pelos deuses! aquele ali passeando na praia é HERMES? ah, não, é só BLAKE HESTER/HASTINGS, um GOLPISTA nos agraciando com sua beleza nos halls do aletheia hotel. as moiras avisaram: mesmo com os 33 anos nesse novo corpo, segue tão ELOQUENTE e IRRESPONSÁVEL quanto na antiguidade. repararam também que ele lembra muito NICK JONAS? a maldição levou tudo, menos sua beleza. que prazer tê-lo como HÓSPEDE do nosso hotel!
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Nascido como filho de funcionários de uma grande família de elite, Blake por um tempo acreditou que todo aquele luxo que estava cercado era dele. Pelo casal não ter tido filhos, eles gostavam de mimar o menino. Os pais, humildes, jamais diriam não com tanto cuidado que tinham com o filho e por isso deixaram a família dar as melhores roupas, colocá-lo em colégio particular. Na escola todos pareciam ter um sobrenome que acompanhava uma fortuna junto, e desde então começou a vida de mentiras de Blake.
Negar aos pais e criar a persona que era herdeiro pareceu fácil. Sustentar a mentira durante os anos da escola se tornou difícil, mas os "pais" sempre estavam ocupados para virem a escola. Quem eram os Hesters? Os colegas pesquisavam, mas não achavam ninguém com esse sobrenome nas famílias de influência, mas Blake dizia que os negócios de seus pais eram na Europa, pois como ele estaria ali entre eles se também não fosse desse mundo?
Era cara de pau a ponto de pedir para usar o iate da família com seus amigos, de (quando se certificava que os donos não estavam) levar seus colegas até a mansão e até mesmo pedir dinheiro para essa os donos da casa. Seus pais não sabiam mais o que fazer além de se sentirem inferiores de não poderem dar aquilo ao filho, e quando o mesmo se formou acharam que acabaria ali todas as mentiras, mas não.
Blake não queria fazer muito, por que seus "amigos" não precisavam trabalhar e ele precisava? Ele queria sair, beber e viajar como os outros. Seus problemas começaram quando em um acidente a família que seus pais eram empregados acabaram falecendo. Como não tinham filhos, toda a herança foi para um tio que não tinha contato com eles. Mandou todos embora.
Seus pais queriam recomeçar em outro lugar. Conseguindo empregos dignos, e esperando que o filho criasse juízo. Blake fez uma proposta de ser o cuidador da casa para esse "novo" dono. Alegando que conhecia todos os negócios e investimentos da outra família, e que até mesmo havia cursado administração, pois seria o responsável por aquilo. A verdade era que o antigo chefe havia sim, por amor a Blake, pagado faculdade para o menino, mas o mesmo havia faltado nas aulas para sair com seus amigos. E reprovado em todas as matérias, mas um diploma falso era fácil de se arranjar.
O homem querendo alguém para organizar tudo confiou em Blake que se tornou melhor amigo e conforme foi passando o tempo foi roubando cada vez mais da fortuna do homem. O problema foi que ele não foi inteligente e suas manipulações.
Quando foi "descoberto" não quis dar margem para o destino e fugiu para Grécia com todo o dinheiro roubado. Criou documentos falsos e agora está planejando seu próximo passo.
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_ Então foi você? Esse tempo todo? - Farley nunca teve medo do escuro, tendia a ser o tipo de criança que se aventurava. Ele tinha medos de perigos verdadeiros, como o Papai Noel ou a Fada do Dente. Seu pai dizia que o medo do absurdo se combate com um medo real. Nunca aprendeu a combater a fada do dente, mas toda vez que sentia alguma ansiedade, se colocava em perigo. E lá estava ele de pé no mais próximo que conseguia da beira do telhado mais alto do hotel. - Do escuro a gente pode fugir, da morte não. - ... - Eu juro que não sou nenhum emo fissurado pela morte, é só um pensamento alto. - saiu da beirada, mas não deixou de olhar pra baixo. - Medo é uma palavra muito forte e expositiva, que tal "nunca vi Santorini desse ângulo"?
