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NĂŁo dormia direito hĂĄ dias. Com a cabeça pesada, o humor ruim era ainda mais potencializado pelo defeito na habilidade, que estava inconstante desde o ocorrido do baile. Utilizando as luvas de forma obrigatĂłria, o tecido tambĂ©m começava a irritar e, por isso, resolveu que nĂŁo faria mal passar pelo menos alguns minutos sem usĂĄ-las, se aproveitando da solidĂŁo costumeira daquele horĂĄrio do dia (quase todos os horĂĄrios do dia eram solitĂĄrios para ela, honestamente). Contudo, algo acabou saindo dos planos. Indo atĂ© o balcĂŁo para pegar o pedido que achava ser o seu, os dedos ficaram perto demais de tocar os de outra pessoa, e, como um reflexo, retirou a mĂŁo rĂĄpido demais, derrubando o lĂquido, que começou a pingar para o chĂŁo. Imediatamente procurou algo para limpar a bagunça. "Merda." Murmurou, ao fazer contato visual com Muse. "Desculpa, nĂŁo podia deixar vocĂȘ encostar em mim, nĂŁo Ă© nada pessoal, sĂł... NĂŁo ia terminar bem." NĂŁo queria acabar se conectando a alguĂ©m acidentalmente, especialmente quando tudo parecia extremamente sensĂvel, mais que o comum. "Acho que escutei errado sobre o meu pedido, se quiser, eu te pago outra coisa."
estava pouco preocupado. o ocorrido no baile das sombras havia nĂŁo apenas sido um total espanto, como uma afronta direta a ordem local. ainda assim, gregor pouco estava preocupado. a realidade era que para ele pouco importava se arcanum sucumbiria em caos ou triunfaria em glĂłria. se importava com duas coisas muito verdadeiramente: aprender e ter o que queria. e no dia de hoje havia sido frustrado em ambos. a nova tentativa de se comunicar com pearl havia sido frustrada, o levando a quebrar alguns objetos num surto de raiva. as pesquisas no campo sintĂ©tico estavam estagnadas, inclusive porque agora, com a chegada de lĂșcifer, alguns pareciam mais interessados em vigiar o seguimento da vida do que construi-la. e, mesmo seu passeio a biblioteca dos ossos em busca de um livro de magia havia sido inĂștil. - quantas⊠eu pergunto, quantas malditas coisas podem dar errado em um Ășnico dia?
"Vai atrair mais coisas ruins se continuar falando desse jeito. Talvez um primo ou irmĂŁo de cĂrculo meu, se usar os xingamentos corretos." Comentou, em brincadeira, ao sentar-se prĂłximo do vampiro. Era esse o tipo de baboseira que cristĂŁos costumavam falar e nunca falhava em diverti-lo. Ba'al nĂŁo poderia dizer que estava passando por semanas prazerosas tambĂ©m, na verdade, trabalhar tanto estava se voltando contra ele de um modo que nĂŁo ocorria hĂĄ algumas dĂ©cadas. "O que estĂĄ te deixando tĂŁo nervoso, Gregor? SĂł fico tĂŁo frustado assim quando lido com clientes particularmente complicados."
sendo o motivo da existĂȘncia de godric, sentia-se culpado por ter deixado passar um desejo tĂŁo cruel quanto o de matar e expor corpos para lĂșcifer. era o responsĂĄvel por amenizar impulsos humanos e onde estava, quando tudo aquilo aconteceu? os dedos massageavam as tĂȘmporas, enquanto os olhos corriam o documento extenso sobre a mesa. nĂŁo queria decepcionar os humanos, miguel e muito menos o pai â era o motivo pelo qual investigava, em menor escala, o ataque. "pode deixar o cafĂ© sobre a mesa mesmo, por favor." murmurou sem olhar para muse, imaginando que fosse apenas a garçonete com seu pedido. porĂ©m percebendo que nĂŁo era atendido, desviou os olhos e prontamente se desculpou, enganado. "desculpe, minha atenção estĂĄ bem difusa depois de tudo o que aconteceu."
