motorhead, pantera
Motörhead: Are you a totally badass motherfucker?
Pantera: Did you ever get into a fist fight?
“I can barely count how many times.”

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incubus, succubus
Incubus: What would someone have to do to get in your pants?
It’s not that hard, you know? A vênus é em escorpião e quem não curte sexo casual? Mas ela jamais falaria isso, so...
Succubus: What’s one thing you can’t live without?
“Não consigo entender a utilidade dessa pergunta.”
fmk
F: Elise, Reyna, Seraphine, Mayflower e Georgina.
M: (ela não se daria ao trabalho de responder isso, então…)
K: my father.
★
I like you // I love you // You’re one of my best friends // You’re like family // You are family // I dislike you // I hate you // I’d kill you if I got the chance // I want you to like me // I’m scared of you // I would adopt you // I’d date you // I’d sleep with you // I’d marry you // I’m worried about you // You confuse me // You’re annoying // I pity you // I respect you // I trust you // I feel protective of you // I’d invite you with me to parties // I’d lend you my money // I’d borrow your money // You’re good-looking // I’m suspicious of you // I’m hiding something from you // You’re fun // You’re boring // I’m upset with you // You’re nice // You’re mean // I’m envious of you // You’re smart // You’re stupid // I look up to you // I think you’re a better person than me // I think I’m a better person than you // I want to apologize to you // I wish I’d never met you // I never want to forget you // I want to get to know you better // I’m curious about you
dxmncs:
Damen observava a cena a poucos metros, já que era difícil qualquer pessoa ficar longe uma da outra dentro do dormitório abarrotado de gente. Havia ido até ali apenas pela bebida, porque se dependesse da sua disposição de ficar tão próximo aos outros alunos, já teria se trancado em seu dormitório a muito tempo. “Eu não acredito que as pessoas pagam por cinco minutos de internet.” murmurou, depois que o cliente da morena havia se afastado um pouco. “Céus, essa gente tem mesmo muito dinheiro sobrando.”
Astrid Sjölander levantou o olhar até o garoto que se aproximara, sem entender porque ele estava puxando assunto com ela. Não era como se as pessoas costumassem buscá-la para conversar, muito pelo contrário, iam até ela pelos seus serviços e depois se mandavam. “Você ficaria surpreso.” respondeu, a voz quase denunciando que não esperava ele ali. “Nos domingos me pagam uma quantia considerável pela chance de assistir Game of Thrones.” Astrid achava idiotice ganhar dinheiro com coisas tão fúteis, acostumada a ganhar por seu trabalho investigativo ou como black hat, mas se esse era o modo que conseguira para juntar uma grana ali dentro, não podia reclamar. Era um trabalho fácil e nada intrigante, mas lhe servia.

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yvonx:
Não é esse o intuito de Madelaine com isso aqui? Fazer com que a gente se reintegre na sociedade com uma etiqueta de bom cidadão? Foi o que meus médicos passaram para mim na viagem até aqui. — Assentiu, dando de ombros. — Se isso foi algum tipo de sarcasmo, eu não peguei, porque sim, eu estou no internato certo, a questão é se você está?
Por um momento, sentiu compaixão pela outra. Parecia ingênua e nova, ainda que a diferença entre elas provavelmente não passasse de um ano ou menos. Sabia bem que ali dentro não tinham muitas pessoas como ela. Tentara matar o próprio pai, fora parar em uma clínica psiquiátrica infantil, na época. E ainda que não tivesse sido por esse motivo que estava ali, sabia que fizera coisas muito piores que a maioria dos alunos. E ninguém sabia. Então, sim. Talvez fosse ela quem estivesse no internato errado e não a garota à sua frente, entretanto, jamais seria capaz de admitir isso em voz alta. Até porque, se dependesse dela, realmente não estaria ali -- mas entre um internato cheio de adolescentes rebeldes e voltar a ser torturada no hospital psiquiátrico, ela votava em permanecer ali. Devia isso a Norman Asplund, seu tutor e seria eternamente grata a ele. “Sinto muito em decepcionar, mas Madelaine não está obtendo muito sucesso,” foi sua observação em tom frio, apontando com o indicador o local a sua volta, cheio de adolescentes bêbados e drogados, onde a música parecia querer estourar seus tímpanos.
christchriscollins:
- Mania? Eu diria que é perseguição só mesmo, você pode não acreditar mas as pessoas me odeiam mesmo, mesmo eu sendo essa pessoa maravilhosa que eu sou - disse realmente sério - Concordo, mas não quero ser preso se algum idiota bebeu mijo.
