(masculino âąÂ ele/dele âąÂ heterossexual ) â nĂŁo Ă© nenhuma surpresa ver gregor burlew andando pelas ruas de arcanum, afinal, o vampiro do ClĂŁ Sangue de Prata precisa ganhar dinheiro como pesquisador do centro de tecnologia em saĂșde. mesmo nĂŁo tendo me convidado para sua festa de cento e vinte e cinco, ainda lhe acho inteligente e obstinado, mas entendo quem lhe vĂȘ apenas como autocentrado e teimoso. vivendo na cidade hĂĄ 50 anos, Greg cansa de ouvir que se parece com james mcavoy.
Resumo / Desenvolvimento / Tasks / ConexÔes TW: Suicidio
ThenâŠ
Vinte e trĂȘs pares de cromossomos bem emparelhados. Dizem que Ă© assim que tudo começa na vida, muitos acreditam que vem antes disso, julgam que esteja no ĂĄtomo, talvez em elĂ©trons, talvez inclusive em partĂculas bem menores que isso, Ă© uma discussĂŁo longa em todo o caso. Espaço a dentro das enormes janelas de vidro bem arquitetadas no final do sĂ©culo XIX em Oxford. Longas discussĂ”es em prol da ciĂȘncia que avançava ocorriam. Isso porque, a Nola Burlew curiosa esposa de um dos mais promissores pesquisadores na area da medicina nĂŁo cansava de reunir na sala de reuniĂ”es da mansĂŁo, seus estudantes mais brilhantes para dissertar e promover trabalhos acerca genĂ©tica e anomalias. O casal atĂpico na dinĂąmica da Ă©poca, movia intensas discussĂ”es sobre os temas mais variados.
Em resumo? Eram um par de gĂȘnios complexos e um tanto excĂȘntricos, o que possivelmente levou Marie, a Ășnica filha do casal a sair de casa muito cedo, afim de ter uma vida normal, seu o caos da organização que sua genĂ©tica praticamente pulsava. A genĂ©tica Ă© uma coisa engraçada, todavia. As vezes, ela parece moldar um destino. Mesmo fugindo, acabou presa numa ĂĄrea acadĂȘmica tambĂ©m, casada com um professor e com uma casa pateticamente igual a antiga, em Glasgow, numa vida quase peculiar e, brevemente interrompida pelo suicĂdio, seis apĂłs seu marido ser morto em combate na Primeira Guerra.
Aos seis anos, Gregor, filho do casal nĂŁo conseguia entender de que forma o falecimento de seus pais poderia ser, se ele olhasse e soubesse se adaptar, uma vantagem evolutiva, como lhe disse fatalisticamente sua avĂł materna. Bem, aos seis uma criança ainda tem suas faculdades mentais em desenvolvimento, o que definitivamente podia explicar o atraso de entendimento do jovem que, nĂŁo demorou atĂ© ver seus vinte e trĂȘs pares de cromossomos bem categorizados serem lançados em uma porção de livros empilhados e debates calorosos por todos os cĂŽmodos. Embora pouco entendesse na Ă©poca, nos anos que passou em casa, Gregor foi se tornando deslumbrado, assistindo e aprendendo com pessoas notĂłrias na sala de casa, como se nĂŁo fosse nada. Metas de leitura, cĂĄlculos, lista de tarefas e uma organização milimĂ©trica eram o bĂĄsico dentro da casa de duas pessoas que nunca haviam estado prontas para cuidar de uma criança, imagine da segunda. O pouco de ânormalâ com o qual o rapaz convivia era por meio dos empregados do local ou, quando a sra Clark, governanta da famĂlia lhe dava minutos de fulga entre uma palestra da Sra. Burlew e o retorno para casa. O que honestamente? Pouco lhe fazia falta enquanto observava desconfiado os garotos estranhos de sua idade se comportarem como⊠Garotos? Com os anos, a personalidade egocĂȘntrico achasse que tudo estava bem, parte de si, especialmente depois de um tempo, se resumia ao possĂvel maior ganho evolutivo da humanidade e tambĂ©m sua maior armadilha. O maldito ser humano Ă© um animal social. E, depois de um tempo essa verdade começo a ser um fardo. Na adolescĂȘncia, talvez o processo evolutivo mais humilhante, incontestavelmente irritante e cansativo pelo qual o Homo sapiens sapiens passa, Gregor descobriu a quase necessidade e a dificuldade absurda de se relacionar com pessoas de seu mesmo nicho. Parecia que ele falava outra lĂngua ou que, mesmo quando tentava ser simpĂĄtico e sociĂĄvel, nĂŁo