♡ the lie that i said “i’m not afraid” towards the dark night, as if i didn’t know anything at first. i’m looking towards you, coming towards you, over and over again. unfamiliar and cold, you have no interest in me. i’m okay it’s fine even if i’m hurt. go towards your side. i'm hovering still, i’m your planet. until the time i reach towards you, come closer, slow down the gravity, so that even fate can’t stop us.
“eu, você e essa garrafa vazia aqui. sabe o quê isso significa? significa que a gente vai jogar aqueeeeele jogo dos humanos. e garanto que vai ser super divertido fazer isso pelo instituto. então, qual vai ser, verdade ou desafio?”
“ contanto que esteja claro que não terá nada muito pessoal nem extremo, eu topo. mas nem pense em ser intrometida demais, viu? hit me with your best shot: eu escolho desafio.
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“Eu, sinceramente, não sei o que os treinadores têm contra mim ou se isso é geral. Só sei que eles parecem querer me torturar de maneira pessoal, entende? Será que eu sou irritante?”
“ claramente é geral. são humanos, não havia porquê esperarmos muito de como eles nos tratam... somos até sortudos que eles não são piores que isso com a gente. mas muito azarados que eles, sabe... não deixam a gente ter só alguns instrutores mutantes. que mal eles poderiam fazer?
a testa franzida encarava a tela do celular, lendo e relendo aquela postagem um trilhão de vezes antes de abaixar o aparelho. encarou o nada, demorando mais do que o necessário para absorver a informação. kyungho não fedia. não, não fedia, que isso? fedia? levantou um dos braços e cheirou a axila, virando-se para quem estava ao seu lado. “porra, eu não tenho cc não.” comentou, cheirando de novo o local. “eu to fedendo?”
“ kyungho-ssi... segurou o riso, não sabendo bem do que aquilo se tratava, embora fosse bastante cômico ver o garoto tão irritado somente pela possibilidade. eu diria que sim. você precisa de desodorantes mais potentes se quiser ter alguém pra conversar com depois dos treinos. mas, admito que hoje você nem tá tão ruim.
“ Ah… eu não estava falando isso para você! ” Gesticulou afobadamente, as pontas das orelhas tomando uma coloração avermelhada. “ Era o trecho da música! Eu me empolguei cantando! ”
“ sério mesmo? pareceu bastante... comprometedor. como posso ter certeza que só ficou envergonhado de admitir algo assim, tão na lata desse jeito, e resolveu inventar essa desculpa fajuta, huh? vamos. eu quero o nome da música e quem canta, e eu vou pesquisar a letra, viu?
como de praxe, sempre que havia um tempo livre para kiwoon, ele acabava em alguma sala mais reservada para tocar seu violino. por azar, o lugar com isolamento acústico que costumava ficar, estava trancado, levando o rapaz à outra sala afastada. sentou-se no banco mais confortável que achou, largando a pequena mala de seu instrumento sobre a bancada. a melodia atual passou a reverberar pelas paredes metálicas quando kiwoon começou a tocar cough syrup, fechando os olhos enquanto seus ombros se moviam, animados pelo estranho prazer de ouvir as notas que ele mesmo produzia, com suas próprias mãos.
embora fosse alguém que prezasse bastante a privacidade, tanto sua própria como a dos outros, não pôde evitar permanecer escondida atrás da porta ao ouvir uma melodia tão boa. não era fã de nenhum tipo de instrumento mais clássico, mas era inegável que o jeito que o outro tocava fazia a música parecer algo novo. isso é, claro, até reparar que definitivamente não era um clássico. esperou que o pequeno show fosse finalizado para entrar na sala — artista algum gostaria de ser interrompido no auge de seu momento criativo. “ bom, eu acho que isso aí não era vivaldi nem bach. o que é que você estava tocando, kiwoon-ssi? parecia bem... diferente. falava de fora da sala, ainda, não olhando diretamente para o outro, e sim, desfocando sua visão entre as costas dele e a outra parede da sala. está ensaiando para algo?
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“ o que você pretende fazer com isso? ” ela levanta a sobrancelha esquerda, suspeita mas também achando um pouco engraçado, a voz quase desafia. não é todo dia que se vê alguém com isso em mãos. “ vai jogar em mim? ”
“ mulher... é um gato, não é uma arma. no máximo ele arranha você. confirmou o óbvio, percebendo o felino mexer-se em seus braços, e se perguntando se era pela sua empatia, ou porque ele apenas queria se mexer um pouco. eu estou testando meus poderes de empatia em seres de espécies diferentes. nunca consegui sentir animais, ou árvores, ou sei lá. mais alguma pergunta?