"Sim, tentei convencer Thea a fugir comigo e largar o marido, mas ela não quis. No final, se arrependeu. Era tarde demais fiquei tão enlouquecido de ciúmes que acabei a matando. Genial, não?" Tentou deixar a voz mais sombria e baixa junto a tempestade e ao escuro querendo dar um tom assustador. Mentir era fácil para ele ainda mais uma brincadeira como aquela (que não deveria estar fazendo, mas estava com um humor de merda por conta da chuva e falta de energia).
Pelo menos não estava lidando com ninguém querendo pular dali, o que já era um grande alívio, pois ele não saberia o que fazer em uma situação como aquela, pois nunca foi bom em lidar com sentimentos. "Nunca tinha visto por ângulo nenhum, mas sempre que eu li era sobre conforto, sol e diversão. O que não está acontecendo direito essse dias. De qualquer jeito, por que está no telhado?" Acabou perguntando querendo se distrair de tudo que estava acontecendo ao redor e do fato de se sentir ansioso por ter tantos policiais cercando o hotel.
Já era a terceira vez que ele virava durante aquela noite. A chuva batendo na janela junto ao vento, e o fazendo lembrar de sua infância no casebre que foi cedido aos pais. Se lembrava das goteiras, e da umidade do local. Todas essas memórias trazendo um gosto tão amargo na boca e nos sentimentos que mesmo deitado em lençois macios e de luxo, o sono não chegava.
Os barulhos digitais haviam sido grandes indutores de sono, e sem eles acabava desse jeito. A primeira noite havia sido insuportável, mas com tudo que estava acontecendo e ainda tantos policiais ao seu redor o fazia ficar mais ansioso. Havia decidido que tomaria as próprias decisões e não pediria por ajuda. No máximo tentar beber até apagar, mas suas garrafas acabaram e ele não havia conseguido ir buscar mais. Poderia pedir serviço de quarto, mas não era como se os telefones estivessem funcionando.
Descer até o saguão de escadas era uma opção, mas já se sentia um pouco tonto do rum que havia terminado. Sem muitas ideias uma ideia se surgiu, e segurando um travesseiro (desnecessário) acabou batendo na porta de Vivian. Seus pés e seu cérebro entorpecido o levaram para um local de segurança, após tantas noites sem dormir. Ele ainda nem havia reconhecido isso, mas já estava ali.
O som do vidro tilintando dentro da sacola foi a primeira coisa que ela ouviu antes mesmo de virar o rosto. O olhar dela subiu devagar, e o canto da boca desenhou algo próximo de um sorriso, mas sem a doçura que o gesto normalmente teria. — Depende… — respondeu, cruzando as pernas sob o tecido escuro que escorria até o joelho. — Você está perguntando se tenho alguém para afastar, ou alguém que valha o esforço de mentir? — A provocação saiu com uma calma perigosa, quase suave. Ela inclinou-se um pouco na direção dele, apoiando o cotovelo no encosto da cadeira, o rosto a poucos centímetros da sacola que ele balançava. Estava começando a ficar irritada e entediada com a malfeita chuva que parecia insistente demais, além de, as noites estavam sendo perturbadoras demais e ela não queria acabar caindo nos braços de Ophelia quando a madrugada chegasse, logo, talvez se embriagar antes da meia noite fosse uma boa opção. — Vinho, então. — concluiu, sem esperar confirmação. As luzes do restaurante vacilaram por um segundo, um breve lembrete do que se passava lá fora, mas ela manteve o olhar preso ao dele. — Se o presente é para uma namorada imaginária, acho que posso fingir por uma taça. Talvez duas, se você tiver tido a decência de escolher um bom vinho.
