sua voz era notável. Precisava de um pouco mais de repouso, porém era teimosa demais para permanecer parada. ㅡㅡ E duvido que uma criatura sombria sequer sinta qualquer coisa perto de tortura. Só está preso, não é? ㅡㅡ A princesa, na posição que estava, defenderia as atitudes do mago mesmo que estas não fossem de conhecimento geral. ㅡㅡ Se for para impedir novos desaparecimentos, pessoas se machucando, ele precisa de informações. Tem treze pessoas sumidas, com histórias, família e amigos. ㅡㅡ Havia ajudado a montar o memorial da segunda leva de desaparecidos, então, demonstrava algum respeito por eles. ㅡㅡ Mas o que você faria nessa posição? Digo, com um monstro nas masmorras que pode ter informações valiosas sobre os aprendizes, enquanto outra criatura corre solta pelos terrenos da ilha. Não é uma posição confortável de se ocupar.
Repletos de julgamento, os olhos da veterana escaneavam a sala ocupada por sua pequena armada. Sua figura era certamente um tanto ameaçadora para os aprendizes mais jovens, afinal, a reputação de ser rígida e exigente se espalhava como o vento pelos ouvidos alheios. Talvez Calliope fosse mesmo uma megera para os alunos de outras casas, todavia, era uma das representações mais fiéis do espírito ralieno, não só pelo status como pelos princípios. E, tal como os companheiros de casa, estava com fogo nos olhos para terminar aquilo de uma vez por todas.
—— Então, vocês querem mesmo perder para a Imre ou vocês estão dispostos a trabalhar? —— A herdeira de Cinderela perguntou, com o semblante de uma águia encarando as feições à sua frente.
Adolescentes eram extremamente complicados de se lidar. Muitas vezes ignoravam com veemência a opinião dos adultos, afinal, ouvir conselhos parecia causar uma aversão absurda nos espíritos mais livres. Callie não entendia isso muito bem, na verdade: seguir as regras e o que os mais velhos diziam era o caminho mais óbvio a ser seguido pela princesa, ou, pelo menos, era o que pensava antes. Seria mentira dizer que não estava questionando as próprias crenças, tendo em mente a sinuca de bico que se encontrava. Apesar de todas as diferenças de comportamento, aquele grupo a encarava como uma figura a ser escutada. Seja por ser uma das melhores alunas da casa ou pelo senso de união pela Ralien nos jogos, estavam dispostos a cooperar.
Ótimo, era isso o que precisava.
Apolina sequer iria questionar o motivo pelo qual resolveram segui-la, permanecendo silenciosa conforme assinavam seus nomes numa planilha preparada de antemão. Mentalmente, a princesa contava quantos havia reunido ao chamar os desocupados do salão comunal para a reunião apressada, agradecendo ao Narrador por ter sido um número par. Ímpares eram irritantes, ou era isso que considerava.
—— Se dividam em duplas, por favor. Vão cobrir mais áreas do castelo assim. —— Ela explicou a sua lógica enquanto os aprendizes se movimentavam. Assim que se despuseram como uma fila na frente da princesa, a jovem continuou. —— Preciso de quatro duplas nos andares das salas dos clubes. Temos que cobrir o ateliê de costura e o de pintura, o estúdio de ballet e os auditórios. São mais lugares, mas muitas dessas salas são espelhadas ou repletas de mesas, então vocês não devem se demorar na procura. Sem sinal da maçã, saiam imediatamente da locação e se dirijam para outra.
Organizada e atenta, o discurso de Calliope não tinha sequer uma falha. Sem hesitações e com a voz clara como cristal, se fez entendida num instante por aqueles que a observavam. Assim, a primeira leva de aprendizes saiu da sala após ouvir as instruções, afim de não perder mais tempo na procura da relíquia raliena.
—— Certo, agora vocês. Dificilmente a maçã estará escondida num lugar como o campo de voo, que é completamente limpo. Apenas se estivesse enterrada, o que não deve ser o caso, pois é injusto. —— Ela comentou, observando a lista de possíveis lugares para se procurar pelo objeto mágico. —— Acredito que ela pode estar num pomar encantado, perto do lago ou numa caixa de vidro, tanto num cômodo lotado de outras quinquilharias quanto sozinha em esplendor. Todo o ano é uma surpresa, não tem como antecipar uma coisa dessas.
—— Se é tão difícil assim, por onde começamos? —— Um garoto de fios escuros a perguntou, e ela respondeu quase imediatamente.
—— Pela biblioteca ou pela estufa. Lá, as plantas são grandes e florescidas, é um bom lugar para se esconder a maçã e é mais seguro do que a floresta. —— Certa aflição passava pelo rosto de Apolina, que não estava muito afim de perder aquela competição tão perto do final. —— E eu vou procurar pela Ralien ou, possivelmente, por uma das passagens secretas do castelo se ficarmos sem opções.
—— É, mas você pode se perder nelas. —— Foi a vez de uma garota se pronunciar, lembrando de algo que escutara nos corredores.
—— Sim, eu posso, mas uma amiga próxima me disse que é bom correr uns riscos de vez em quando. —— Surpreendentemente, Callie concordou com a mais nova, um pequeno sorriso surgia em sua expressão. —— E logo você vai ver que certos conselhos precisam ser seguidos, por mais que você não concorde com eles de primeira.
Apolina podia não ser o exemplo a ser seguido quando se tratava de se jogar nos impulsos ou caminhar sobre cordas bambas, mas não custava tentar mudar de abordagem brevemente por uma causa maior.