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You're such an idiot || Adam & Stella
Quando Adam abriu a boca para responder, Stella já se preparou para um talvez rápido escape, enquanto observava atenta e esperava ele falar. E tudo foi muito estranhamente incomum, porque ele não estava aparentemente irritado com ela, e não havia olhando para ela com um olhar feio, e estava pedindo desculpas por ter gritado com ela… tinha até a chamado de pestinha ! Stella soltou uma risada fraca. – Hum, não, tudo bem… eu não fiquei chateada com isso, pff. – Riu de leve novamente dando de ombros, e bem ela não era tão boa mentirosa assim. Porque talvez essa houvesse sido a briga com Adam que mais a deixou chateada, talvez o fato dele ter sido tão agressivo logo de inicio pudesse ser o motivo mas nem era tanto isso, e sim, a preocupação de tê-lo desapontado. Veja bem, Stella até que se importa sim, em ter desapontado os campistas aleatórios como líder da primeira missão a tempos, mas nada equivalente, o quanto a perturbava ter desapontado algum de seus amigos ou irmãos, em especial no caso a Adam. Por mais que ela não pensasse muito nisso, Adam sempre fora sua principal referência de inspiração, não que ela quisesse ser exatamente igual a ele mas, convenhamos, fora Adam que praticamente a criou praticamente desde que Stella colocou os pés ali, e por mais que nunca fosse admitir isso explicitamente, ela queria orgulhá-lo neste caso, e provavelmente ele esperava que fosse, – já que nos pensamentos de Stella ele esperava que fosse – e depois lá estava ela trazendo o fracasso. – Olhe eu nem sei porque eu vou te dizer isso, mas você me conhece bem o bastante pra saber que eu não sou muito de rodeios, e talvez, eu entenda porque você gritou comigo, ficou irritado comigo ou o que seja que foi aquela bagunça na enfermaria. – Tentou começar a explicar.
— Isso não me faz achar que você estivesse completamente certo, porque sim eu tenho “provas” de que você foi praticamente sozinho contra aquele ciclope, ou seja, se eu sou maluca, você é tão maluco quanto eu. – Acrescentou enfatizando bem a frase, já que, se havia decido resolver aquilo tudo agora que ele não parecia estar tão irritado assim, iria explicar direito, já que ela estava possivelmente resolvendo, mas não dando o braço a torcer. —Mas eu juro que eu não queria desapontar ninguém, e eu estou tentando consertar isso desde o dia em que eu sai daquela maca. – Fez uma pausa, coçando os braços involuntariamente por causa da terra, talvez depois de todo aquele remoer do que pensar sobre como explicar como ela estava se sentindo em relação daquela acontecimento, fosse essas frases curtas e mais simples quando faladas do que quando pensadas.
Ele escutou tudo que a menina falou sem emitir nenhum som, embora quase tenha estragado tudo mais uma vez ao quase falar que, não, ele não estava na mesma situação que ela quando enfrentou o ciclope, mas conseguiu se frear a tempo. Não queria entrar nesse assunto mais uma vez, não queria ter que voltar tudo de novo; Seria muita burrice.
Quando finalmente se fez silencio no quarto, Adam não sabia mais o que fazer. Ele se levantava e dava um abraço em sua irmã ou simplesmente voltava a dormir e tentava se livrar daquela dor escruciante em sua cabeça? Fingia que nada havia acontecido e voltava a tratá-la como antes ou agia como achava que seria daqui pra frente? Ele não se via mais implicando com Stella como fazia antes. Tinha certeza que a amizade dos dois estava por fio, extremamente fino, e não sabia se ele aguentaria por mais muito tempo. A única coisa que Adam sabia era que ele não queria que Stella se tornasse apenas mais uma de suas meio-irmãs.
Com um suspiro pesado, Adam se levantou e puxou o braço de Stella no ato, a erguendo do chão, onde estava sentada, e a fazendo ficar em pé, abraçando-a. A quem ele estava querendo enganar? O garoto era conhecido como a pessoa mais impulsiva daquele acampamento, porque ele estaria pensando no que fazer em um momento daqueles? Envolveu o corpo da menina com os braços fortes e por alguns segundos ficou em silencio, apenas abraçando a irmã mais nova.
-- Não importa se eu estava sozinho ou não, existia alguns outros vários fatores que me favoreciam. -- disse após solta-la -- Mas, eu não vou discutir isso, esse assunto morreu E você vai me prometer que NUNCA mais vai fazer algo como aquilo de novo, Hittower. -- completou dando ênfase no ''e'' para dizer que as duas coisas deviam ser feitas. Por alguns segundos ele apenas ficou olhando para a menina, esperando que ela realmente tenha entendido o que ele estava mandando, e não sugerindo, como algo que ela pudesse violar. -- E agora, vai tomar um banho, tá parecendo uma porca. -- finalizou com um sorriso simpático, porém não tão vívido como deveria ter sido. A dora de cabeça só aumentava e ele deveria estar parecendo muito doente.
You're such an idiot || Adam & Stella
— Oi ?! Não, é sério eu… eu preciso ir tomar banho eu to imunda. – Virou-se para sua cama enquanto o respondia colocando o aparelho que já havia desligado lá em cima, e vendo que só havia pego uma blusa, e ainda faltava a toalha e seu short. Começou a andar para lá e para cá pegando as coisas que faltavam ainda calçada e colando-as em cima de sua cama, com cuidado de deixar o arco agora numa parte segura e sem olhar para aonde Adam deveria estar deitado, esperando que ele desistisse daquilo e voltasse a dormir. E bem… talvez ela merecesse toda aquela implicância, já que depois de acordar, Stella se deu conta do quão inútil ela havia sido em sua função, e talvez houvesse sido isso que possivelmente ainda estivesse a incomodá-lo em relação a ela, e se fosse, ela não poderia tirar razão dele nesta parte, infelizmente, por mais que quisesse. Mesmo assim, ele havia feito todo aquele alvoroço e ela havia confirmado que ele tinha mesmo ido praticamente sozinho até lá, então, talvez esse pudesse ser seu argumento para manter o pulso firme sobre qualquer implicância que ele fizesse, e não abaixar a cabeça. Depois de ter tudo organizado e junto para levar para o banheiro, Stella decidiu que já iria sem coturnos, então, por sua cama ser a de cima, e por estar toda imunda, sentou-se no chão mesmo, e começou a desamarrar os laços e folgar o calçado, para que ela pudesse tirá-los.