Ele suspirou um pouco. Era um vinho de ótima qualidade para um casal que não saberia nem diferenciar uma marca importada de uma comprada no supermercado. Não sabia o porquê de estar comprando vinho para seus pais se não pretendia os ver tão cedo, mas às vezes ele pensava que seus pais mereciam um pouco mais. Se eles não fossem tão caretas e se recusassem a aceitar qualquer "dinheiro sujo" vindo dele, a situação seria diferente.
Desde que era adolescente seus pais achavam um absurdo o quanto ele ficava na casa de seus patrões. O quanto ele não estava "respeitando" os limites que os pais colocavam. Enquanto os patrões quisessem Blake por perto, ele ficaria, e bem, ele ficou até o final. Não só a adolescência mentindo para seus colegas ser filho deles, mas depois quando cursou universidade virou o contador e administrador de todo o dinheiro (para desviar cada vez mais para si) se não fosse o maldito acidente ainda teria todo o dinheiro e sua vida confortável. Tirando os pais da cabeça e pensando na linda mulher a sua frente um sorriso escapou dos lábios. "Você tem? Sabe, estou te devendo uma. Quando precisar de um encontro falso é só bater na minha porta." Apoiando o queixo nas mãos. "Humm, um vinho por seus pensamentos? Como está lidando com tudo que vem acontecendo?"
Eric piscou algumas vezes, estreitando os olhos ao tentar enxergar o que estava rolando adiante. Se já era míope e estava sem óculos naquela noite chuvosa e sem luz, então a resposta era nada. Não estava enxergando nada. Seu coração quase saiu pela boca quando o carro derrapou, fazendo Eric soprar uma risada de nervoso. Achou que seria uma boa ideia parar mesmo, já afundando-se um pouco mais em seu assento, tentando se acalmar. Antes que pudesse dizer alguma coisa, Blake já estava xingando Deus e o mundo, pedindo para que Eric pegasse um cigarro bolado no porta luvas. Isso fez Eric soprar uma risadinha. "Uau, você tá preparado pra tudo." Disse, abrindo o porta luvas, encontrando aquilo que o outro pediu, entregando o cigarro pra ele.
Blake era um cara divertido. Apesar de ser um dos hóspedes, Eric tinha encontrado um amigo de bebedeira nele. Estava aliviado por tê-lo ali naquela noite, porque estava ficando impossível dormir sozinho nos últimos tempos. "Quando estiver bem chapado, vou adorar escutar suas teorias sobre aquilo." Ele apontou pra cima, indicando que falava da fenda esquisita no céu. "O que mais você tem escondido por esse carro pra gente passar o tempo?"
Tateou os bolsos em busca de um isqueiro e só o fato de ter demorado para encontrá-lo o deixou mais irritado ainda. Abriu uma fresta da janela para conseguir tragar e eles não ficarem sufocados no carro. Soltando todo o ar e esperando que aquele cigarro tivesse efeito instantâneo (o que não acontecia). Passou o beck para o homem ao lado dessa vez ele imitou a postura alheia relaxando contra o próprio banco. "Deixa eu pensar. Tinha um bolado, tem camisinha, talvez gel, provavelmente um baralho de cartas." Pensou se havia jogado mais alguma coisa ali. "Ahh, você vai gostar. Acho que tenho uma algema no porta malas." Era uma piada, e sabia que o outro apreciaria. "Devo ter alcool em algum lugar ali, mas não sei se vale a pena virar um gato molhado. Quer aprender uns truques de carta?"
Ligou o rádio deixando a mente flutuar um pouco, mas todas as palavras em grego o deixavam mais confuso e então começou a achar engraçado. "Presos em Santorini, tendo que ouvir uma rádio grega, com um possível hotel mal assombrado, e sem perspectiva. Que grande férias eu tirei." Não estava ali de férias, mas não era como se pudesse expor suas razões para estar ali.