Provavelmente nĂŁo era o melhor momento, mas, imaginou que ser confundida com uma garçonete era a melhor forma de conseguir abordar uma criatura tĂŁo curiosa e tĂŁo diferente de todas as com quem havia convivido durante os vinte e um anos de vida. HĂĄ apenas dois meses na cidade, Brandy nĂŁo tinha conseguido perguntar o que realmente queria saber. "Tudo bem, foi horrĂvel mesmo, eu chorei a noite toda depois daquilo." Falou, em um tom casual. "Mas entĂŁo, posso te fazer uma pergunta?" Procurou pelos olhos alheios por breves segundos, um pouco antes de simplesmente fazer a pergunta. "O cĂ©u Ă© tipo uma grande firma?" Olhou rapidamente para o documento que ele segurava, imaginando que tinha acertado. "O inferno pra mim Ă© uma monarquia meio distĂłpica, mas o cĂ©u parece muito pragmĂĄtico. Os arcanjos sĂŁo tipo, os lĂderes de cada setor ou algo assim?" E entĂŁo sentou-na na cadeira em frente a dele, trazendo consigo sua prĂłpria xĂcara de cafĂ©.

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-- A quantidade de clientes tem sido desanimadora, sabia? O chefe estå meio preocupado com o andamento não só de lå mas, de todos os restaurantes de Arcanum. As pessoas parecem estar meio em duvida quanto a sair de casa, claro... Com motivo. Eu sei que temos preocupaçÔes maiores para pensar mas... Acho que se passarmos a ignorar as normalidades do dia a dia as coisas não vão ficar piores ainda? Me perdoa, tem duas horas que eu estou tagarelando e era uma pergunta muito simples antes. Eu comecei a me enrolar e me enrolar. O que voce falou mesmo?
Escutou, escutou e escutou, com um sorriso contido no rosto. Era tĂŁo comum que fosse ele quem estivesse falando assim, que, quando encontrava alguĂ©m que falava ainda mais, preferia nĂŁo interromper os pensamentos acelerados, para sĂł depois dar a sua opiniĂŁo. Mas achava engraçado considerando que eram da mesma espĂ©cie. Talvez fosse coisa de nephilim falar pelos cotovelos. âEu esqueci, me desculpa. VocĂȘ falou tanto que a minha atenção jĂĄ foi toda pro buraco. Mas, eu concordo. Apesar das coisas estarem extremamente agitadas no meu trabalho, em comparação ao seu.â Tinha calafrios sĂł de pensar sobre. âEnfim, vocĂȘ pode contar comigo pra qualquer atividade mundana, se tem uma coisa que eu gosto Ă© de ser mundano. Literalmente agora eu estava pensando em, sei lĂĄ, ir nadar ou andar de skate. TĂĄ a fim?â
CLOSED STARTER FOR @blackorbs ft. RIVER ! they said : this time i will be listening.
pareceu afrontada por um momento , nĂŁo querendo acreditar que ele estava fingindo prestar atenção em um momento tĂŁo crĂtico. antes de ser apenas um receptĂĄculo vazio do humanidade, ela queria uma Ășltima jogado - um movimento divino. levada para o cĂ©u, inferno ou limbo quando morta ; nĂŁo importava. ela preferia continuar a acreditar que o fim era apenas isso - o fim. mas vagar este mundo sem uma alma era uma punição que abigail nĂŁo pensava merecer , nĂŁo quando matou apenas em um momento de desespero .