Continuou assim, como e o processo fosse todo muito interessante, enquanto o silêncio que havia se formado permanecia, e quando Stella levantou o olhar para confirmar se esse silêncio significava que ele havia desistido de ficar irritado com ela, Stella viu que Adam estava sentado, então abaixou o olhar de novo, suspirou e disse: — Olhe você não pode fingir que não me viu ? Só hoje ? É que eu realmente não quero que você brigue comigo ou algo do tipo, e você parece que queria dormir… juro que não vou voltar tão cedo, e eu posso sentar no meu outro canto no almoço. – Deu de ombros, e havia acabado com o primeiro coturno, o puxando para que o pé direito pudesse sair, colocando-o ao seu lado e repetindo o processo com o outro. Preferia que não fosse desse modo, mas talvez a abordagem mais pacífica, ele simplesmente desistisse. Mas quando olhou para cima de novo, Adam continuava calado. – Ah, qual é Bartowisk ?… Por favor ? – Franziu o cenho e reprimiu os lábios, simplesmente esgotada demais para qualquer outra coisa se não as obrigações, ela simplesmente não queria brigar, e estava dizendo a si mesma que estava pedindo daquele modo porque seus músculos não aguentariam ter de fazê-la manter uma postura respeitável ou gritar.
"Que novidade...", ele pensou quando a menina afirmou estar imunda. Stella nunca fora um das meninas mais fresquinhas quanto a se sujar e frequentemente aparecia toda suja ou melada de terra. Enquanto ela falava, Adam apenas ficou calado, esperando para ver se ela sairia ou se ele teria chance -- e coragem -- de finalmente ter uma conversa com sua irmã. Já estava abrindo a boca para falar, qualquer coisa que fosse, quando a menina falou mais uma vez, pedindo para ele fingir que não a vira. Essa atitude fez Adam franzir o cenho e calar-se. Aquilo era algo que ele realmente não esperava ouvir de Stella.
Quando ela se sentou no chão e começou a desamarrar o coturno, Adam fechou os olhos e tentou imaginar o que falar, mas sua cabeça parecia entorpecida e pensar com clareza estava realmente difícil. Talvez devesse deixar essa conversa para depois, talvez quando os dois estiverem com tempo sobrando e... Não. Ele não podia adiar mais isso, chegaria a um momento que os seus irmãos os trancariam em um quarto, Adam sabia porque já havia escutado alguns deles planejando fazer isso, e não achava que aquela seria a melhor forma de conversar com Stella. Enquanto ela estava concentrada em livrar-se dos sapatos, ele tentou pensar em alguma coisa que pudesse falar para a menina. Depois que a ela implorou pela segunda vez, garoto criou coragem para falar. -- Eu não ia brigar com você, pestinha. -- Pronto. Tudo que ele havia planejado falar tinha sido falado e só o que lhe restava era esperar que ela entendesse aquilo como um ''Estamos bem ok? Você estava errada e eu estava certo, mas não precisamos mais ficar sem se falar, afinal somos irmãos e irmãos brigam sempre.'' o que provavelmente não funcionaria.
Levou uma mão até a cabeça e fechou os olhos, sentindo a dor se espalhar ainda mais. -- Olha Stella, -- momentos de dor, apenas álcool é melhor para nos fazer falar sem pensar -- eu não queria ter gritado com você, ok? Você tinha acabado de acordar e não merecia ter uma pessoa gritando com você daquele jeito. -- disse com os olhos entre abertos, claramente meio zonzo por conta da dor. A mão que antes estava em sua cabeça, agora fazia gestos avulsos para a menina, tentando enfatizar o que ele estava falando. Parou com a mão estendida e abriu a boca, sem saber mais o falar. Na verdade não havia mais o que falar, porém não parecia terminado.
Com um suspiro de derrota ele baixou a mão e apoiou o cotovelo no joelho e levou a mão até os olhos, apertando levemente, como numa tentativa de livrar-se da dor. Ele sabia o estava faltando ser dito, mas ele nunca, nunca, NUNCA, se permitira a pedir desculpas por aquilo, afinal ele não estava errado, não estava mesmo.
You're such an idiot || Adam & Stella
Stella estava com os cabelos emaranhados e com a roupa suja de terra por causa do treinamento, ela realmente estava tentando pegar pesado naquele quesito, mesmo tendo praticamente acabado de por sorte, receber seu arco inteiro. E para ser bastante sincera, agora que toda a adrenalina havia passado ela estava esgotada, e só queria se jogar em sua cama e não sair de lá até que seus músculos indicassem que “está tudo bem Stella, agora você pode nos usar de novo, só não faça isso como uma desesperada”, mas precisava de um banho e também de deixar seu arco e iPod no chalé, — sim, por mais que ela não fosse a mais hábil pessoa com este tipo de aparelhos, justamente por ter vivido boa parte de sua vida sem eles, Stella havia feito questão de juntar dracmas o bastante e comprou um aparelho daqueles dos filhos de Hermes, e aprendeu a mexer o bastante para ficar satisfeita com as suas funções, apesar de ser claramente muito difícil de se conseguir baixar novas músicas porque era preciso daquela tal coisa chamada internet, mesmo assim, as vezes ela dava seu jeito. – e só agora que também havia notado que não tinha prestado mais atenção em nenhuma música que havia tocado até agora. Mas parecia que estava começando a tocar uma diferente, então apenas deu de ombros e deixou que tocasse, colocando o outro fone no ouvido esquerdo, e prestando mais atenção desta vez, percebendo que era uma música que não ouvia a muito tempo, e começando a gesticular a letra enquanto de aproximava ainda mais de seu chalé.