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Viktor viu que @blakehestex fazia uns truques com cartas a distância que achou do caralho!! Parecia que ele sabia como esconder tudo e ninguém da mesa percebia. Ele próprio só percebeu porque o estava observando faz um tempo a distância, curioso em como ele conseguia ganhar tudo e de todos. Quando finalmente acabou a partida ele se aproximou, querendo avisar e evitar o pior porque queria saber o truque! Não queria ver ninguém se complicando antes de ensinar "Tem uma câmera bem ali em cima" não apontou com a cabeça nem nada, só encostou no braço do outro pra disfarçar, falando mais no ouvido como se conhecessem um ao outro, e direcionou com o olhar. Era uma câmera bem discreta, mas sabia porque sempre ficava mapeando os pontos cegos de tudo que é lugar que ia. "Depois me ensina?" falou mais baixo ainda e se afastou sorrindo de leve.
Algumas vezes, Blake, gostava de brincar com o perigo. Geralmente andava acontecendo mais que o normal. Não conseguir dormir de noite estava o enlouquecendo. Ele sempre precisou de um barulho para conseguir relaxar. O som da televisão, o som do ventilador ou do ar condicionando até mesmo a mudança de números de um relógio digital. Já estava indo para mais uma noite sem conseguir dormir, e até mesmo cogitando viajar para outro lugar (se fosse possível).
Ficar sem sono o fazia cometer erros como aquele, e se não fosse o menino para avisá-lo, poderia ser pego. "Humm, claro." Não era muito de abrir seu jogo e estava pronto para mandar o menino sair, mas o rosto familiar do hotel fez pensar que talvez fosse bom ter um ou outro cumplice. Alguém diferente de Isi que estava atravessando uma linha bem fina. "Minha abotuadora na parte interna de um lado tem um pequeno carimbo que lança uma ponta finissima em cada carta. Assim consigo marcá-las." Ajeitou as mangas como se estivesse arrumando e dobrando mostrando a tecnologia. "E por incrível que pareça sou muito bom com números. Gosta de apostar, garoto?"
Estava tudo mais do que organizado. Ele havia esperado até o turno de Eric acabar e os dois passariam a noite se divertindo pelos bares de Santorini, por mais que o tempo estivesse fechando, provavelmente passaria, afinal, era Santorini. Sempre calor e diversão. Era estranha a amizade que havia formado com o funcionário do hotel. O tipo de pessoa em que ele não precisava contar muito e não fazia muitas perguntas.
Com os dois era bebedeira, diversão e aproveitar tudo de melhor que a noite pudesse oferecer. No final se escoravam e ambos acabavam se empurrando até o hotel. Se não tivessem companhia se enroscavam no outro mesmo para não dormirem sozinhos. Já chegando na cidade a chuva começou a aumentar de forma torrencial, e ele já não enxergava nada a sua frente, e por não ver o carro quase derrapou. Parou no acostamento ligando o alerta. "Droga, acho que vou ter que parar o carro, Eric. Foi mal pela parada brusca, era isso ou nós voando estrada abaixo. Não consigo ver nada. Merda. Deixei um cigarro bolado no porta luvas, por favor, alcança para mim." Pediu ao outro precisando de um pouco de calma depois do quase acidente.
"Está mais para o fim do mundo mesmo. Segundo a televisão. Não sei se eu sobreviveria muito se for essa a verdade." Não sabia como havia aceitado fazer parte daquela aula de yoga, mas como as opções estavam limitadas se viu tentando fazer o exercício para relaxar, afinal, não estava conseguindo dormir durante a noite após tantas notícias sobre Santorini. Se o seu rosto aparecesse em qualquer matéria era o fim para ele, pois sabia que haviam pessoas procurando. "Conta como sobrevivencia se fingir de morto para os zumbis ou seja lá o que for nos comer acreditar que já morremos e nos deixar ir?"