talvez se soubesse que por toda a eternidade teria de abrir mĂŁo de partes de si mesma, iria ter permitido que a irmĂŁ acabasse consigo. mas essa nĂŁo era ela - ao menos, nĂŁo costumava ser. hoje, bebendo chĂĄ entre os mortos , e assistindo empalamentos no necrotĂ©rio, visitando cenas mĂłrbidas de crimes horrĂveis , ela apenas esperava por um falecimento menos violento do que ouvia dos espĂritos.  â â 'tĂĄ bem. â  ela colocou a mĂŁo sobre o livro que ele foleava. â â vamos começar com algo que talvez prenda sua atenção. â arqueou as sobrancelhas, e sem parecer afetada , ela pronunciou as palavras que ainda lhe traziam um arrepio a espinha : â â em um mĂȘs, eu vou morrer. â
Sentiu-se arrependido quando percebeu o incĂŽmodo alheio. âNĂŁo foi por querer, eu juro! Ă que hoje eu tĂŽ mais cansado que o normal... Minha atenção tĂĄ ruim.â Estavam sendo dias complicados na verdade, por mais que fosse espirituoso e tentasse manter o bom humor, a rotina de trabalho vinha sendo um pouco complicada de conciliar e, por isso, atĂ© planejava passar os prĂłximos dias apenas em casa, recusando convites tendenciosos ou terrivelmente chamativos. NĂŁo muito depois, percebeu que a anĂĄlise superficial que estava fazendo naquele livro de encantamentos definitivamente nĂŁo era mais importante do que o que Abigail estava dizendo, pois a notĂcia foi recebida com um coração imediatamente acelerado, e um choque genuĂno. âO quĂȘ?â Questionou, incrĂ©dulo, e procurou pela mĂŁo alheia como se, de algum modo, precisasse segurĂĄ-la. âComo assim vocĂȘ vai morrer, Abby? NĂŁo precisa fazer uma brincadeira dessas sĂł porque eu...â Começou, contudo, a expressĂŁo que via dentro dos olhos dela nĂŁo parecia particularmente alegre, muito menos exibia pequenos sinais de se quebrar em risada ou fingimento. A sua intuição, que sempre tentava ignorar, nĂŁo apontava para nenhuma mentira. Ela estava falando sĂ©rio. âQuem... Como? Como vocĂȘ sabe disso?â Foi o primeiro questionamento, seguido de um segundo, quase que imediato. âVocĂȘ quer que eu tente te abençoar?â
CLOSED STARTER FOR @blackorbs ft. BA'AL! they said : stay for dinner ? i made too much, i think.
ele a ensinou como andar em uma bicicleta - claro, depois dela muito insistir , e perturbar . o patriarca dos fortunado piamente se recusava , e ela nĂŁo tinha ninguĂ©m alĂ©m dos dois ; maldita mĂŁe que se explodiu para o inferno. era sempre assim , ela continuava a ser petulante atĂ© que eventualmente o pai pensasse que apenas fazer o que ela queria seria menos laborioso . nĂŁo era assim que ela queria que as coisas fossem , e nĂŁo era este o problema ? ela sonhava com uma vida normal, quando nenhum dos dois era exatamente o modelo de humanidade perfeita. ela - atĂ© menos que o mais velho. althea continuava a o encher, e falhava em ver as pequenas e grandes coisas que ele fazia por si , talvez porque nĂŁo existia cerca branca. â â quer dizer que nĂŁo me convidaria se nĂŁo tivesse feito muito ? â sempre levando as palavras para o lado errado, sempre lendo entrelinhas que nĂŁo estavam ali. â â ouch, velhote. â ela tocou a mĂŁo ao peito acima do coração , e fingiu estar muito ofendida. â â mas tudo bem, nĂŁo Ă© como se vocĂȘ fosse grande fĂŁ de jantares em famĂlia. â mas lembrava de um tempo, onde eram eles no anexo a mansĂŁo , comendo no silĂȘncio mais feliz da vida dela. â â o que vocĂȘ fez ? â ela inquiriu , sentando-se a mesa.
Ser pai nĂŁo foi algo com que sonhou, mas nĂŁo era o destino mais cruel do mundo. Talvez nĂŁo fosse idealmente o melhor pai do mundo, pelo contrĂĄrio, mesmo apĂłs milĂȘnios de existĂȘncia, a experiĂȘncia de ter uma criança era relativamente nova quando a criança era sua, e quando a mĂŁe havia sido arrastada para o inferno por ele, que a mantinha presa pela marca do diabo apesar de tambĂ©m observar a gestação com olhos curiosos. Conhecia suas falhas como demĂŽnio, pois era onde a humanidade impertinente começava a querer alcançar a superfĂcie da existĂȘncia corrompida e, em centenas de anos, nĂŁo se recordava de ter se sentido mais humano do que a primeira vez que segurou Althea em seus braços, ensanguentada e coberta por panos chiques e sedosos, olhando-a com curiosidade, e vendo a forma como aqueles olhos pequenos refletiam o mesmo escuro que os seus: iguais. Ă uma pena que ela jamais saberia sobre como sorriu ao observĂĄ-la, como se fosse uma pequena gĂȘmea nascida hĂĄ inĂșmeros anos de distĂąncia dele.