E mesmo sem perceber, quando estava colocando os pés nos degraus do chalé, ela já estava cantarolando baixinho no ritmo. Não prestou muito atenção em nada quando já estava lá dentro, apenas andou até a sua cama, enquanto se animava demais com o ritmo da música, colocou o arco em cima de sua cama, enquanto ainda cantarolava e ia fazendo as outras coisas como pegar suas peças de roupa para que pudesse tomar seu banho antes do horário. — I’m coming home, I’m coming home, tell the world I’m coming home. Let the rain wash away all the pain of yesterday, I know my kingdom awaits and they’ve forgiven my mistakes. I’m coming home, I’m coming home, tell the world that I’m c-… — Cantou o refrão junto enquanto balançava o corpo para lá e para cá, já com suas roupas em mãos, e quando foi pegar seu chinelo, acabou perdendo o equilíbrio para o lado e caindo contra a beliche ao lado da sua, batendo os ombros no suporte do colchão de cima. Por um momento, só riu, imaginando algo relacionado a letra da música, que é sobre voltar para casa com gloria, e ela estar toda no ritmo daquilo e do nada estar esbarrando nas coisas. – Ai, ai, realmente a glória não foi feita pra mim nem em música. – Balançou a cabeça negativamente, ainda meio risonha, agora endireitando a posição do corpo. Ao olhar novamente para aonde havia batido, finalmente percebeu que alguém estava na cama debaixo, e com certeza ela havia perturbado essa pessoa. Por outro momento, ficou apenas observando de cenho franzido porque bem, primeiro: era incomum encontrar irmãos no chalé, mesmo que fossem para se trocar porque eles sempre davam um jeito de passar esse horário para ficar no anfiteatro nesse dia da semana, e segundo: mais estranho ainda encontrar um deles dormindo naquele horário.
— Huh, desculpe ai, se você, acordou… – Falou num tom ainda baixo, largando as roupas em cima de sua cama ali ao lado, e tirando os fones para poder desligar o aparelho. Depois disso, enquanto terminava de ajeitar suas coisas para poder ir, esperando obter resposta, sendo ela o silêncio ou não, Stella lembrou-se de um detalhe: aquela era a cama de Adam. Oh Deuses, ela estava tentando evitá-lo até o último segundo de cada dia, desde aquela briga e agora provavelmente ela havia novamente, desencadeado um motivo para que ele ao menos fizesse um comentário sobre como era soava mal educada não se preocupando em saber se alguém estava dormindo antes de fazer barulho, ou algo do tipo. E não que ela não sentisse muita falta do irmão desde o acontecido, pelo contrário, mas não iria dar o braço a torcer. Adam podia ser tão maluco quanto ela, e ela tinha provas disso. – Bem, eu já… to de saída, não queria atrapalhar mesmo.
Não era como se ele não conhecesse a voz de seus irmãos. Assim que a menina entrou no quarto cantarolando alguma coisa que ele não conseguiu entender de imediato, e nem se preocupou em prestar atenção. Involuntariamente, todo o seu corpo se contraiu e ele torceu em silencio para que a menina, com toda sua capacidade mental falha, não o notasse ali -- o que pareceu ter funcionado já que ela continuou fazendo barulho e, como de esperado, batendo contra tudo que passava pela sua frente.
Tentando não se fazer notar de modo algum pela menina que caminhava pela cama ao seu lado, Adam apenas se mexeu quando sentiu a cama balançar pelo peso da menina que esbarrara em sua cama. Tirou o braço apenas parcialmente de cima do rosto e olhou para a menina que agora estava de costas para ele, arrumando alguma coisa em cima de sua cama, provavelmente sem saber que era ele que estava ali. Voltou a colocar o braço sobre o rosto e fechou os olhos. Ele estava quase dormindo quando a menina entrou e agora não conseguiria mais pegar no sono de jeito nenhum. Quando escutou a voz da menina mais uma vez, Adam respirou fundo e baixou o braço, olhando para a menina se afastando. Ela provavelmente não havia notado que era ele quem estava ali, porém ele não sabia se conseguiria passar mais tempo com aquele clima incrivelmente chato entre eles dois. Quer dizer, não que eles precisassem fazer as pazes certo, mas pelo menos arrumar essa situação, afinal o humor dos dois começava a afetar todos aqueles ao seu redor.
Meio hesitante, Adam sentou na cama, passando a mão no rosto e sentindo a cabeça começar a latejar com o movimento. ''Mas que merda.'', pensou. -- É... -- ele não tinha a mínima ideia de como começar isso -- ele começava a comparar sua relação com Stella com uma ex namorada sua que havia ficado brava com ele por uns 3 dias, porém com ela havia sido bem mais fácil de conversar. -- Stella... Deuses! Stella, vem cá. -- chamou levantando-se da cama e tentando não mexer a cabeça para evitar que voltasse a pulsar. Ele não fazia ideia do que iria falar, não era como se ele tivesse ensaiado ou algo do tipo. Tudo dependeria da reação da menina, que, por Zeus, tinha que acontecer, pois, se ela o ignorasse, ele passaria pela maior vergonha de sua vida.
You're such an idiot || Adam & Stella
Ele nunca admitiria, nem mesmo para si mesmo, mas estava sentindo falta de Stella, mais do que imaginara. Tudo bem que eles passaram toda a vida dentro do Acampamento juntos e que nunca haviam brigado de verdade, mas ele não achava que mesmo com todas as atividades fosse sentir tanto a ausência da menina. Já haviam se passado algumas semanas desde que ela voltara daquela missão e eles nem mesmo chegaram a ilhar um para o outro, embora morassem no mesmo chalé.
