Eu genuinamente acreditava que você seria permanente. Testemunhei seu desânimo aumentar, vi seus esforços para dialogar e seus apelos por transformação… repetidas vezes. Mesmo assim, me apoiei na falsa segurança de que você não partiria.
Julguei que o sentimento que nos unia superaria qualquer exaustão. Supus que o amanhã traria sempre uma nova oportunidade, outra tentativa, um novo ponto de partida… mais tempo. Até o instante em que o tempo acabou.
E o que me causa maior sofrimento agora vai além da sua ausência. É a lucidez de enxergar a quantidade de chances que tive para agir de outra forma e o quanto as negligenciei. Tudo porque, bem lá no fundo, eu tinha a ilusão de que você jamais desistiria de mim.