Infelizmente, com a vida que ela levava, tambĂ©m precisava se recordar do contrato. Althea nĂŁo era sua filha, era um pacto. Concebida para aquela famĂlia nojenta e asquerosa que adoraria assassinar membro por membro atĂ© que sĂł restassem os dois. E, ainda assim, quando a viu crescendo monstruosa, irredutĂvel e cedendo aos caprichos dos mundanos que haviam a registrado, apenas constatou que, de fato, era apenas um demĂŽnio cumprindo seu trabalho, e ela deveria viver sua vida como bem quisesse, ainda que lhe desagradasse imensamente. E esse era um erro difĂcil de se consertar. Portanto, deveria agradecer ou se sentir aliviado de que dentro dos limites da cidade seriam para sempre sĂł os dois, nĂŁo? Como ele queria. Mas por que entĂŁo, nĂŁo conseguiam mais estar em sintonia? Ele a amava, e para sempre amaria, mas serĂĄ que gostava dela? âPetulante.â Repreendeu, no lugar de dizer que Ă© claro que a convidaria, apenas nĂŁo tinha o costume de fazer refeiçÔes Ă quele horĂĄrio por conta da prĂłpria rotina. âPreciso ficar de olho em vocĂȘ.â Replicou, no lugar de dizer que poderiam voltar a jantar juntos, talvez atĂ© pudessem morar perto um do outro. âAdobo filipino.â Respondeu, mostrando a panela com o conteĂșdo altamente apimentado, mas igualmente agridoce. Carne comum, mas de alta qualidade. âCostumava ser onde tinham mais seitas em meu nome, e onde consegui esse corpo. Provavelmente os mais velhos ainda tem medo do antigo Bal-Bal.â Um sorriso brotou nos lĂĄbios, genuĂno. âĂ uma pena que nĂŁo pude levĂĄ-la lĂĄ, ia ser uma experiĂȘncia interessante.â Comentou, tentando soar casual, e foi atĂ© o armĂĄrio de bebidas, de onde puxou uma garrafa com lĂquido espesso, e uma que parecia comum. âVinho, mas na outra garrafa Ă© sangue. Gosto de misturar os dois, enriquece o paladar com comida apimentada.â
"ACTUALLY ALL OF MY SYSTEMS ARE NERVOUS." - WITH @blackorbs (BRANDISH) Local: Alexandria Livros Usados
Gaea deu uma olhada de canto de olho para Brandy com o comentĂĄrio dela, mas deixou passar - ela tambĂ©m era meio assim. O fato era que, se estivesse na situação da outra, provavelmente tambĂ©m estaria arrancando os cabelos com tudo o que estava acontecendo. De qualquer forma, pegou sua garrafa tĂ©rmica de cafĂ© e serviu duas canecas, uma para si e uma para a outra. "Ă, estou começando a perceber isso", comentou, bebericando um pouco do prĂłprio cafĂ©. "Mas vocĂȘ vai precisar de calma e paciĂȘncia para o que vamos fazer. VocĂȘ sabe que vai ser tudo muito experimental, nĂŁo Ă©? Sou uma pocionista das boas, mas isso Ă© territĂłrio novo pra mim." Jamais encheria a outra mulher de promessas que nĂŁo seria capaz de cumprir; Gaea sempre jogava limpo, por mais que outros pudessem dizer o contrĂĄrio. "VocĂȘ confia em mim?"