Desde que eles discutiram na enfermaria, nunca mais havia trocado uma só palavra, nem mesmo naquela festa angustiante que os filhos de Dionísio deram. Adam nunca se sentiu tão mal em uma festa e, agora podia afirmar com certeza, aquilo foi horrível. Ele não sabia muito bem o que fazer, já que nunca na vida ele pediria desculpas, ainda mais sabendo que ele não estava errado. Quem havia sido uma completa idiota e quase se suicidado era Stella e não ele, ele só havia se preocupado, só isso. Não tinha nada de errado em se preocupar, tinha?
Ele estava saindo do banheiro coletivo do Acampamento, após um banho longo e merecido. Havia passado toda a manhã dando aulas de arco e flecha e, por conta dos crescentes perigos que cercavam o lugar, os treinos estavam cada vez mais corridos. Ele agora não dava mais aulas individuais e sim para três ou quatro campistas ao mesmo tempo, o que deixava tudo mais complicado. Um pequeno incomodo crescia em sua cabeça, sinalizando uma futura dor de cabeça que provavelmente o perseguiria pelo resto do dia.
Em um movimento distraído, levou uma das mãos até a cabeça, bagunçando o cabelo molhado e deixando água pingar por todo lado, enquanto caminhava na direção de seu chalé, para se deitar alguns minutos antes de ir almoçar no refeitório. Sem ao menos olhar para os lados, o garoto caminhou até o final do chalé, deixando-se cair sobre sua cama e colocando um braço por sobre os olhos, afim de cobrir a luz que entrava pelas frestas da madeira. Estava exausto de tanto treino. Era isso que ele dizia a si mesmo, mas todos havia percebido que ele não era mais o mesmo desde a briga com a meia-irmã. Tentando não pensar na menina novamente, Adam tentou se concentrar no cansaço e no sono que estava sentindo, porém ele ainda estava totalmente desperto e pôde escutar quando a porta do chalé se abriu e alguém entrou, mas ele não moveu nenhum músculo para saber quem era, não queria perder a concentração que estava usando para dormir.

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e ai gato, to afim de fazer um remake de how to be a heartbreaker, o que acha de ser meu modelo seminu no chuveiro ? ~'piscadinha
Só me diga onde e quando.
Você nem devia reclamar da Stella, se vc roubou toda a beleza e inteligencia da familia
Verdade, anon, eu fiquei com a inteligencia e a beleza e ela com toda a lerdeza. Faz sentido.
Não pode mais curar? Babyboy tenho uma coisa que você curar sim, é minha sede por voceeee
Não posso mais curar com a ajuda de Apolo, mas tenho meus truques... Principalmente para esse seu "problema".

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Você sempre acerta o alvo? Até quando vai fazer xixi?
Sempre. Sempre me orgulhei disso na verdade.
Finalmente chegou, gatão. Bem que a previsão era de que o clima ia esquentar ~pisca
Previsão nunca falha.
Waking Up · @Hittowisk;
Quando viu a expressão de Adam mudar, fechou os olhos com força, respirando fundo, tentando se preparar para o que viria a seguir. Então ouviu o irmão surtar, gritar com ela, dizer que ela era uma retardada, queixar-se sobre tudo que ela havia feito desde que havia chegado. E por mais que quisesse dar razão a ele, cada palavra de Adam era como um soco no estômago um seguido do outro, que ela sabia que tinha de tomar, mesmo assim, não conseguiu deixar de ficar estressada com aquela situação. Ela já sabia ou ao menos acreditava que era, e já sentia como uma retardada, ele não precisava gritar isso para ela mas, chamar ajuda ?! Talvez Adam não tivesse percebido que não era só a vida de Stella que estava em jogo, e ela iria relembra-lo disso. — Desculpe ok ?! O que quer que eu fale agora, o que quer que eu faça ?! Chamar por ajuda ?! Sério, chamar por ajuda ?! — Exclamou o mais alto que podia apesar da rouquidão na voz, que iria melhorando gradativamente, mas não o bastante para que ela pudesse gritar de volta.
— E eu iria fazer o que ?! Correr até a colina deixar Argos, Liana e Jasmine para trás ?! Quando eu tivesse chegado aqui, Adam, elas estariam mortas, ou estariam muito pior do que eu posso ter chegado a ficar. — Puxou o ar, já com as costelas do lado esquerdo doendo, e a dor de cabeça piorando, mas ignorou tudo isso para continuar a argumentar. — Liana, está com uma queimadura de segundo grau numa perna inteira ! Jasmine esta o pulso de manuseio de seu machado torcido, Argos estava carregando Liana que não consegue dar um passo sem ajuda ! E você queria que eu fizesse o que ?! Eu, que desde o principio fui nomeada claramente responsável por aquelas duas garotas, que as deixasse ali ?! Para me salvar, correr até alguém e pedir ajuda ?! E chegar lá e ver uma pilha de três corpos achatados no chão, sem vida, e tudo isso ser a minha culpa ?! — Já estava ficando com falta de ar enquanto dizia, mas as pausas para toma-lo eram tão dolorosas que não queria parar. — Eu ! Eu ! Que estava só com um maldito ferimento, e alguns arranhões, que tinha o dever de proteger elas e falhei muito mais do que uma vez ?!
Arfava. Viu pelo canto do olho que a garota que a ajudava arrastou Adam para longe da maca, o que fez mais sua súbita fúria e a de Stella crescerem. Como diabos ele não podia entender ?! Ela simplesmente não podia deixa-las, não depois de tudo que aconteceu, não depois dela ter deixado tantos monstros machuca-las, não depois daquele acontecimento no elevador do Empire State que a deixou em completo choque. Cerrou os punhos, odiava se sentir inútil, uma retardada, uma falha, um erro, uma fracassada, porque fora isso que sentiu por uma boa parte de sua vida, e abominava, qualquer prévia desse sentimento novamente, que a consumia ali, juntamente com a dor naquela maca. — Não era você a única pessoa que aquelas garotas tinham pra ajuda-las. Não era você que teve de ver elas se ferirem, enquanto se sentia um inútil jogado num canto qualquer por causa de um monstro, não foi você que viu aquelas garotas quase morrendo por causa de uma maldita profecia ! Por um momento, eu achei que eu simplesmente tinha deixado elas escaparem das minhas mãos, enquanto elas surgiam com mais e mais ferimentos, tudo isso pela minha incompetência ! — Sentia seu coração acelerar tão rápido quanto acelerava na adrenalina na luta contra os monstros.
