Há mulheres que nunca foram aplaudidas.
Mulheres que acordaram cedo demais para cuidar de todos, menos delas. Mulheres que aprenderam a engolir lágrimas. Mulheres que trabalharam em silêncio, amaram em excesso e resistiram quando já não havia quase nada dentro delas para resistir.
Há mulheres que carregam famílias inteiras nas costas e ainda encontram força para sorrir. Mulheres que perderam, caíram, foram esquecidas, e mesmo assim voltaram a levantar-se.
Ser mulher nunca foi apenas existir.
Ser mulher é reconstruir-se muitas vezes na mesma vida.
É aprender a transformar dor em ternura, cansaço em coragem, e silêncio em sabedoria.
Por isso, hoje não celebro apenas flores ou palavras bonitas.
Celebro as mulheres que continuam de pé quando o mundo inteiro parece pedir que se sentem.
E sobretudo as que, mesmo cansadas, continuam a acreditar que a vida pode ser um lugar mais justo.
Porque uma mulher não muda apenas a própria história.
Muda o mundo, muitas vezes sem que ninguém repare.