Não sabia como aquela conversa com o instrutor havia começado, mas ele nunca havia sido um cara ligado a ficção cientifica. Pelo contrário, ele não gostava muito de ler. Seu foco sempre foi números, então a realidade de um possível apocalipse era seu pior pesadelo.
@la-lala-lalala disse "If I fall off this roof, itll be your fault."
Não poderia dizer que estava contente com toda a situação a falta de luz já estava sendo um problema. Depois da sensação horrível de ter ficado horas no carro com Eric, não pelo último, mas por se sentir preso. Agora tinha de lidar com o fato de estar tão escuro que não conseguia ver um palmo de sua mão direito.
Tentando ir para um lugar onde pudesse ter um pouco mais de visão e sair do quarto já que não conseguia dormir e não tinha mais a televisão para o distrair. Subiu as escadas até o terraço, e acabou fazendo tanto barulho e assustando outro hóspede que estava ali, e ele não sabia. Riu com a fala alheia, e colocou as mãos na cintura. "Nessa escuridão? Sem as câmeras estarem funcionando? Aposto que não iriam nem desconfiar. O crime perfeito." Se aproximou do outro sentando-se perto do parapeito. "Será que devemos chamamar mais atenção para Santorini? Transformar em uma cidade assombrada." Era o oposto do que ele desejava.
Foi até ali para se esconder de tudo, toda essa atenção ali faz ele querer sair correndo, mas não era permitido. Precisam ficar ali até tudo passar. "Está com medo do escuro e não consegue dormir?"
[ STAY ]: sender decides to stay by the receiver's bedside after learning that they're sick. // @vivianblackwood
Blake odiava ficar doente. Claro, ninguém gostava de ficar doente, mas ele odiava. O motivo era óbvio, pois se estava doente era obrigado a ficar em casa. Sua casa verdadeira, com seus pais pobres, mas amorosos. Ele odiava sua casa. Ou melhor, a pequena casa ao lado da mansão que foi cedida a eles.
Odiava ter que ficar encarando aquelas paredes descascando, o cheiro um pouco úmido que fazia ele espirrar. O internato era bom, pois podia fugir dessa realidade.
Havia pegado muito sol naquela manhã, e provavelmente isso o deixou com insolação fazendo com que agora se sentisse febril e nada abaixasse a temperatura corporal. O ar condicionado do quarto fazendo com que ele soltasse calafrios. Não conseguindo levantar da cama nem para comer.
Se enrolou na coberta e ouviu as batidas na porta. Será que em um delírio havia conseguido pedir comida? Se arrastando foi cambaleando até a porta, e se surpreendeu quando viu a pequena figura de Vivian na porta.
Claro, eles haviam combinado de conversar. Ele havia esquecido, por conta de seus sintomas. "Estou morrendo. O karma finalmente me atingiu. Quando eu morrer tudo que eu roubei fica para você." Rolou para cama gemendo baixo pela sensação de alívio ao deitar no colchão novamente. "Desculpa, Viv. Não acho que poderei ser muito útil hoje." Se enrolou na coberta abaixando a cabeça e fechando os olhos querendo que a naúsea e a febre passassem.
Não soube quando dormiu, mas quando acordou se surpreendeu por ter uma toalha molhada em sua testa. Ele estar com lençóis limpos, e ainda mais surpreso de ter uma figura deitada ao lado da cama. Seus pais sempre foram obrigados a trabalhar e não tinham "tempo" para cuidar dele, apenas o básico como deixar um remédio e mandarem mensagens, aparecendo só no final da noite.
Eles tinham tantas tarefas que faziam ficar difícil cuidar do próprio filho. Então ter alguém ali ao seu lado foi uma surpresa que ele não sabia como identificar. Saber que não estava sozinho. Virou-se para a figura pequena cobrindo-a com os lençois. Seus dedos foram para os fios soltos caindo em seu rosto. Para alguém tão pequena e frágil, Viv era a melhor advogada que ele poderia ter. Era assustador o que aquela mulher conseguia fazer quando estava cismada de algo. Um sorriso passou por seu rosto.