— Então você não precisa em toda a sua glória, dizer que eu sou uma retardada pra eu saber, e sentir que eu sou sim. Mas não pode me dizer que eu tinha que simplesmente correr, e me salvar e deixar aquelas garotas pra trás se elas eram minhas responsabilidades. Você não pode tomar tudo das minhas costas como uma mochila, eu não sou uma criança, eu não sou uma pirralha, e eu levei isso sempre na brincadeira mas isso não se aplica aqui, não se aplica agora ! — Ainda dizia com a mesma rapidez e raiva, batendo os punhos na maca com raiva por simplesmente também continuar imóvel e sua voz parecer impotente. Soltou o ar e o puxou com a mesma força, sentindo uma dor de perfuração no lado esquerdo com tanta força, que imediatamente fechou os olhos e rangeu os dentes com força. Ela só queria deixar claro que havia feito tudo aquilo por elas, por Jasmine e Liana, e não para tentar matar um ciclope sozinha por glória, ela só se sentia tão mal por cada machucado que deixou que acontecesse com as outras meninas por impedições consideradas por ela insignificantes, que havia criado uma tipo de instinto de proteção pelas duas.
Longe da maca ele pode ouvir tudo que a menina falava e logo começou a rebater, tentando levantar a voz acima da dela, o que não era difícil já que a menina estava fraca e debilitada. -- Quem falou em deixar elas pra trás para morrer, peles deuses! -- falou completamente exasperado, jogando os braços para cima e olhando para a menina, totalmente enfurecido. -- Eu não sei se você sabe Stella, mas você não é lá essas coisas! E eu não duvido nada que você só tenha sido nomeada líder por ser a mais velha e ah! Deixa eu te contar uma coisa, líderes devem guiar as pessoas e não morrer no lugar delas! Você tinha a porra de um acampamento inteiro, INTEIRO, e lotado com dezenas de semideuses armados com armas de combate, porque adivinha só, eu não sei se você notou, mas arco e flecha não é uma arma de combate! Só tenta atirar em um monstro a menos de 3 metros de distancia para você ver que não dá!
A menina que o havia empurrado para longe da cama de Stella agora o batia levemente nos braços, mandando ele calar-se porque aquilo não ajudaria em nada na recuperação da menina, mas que recuperação? Ela estava acordadíssima e se fosse para Stella tomar um choque de realidade que fosse naquele momento. -- Você é completamente louca, descontrolada. Se tivesse tido paciência e analisado a situação teria percebido que Jasmine pode andar e que Liana estava com Argos, se você subisse a colina, clamasse por ajuda e depois corresse para chamar atenção daquele monstro para si, as duas estariam no topo da colina antes que ele pudesse dar um passo e, olha só que interessante, sabe no momento que você pediria ajuda, todos, e eu digo TODOS, os campistas que estivessem em treinamento sairiam completamente armados. E enquanto isso você estaria fazendo o que? Apenas correndo livremente pela campina apenas chamando atenção da merda do ciclope de longe. -- ele falava tudo calmamente, mudando o tom de voz várias vezes, demonstrando sarcasmo e ironia em praticamente todas as frases. -- Mas não, você é estúpida demais para pensar que talvez a única opção não fosse morrer. -- completou com um sorriso falso, olhando diretamente para ela.
Sua meia-irmã que cuidava de Stella o olhou com cara feia e depois gritou com todo o ar que tinha nos pulmões para ele sair dali naquele momento, e quando o garoto nem mesmo fez menção de se mover ela bateu com toda a força nas costas dele, fazendo que o ar de seus pulmões saísse quase completamente. "Eu. Preciso. Dar. As. Medicações. Dela!" A menina pontuava cada palavra com um soco e Adam teve que aceitar sair do local se quisesse continuar inteiro ao fim do dia -- Quem, por Apolo, luta contra um ciclope sozinho? Deuses! -- ele resmungava enquanto se dirigia a porta da enfermaria.
FLASHBACK; Stupid Bitch! // Adam & Josh
Observou Adam, com uma expressão neutra mas quando ele comentou sobre um sonho, Josh já ergueu as sobrancelhas, alerta, já imaginando do que aquilo possivelmente se tratava. Um sonho, talvez um sonho de semideus, mas ele não tinha certeza. — Oh, cara… acha que é o que estou pensando ? — Franziu o cenho perguntando. — Sabe, um sonho de semideus, se for isso é mesmo sério. — Falou usando uma voz firme, encarando Adam. E era mesmo, sonhos de semideuses eram raros, não sonhos aleatórios, claro que eles sonhavam normalmente apesar de tudo, mas sonhos significativos. E o de Adam indicava ser um, ao menos no modo como ele dizia e se mostrava perturbado indicava isso. – Então, elas tiveram dois acidentes até agora, se for verdade ? Porque eu concordo que isso é uma coisa realmente nada animadora, sendo realista.
Tentou imaginar toda a cena, um carro qualquer capotando com as garotas dentro, então logo em seguida, uma Quimera, e então os Lestrigões, uma cena atropelando a outra. Nada encorajador, nada animador, nada esperançoso. Agora entendia o porque de toda a raiva que ele colocava em seus golpes, ele estava totalmente preocupado com Stella, mesmo que não dissesse, e nunca fosse admitir estava praticamente estampado em seu rosto. – Isso não tem nada a ver com a profecia ? Quer dizer, do jeito que você e Stella são, ela deve ter contado para você. Certo ? – Ergueu uma sobrancelha perguntando, e colocando sua espada na bainha, aquela seria uma longa conversa pelo visto. – De qualquer modo ela não parece ter se comunicado com você, espero que faça isso logo, pelo jeito que as coisas parecem tomar rumo, se isso foi um sonho de semideus. Mas, tenha fé em Stella. – Encorajou ao outro.