conseguia agradar ninguĂ©m. Ou quase ninguĂ©m. Pearl, a centĂ©sima pessoa mais inteligente que jĂĄ conheceu, a decima mais interessante mas, definitivamente a primeira mais gentil e agradĂĄvel e bem⊠Com lindos olhos parecia se agraciar de sua presença e, sendo muito franco isso lhe bastava. Mas, talvez ele por si, nĂŁo bastasse para ela. Com o tempo, ficava nĂtido que, para estarem juntos, ele teria de se adequar ao mundo dela e assim o fez. Fosse em bailes da sociedade, teatro ou⊠algumas reuniĂ”es estranhas sobre religiĂŁo que, Gregor, como o cĂ©tico que era, relutava a acreditar. âO esforço recompensaâ, jĂĄ dizia seu avĂŽ preso em equaçÔes que pareciam sem resposta madrugada a dentro.. No caso de Gregor, de fato compensou. Ele atingiu uma estabilidade absurdamente feliz por muito tempo. Era idolatrado em seu trabalho, o que inclusive o garantiu proteção quando a Segunda Guerra explodiu. O esforço recompensa e a paciĂȘncia tambĂ©m, era um fato. E, embora nem sempre Gregor fosse a pessoa mais paciente do mundo, ele foi recompensado com as dadivas mais absurdamente perfeitas que jĂĄ havia visto: seus filhos. Bons anos e um belo par de gĂȘmeos foram frutos do casamento que teve. Bons frutos que o mantiveram de pĂ© quando mais um maldito acidente o tirou algo precioso novamente: Pearl. Aos trinta, Gregor jĂĄ era um especialista em muitas coisas, inclusive em percas. Seus pais, seus avĂłs pela senilidade, sua esposa. Mas bem⊠Ele tinha seu trabalho e, tinha seus filhos era tudo o que precisava e, foi tudo o que o manteve de pĂ© quando a Guerra eclodiu. O mĂ©dico trabalhou na linha de pesquisa em um centro. O local, para um paranoico como ele, nĂŁo contava apenas com tecnologia de ponta da Ă©poca e uma boa equipe mas, segurança que crianças precisavam.
Ganha uma guerra quem tem mais força militar, quem tem uma melhor estratĂ©gia mas, no dia a dia, uma das coisas que faz uma pessoa resistir a uma guerra Ă© inegavelmente a fĂ©. E Greg, sempre foi cĂ©tico demais. Ou pelo menos, atĂ© o encontro com o sobrenatural. Faziam poucas semanas que corpos haviam começado a desaparecer na base onde estavam, nada que alarmasse, considerando os corpos que eram todos os dias contabilizados, quando a silhueta masculina com os labios ensanguentados e dentes afiados surgiram. A principio, pensou ser um pesadelo de tanto lembrar das lendas malucas que Pearl costumava tagarelar sobre. Mas, quando o ataque veio, o instinto de sobrevivĂȘncia falou mais alto. Gregor lutou com o vampiro ao ponto de, em algum momento, tentar se soltar mordendo o âmonstroâ, antes de alcançar uma viga de madeira e enfiar coração a dentro, quando agradeceu mentalmente as lendas criadas e aos anos de estudo em anatomia. Infelizmente, nĂŁo a tempo de salvar seus filhos, ou ao menos, nĂŁo ambos.
Os dias e semanas sequenciais foram de uma existĂȘncia tĂŁo penosa que foi quando Gregor decidiu que o inferno existia e, era ali. Uma fome insaciĂĄvel, uma matança sem fim. A Ășnica coisa que sobrevivia ao instinto era a filha Claire, a quem afastou da vida por anos enquanto pesquisava o mĂĄximo possivel, de canto a canto, nĂŁo apenas sobre as lendas do mundo sobrenatural mas, sobre uma âcuraâ para o que ele havia se tornado. Mas, nĂŁo parecia haver. Foi quandoâŠum dos piores sentimentos o atacou. O medo da solidĂŁo.
O medo faz coisas curiosas com as pessoas. No caso de Burlew, o fez transformar sua filha, jĂĄ adulta em um ser como ele e com filhos, a condenando a eternidade. O seguimento das especies sĂł existe se vocĂȘ repassar genes, certo?
Maldito homem brilhante nas dezenas de suas percas. Gregor nĂŁo aguentava mais perder, nĂŁo devia ser natural para alguĂ©m inteligente assim. Maldito homem brilhante em seu palĂĄcio de egoĂsmo, acreditando que apĂłs perder tanto era justo tirar. Maldito homem brilhante em seus estudos tĂŁo intensos esquecendo de calcular variĂĄveis e sentimentos.