° · “ Olha… ” Começou, deixando um suspiro escapulir dos lábios. “ … posso ler sua sorte, mas não garanto que ouvirá coisas boas. ” As palavras eram pronunciadas gentilmente, mas as pupilas brilhavam com malícia. Ainda no monastério, um dos deveres dos monges eram as leituras astrológicas; fosse através dos pilares do destino ou analisando a fisionomia de alguém, Zhi Lan aprendera todos. Não podia ser considerado nenhum mestre na arte, afinal, deixara o monastério antes que pudesse ter aprofundado seus estudos. Mas sabia o suficiente para ganhar uma graninha extra e assustar os desavisados com baboseiras ditas com confiança. “ Topa? ” · °
“ você vai ler minha sorte com um baralho? questionou, confusa, enquanto encarava as cartas nas mãos alheias, rindo em seguida ao ver que a situação era até meio ridícula. olha, eu não entendo bem como que funcionam essas coisas, mas essa técnica sua parece meio nova, hm? eu quero, mas só se eu tiver a opção de te pagar depois da sua leitura.
☾ — Som do grafite sob o papel, quanto mais concentrava no objeto completamente aleatório que decidiu desenhar pela falta de sono, mais aquilo ia ganhando forma. Não sabia o que iria fazer, se iria finalizar com nanquim, deixar daquele jeito, ou passar para um quadro, de qualquer forma, teria que terminar o rascunho primeiro, e estava quase o fazendo quando escutou a voz de muse. Pelo susto nem conseguiu entender o que tinha sido dito. Só entendeu o que fez com o desenho quando viu a grande marca de lápis passando pelo mesmo. Dava para concertar, mas a preguiça, sabendo que levaria um certo tempo para conseguir voltar do ponto que estava antes, fez Yuna fechar o grande sketchbook, uma folha quase a2. “Ah essa hora, vindo desse jeito. ‘tava querendo me assaltar?”
“ olhando bem, você não parece ter muito a oferecer. acho que eu teria que te matar, ao invés disso. olhou-a de canto, colocando-se ao lado da garota enquanto a analisava de alto a baixo. não costumava sair a noite como fazia naquele dia, necessitando de espantar as semanas anteriores de sua cabeça antes que tivesse um estouro dentro de si mesma. você deveria levar coisas valiosas com você, mas não tão valiosas. se fosse um ladrão de verdade, estaria mortinha por não ter mais nada pra oferecer pra ele. sentou-se ao lado de yuna, cruzando as pernas e olhando com curiosidade para o caderno que ela carregava no colo. mas, então, o que você estava fazendo aqui, a essa hora?
O australiano estava sentado em uma mesa na biblioteca, um livro em frente ao seu rosto - na verdade, não lia nada. Seus olhos estavam atentos às pessoas ao redor, e em uma brincadeira que fazia desde que descobrira seus poderes, lia as mentes de algumas pessoas. Era proibido, mas sempre que algum coordenador ou instrutor aparecia, escondia o livro em frente ao rosto, fingindo que não estava fazendo nada. Na última vez, porém, leu algo muito interessante na mente de uma pessoa, e ao invés de mudar sua atenção para outra, manteve o olhar focado nela, interessado em saber mais.
bora gostava de ir para a biblioteca quando precisava de paz e sossego: era seu ambiente para pensar e se acalmar depois de uma longa semana como aquela havia sido. ponderava, ainda, se deveria voltar a conversar com seus pais, quer dizer, eu vou precisar colocar isso pra fora com eles alguma hora, não vou? eles... eles não seriam assim se soubessem que— algo lhe fez levantar de imediato do seu lugar no chão, porém. havia sido uma sensação, uma tão esquisita e expositora que fez a park tremer em medo. imediatamente, pôde ver melhor alguém do lado oposto da biblioteca. ainda que cheia de raiva, tentou ser o mais quieta possível enquanto andava até mason, imediatamente colocando as mãos na mesa dele para questionar: o que você pensa que está fazendo?
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“ não há porquê ter dúvidas disso, sunbaenim. seja pelo bem ou pelo mal, eu estou sempre pronta para o que você quiser jogar em mim. era uma mentira, é óbvio, mas era difícil ser sincera com ahra (ao menos, para si). havia sempre algo nela que a deixava incomodada — talvez fosse o medo de que ela pudesse lê-la melhor que ela mesma, ou do fato dela ser tão... diferente, mesmo sendo humana. de qualquer jeito, acreditava se tornar mais defensiva diante da mais velha, ainda tendo dificuldades em apontar um exato porquê.