Por mais que soubesse que talvez isso fosse apenas deixar Adam com mais raiva, era a única coisa que ele podia fazer pelo amigo agora. Claro, além de lutar com ele para que deixasse a raiva que ele acumulava dentro de si espairecer. – Não estou dizendo que ela é a pessoa mais experiente, mas ela tem chances de ficar viva acima de tudo, pelo que conheço dela. E você que conhece melhor, talvez devesse tentar apostar nisso, é a única coisa que você tem. –Deu de ombros, porque era a verdade, Adam não podia interferir naquilo.
Adam apenas soltou uma risada com o que Josh falara, uma risada nervosa, mas ainda uma risada. -- Pelo que EU conheço da Stella, ela é capaz de pular na frente da Medusa se for pra proteger qualquer pessoa, até quem ela não conhecesse. -- olhando ao redor instintivamente, Adam procurou um lugar para sentar, mas não achou nada. O que Josh fazia com seus alunos? Os obrigava a uma lenta e dolorosa tortura de passar toda a aula em pé? Bem, ele fazia isso também, mas eram outras circunstancias.
Com um suspiro, Adam, levou uma das mãos a nuca, sentindo levemente suado. A luta com o amigo havia realmente ajudado e agora ele parecia melhor, como se já pudesse falar com alguém sem dar uma resposta que o faria perder a amizade para sempre. -- Eu sinceramente espero que ela volte completamente inteira, porque a Stella tem uma pequena obsessão por achar que as outras pessoas só vão sobreviver se ela morrer. -- falou revirando os olhos. Caminhando lentamente, foi em direção à espada que havia sido tirada de suas mãos. Pegou a arma e voltou ao lugar de onde tinha a tirado e voltou o olhar para Josh. Ele sabia que o amigo o tentaria acalmar, porém não parecia ser a melhor técnica naquele dia.
-- A profecia dizia que elas vão fracassar. -- disse completamente sério. Stella era completamente maluca se achava que poderia mudar isso, poderia mudar algo que o Espirito de Delfos previu. Não era como se fosse uma pequena poesia para lhe avisar o que elas enfrentariam e se preparassem melhor. O oráculo sabia de cada movimento que elas fariam e isso as levaria para o fracasso, de um modo ou de outro. -- E que o Olimpo vai se fechar, o que é realmente interessante, certo? Quer dizer, não é como se um dia ele estivesse sido aberto ao público! -- ele sempre tivera um pequeno ressentimento sobre os deuses e agora que ele via seu instrutor mor ficar doente e tudo que eles faziam era fechar as portas? Muito digno da parte deles.
Waking Up · @Hittowisk;
No sonho, ela não encontrava o chão. Parecia que a queda era muito mais do que o gigante media, Stella não estava voando, não, mas estava caindo, gradativamente, caindo. Mas parecia nunca acabar, e ela parecia nunca deixar de se sentir sufocada, e o lado esquerdo de suas costelas parecia estar sendo perfurado constantemente. Mas desta vez, ela conseguia distinguir algumas frases, entre o coral descompassado de vozes.” Três costelas quebradas, isso não é bom”, “ Ela bateu a cabeça então não sabemos quando ela pode acordar, e agora sem um apoio de Apolo, estamos a mercê do que temos, é ter… fé ?” ou “ Talvez tenhamos que preparar a mortalha dela, não é ?” Mas nenhuma daquelas frases fazia sentido, ou melhor, nenhuma delas além da última, pois Stella acreditava que realmente precisassem, pois esperava que não acordasse mais depois de encontrar o chão.
E ela finalmente encontrou, depois de um interminável tempo caindo, ela bateu contra o chão novamente, sentindo a falta de ar piorar, e todo o seu corpo doer enquanto ela tentava se estabilizar, começou a tossir involuntariamente, apesar de agora não estar realmente no chão da campina entre a grama e restos mortais de ciclope, e sim numa maca, mas ela não fazia idéia disso. E quando estava perdendo as forças, quando tudo iria se tornar escuridão novamente, ela viu o total contrário: Luz. A primeira coisa que Stella instintivamente fez, ao ver o local iluminado ainda não reconhecido pelo fato da vista ainda estar turva foi puxar o ar, puxar o ar pelas narinas e boca com toda a força que tinha, sentindo todo seu corpo doer por isso, e se engasgar por um momento, tossindo, mas depois conseguir finalmente se estabilizar um pouco. Então começou a piscar continuamente e rapidamente para tentar acostumar a vista a nova quantidade de luz, e ao lugar.
Estava na enfermaria, permitiu-se sentir aliviada por alguns segundos, quando lembrou-se de Jasmine e Liana, então, mesmo começando a perceber que sua cabeça estava latejando de dor, por estar finalmente estável o bastante para começar a sentir as conseqüências de sua queda. Mas não ligava para isso, queria encontrar alguém que pudesse lhe dar informações sobre as garotas, como elas estavam, onde estavam, se estavam bem. Mas quando virou o rosto, encontrou o rosto muito mais familiar do que qualquer um de seus irmãos, mesmo se tratando de um deles em especial. Conseguiu franzir o cenho levemente, ainda demorando um pouco para fixar sua visão, mas não precisava já sabia quem era. E pensou em como ele devia estar furioso, sim ele deveria estar totalmente e inteiramente furiosos com Stella, um fracasso, um fracasso completo que havia quase quebrado a promessa deles dois, sentiu-se imediatamente mal, e não encontrou melhores palavras para dizer, porém sabia que não significariam nada ao estrago que ela havia deixado acontecer, com toda a missão, com as garotas, com tudo. – Desculpe ? – Franziu o cenho novamente, olhando para ele, percebendo que estava difícil de falar um pouco, e a voz estava rouca.