“Look closer, o mundo não gira ao seu redor.” deixou as palavras saírem, sem muita paciência para o egocentrismo de Christopher. Franziu minimamente as sobrancelhas em uma expressão dura. “Nós já estamos presos. Ou você não notou isso ainda?”
blxiseoleary:
Ao ser oferecido a bebida, Blaise poderia ter sorrido, caso estivesse ainda sob efeito dos medicamentos que o proporcionavam as emoções e sensações que o rapaz tipicamente não tinha quando estava totalmente sóbrio. Não perguntou o que o cantil continha, apenas aceitou o mesmo e o levou à boca, ingerindo o que logo descobriu ser vodka. Vodka pura não era a melhor bebida, em sua opinião, mas não podia reclamar, não quando estava num lugar onde era difícil arranjar qualquer coisa contendo álcool, e depois daquele jantar, Blaise estava necessitado de sentir o álcool lhe queimando por dentro. Pelo menos era algo para sentir. “Você precisa de alguma espécie de seguro, algo pra tentar desencorajar seus clientes de te dedurarem sem querer. You gotta watch your back,” respondeu, o olhar agora fixado na garota, de certa forma, intrigado. “Onde você nasceu?” a pergunta podia parecer que viera do nada, mas o loiro pensara bastante antes de decidir perguntar. Não sabia de onde exatamente a morena era, apenas que vinha de um país escandinavo, ao julgar pelo sotaque. Mesmo quando ela falou em sua língua natal, Blaise teve dificuldade de localizar de onde a garota havia vindo, decidiu então que queria saber. Notou que tentava mudar de assunto, e aceitou sem relutância, também não era o maior fã de conversas centradas no internato e seus residentes. “Você está certa. Eu particularmente não tenho, pelo menos não ainda, necessidade de usar seus serviços.”
Deixou que ele tomasse o cantil de sua mão, abraçando os joelhos magros e erguidos frente ao peito em seguida. Com a outra, levou o cigarro à boca novamente para mais uma tragada. O comentário de Blaise a teria sobressaltado, mas Astrid era ótima em manter sentimentos escondidos e não demonstrou como aquilo a afetara. A feição plena se manteve, enquanto ela soltava pela segunda vez, “Eu tenho uma faca” naquela mesma noite, dando de ombros. A Sjölander poderia ter dito que, na verdade, acabaria com as próprias mãos a raça de qualquer um que tentasse lhe expôr, mas estaria assim se expondo. Falar de si não era o forte de Astrid. Sentia que quem soubesse sobre ela, sobre sua história e sua vida, deteria algum poder; coisa que ela não suportaria. Detestava se sentir fraca frente aos outros, mesmo porque já era pequena como uma boneca e aparentava ter muito menos que seus dezoito anos. Talvez por isso mantivesse a expressão fechada na maior parte do tempo, numa tentativa frustrada de parecer mais velha -- ou ao menos, de que podia matar alguém, algo que já quase fizera. Fitou por algum momento o loiro à sua frente, refletindo se deveria ou não contar de onde viera. Por fim, não achou que era uma informação para lá de relevante que merecesse ser guardada. Além do que, Blaise nem de longe parecia alguém que sairia fofocando sobre ela por aí. “Estocolmo,” respondeu, fazendo uma leve pausa antes de perguntar “E você?” reparou como não sabia nada sobre ele. Isso era, no mínimo, estranho. Já vasculhara o passado de quase todos ali, em busca de quem pudesse lhe ser útil em algum momento. E sabia exatamente quem procurar caso precisasse de drogas, álcool, alguém para furtar o que quer que fosse. Não tinha muitos amigos -- se é que tinha algum --, mas possuía dinheiro suficiente para comprar serviços por ali. Afinal, nenhum deles costumava ser tão caro quanto o seu. Você se surpreenderia se soubesse o que posso fazer, mesmo aqui dentro. Apenas pensou, enquanto fixava as orbes extremamente azuis em Blaise. “O que te faz pensar que essa necessidade pode vir a existir?” normalmente não faria uma pergunta daquelas, mas ficara curiosa e não estava em posição de negar informações sobre o rapaz.