Existia uma dualidade engraçada ali, pois, ao mesmo tempo em que facilmente sucumbia Ă s suas emoçÔes, desgostava de se mostrar alabada quanto mais sĂ©ria era a situação, porque ainda possuĂa os cacos do orgulho estilhaçado da Ă©poca em que era simplesmente forte e poderosa o suficiente para nunca se deixar abalar por nada. Ah, quanta arrogĂąncia. Na calada da noite, refletia sobre seus anos mais brilhantes e se perguntava se merecia tudo que lhe aconteceu sĂł porque se tornou cheia de si, ignorando todos os problemas e empurrando para debaixo do tapete, transformando os olhos frios do pai (que na verdade era seu tio) em demonstraçÔes veladas de amor. Ele sĂł queria que ela fosse sua melhor versĂŁo, certo? Agora nĂŁo tinha certeza. Era essa a sua punição? Jamais acharia justo. Brandy acreditava ter feito o que podia para sobreviver, mesmo que isso incluĂsse se tornar uma versĂŁo de si mesma que era egocĂȘntrica demais, que pensava demais em si. NĂŁo que isso lhe servisse de qualquer maneira agora, nĂŁo Ă©? NĂŁo com o que sobrou. E, se tratando de sua doença, por mais que nĂŁo quisesse, precisava assumir o quĂŁo terrivelmente assustada estava. Sua vida era como um lobisomem e, agora que nĂŁo tinha mais famĂlia, perder tambĂ©m a metade mais importante de sua identidade era simplesmente cruel. âCalma e paciĂȘncia, claro.â Repetiu, deixando escapar um riso constrangido. âEu entendo. Mas, honestamente, nĂŁo tenho nenhuma outra opção alĂ©m de ser um ratinho de laboratĂłrio.â E sua expressĂŁo dizia que sentia muito por si mesma, mas ainda assim, nĂŁo podia recuar. âE vocĂȘ passa muita confiança, tĂĄ no seu cheiro. A gente nĂŁo se conhece nem nada, mas eu confio no meu faro.â Que estava adoecido, mas isso era sĂł um pequeno detalhe ali. Tentando ocupar a mente, bebericou o prĂłprio cafĂ©, e entĂŁo, olhou para a bruxa novamente. âVocĂȘ precisa de uma amostra de sangue ou algo assim?â
@blackorbs (brandish marvell) : "having fun? never mind, i'm sure you are."
O cheiro que ela exalava o irritava, porĂ©m nĂŁo se permitia esboçar. O sorriso que tinha nos lĂĄbios era adorĂĄvel e o atraĂa. SerĂĄ se ela o conhecia? NĂŁo, claro, ela jĂĄ sentia, sua energia era pesada e que intoxicava, evidenciando suas reais intençÔes. Ou aquelas que surgiam tĂŁo rapidamente por entre os pensamentos, mas que por enquanto nĂŁo ganhariam forma. "Me divertir?" Finalmente olhou para as mĂŁos, a garrafa quase vazia e que antes estava preenchida com um licor qualquer, desimportante para ser lembrada. NĂŁo era tĂpico beber ou muito menos fazer isso tĂŁo explicito em plena luz do dia. As pessoas passavam e o encaravam, os cabelos cinzas, quase brancos chamando os olhos, criando murmĂșrios que ele ouvia tĂŁo perfeitamente, causando uma vez ou outra um acesso de risadas vazia mas estrondosa. AtĂ© poucos dias antes, nada daquilo era uma realidade. O cordial e tĂŁo amigĂĄvel Maximiliano nĂŁo se fazia mais presente, dando lugar a uma velha persona, despreocupada com opiniĂ”es e julgamentos alheios. "Talvez, pequena. Talvez. A vida Ă© curta..." Riu mais uma vez, fingindo minimamente estar bĂȘbado. "Curta demais para nĂŁo ser vivida. NĂŁo acha? NĂŁo irei oferecer esse restinho" Disse virando o resto da bebida no chĂŁo, largando a garrafa de vidro sobre o gramado do canteiro ao lado, poupando-a de se partir em estilhaços. "Ofereceria um pouco, mas acredito que a pequena hĂbrida-" Usou uma entonação forçada para a Ășltima palavra, estalando a lĂngua logo depois. "NĂŁo seja tĂŁo pequena como imagino. Me diga, quantos anos, hm? VocĂȘs crescem tĂŁo rĂĄpido..."
Foi um equĂvoco o que disse e soube disso assim que o observou melhor. Mas era sempre assim com ela, nĂŁo era? NĂŁo conseguia acertar em nada, por mais que tentasse bastante, e no fim ou fazia ou dizia a coisa errada. Agora, a situação que tinha ali era a de um vampiro embriagado que, assim como a maioria que cruzava seu caminho, possuĂam a amargura e rispidez da qual desejava se desvencilhar e que, agora, era o que tinha de mais concreto, uma vez que sua licantropia, envenenada pelo maldito feiticeiro, a obrigava a sobreviver como uma sanguessuga e ser reconhecida como uma. SerĂĄ que eram todos assim, ou serĂĄ que era porque ela Ă© quem os irritava primeiro? Sempre sustentava essa dĂșvida. Mas, aquele ali, suspeitava que tinha outros problemas que nĂŁo diziam respeito Ă sua presença ou sua natureza e, apesar de saber muito bem quais eram os seus erros, nĂŁo podia dizer que evitava ser excessivamente curiosa para seu prĂłprio bem. âAcho, na verdade.â Respondeu, um pouco incerta, enquanto o observava se livrar da garrafa. âMas nĂŁo vivi tantos anos assim ainda, entĂŁo talvez minha percepção nĂŁo valha de muita coisa. NĂŁo que eu esteja te chamando de velho, mas vocĂȘ parece...â Fez uma pausa, os olhos estreitando. O gene de lobo ainda funcionava, apesar de fraco, e aquele nĂŁo era um cheiro comum para um vampiro. âAntigo.â Concluiu.