Era estranho confiar em uma pessoa. Ele não confiava em ninguém, mas Vivian sabia tudo, cada pedacinho, e ainda assim havia escolhido ficar aquela noite cuidando dele mesmo quando não era obrigada. Será que isso que era amizade? Nunca teve uma de verdade para saber. Deitado olhando para a mulher acabou adormecendo com um sorriso no rosto, a ideia de que pelo menos uma vez não estava sozinho.
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Após a ajuda de Charlie para despistar as câmeras, Blake, não pode fingir não gostar da companhia da Bouchan. Seus corpos se encaixam, e em meio a toda nebulosidade de seus pensamentos ter um corpo entrelaçado ao seu sem dúvidas era bom para passar a noite. Vê-la sentada ali no restaurante deu a ele uma ideia de prolongar aquele contato. Quem sabe não poderiam fingir mais um pouco. Olhou para a sacola que estava em mãos. Havia comprado alguns vinhos para tomar na paz do seu quarto, mas agora haviam se transformado em uma oportunidade.
Sentou-se ao lado da mulher. "Essa sacola aqui? Não sei. Podem ser várias coisas, mas poderia ser um presente para uma namorada, caso eu tivesse uma, mesmo de mentirinha. Só que agora não tem ninguém para eu precise afastar, você tem?" Sua voz foi sugestiva balançado a sacola na frente do rosto dela como se estivesse esfregando doce na cara de uma criança.
[ dance ] sender and receiver perform a silly dance together // @ericbouvier
tw: menção a drogas;
Não podia negar que a vida noturna de Santorini era diferenciada, e por conta disso, Blake estendia toda sua noite ali. A mente entorpecida por bebidas e cigarros. Ele havia começado a fumar junto a seus colegas ainda na escola. Não era incomum ver meninos de elite se escondendo em banheiros para usar de cocaína ou fumando maconha escondido.
Blake não se adaptou muita as reações da cocaína, mas o fumar para ele era uma forma de relaxar sua mente. Gostava da sensação de calmaria e de foco que sentia ao pegar a planta híbrida. Não sabia que caminho seguir. Não gostava de trabalhar, não tinha estudado o suficiente para realmente ter um ofício, por mais que tivesse o diploma (comprado).
Sua volta para o hotel quando ainda estava são para o mesmo consistia em voltar para o bar para terminar a noite na escuridão gerada pelo excesso de alcool no sistema.
Duas horas da manhã não havia muitas pessoas ali no hotel ou estavam em seus quartos dormindo ou em baladas. Ele seguiu para ali sem destino, mas a bela figura de Eric era o suficiente para um sorriso aparecer em seu rosto. Como se fosse planejado uma rádio de clássicos dos anos 80 que estava tocando começou a tocar Dancing Queen.
Ele soltou uma gargalhada. "Vivendo o sonho. Ouvindo Mamma Mia, em um hotel na Grécia." Puxou o bartender para dançar junto com ele de forma desengonçada. "Não corte meu divertimento, vamos dance comigo, Eric. Tu sais que je sais." Você sabe que eu sei. O francês escapando do seus lábios para convencer o outro a se juntar a ele. Colando as mãos e o rodopiando como se estivessem dançando em um salão e depois os dois corpos se encontrando. "Longue nuit?"