“ i could say the same. não precisa levantar os olhos para saber que yunseong quem está falando — sua capacidade de decorar a voz dos outros de forma automática assustando até a ela mesma, ás vezes, mas sendo mais útil do que, talvez, decorar o que eles geralmente estão sentindo. sabe que ele fala aquilo de forma a elogiá-la, mas, por algum motivo, existe uma ponta de seu corpo que se irrita com a possibilidade dele estar zombando de si. não está surpresa dele ainda estar ali. tem algum motivo especial para me dizer isso agora, dongsaeng, ou apenas achou que seria uma boa hora para dizer isso? gostaria de pensar que está soando divertida, mas treinar uma manhã inteira sempre a deixa um pouco nervosa, e acredita que soou mais intimidadora e fechada do que nunca.
a semana da exibição nunca foi fácil para bora. seus pais lhe acompanhavam nela todos os anos quando era pequena, e cresceu olhando os seus semelhantes lutarem entre si para o entretenimento dos comuns. quando criança, havia medo, mas curiosidade — por que faziam aquilo, e por que tantas pessoas iam alegremente assisti-los? enquanto crescia, percebeu que os pais enxergavam aquela semana como um motivo de orgulho, como se aquilo mostrasse o auge da força mutante, o grande troféu que ela teria de um dia levantar.
bom, é claro, se ela não fosse a defeituosa da família — nunca lhe chamaram assim de forma direta, mas até pessoas sem poderes de empatia podiam medir a decepção de seus pais a cada derrota da park, ano após ano. nunca chegou longe, não importando que fosse habilidosa se não era forte ou resistente o suficiente, se seus poderes para nada serviam. quando era adolescente, enxergava aquela semana com um raio de esperança — “um dia, eu estarei ali, eu estarei vencendo aquilo, e eu vou provar o quão boa eu ainda posso ser” —, um, que assim que adentrou na academia, foi completamente destruído e jogado ao chão. percebeu como estavam certos, e ficou, para dizer o mínimo, enfurecida. gostava de pensar, naquele tempo, que estava brava com o universo, por ser tão injusto com alguém como ela.
na atualidade, crê que ainda está enfurecida consigo mesma, e a sua incapacidade de ser maior do que o destino reservou para si.
ao mesmo tempo que se vê presa a esses pensamentos, vê a ‘park bora atual’ como uma versão completamente diferente daquelas garotas mais jovens. é inegável que a semana de exibição mutante deixou de ser frustrante para si, e se tornou mais desanimadora do que qualquer outra coisa. como em todos os anos, havia treinado até seus pés, mãos, pernas, cabeça e mente dizerem chega, até realmente não ser mais capaz de lutar. no meio disso tudo, só pensava em por quê ela continuava a tentar tanto, quando, em todos os anos, seus resultados eram os mesmos: decepções, tanto as suas quando as de seus pais. deveria ter deixado a amargura com eles para trás há muitos anos, aquela vontade de se provar melhor do que eles, que somente destruiu quem ela poderia ser naquele momento, destruiu o que poderia ter sido a bora de verdade.
era um pensamento estúpido, no mínimo. um pensamento que a deixava desconfortável e solitária e arrependida de tudo que fez e não fez, mas, principalmente, cansada.
acordou no dia de sua batalha da mesma maneira, por ficado acordada por tempo demais, revisitando cada um de seus porquês durante a noite. não teve um minuto sequer para se acalmar ou colocar seus pensamentos no lugar, o excesso de pessoas naquela pseudofeira incomodando seu interior e fazendo seus poderes borbulharem ao somar os sentimentos alheios com toda a sua inquietação. esperava, somente, que aquilo não afetasse seu desempenho de maneira ruim.
a verdade é: a intensidade das batalhas sempre ajuda a park a se focar nelas, tomar os sentimentos de seus oponentes e usá-los para enfraquecê-los. é a sua tática, sempre, até por ser a única forma que seus poderes se tornam úteis: roubar a adrenalina dos outros e usar o desconcerto momentâneo deles ao seu favor, junto de alguns poucos truques que os desestabilizam mais rápido. no entanto, o lado ruim sempre chega mais rápido: não é resistente o suficiente, podia quase ouvir as palavras saírem da boca de seu pai, quando saiu de sua segunda vitória com a mente girando e os pés formigando.
sua mente estava um borrão, seus sentimentos uma grande bomba, prestes a explodir, mas deu o seu melhor para permanecer ao chão e não cair antes mesmo da terceira batalha começar. havia sangue saindo de seu nariz, e desconfiava que de suas orelhas, também. não eram de pancadas, mas provavelmente da pressão que seus poderes faziam em si. ótimo, ótimo mesmo. vocês sempre têm que fazer isso comigo, não é?, dizia (ou pensava?) para si mesma, limpando a sujeira de seu rosto e forçando seus pés a voltarem ao ringue o mais rápido possível.