Quando Gregor sentiu o chamado de Arcanum e decidiu ir atĂ© a cidade com a filha, ele nĂŁo estimou os planos diferentes de Claire e menosprezou a raiva, o rancor sentidos. Ele nĂŁo calculou todas as variĂĄveis enquanto passava pelo vĂ©u sem olhar para trĂĄs, certo de que estaria sendo seguido. Mas, isso nunca aconteceu. Para si, a cena era horror puro, os olhos irritantemente azuis ficaram estatelados olhando a Ășnica coisa que havia restado de sua antiga vida se distanciar e enfiar uma estaca no prĂłprio peito, sem que ele pudesse fazer nada a respeito. Estava preso.
Maldito homem brilhante que nĂŁo soube lidar com o luto e ainda nĂŁo sabia. Vagando sem rumo pela cidade que agora era obrigado a chamar de lar, a aceitação do fim de processo ainda nĂŁo havia chegado. A raiva, a tristeza, a depressao e qualquer outra fase passavam-lhe na frente e por elas foi movido. Maldito homem brilhante que nĂŁo aprendeu a hora de parar. Maldito homem brilhante em sua vantagem evolutiva que lhe garantiu a persistĂȘncia, talvez a maior praga que Gregor tivesse de lidar aquela altura fosse a insistĂȘncia obsessiva.
NowâŠ
Apesar da relutĂąncia, as vezes uma criatura se encontra exatamente onde deveria. Passado a primeira dĂ©cada embebido em um luto caĂłtico, Gregor percebeu isso. Foi acolhido pelo ClĂŁ Sangue de Prata, o que lhe forneceu uma nova visĂŁo. Aquela vida nĂŁo precisava ser infernalmente solitĂĄria e uma maldição, em Arcanum, as mais diversas criaturas conseguiam conviver da melhor forma possĂvel - na maior parte do tempo. AlĂ©m disso, podia conviver com um grupo que nĂŁo teria de dar adeus em alguns anos. E, bem⊠tinha muito do que se atualizar. Se os primeiros dez anos foram gastos em meio a bares e a atividades autodestrutiva desfrutando de prazeres ilegais, os Ășltimos quarenta lhe serviram como propĂłsito. Horas envolvido nas pesquisas da cidade, mais horas sentado nas bibliotecas e locaçÔes do lugar, tentando absorver o mĂĄximo de informaçÔes para aprender melhor aquele mundo, para alĂ©m de todas as lendas jĂĄ escritas. Ajudou a aprimorar diversas das invençÔes no campo da saĂșde no centro de pesquisa e, modĂ©stia a parte, foi uma boa aquisição para Arcanum. Entretanto, dizer que a vida de Gregor melhorou completamente seria uma grande mentira. Nunca se recuperou ao todo das perdas, a dificuldade de deixar para lĂĄ talvez o perseguisse quantos sĂ©culos tiver de existir. Frequentemente ainda nas escondidas, visita uma das bruxas de Shadowed Flame para conseguir ter diĂĄlogos com aqueles que jĂĄ foram e, buscar uma forma obstinada conhecer algum praticante de necromancia que lhe traga a familia de volta.
Inside out
Incansavelmente Ăștil Ă© como alguns poderiam descrevĂȘ-lo. Ă simplesmente incapaz de desistir de uma tarefa atĂ© conseguir concluĂ-la, o que pode ser visto como uma qualidade por alguns mas, parece uma praga em cada uma das vezes que parece querer excluir o mundo como variĂĄvel e lidar com o problema sozinho. Junto a obstinação, o egocentrismo vem a ser algo que o afasta de muitas pessoas. NĂŁo que Gregor ache que o mundo gire em torno de si e desconheça ou desrespeite normas de hierarquia - nĂŁo na maioria das vezes, pelo menos - mas, quando quer alguma coisa, tem dificuldade de pesar corretamente na balança as consequĂȘncias para terceiros, o que o acaba colocando na desconfortĂĄvel situação de ter de assumir um erro e pedir desculpas. Ele odeia admitir falha, especialmente por odiar falhar, ao ponto de ter dificuldade de enxergar o quĂŁo a Ăndole falha em 70% das vezes. Mas, se vocĂȘ se tornar uma pessoa especial para ele, esteja certo de que achou alguĂ©m fiel para tudo.
à muito reservado quanto ao seu passado, especialmente por ter começado a se questionar sobre as injustiças que cometeu com uma das pessoas que mais amava. Começando, como eu disse, custa muito para Burlew admitir um erro e seguir em frente.
A nĂvel de convivĂȘncia, apesar da teimosia e por vezes do olhar de julgamento, Gregor Ă© frequentemente educado e lĂșcido para lidar com situaçÔes do dia a dia, o que o torna uma pessoa quase agradĂĄvel com quem conversar, claro, quando ele lembra de Pearl e de fazer o esforço.




