Ah, aquela era a parte interessante. Brandish era uma hĂbrida jovem. Nascida, nĂŁo transformada, motivo do falecimento da mĂŁe e da execução do pai, de meses aterrorizantes procurando por sangue para lhe oferecer Ă contragosto para que sobrevivesse Ă primeira infĂąncia e inĂșmeras outras pequenas tragĂ©dias que sempre tentava tirar o peso quando contava a respeito, afinal, preferia a versĂŁo em que era uma ĂĄvida lutadora ao lado de sua alcateia, nĂŁo a de que foi criada pela dita alcateia como uma arma. De qualquer modo, agora que refletia, provavelmente nĂŁo deveriam haver tantos hĂbridos novos assim nascendo, nĂŁo Ă©? SĂł tornava ainda mais doloroso que agora era sozinha, jĂĄ que seu par havia falecido pouco depois de condenĂĄ-la Ă quela doença maldita. âVinte e um. Nasci no natal.â Uma informação completamente inĂștil, mas gostava de comentar a data engraçadinha. âConheceu outros hĂbridos? Nos Ășltimos trinta anos, talvez?â Embora ele nĂŁo parecesse particularmente simpĂĄtico, tambĂ©m nĂŁo era indefesa, logo, nĂŁo via problema em fazer perguntas, nĂŁo atĂ© que ele as cortasse por completo.

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"DON'T TELL ME TO QUIT BEING MELODRAMATIC, IT'S THE ONLY TIME I HAVE ANY FUN." - WITH @blackorbs (RIVER) Local: Bule Encantado
Klein deu risada com o comentĂĄrio do outro e revirou os olhos de maneira bem-humorada, se apoiando na vassoura que havia acabado de usar para limpar o lugar. "Eu e vocĂȘ sabemos que isso Ă© uma grande mentira, vocĂȘ se diverte muito mais do que eu, inclusive." A bem da verdade, River era uma das poucas pessoas que conseguia convencer Bruno a se divertir de vez em quando. "Mas tudo bem, vou dar essa colher de chĂĄ para vocĂȘ: vocĂȘ pode ser o quĂŁo melodramĂĄtico quiser pelos prĂłximos..." Olhou no relĂłgio, como se considerasse o tempo. "...trĂȘs minutos, começando a parte de agora." Ă claro que Bruno permitiria que River reclamasse o quanto quisesse, mas ele gostava de brincar com o amigo.
Correspondendo ao sorriso com uma gargalhada, apenas deu de ombros, se sentindo imediatamente orgulhoso. River nĂŁo levava a sĂ©rio o fato de ser um âsem futuroâ aproveitando-se de que ainda teria inĂșmeros anos de vida para se divertir atĂ© cansar do que, para muitos, era apenas um estilo de vida sem sentido ou propĂłsito. Afinal, se fosse atrĂĄs disso agora, nĂŁo se cansaria mais Ă frente? Precisava, a longo prazo, pensar no que lhe faria se sentir bem, e no momento, eram as festas semanais e ficar no balcĂŁo de uma biblioteca frequentada por bruxas irritadiças que, para ele, eram como famĂlia. âVocĂȘ se divertiria tanto quanto eu se topasse tudo que eu te proponho.â Aproveitou para comentar. E entĂŁo, com a continuidade da frase, levou a sĂ©rio o aviso, assumindo uma postura completamente oposta Ă anterior. âAh Ă©, entĂŁo...â E aĂ, soltou um suspiro pesado, encostando o corpo na parede com um pesar que de fato, existia, mas estava exagerando de propĂłsito. âA biblioteca estĂĄ um caos! E eu sou sĂł um pobre auxiliar. As bruxas acusam umas Ă s outras por serem de covens diferentes, os vampiros literalmente tentaram se desmembrar ontem, Klein! Precisei ameaçar eles. E a biblioteca ficou com um cheiro insuportĂĄvel de enxofre depois que um demĂŽnio foi invocado no nosso tapete novo. As pessoas acham que podem fazer rituais no nosso tapete sĂł porque o dinheiro Ă© municipal?â E entĂŁo, parou para respirar. âE aĂ quem Ă© que precisa arrumar tudo? Mr. Albero. River. Rio. Eu.â Apontou para si mesmo. âTalvez eu tambĂ©m devesse faxinar o bule encantado, duvido que vocĂȘ veja tantas tentativas de homicĂdio em um lugar que oferece comida de padaria e cafĂ©s rebuscados.â
STARTER FECHADO ââ foi dito: youâre not thinking what i think youâre thinking, are you? ( @gzsoline ) na presença de RIVER.