fuckingdxvinx:
“ —— Eu não estava falando dos computadores e wi-fi, quem entende mais disso aqui é você, estava falando que eles tem vista grossa com tantas coisas que fica difícil de planejar uma rebelião. As festas clandestinas já são complicadas e não acontecem sempre. — ponderou com a cabeça, bebendo mais um gole do que tinha no copo, que aquela altura, Barbara já não fazia ideia do que estava bebendo. —— É, eles são. Talvez eu não tivesse aqui se não fosse por eles. Aparentemente, a gente paga pelas escolhas deles. — revirou os olhos, terminando o conteúdo de seu copo e deixando-o de lado, desistindo da bebida por já ter consumido demais —— Estou aqui por muitas coisas. Estou aqui por drogas, bebidas, ser a ovelha negra da família e essas coisas todas que todos nós aqui somos de alguma maneira, só que cada um tem o seu motivo de ser assim e uma pessoa que achou que estávamos errados. No meu caso, foi a minha avó, uma mulher da alta sociedade que não aceitava a minha maneira. Não entenda isso como rebeldia. Eu não me revoltaria e pararia num internato apenas porque eu queria ser rebelde, eu não sou idiota de jogar uma boa vida fora. ”
“Eu tenho uma faca.” se permitiu comentar, refletindo em seguida por que estava falando aquilo para Barbara. Não eram completas desconhecidas, na verdade já tinham se esbarrado bastante pela Academia Lennox, mas não eram exatamente amigas até aquele momento. Se é que Astrid podia considerar que tinha alguma amizade. Normalmente as pessoas vinham até ela em busca de seus serviços e não ficavam tempo o bastante para conhecê-la. Para ela, tanto fazia. Não se sentia solitária e prezava que seus negócios permanecessem assim. Se fizesse amizade com as pessoas que lhe contratavam, logo estaria fechando negócios de graça -- e isso era inaceitável. “Você fala como senão soubesse que vai virar adulta em poucos anos.” olhou de soslaio para Barbara, os olhos azuis cintilando na baixa iluminação do local. “Então pelo o que está jogando a vida fora?” questionou curiosa. “Se você bem sabe o que te mantém aqui, é muito fácil mudar ou fingir. Se eu pudesse fingir para sair desse lugar, eu o faria.”
blxiseoleary:
Não viu necessidade de responder a réplica da garota, apenas assentindo, como quem concordasse, apesar de não ter entendido muito bem o que ela estava dizendo. Gostava das aulas de inglês, sim, mas devia ter dormido na aula sobre poesia, pois aquilo estava longe de ser de seu interesse. Blaise e Astrid não eram íntimos, mas tinha algo na morena que despertava um mínimo de simpatia, talvez fosse pelas semelhanças entre os dois. Além disso, sabia que a menina podia lhe ser útil um dia, mas ainda não sabia para que, pois, diferentemente de seus colegas no internato, Blaise não tinha muitos motivos para querer um celular ou usar a internet. “Pelo menos o hellhole serve para alguma coisa, pra você,” disse antes de tragar seu cigarro lentamente, expelindo a fumaça em igual velocidade, “Não é possível fazer todas essas crianças calarem a boca sobre algo assim, pra elas é grandioso. Então sim, eu acabei ouvindo.” não lhe disse como ficara sabendo, havia sido indiretamente, é claro, ninguém lhe comunicara sobre os serviços da garota, mas o loiro mantinha os ouvidos e olhos sempre atentos. Não teve dificuldade nenhuma em descobrir o que a garota fazia dentro do internato.