Veludo vermelho espalhado por todo o ambiente, pesadas cortinas que concediam alguma privacidade aos clientes de maior renome e os murmúrios de pessoas ávidas pela vitória. Não importava quanto tempo passasse, sempre existiria algo de estranhamente familiar em cassinos como aquele. E, em dias particularmente ruins, Isidora se via tentada a se entregar àquele sentimento - mesmo que isso significasse perder alguns euros no processo. Não que costumasse apostar quantias altas, havia aprendido à lição com a experiência do pai. As íris claras deslizaram pelo ambiente, sua atenção repousando sobre um alvo pouco explorado: a roleta. Não estava entre os favoritos do progenitor, mesmo que ela própria costumasse observar a mesa à distância quando mais nova. E, para sua surpresa, a memória do pai não seria o único fantasma do passado a assombrá-la naquele dia. "Blake? O que você... Ah, claro. Ainda desperdiçando o dinheiro de sua família com apostas idiotas, pelo que posso ver. Não sei porque não estou surpresa."
A figura a sua frente era basicamente um fantasma do natal passado voltando para assombrá-lo. Geralmente, Blake não se importava com as vítimas que havia deixado ao longo do caminho, mas a aposta que havia feito para sair com alguém inocente como Isi e depois largá-la ou como aconteceu, uma humilhação pública onde todos riram dizendo sobre a aposta. Não foi seu melhor momento. Roubar dinheiro havia sido discreto e não estava atualmente mexendo com ninguém com exceção do babaca que havia herdado o dinheiro dos antigos patrões de seus pais. "Nem toda aposta é idiota. Algumas são lindas e com belos olhos azuis e lábios em formato de coração." Não se arrependeria do que havia feito. O passado era o passado.
"Estou surpreso em te ver por aqui. Você não era contra todo esse tipo de coisa? Não era superior e tudo mais?"
Geralmente quem precisava, e sempre precisava, era ele. Para Vivian ir até ele, era por ter alguma coisa errada. Ele abriu a porta do próprio quarto convidando-a para entrar. "O que quer que eu tenha feito de errado, a culpa é minha." Blake sabia muito bem como se fazer de manhoso e de idiota, mas quando o assunto era Blackwood, alguém que ele poderia e era completamente honesto, significava que a situação que havia se metido era maior do que imaginava e para isso precisava ser o mais sincero possível.
E isso era difícil para ele. "Eu tenho vinho, cerveja, e provavelmente algum whisky escondido em algum lugar aqui se a situação for mais pesada. Por favor, não alivie, apenas mande o problema." Avisou para ela dando sinal para sentar ao lado dele na cama. "Claro, apenas eu vou beber, crianças não podem." Ele sempre brincava por ela ser menor, e mais nova do que ele. Era uma forma de carinho, uma das poucas que sabia, e para alguém que fazia de forma sincera sem nenhum tipo de golpe involvido.
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● — [sender] grabs [receiver’s] arm because they are scared // @vivianblackwood
Era difícil para Blake acreditar naquela realidade em que Vivian, uma das mulheres mais fortes que ele conhecia, pudesse ter uma reação como aquela. Fez com que ele ficasse mais atento, e ao mesmo tempo preocupado.
Para ele nada dava medo. Já estava fadado ao erro, afinal, nada em sua vida valia a pena. Nem ele mesmo. Era uma fraude que vivia a custas de um golpe que foi criado por dinheiro dos patrões de seus pais. Tudo que ele tinha era uma boa lábia e ter conseguido escapar ano após ano com suas mentiras.
Porém, Vivian era uma constante. Sempre disposta a mostrar para ele como reagir a seus erros e escapar. Sem ela, provavelmente, não teria ido tão longe. Sua mão foi até a dela. Não era muitas pessoas que ele se importava, mas ela sim. "Hey, talk to me." Como ele não precisava fingir com ela, pois sabia toda a verdade não tinham máscaras entre eles. "What's wrong?" Apertou a mão dela. "Você sabe que pode contar comigo. Aconteceu alguma coisa? É alguém? Você sabe que sempre damos um jeito."
"Por quê? Eu tenho a leve impressão que você está tirando uma comigo. Não é possível você ter bebido tanto em uma noite ou ter feito tudo o que disse. É humanamente impossível. Quer apostar? Se você conseguir fazer de novo...O que você gostaria de ganhar?"