Fez um esforço gigantesco para conter a vontade de rir, mantendo a postura sĂ©ria e a expressĂŁo a mais neutra possĂvel. Tentando visualizar suas convicçÔes mais concretas enquanto olhava nos olhos do amigo, assentiu com a cabeça. âSim, eu finalmente me decidi.â E entĂŁo, colocou uma das mĂŁos no ombro alheio. âVocĂȘ estava certo o tempo todo, nossa espĂ©cie...â Mas entĂŁo, a voz falhou e, sem querer, começou a dar risada no meio do que seria o seu melhor monĂłlogo de vilĂŁo. Dessa vez, balançou a cabeça em negação, freneticamente, e começou a gesticular. âDesculpa, eu tentei muito, mas eu sou um ator ruim.â Começou, tĂŁo sorridente quanto em qualquer outra oportunidade. âNa verdade eu tava pensando em como o que aconteceu no baile pode ter ligação com os livros que estĂŁo desaparecendo aqui da biblioteca, que sĂŁo justamente sobre demĂŽnios, mas eu nĂŁo consigo chegar em nenhuma conclusĂŁo verdadeira, acho que eu sou idiota demais pra isso. Mas vocĂȘ sempre tem tantos pensamentos na cabeça, talvez vocĂȘ saiba disso melhor do que eu, sei lĂĄ.â
STARTER FECHADO ââ foi dito: are you sure you can do this on your own? ( @monnstrous ) na presença de CALIBAN.
Com uma gargalhada, Caliban quase se engasgou com a fumaça do prĂłprio cigarro, olhando para a outra bruxa com olhos curiosos e disfarçadamente ternos. NĂŁo estava exatamente rindo dela, contudo, talvez fosse a casualidade que fazia com que ela nĂŁo entendesse ainda o quĂŁo profundamente ligado ao outro lado do vĂ©u ele era. âRelaxa, Miss Morte, eu consigo lidar com meus espĂritos.â Assegurou, enquanto soprava fumaça para o alto, preguiçosamente, erguendo a mĂŁo na direção das nuvens, e soltando um assobio alto. Do topo das ĂĄrvores mais altas dos arredores, dois pĂĄssaros escuros levantaram voo, rumo ao apartamento de janela aberta, onde entraram, sem retornar. âMas, claro, se vocĂȘ quiser me ajudar com a prece e a finalizar as oferendas, posso conversar com eu espirito guia, eu pessoalmente aprecio convidados.â Especialmente vocĂȘ, completou nos pensamentos. Precisa ficar perto dela, nĂŁo Ă©? Foi isso que o espĂrito disse, apesar de nĂŁo oferecer novas informaçÔes.
STARTER FECHADO ââ foi dito: there has to be another way. ( @ghoswtalls ) na presença de CALIBAN.