“Para algumas coisas,” enfatizou, tirando do bolso de sua jaqueta de couro um cantil que levara vazio para a festa e enchera com a vodka disponível no Dormitório 112. A Sjölander sempre fora mais de gestos do que palavras e logo após entornar um gole, esticou mais uma vez o braço esguio para o loiro à sua frente, oferecendo a ele o cantil. Bebida não era algo muito fácil de conseguir por ali e certamente se fosse mais adepta do álcool, não estaria oferecendo para ninguém; mas Astrid nunca o fora -- e até prezava sua sobriedade na maior parte do tempo. Gostava de estar ciente das coisas, de não se sentir entorpecida por drogas, fossem lícitas ou não. Além disso, seu corpo reagia mal à bebida e ela detestava passar o dia seguinte sentindo-se um lixo. Por um momento, ficou curiosa para saber quantos anos Blaise tinha, há quanto tempo estava ali e qual era a sua história. Mas não durou tempo suficiente para que ela chegasse a questioná-lo. Além do que, ela podia descobrir quase tudo online, caso a curiosidade ainda existisse quando voltasse ao seu próprio dormitório. “Não, não é.” revirou os olhos, balançando a cabeça em seguida. “Você se surpreenderia se soubesse quantas vezes já quase se expuseram -- e me expuseram, apenas pela euforia de utilizar um fucking iPhone.” soprou a fumaça que acabara de tragar para fora dos pulmões, “Arslen” largou o xingamento para os adolescentes de quem falavam. Astrid não via a hora de sair dali. A ansiedade para se livrar daqueles muros era tanta, que ela mal suportava pensar no assunto, o que a levou a puxar conversa com o loiro, “Você, pelo visto, não acha nada disso grandioso.” não que fosse boa em puxar assunto, o que estava bem claro.

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blxiseoleary:
“Considere o que eu disse aberto para interpretações,” respondeu indiferente, dando de ombros enquanto dava mais uma tragada de seu cigarro. Blaise de fato não estav a sendo irônico, ironia não era um de seus fortes, e usava-a muito rarmente, preferindo seu modo duro e sincero de se comunicar. Já viu sim a garota fumando uma ou duas vezes, mas não era algo que ele via tão frequentemente para considerá-la fumante, e não era como se os dois fossem amigos, então não era surpreendente que não soubesse com cem por centro de certeza. A expressão em seu rosto ao ter seu cigarro tirado de entre seus dedos demonstrava que ele obviamente não tinha gostado daquilo, mas decidiu não comentar, pois logo o mesmo estava de volta consigo e ela havia o poupado de gastar seu isqueiro. “Nunca estou,” disse, uma certa irritação na voz, pois aquilo claramente era óbvio. “E nem você, pelo jeito. Mas festas assim não são uma boa oportunidade para você ganhar dinheiro?”
“Não é como se você tivesse declamado uma poesia luteriana cheia de possíveis interpretações.” o sarcasmo não parecia ser o forte do garoto, e também não era o dela. Soava sério demais, sem nenhuma tonalidade que o indicasse. O olhar um tanto quanto apático e indiferente de ambos configurava alguma semelhança entre os dois, ainda que Astrid possuísse um quê de desenvoltura que oscilava em suas interações sociais -- que não eram muitas. Não conhecia bem o garoto, mas sentia como se estivesse fitando um espelho quando interagia com ele e isso era o bastante para que não o odiasse a priori. Isso era bastante estranho para ela, pois nunca vira a si mesma em ninguém antes. “Música alta e um punhado de adolescentes bebendo e fingindo que a vida vale a pena ser vivida mesmo dentro desse buraco com fedor de cárcere não é mesmo o meu forte.” tragou outra vez, devolvendo o tom levemente irritado do rapaz, ainda que estivesse entorpecida emocionalmente e não sentisse raiva alguma naquele momento. Outra coisa rara, pois sempre estava com raiva do mundo ao redor sem motivo aparente. “Duas horas naquele lugar foram o suficiente para conseguir uma boa grana. Aparentemente, o negócio está ficando conhecido. Até você tá sabendo.”
nottcrazy:
Sentado sozinho em um canto, Theo observava o movimento da festa. Em seus tempos de ouro e em sua antiga escola, nesse momento talvez estivesse junto ao grupinho de Lacrosse – que estaria perto das líderes de torcida – e todos conversariam trivialidades enquanto se embebedavam com vodka barata. Talvez estivesse até flertando com algumas delas, a boa educação que recebera da mãe o impedindo de forçar qualquer coisa até que tivesse certeza de que era correspondido. Ali, porém, não fazia nada disso. Foi relutante que aceitou voltar a praticar o esporte, encorajado pelos docentes de que tal atividade aliviaria o estresse e que era bom voltar aos hábitos de antes do incidente. Mas Theo não era o mesmo de antes. E não fora apenas pela dor do desaparecimento de Vincent, mas por algo mais profundo. Ele sentia que estava diferente, fosse fruto de sua imaginação ou não.