Já haviam se passado dois dias desde que ele levara sua meia irmã para aquela maca e sentara-se naquela cadeira, esperando que em algumas horas ela acordasse e ele pudesse dar-lhe a maior surra de sua vida, porém Stella não acordou. E ele também não levantou. Por todo o tempo em que ele esteve ali, sentado ao lado de Stella, observando enquanto suas irmãs que se especializaram em medicina cuidava de Stella e foi por meio delas que ficara sabendo que a missão havia falhado, o Olimpo entrara em recesso e que muitos campistas pareciam estar perdendo as habilidades que herdavam de seus progenitores. Isso explicava porque a reza para Apolo que fizera na menina ainda na colina não dera certo.
"Você precisa comer, Adam." Uma menina falara para ele logo após o almoço do primeiro dia desde que as meninas voltaram. -- Trás aqui que eu como. -- se havia uma coisa que ele não faria, seria perder a chance de poder dar a maior bronca que Stella já recebera no momento em que ela acordasse. E, por mais que Adam nunca tivesse tido senso algum de liderança em sua cabine, se surpreendeu ao ver que a menina, com um rolar de olhos saiu do quarto e volto minutos depois com uma montanha de comida em um prato. "Não se acostume." Disse a menina loira ao entregar o prato para o garoto e se virar para sair dali. Aquilo era surpreendente, de verdade. Mais tarde naquele dia, Adam estava encostado na cadeira, apoiando os pés em um outro banco que ele mudara de lugar para ficar mais confortável, e escrevia poesias em grego em um caderno, quando suas irmãs voltaram para para analisar a menina. "Talvez tenhamos que preparar a mortalha dela, não é?" Desde a entrada das meninas na sala, Adam permaneceu completamente alheio a presença delas ali, porém ao ouvir aquela frase ele levantou os olhos e olhou tão ameaçadoramente para as meninas, que nem ao menos precisou se mexer para fazê-las sair dali assustadas.
No dia seguinte sua irmã levara novamente um prato de comida para ele, e dessa vez com coca-cola! Ele lançou a ela um olhar falsamente admirado e sorriu. "Eu me preocupo com ela também. E se for pra... Perder alguém, que seja só um, não é?'' Adam não sabia se agradecia a menina ou se mandava ela ir a merda por achar que alguém ali iria morrer, mas se limitou a olhar serio para a menina e assentir para ela, com um pequeno sorriso de pesar nos lábios.
Ele havia acabado de voltar do banho quando escutou um gemido saindo do lábios de Stella. Em uma fração de segundo, Adam estava completamente alerto, assistindo enquanto a menina lutava contra a inconsciência. Ao ver ela virar o rosto e focalizar em seu rosto, adam viu toda a raiva se esvair. Tudo teria ficado bem se ela tivesse ficado calada, porém era Stella e ela sempre arranjava um modo de estragar tudo. -- Desculpa? Desculpa? Você passa dois dias desacorda, toda lascada e você me pede desculpa? Qual é o seu problema garota? Era difícil demais chamar por ajuda para lutar com um ciclope? Porque claro que é muito fácil vencer um gigante de quatro metros de altura com um arco e sozinha! Nossa, porque ninguém nunca tentou isso antes? Muito difícil chamar ajuda não é? Nossa, Stella, você não faz ideia de como eu estou bravo, nossa! Você é o que menina? Retardada? -- ele só parou de gritar com a menina porque uma irmã dela que estava cuidando de Stella se aproximou e o empurrou para longe. A raiva toda de volta novamente, ele sentia o corpo inteiramente quente e a única coisa que o impedia de pegar Stella nos braços e jogá-la no lago era o fato dela estar em uma maca.

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FLASHBACK; Stupid Bitch! // Adam & Josh
Empunhou a espada quando o amigo lhe sugeriu, retirando-a da bainha com um leve barulho costumeiro. Logo após disso, Adam começou a atacar Josh e apesar de toda a vantagem de altura, e aparente raiva que ele tinha enquanto manuseava a arma, essa não era a área de Adam, e quem tinha a maestria maior ali, era obviamente Josh. Mesmo assim, não deixava de não pegar leve com o outro cara, ele era um bom espadachim até. Desviava de alguns golpes, atacava, e impedia outros golpes, ganhando seu espaço de volta depois de deixar por um momento que ele o acuasse um pouco, esperando que Adam abrisse logo a boca sobre o que estava lhe incomodando, porque claramente havia alguma coisa lhe incomodando, e ele só precisava da confirmação de suas suposições.
E então, ele disse o nome dela. E também a situação que parecia que era o que havia lhe deixado irritado, estavam sugerindo novamente que ele participasse da montagem da mortalha de sua meia-irmã mais nova, Stella. Porém isso já havia sido dito a ele, e ele não estava tão irritado assim da última vez que haviam comentado por alto, ao menos não parecia tanto. – Relaxe, cara, tenho certeza que Stella vai ficar bem. – Respondeu, mesmo sem perder a atenção aos movimentos da lâmina da espada de Adam contra a sua. – Ao menos, ela vai continuar ótima se sair batendo em monstros tanto quanto bate em alunos na minha aula. – Soltou um riso abafado, lembrando-se da cena de Stella quase caindo em cima do outro garoto para socá-lo, e contorcendo-se em seus braços, e batendo até no próprio Josh um pouco para poder se soltar, e depois dado um susto nele mesmo e no outro garoto, o que o lembrara que teria de dar um castigo para ela, mas talvez deixasse de lado agora.
Mesmo assim, ainda não estava convencido que fosse isso que estava deixando Adam de cabeça quente daquele jeito. Apesar dele gostar muito da irmã mesmo sem deixar transparecer, sabia que precisava de algo mais do que meras propostas seguidas de seus outros meio-irmãos sugerindo a morte dela para deixá-lo daquele jeito, transparente, havia algo mais. – Tem certeza que é só isso ? – Então deu um golpe certeiro, fazendo a espada de Adam cair e aterrissar um pouco longe dele, parou de se movimentar, esperando a sua resposta, ou Adam ir atrás de sua espada novamente.
A parte boa de Josh conhecê-lo tão bem é que ele sabia que Adam estava bravo, mas isso não significava que ele precisasse ser mimado. Quanto mais atacava o menino, mais podia notar que ele se esforçava para revidar com a mesma força, sem se importar se Adam gostaria ou não de perder. Escutá-lo mandando se acalmar o fez querer atacá-lo ainda mais, colocando cada vez mais força nos movimentos, se empenhando em desviar dos golpes que o amigo desferia sem pena. Ele sabia muito bem que Stella era mais macho que muitos campistas homens dali quando se dizia respeito a momentos em que ela se sentia ameaçada.
Adam estava tão empenhado em extravasar todas as suas preocupações naquele momento, atacando seu melhor amigo sem piedade, apenas porque aquele sonho... Aquele sonho mostrava tudo que Adam tinha certeza que iria acontecer, mas estivera negando a si mesmo desde o começo. Monstros brotavam de todos os lugares para atacar qualquer semideus que saísse do Acampamento, ele sabia, ja vira isso. Já perdera amigos e irmão em missões simples apenas por conta de monstros que os cercavam. E agora, se Stella tivesse sobrevivido a quimera, ela estava indo em direção a um prédio infestado de lestrigões.
O pequeno momento em que Adam se distraíra com aqueles pensamentos foram suficientes para que Josh o desarmasse. Frustrado tudo que ele pode fazer foi ver a sua espada voar para o outro lado da arena e depois voltar o olhar para o amigo que falava novamente. Puxou o ar profundamente, fechando os olhos e tentando se concentrar. -- Um sonho, Josh. -- disse apenas abrindo os olhos ao fim da frase. -- O carro que levou elas virou e elas foram atacadas por uma quimera. -- começou, cerrando os dentes, tentando não perder o controle. -- E o Empire State... O Empire State está completamente lotado de lestrigões.
Well, that's my death · @Stella and Adam;
Stella teria rido em outra situação da frase que o irmão disse dirigindo-se ao ciclope, mas tudo que ela conseguia ver era Adam como um borrão alto segurando algo brilhante, e ela usava toda sua força restante para conseguir não se sufocar graças ao estado em que se encontrava, sentindo que era cada vez mais difícil de respirar. E depois ouvindo mais dois estalos, com a dor do lado esquerdo do corpo só piorando, enquanto ela tentava inutilmente usar o dedo indicador do ciclope como suporte para permanecer alguns minutos com a cabeça para cima, mas depois de um tempo, deixando os dedos escorregarem, sem mais forças para continuar tentando, sentindo a visão cada vez mais turva.
Ouviu o ciclope, soltar um urro de dor, e em seguida inclinar-se um pouco, e seus dedos irem se afrouxando, dando a Stella um alívio quase súbito nela. Quando as mãos do ciclope a soltaram definitivamente, sentiu que começava a cair, vendo o verde em lá em baixo se aproximar gradativamente, apesar de ter sido solta sua situação não melhorou nem um pouco, e Stella só ficava cada vez pior, pelo ar ainda não estar circulando direito pela rapidez com que ela se aproximava ao chão. Sentia seu corpo cada vez mais flácido, como se estivesse adormecendo, então, fechou os olhos.
Quando finalmente sentiu o baque no chão, apenas conseguiu soltar um suspiro, e começar a tossir por ter aspirado um pouco de pó de monstro pela boca, que estava seca e tentava buscar ar desesperadamente. Começou a ouvir um barulho de agitação, parecendo vozes das quais ela não conseguia identificar nenhuma palavra, pensou até em tentar se mexer mas simplesmente não conseguia, e sua respiração não voltava ao normal, e tentar melhorá-la só fazia agora todo seu corpo doer, mesmo assim continuou tentando, até tudo gradativamente escurecer.
O impacto com o chão deixou o menino atordoado por alguns segundos. O mundo girava ao seu redor e o barulho de campistas se aproximando parecia apenas um zumbido distante aos ouvidos do garoto que nada conseguia focalizar ao seu redor. Era como se tudo passasse em câmera lenta. Havia algo que ele tinha que fazer mas... O que era mesmo? Havia algo a ver com um ciclope. Era um ciclope? Não, não. Era Stella. Isso! Stella... Mas Stella estava em missão e... Stella! Com um salto o instrutor levantou-se do chão e olhou ao redor, ainda zonzo, sem conseguir identificar onde estava. A movimentação ao seu redor parecia aumentar e não ajudava nada o menino.
-- Stella! -- gritou quando viu o pequeno volume jogado no chão. Correu em direção a menina e se agachou, apoiando a cabeça da menina em seu colo. -- Stella, anda, isso não tem graça. -- ele dizia batendo levemente no rosto da menina. Com a mão que não apoiava o corpo da loira, Adam verificou o pulso em seu pescoço. Estava viva, mas fraca, muito, muito fraca. Ergueu a mão livre acima do corpo da menina e tentou rezar para Apolo. Ele curaria ela, com certeza faria aquilo. O deus era um péssimo pai, mas não seria capaz de deixar uma filha morrer, certo? Errado. Nada aconteceu. Era como se Apolo nem ao menos ligasse par mais um ou outro filho.
Com cuidado, Adam examinou o corpo da menina. Uma costela? Não, duas costelas quebradas. A cabeça sangrava, mas com uma rápida olhada, ele pode ver que não era algo grave, apenas um minúsculo arranhão. Ele sabia desde muito novo que a cabeça sangra mais facilmente que qualquer outra parte do corpo, então relaxou quanto a isso. Com cuidado ele pegou a menina nos braços, tentando não machucá-la internamente com as costelas quebradas e ergueu o corpo, olhando para os campistas que pareciam observá-los. -- Tão olhando o que, caralho? -- perguntou furioso com todos aqueles olhares sobre ele. Platéia sempre lhe lembrava de quando era obrigado a dar ''shows'' por seus ''pais''. -- Peguem as coisas delas e levem pro nosso chalé. -- disse já caminhando com a menina colina acima, com um destino: A enfermaria.