Ela chegou Ă conclusĂŁo de que ele devia ser algum empresĂĄrio da cidade, pelo modo como era arrogante e tambĂ©m como havia tratado o dono do bar. NĂŁo tinha paciĂȘncia para lidar com aquele tipo, mas tinha que agradecer, de alguma forma, pela garrafa que ele havia conseguido para ela. â Arruinaria sua reputação. Sei. â riu com um certo tom de deboche, mas na verdade, o entendia. Se alguĂ©m, por exemplo, descobrisse o que fazia para Olaf, seu melhor amigo mirim, ela viraria outra pessoa completamente diferente de quem aparenta ser, e isso ela nĂŁo queria.
Sentiu um vento bater em seu rosto quando o outro arrumou os cabelos, a brisa exalando um cheiro de shampoo para cabelos masculinos. Ela conhecia bem aquele cheiro. Suspirou e deu de ombros, tomando outro gole longo da garrafa. â Bellerose? Entendi quem Ă© agora. â comentou, havia acertado quando pensou que ele poderia ser um dos ricĂ”es da cidade. â Sim, sim, Ă s vezes eu fico sem receber salĂĄrio para pagar sua pequena⊠taxa. â e nĂŁo estava mentindo ao dizer aquilo, a avĂł nĂŁo fazia muita questĂŁo de compensar o trabalho da neta, era como se fosse uma obrigação, por isso queria terminar a escola de polĂcia logo. Ergueu a garrafa e brindou com ele, deveria ter pensando em usar o copo para que nĂŁo parecesse uma animal ou uma alcoĂłlatra, mas agora era tarde demais. â VocĂȘ vai ir atĂ© a feira ou Ă© de alta elite demais para isso? â perguntou, provocante, mas vendo aquilo como o inĂcio de um novo assunto.
Adam tentou nĂŁo se sentir incomodado com a reação da moça ao saber seu nome. Era a reação da maioria das pessoas. Sra. Potts sempre falava que era difĂcil para as pessoas da cidade entenderem que cobrar dos seus negĂłcios era seu emprego - e que precisava ser feito. De qualquer forma, ela nĂŁo derrubou a bebida nele, o que era um avanço do seu Ășltimo encontro. Ele jĂĄ tinha desistido de encontrar algo na cidade, mas a criadagem sempre insistia para que ele desse uma chance.
Talvez agora, finalmente, alguém poderia acabar com seu tédio - nem que fosse por uma noite.
-- Isso nĂŁo Ă© uma prĂĄtica de negĂłcios muito boa, Ă©? Uma hora atĂ© a famĂlia se revolta. -- Ele sorriu consigo mesmo, lembrando da revolta que sentia contra os negĂłcios da famĂlia a princĂpio. Ele bebeu mais do seu copo e começou a preenchĂȘ-lo novamente. -- Eu preciso ir. Tenho alguns negĂłcios a tratar na feira.
E ele também precisava ajudar a senhora Potts com a sua barraca de chås exóticos. Ela nunca o perdoaria se ele não a ajudasse a carregar tudo - e viver sem o perdão da sua empregada era algo que ele não podia fazer.
-- Porque? Tem alguma ideia? Talvez a dois?