O primeiro amor é aquele que a gente vive intensamente, por ser algo novo e assim achamos que irá durar pra sempre. O segundo, ainda acreditamos que aquele é amor de nossas vidas e que iremos casar e ter uma família. Aí vem o terceiro, e você percebe que nem tudo são flores, as brigas começam e você começa a entender. Aí vem o quarto, um relacionamento que te faz viver o que nunca vivera antes, você descobre uma traição e por amar, você perdoa. Aí vem o quinto, tu são flores no começo e aí começa o tal do relacionamento abusivo, mas você ainda não entende sobre e acha super normal o seu parceiro(a) ter ciúme doentio e te tratar como se fosse seu dono e dono de tudo o que você faz. O sexto pode ser alguém do seu passado que volta para sua vida e você decide dar uma nova chance por achar que agora estão "amadurecidos", mas esse relacionamento acaba pois seu parceiro(a) ainda age como se vocês fossem aqueles de anos atrás. Aí você se apaixona, mas para a sociedade esse amor é "errado", você enfrenta o mundo para ter a pessoa junto à ti, mas a família não aceita e ela? