sitomzok:
Em sua concepção, precisava se manter perto dos guardiões, tanto para os manter na linha quanto para ter certeza de que ainda estavam desacordados. Sandman acordado já lhe trazia problemas o suficiente, não queria ter de lidar com mais nenhum. Claro, se divertia ao se aproximar de alguns por saber o desgosto que teriam caso acordassem, isso lhe fazia sorrir. Ainda que daquela vez tenha ido a residência para visitar Nebula, não lhe incomodava tanto quando quem atendeu a porta fora justamente North, era o suficiente para que os cantos dos lábios de Bruno se curvassem brevemente. ❝Klaus, como está? E bem se Eden retorna em breve, não teria problemas em esperar.❞ Constatou dando de ombros, olhos descendo pela figura alheia coberta de terra e com a camisa aberta, que o outro estivesse com calor não seria anormal, era mais acostumado ao frio. ❝Está cuidando do jardim, eu suponho… Gostaria de algum auxílio?❞ Não ofereceria qualquer auxílio, mas considerando que se aproximou de Wade dizendo que tinha o mesmo hobbie com plantas, havia aprendido o suficiente. ❝Creio que saiba ao menos um pouco, ainda que adoraria aprender mais contigo.❞
Ponderou um pouco a respeito, isto é, se deveria permitir que ele entrasse. A casa não era sua, e poderia ser mal interpretado pelos seus patrões. Mas não somente o próprio Klaus conhecia (em algum grau) o terapeuta, como ele parecia conhecer a dona da casa. E, no final, ele não poderia fazer nada demais ali. Não que o homem fosse franzino, mas o Hopper era maior — e treinado. Se eventualmente se fizesse necessário, tinha certeza de que podia controlar qualquer situação. “Tudo bem” Falou enfim, após alguns instantes em silêncio. “Eu tô legal. E ‘ocê?” Abriu um pouco mais a porta para liberar a passagem. Olhou para si mesmo como quem buscava entender o que deixava tão óbvio, mas sua situação era mesma clara. “Sim, estava plantando algumas flores que a dona Éden pediu. Ah, imagine, não vou pedir para ‘ocê fazer meu trabalho não. E eu já tô terminando, mas obrigado” Disse primeiro, enquanto fechava a porta atrás do loiro. Também não podia imagina-lo mexendo na terra com as vestes formais. “Mas óia, se quiser pode ficar lá comigo na parte de fora. Posso te ensinar uma coisinha e outra com certeza” Deu de ombros, pensando que seria mais confortável se os ensinamentos fossem assim - com uma certa distância. Porque não corria o risco de pensarem que ele era um folgado que não fazia seu trabalho sozinho, mas também não dispensava a companhia alheia. Que, veja bem, Klaus não exatamente ansiava por; mas parecia falta de educação negar. “Por ali, seu Bruno”











