Eu conheço tanto de vocĂŞ, que poderia escrever um livro da sua vida. NinguĂŠm conhece aquela garota como eu. Cara, ninguĂŠm conhece melhor aqueles sorrisos dela, e muito menos a gargalhada, som gostoso de ouvir. Ou aqueles olhares, um tanto estranho as vezes, mas ninguĂŠm repara, ou nota. NinguĂŠm presta atenção no jeito que ela caminha, toda desengonçada, trocando os pĂŠs e nem ai pra nada. Ou como ela come um hamburguer, sĂŁo pequenas mordidas, parece um animalzinho, ou as vezes ĂŠ sĂł dĂł de comer tudo de uma vez, e eu acho graça e falo - mas porque vocĂŞ nĂŁo coloca tudo de uma vez na boca - ela sĂł sorri. Ou seu jeito ofegante, olhar vidrado quando quer mais um beijo na boca, e como sorri entre um beijo e outro. NinguĂŠm repara que toda vez que ela para, ela olha pro teto, pro chĂŁo, pros lados, e sĂł depois te encara, ou como ela sorri quando esta nervosa, e em como eu fico me perguntando - mas porque diabos ela nĂŁo para quieta, e presta atenção no que eu estou falando? - mas acho graça, dou risada junto. NinguĂŠm entende como ela ĂŠ realmente, um tanto doce, sarcĂĄstica, e perigosa, atĂŠ mesmo fora da TPM. NinguĂŠm entende que ela nĂŁo precisa de muito, do cara mais bonito, do mais charmoso, ou do que tem muito dinheiro na conta. NinguĂŠm nunca vai entender, ou gostar das mesmas coisas que ela, das mesmas musicas, daquela camiseta xadrez horrĂvel, ou daquele penteado um tanto louco e daquela comida que ela tentou fazer, mas que sĂł dava pra engolir. NinguĂŠm conhece o lado chorona dela, medrosa, assustada, querendo colo e um - vai ficar tudo bem, fica quieta, jĂĄ vai passar - talvez ninguĂŠm nunca conheça, ou queria conhecer, talvez assuste a muitos, mas pra mim, sĂł rende umas boas risadas, companhia, alegria. E cara, ela me arranca um sorriso fĂĄcil, sem precisar me oferecer nada, e eu descobri que quem arranca um sorriso fĂĄcil, arranca o coração fĂĄcinho tambĂŠm. Eu conheço tanto de vocĂŞ, que poderia escrever um livro da sua vida.
Junior Araujo - CL69Â Â