ouviu o nome de seu oponente, hiro, e agradeceu que sua memória não precisou de tanta força para lembrá-la de quem era esse e o que ele fazia. respirou fundo, tentando acalmar seus nervos, e, por poucos segundos, jurou que sua empatia havia sumido, permitindo a ela uma paz verdadeira, a calmaria antes da tempestade. não tentou de verdade na última batalha, preferindo poupar-se de morrer ali mesmo, e poupar hiro de usar poderes tão úteis, também. caiu ao chão depois de poucos golpes, a cabeça zunindo e lhe dando grande incômodo ao final da batalha.
chegou muito perto de desmaiar, e durante aquele momento entre consciente e o inconsciente, jurou ver seus pais a assistindo, um rosto de quem não poderia acreditar nos próprios olhos estando em ambos. havia muitas perguntas para fazê-los, algumas relacionadas a seu desempenho naquele dia, mas a maioria, não. todas essas, curiosamente, iniciavam com por que. não sabia se deveria ficar triste ou feliz de não poder perguntar nenhuma delas.
17: what was the last lie you told + 18: do you believe in karma?
17: what was the last lie you told
eu amaria dizer que foi um “também te amo, pai”, mas ele nem faz questão de continuar terminando as ligações assim. deixou de ligar com a mesma constância, e — enfim. eu acho... que foi quando eu disse que não podia ajudar um dos mais novos com o treinamento dele. eu até podia... eu só não queria, mesmo.
18: do you believe in karma?
eu acho difícil dizer se acredito ou não. se você não pensar o suficiente no que você está fazendo, é quase óbvio que coisas ruins vão voltar pra você em alguma medida. o que me deixa questionando o karma é como pessoas boas passam por tanta coisa ruim na vida, e no momento em que deixam de serem moles, parece que aí o karma resolve funcionar. mas eu não sei, existem casos e casos, não é?
is there something about their personality they want to change? / do they have kids? do they want kids? if so, how many? / what do they hate being teased about? are they teased often?
is there something about their personality they want to change?
tricky question. bora não admitiria a ninguém, provavelmente, mas percebeu como é uma grande falsa durona. tende a querer intimidar as pessoas para não chegarem perto de si e a temerem como se ela fosse realmente um perigo, ao ponto de que ela desconfia de realmente ser. no final de tudo, ela está tentando proteger-se de se machucar de maneiras desnecessárias. algo que ela talvez admitisse que quer mudar: é extremamente carente. seja porque não teve muitos amigos ou afeto dos pais, tem a necessidade de receber validação e conforto dos outros de alguma forma, um bom trabalho ou um elogio sincero costumam deixá-la mais feliz, mas sempre joga esse tipo de pensamento para o fundo de sua cabecinha e tenta nunca mais pensar sobre.
do they have kids? do they want kids? if so, how many?
não biológicas, já viu o suficiente de mulheres grávidas para saber que não tem vontade alguma de sentir aquelas transformações em seu corpo, mas gostaria de adotar uma criança quando estivesse mais estável na vida. gosta de pensar que seria uma boa mãe — ou ao menos, uma mãe melhor que a que ela teve. tem preferencia pela ideia de adotar uma criança mutante, acreditando que ser protegida em gamsiin não fará bem algum a ela, mas desconfia que o governo permitiria algo do tipo.
what do they hate being teased about? are they teased often?
tudo. é uma pessoa supreendentemente sensível, e detesta que brinquem com qualquer coisa de sua personalidade.
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bora se lembra de todos os seus anos de ensino médio de forma extremamente vívida. muitas pessoas diriam ser um exagero, mas é quase como se todos aqueles anos a assombrassem. houve um dia, algumas semanas antes de completar 18 anos e poder se juntar ao treinamento em gamsiin, que bora, no meio das ansiedades que aquele dia lhe deu, parou para observar o que estaria deixando para trás assim que seu treinamento se iniciasse — lembra tão bem de como todas as risadas no ambiente pareceram mais altas, e tão sufocantes quando, mesmo estando cercada de colegas, se sentia tão sozinha.
se convenceu durante toda a vida que não precisaria daquelas pessoas, que eles não tinham o que fazer por si e nem ela por eles. mesmo assim, vê-los tão felizes e unidos e tão longe da realidade que a park foi obrigada a viver a deixou com a sensação de que não havia aproveitado nada. aquelas pessoas não lembrariam de si, não de um jeito bom, e ela não lembraria de nenhum deles, também — não lembraria de verdade.