ACCIO — Diretamente da casa FEUER de DURMSTRANG quem se aproxima é HANIEL NIKOLA BENGTSSON. Com seus 18 ANOS, está cursando seu SÉTIMO ANO e faz parte do CLUBE DE FEITIÇOS em sua escola. Seu status sanguíneo é PURO e dizem por aí que ele se parece muito com o trouxa MICHAEL EVANS BEHLING mas não sabemos se é verdade.
Dons mágicos: Não possui.
Quadribol: Torcida.
Postos: Nenhum.
Da união de Alexey e Hannah nasceu o jovem Haniel. A criança que herdaria a fortuna e o legado de dois bruxos incomuns, com profissões tão distintas, mas que fizeram sucesso em seus respectivos ramos. O patriarca era um arqueólogo bruxo que corria atrás dos artefatos antigos e tão misteriosos. A profissão foi o que lhe levou a conhecer sua esposa, uma desfazedora de feitiços que acabou na mesma missão que ele. Juntos, desbravaram uma tumba antiga que carregava uma maldição que foi desfeita por Hannah; a competência alheia pareceu encantar o arqueólogo e eles iniciaram um romance após alguns meses.
O nascimento de Hanne aconteceu dois anos após o casamento de seus pais. Nenhum dos dois tinha parado com a profissão e não iriam parar tão cedo. Cada vez mais a casa parecia crescer, mas ao mesmo tempo, tornar-se mais cheia de cacarecos. Não importava que seu pai ficasse bravo quando chamava os objetos assim, são artefatos, Haniel! Fizeram parte do passado de diversos bruxos!
Hanne não entendia na infância como seu pai podia dar mais atenção para os artefatos ou como aqueles itens acabavam em sua casa. Com o tempo, apesar do homem parar de sair em missões e escavações, os artefatos continuaram a chegar em casa. A única coisa que sabia era que seus pais tinham aberto uma loja de restauração, mas isso não explicava como eles ainda colocavam as mãos cada vez mais em itens raros e tão caros.
Ora, a descoberta do motivo veio na adolescência. Em seu segundo ano em Durmstrang, ainda animado com cada matéria que descobria ali no Instituto, Hanne percebeu que um de seus colegas se gabava de sua família possuir um artefato exclusivo. Segundo ele, não havia outro no mundo inteiro! Mas isso… Não podia ser verdade, afinal, seu pai também tinha um broche daqueles em casa, com os mesmos detalhes descritos pelo colega. Nas férias, questionou seu pai sobre a história do tal broche; o que ouviu parecia um absurdo. O broche foi usado por uma bruxa poderosíssima, funcionava como um amuleto e dava a capacidade de quem o usasse, ver espíritos e interagir com eles. Ninguém em sã consciência usou o broche pois a lenda dizia que a bruxa colocou uma maldição que deixaria louco quem tentasse usar sua joia. Coincidentemente, era exatamente a mesma história que seu colega contou no Instituto. Intrigado, lançou um specialis revelio no broche quando seu pai deixou-lhe sozinho. Era verdadeiro. Então, se a história estava certa e esse era um item único… A família de seu colega foi enganada, eles não estavam com um artefato mágico verdadeiro. E, como ninguém seria louco de tentar usar para verificar, a réplica passava despercebida.
Quando confrontou seu pai sobre isso, o homem revelou o segredo. A loja de restauração que ele e a esposa mantinham aberta era apenas uma fachada para que roubassem os artefatos que chegavam ali. Como ambos tinham uma reputação impecável em suas carreiras, todos os bruxos confiavam no trabalho atual do casal. O que não esperavam era que na maioria das vezes, seus itens fossem trocados por réplicas.
Tendo em mente o valor dos artefatos verdadeiros, Hanne não perdeu tempo em começar a roubar alguns dos objetos espalhados em casa. Estava com raiva do pai, o homem parecia esquecer que tinha um filho, focado demais no trabalho sempre com o nariz enfiado em alguma relíquia, isso lhe machucava. Sua rebeldia se mostrou uma fonte de renda fixa em poucos meses. Uma das coisas que Hanne percebeu enquanto ficava mais velho, era que adicionar magia nos artefatos tornava-os mais valiosos. Um colar antigo por si só já lhe rendia um bom retorno financeiro, mas somar isso a um feitiço de proteção? Ou mesmo uma maldição? Conseguia dobrar o valor!
O problema é que quanto mais vendia, quanto mais mexia com a magia para amaldiçoar as relíquias, mais ousado Hanne ficava. Sua lábia acabou levando-o a prometer mais itens do que deveria à Nicholas Burke. O homem não gostou de ser enganado, já que Hanne não conseguiu cumprir com o que prometeu lhe entregar. Seu pai percebeu que os artefatos estavam sumindo e passou a redobrar a segurança. A pior parte é que a pequena fortuna a si dada em troca dos itens que levaria para o Burke, Hanne já tinha gasto. Não havia como devolver o dinheiro e muito menos como pegar as relíquias. As ameaças começaram e cobrança tornou-se execiva. Seu orgulho lhe impedia de assumir o erro para o pai, precisava então dar um jeito de lidar e resolver o problema.
O torneio tribruxo foi o escape perfeito. Iria sair do radar do Burke, ir para outro país, outra escola, iria esconder-se e pensar em um plano para resolver essa situação; a solução mais lógica era que o cálice sorteasse seu nome e ele ganhasse o torneio, pagaria a dívida com o dinheiro… mas nem isso o destino deixou-lhe ter.
@tripontos