Foi assim que percebeu a garota contando o dinheiro não muito longe. E então, na mão do comprador, um celular. Deus, quanto Theodore pagaria para poder passar o resto da noite com um daqueles? Provavelmente não muito, já que não possuía renda grande. E definitivamente não tanto quanto os dólares que a garota guardara no bolso segundos depois. Ainda assim, decidiu arriscar. — E aí? — A voz forçadamente firme era uma tentativa nada natural de demonstrar confiança. Enquanto se aproximava da garota, os olhos vasculhavam os arredores, conferindo se ninguém os observava como ele mesmo fazia segundos atrás. Coçou o nariz, pigarreando baixinho. — Como, hm… como funciona?
Astrid passava rápido as orbes azuis pelas notas, contando-as com destreza, antes de embolsá-las no interior da jaqueta de couro que vestia. Sua mente divagava sobre como odiava receber em dinheiro vivo, coisa que limitava suas compras, uma vez que não tinha como fazer esse dinheiro magicamente aparecer na sua conta. No começo, só aceitava transferências bancárias, mas com o passar do tempo, foi obrigada a abranger outras opções, como dinheiro em espécie e até trocas. Não era muito comum que trocasse seu serviço por outro, pois não tinha muito o que desejar dos outros por ali, mas não podia dizer que nunca o fizera. Quando deu-se conta de um rapaz aproximando-se, guardou o dinheiro rapidamente, buscando o olhar do outro quando este dirigiu-se a ela. Franziu o cenho para o cumprimento notoriamente estranho. Se já o vira, não lembrava, mas pode notar que ele era novo e aparentemente inexperiente. A expressão corporal do garoto lhe denunciava em um grau pouco visto por Astrid dentro daquelas paredes e ela gostou do que via. Odiava lidar com machões cheios de si, principalmente quando queria tirar dinheiro deles. “Eu não vendo drogas, se é isso o que está pensando.” decretou, prestes a se afastar. Para ela estava óbvio que ele queria alguma coisa do tipo. Afinal, ninguém ficara tão receoso em pagar por um celular ou internet antes.
fuckingdxvinx:
“ —— Acho que é preciso de mais do que duas garotas pra colocar um lugar como esses a baixo, se não eu já teria feito. Apesar que.. não, não faz sentido, todos querem o fim desse lugar, então a segurança deles deve ser muito boa. — concordou com as próprias palavras, assentindo com a cabeça —— Acho que ela estava tentando ajudar. Acontece que os adultos sempre acham que estão tentando ajudar e nunca perguntam o que podem fazer por nós, só vão lá e fazem o que acham melhor. Depois querem que aceitemos que eles são os mais espertos e inteligentes. — revirou os olhos, ponderando com a cabeça —— Até minha avó achar que eu estou sociável para o tipo de gente que ela convive, o que não vai acontecer, então, até os vinte e um. ”
“Se a segurança deles fosse assim tão boa não usariam programas tão estupidamente fáceis de crackear.” negou, lembrando que entrara no sistema do lugar na primeira semana de sua estadia ali, mas logo se calou. Não era muito de falar sobre seu trabalho, devia ser o álcool em seu sangue. Mas eles eram mesmo espertos, precavidos de outras maneiras, tinha de admitir. Astrid já notara que fluidos perigosos do laboratório de química ficavam trancados a sete chaves e até mesmo o controle com as facas do refeitório chegava a ser ridículo; sem falar nas vistorias que faziam nos dormitórios, o que a obrigava a esconder sua aparelhagem num baú com fundo falso dentro de seu armário. Guardava tudo como pedra preciosa, uma vez que tinha sido absurdamente difícil colocar tudo aquilo para dentro da Lennox. “Adultos são uns cuzões.” foi seu decreto final sobre aquele assunto. “Você está aqui porque sua vó decidiu que você não é sociável o bastante?” indagou, o tom de surpresa se fez presente na voz. “É, parece que alguém aqui tem algum tipo de futuro decente pela frente.”