Com a faca branca refletindo um brilho exagerado, olhou para a hĂbrida com as sobrancelhas arqueadas, o sangue pingando da prĂłpria mĂŁo, as gotas caindo dentro de um pote perfeitamente polido, acima de um sĂmbolo que cheirava Ă licor. Perto deles, uma serpente albina observava com os olhos avermelhados, sibilando. âNĂŁo quer dar seu sangue, Rowan?â O sorriso no rosto era, na verdade, amigĂĄvel. Mas balançou a cabeça, em negação. âMeus amuletos sĂŁo muito poderosos, mas eles sĂł sĂŁo poderosos porque eu uso a minha essĂȘncia misturada com a do cliente, e olha que esse tĂĄ sendo cortesia da casa, porque sua comida Ă© das boas.â Explicou, escutando os sibilos mais altos da serpente, que aproximou-se, erguendo o tronco por sua perna. âOu o problema Ă© o sangue exposto? Se vocĂȘ tentar me atacar, a cobra vai te morder, viu?â Avisou, embora nĂŁo parecesse particularmente preocupado. Nunca parecia preocupado com nada em particular.
STARTER FECHADO ââ foi dito: i really hope you can forgive me ( @ghoswtalls ) na presença de BRANDISH.
Os negĂłcios iam de vento em popa. Claro, desde a visĂŁo horrenda das cabeças arrancadas no baile, mesmo ela, tĂŁo acostumada com violĂȘncia, sentiu-se enjoada. NĂŁo gostava de atos opressores e ameaças daquela natureza, porque soava muito mais visceral do que uma troca de socos e chutes honesta entre duas e mais pessoas. E, bem, talvez os humanos em especial tambĂ©m achassem isso, afinal, foram os que mais a procuraram atrĂĄs de aulas de defesa pessoal. Muitos pareciam cĂ©ticos no começo tambĂ©m, ela entendia, nĂŁo era a tĂpica brutamontes que os de sua espĂ©cie costumavam ser. Ainda assim, no fim, provou seu valor. SĂł que isso nĂŁo significava que era mais articulada ou menos desastrada. Ao final de uma das aulas, quando jĂĄ estava fechando o galpĂŁo que alugou aos prantos (odiava gastar dinheiro com coisas Ășteis), foi surpreendida pela presença de Morgan, que, sem saber, interrompeu a mĂșsica tocando alta nos fones de ouvido pequenos como dois feijĂ”es, acobertados pelos longos fios de cabelo escuros. Como consequĂȘncia, acabou fechando no prĂłprio pĂ©. Com um gemido audĂvel de dor, abriu novamente, contudo, tinha sorte de estar acostumada com machucados e ferimentos, e tambĂ©m por ser duplamente mais resistente graças Ă natureza hĂbrida. âTudo bem, tudo bem!â Quis se certificar de acalmĂĄ-la, limpando o lacrimejo de ambos os olhos. âMesmo se eu estivesse sozinha tinha grandes chances disso acontecer.â Respirando fundo, soltou um sorriso sem graça. âMas, hĂŁ, como eu posso te ajudar? NĂŁo tem nenhum bicho no meu cabelo, tem? O galpĂŁo Ă© velho e eu preciso limpar ele com muita frequĂȘncia, tem bastante inseto.â

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STARTER FECHADO ââ foi dito: let me help you ( @ghoswtalls ) na presença de MELPOMENE.
Os olhos verde-esmeralda encararam a figura do homem com o inĂcio de um desdĂ©m involuntĂĄrio que dirigia a toda e qualquer criatura que nĂŁo fosse um feĂ©rico, mas logo se transformaram na apatia de sempre. âAh, um homem do cĂ©u.â Comentou, observando as caixas em suas mĂŁos como se estivesse pensando se realmente deveria expor seu conteĂșdo a ele, entretanto, no fim constatou que nĂŁo havia perigo algum, jĂĄ que, surpreendentemente, nĂŁo estava fazendo nada errado dessa vez. âFique Ă vontade.â E entĂŁo fez menção a entregĂĄ-lo. âVocĂȘ gosta de nadar?â Questionou com a sobrancelha arqueada, enquanto a mĂŁo, em movimentos suaves, balançava a ĂĄgua do rio em ondas, Ă distĂąncia, usando seu poder. âHumanos filhotes sĂŁo naturalmente estĂșpidos e dependentes, portanto, resolvi organizar aulas de nado para as que crescem sem tutores. Como consequĂȘncia, ainda consigo punir meus filhos os obrigando a ensinar.â Comentou, com um sorriso genuĂno. âAĂ dentro tem boias e brinquedos. NĂŁo quero ninguĂ©m morrendo no meu territĂłrio.â
⥠JONATHAN DAVISS cosmopolitan