blxiseoleary:
Não surpreendentemente, Blaise esquivou-se da festa clandestina acontecendo no 112, o mais perto que chegou do mesmo sendo quando entrou em seu próprio dormitório para pegar seus cigarros e se certificar de que tudo estava em ordem e que o local não havia sido revistado sem ele saber. Contente em ver que suas coisas estavam exatamente como ele deixou, tirou o maço de dentro do compartimento secreto que havia instalado em seu armário, e prosseguiu rumo ao campo de lacrosse, onde gostava de se isolar. Andou até o canto mais distante do campo e ali se sentou, acendendo um cigarro e tragando-o imediatamente em seguida, tentando ignorar a dor que havia se instalado em suas têmporas devido ao som alto e barulho de pessoas falando que teve de aguentar durante horas. Não viu Astrid se aproximar, mas pôde ouvir seus passos, apenas confirmando que era a garota quando a ouviu falar, seu sotaque denunciando sua identidade. “Não sabia que você fumava,” disse simplesmente enquanto tirava um dos cigarros do maço, estendendo o mesmo a ela. “Precisa que eu acenda?”
“Você está sendo irônico? Porque se for, I can’t tell.” por mais que não vivesse se expondo por ali, sendo, na verdade, muito discreta quanto aos seus hábitos, ela comumente estava fumando pelo campus. Normalmente, bem longe do campo de lacrosse, afinal não pretendia ser pega fumando por nenhum coach. Tomou entre os dedos o cigarro oferecido pelo rapaz, tirando também o cigarro dos lábios dele ao lançar-lhe um olhar inquisitivo. Prendeu o próprio cigarro nos lábios e o pressionou com a ponta acesa do cigarro alheio, tragando para puxar o fogo para o seu. Só então estendeu amplamente o braço fino, devolvendo o cigarro de Blaise. “Tack”, agradeceu em sueco. “Not on the mood para festas?” questionou após lançar um círculo de fumaça no ar.
christchriscollins:
- Foi mais para alertar as pessoas, pra tomarem cuidado com o que tomam mesmo, se não caí nas minhas costas, mesmo que esse não seja meu dormitório tudo nessa bosta é minha culpa - suspirou jogando a garrafa no lixo mais próximo - Ruim mesmo é que agora não tem nada pra destilar a bebida, só ela pura, esse pessoal vai morrer logo.
“Estou sentindo cheiro de mania de perseguição, Christopher?” se propôs a sorrir, enquanto o rapaz jogava a garrafa urinada fora. “Não é como se alguém aqui tivesse uma estimativa de vida alta.” deu de ombros. “Serão só alguns anos a menos.” Considerando que todos ali eram em algum nível perturbados, Astrid apostava que se algum chegasse aos sessenta seria uma puta sorte.

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fuckingdxvinx:
“ ——- Eu quem pergunto. Nunca disse que odeio festas… Estou dizendo que preciso aproveitar a festa antes de ter que aturar Lennox outra vez. ”
“Tenho que concordar. Ainda não sei como não demos um jeito de pôr esse lugar abaixo.” olhou ao redor, procurando ao menos um ponto positivo em estar ali e falhando miseravelmente. “Ou como ainda não mandamos matar a Madelaine por ter pensado nesse encarceiramento de menores delinquentes.” revirou os olhos, cansada de estar presa ali. Queria voltar para a Suécia ou ao menos ter a liberdade que tinha por lá. “Quanto tempo até você sair daqui?”
Passara algumas horas no Dormitório 112, recebendo transferências e algum dinheiro vivo pelos seus serviços. Era fácil achar quem quisesse internet numa festa clandestina, mas Astrid não estava muito afim de se misturar com todos os potencialmente problemáticos filhinhos de papai que curtiam o lugar com as mentes dopadas em álcool e drogas. Não que ela não curtisse álcool, mas passava longe das drogas, visto que fora obrigada a tomá-las por alguns anos no hospício. Tirou o palm do bolso e encerrou o programa que rodava internet para uma dúzia de pessoas próximas de si, abrindo caminho por elas até a porta do dormitório. Seguiu pelos corredores e desceu as escadas do prédio até o campo de lacrosse com a mente ainda ecoando a música que tocava alto no 112. Franziu os olhos quando o vento frio tocou-lhe a tez pálida ao sair do prédio. No campo, caminhou a passos largos quando avistou Blaise sentado na grama. Ainda que o garoto estivesse de costas, sabia que era ele pela cor dos cabelos. “Tem mais um desse aí?” apontou para o cigarro que ele tragava, sentando-se a certa distância do loiro.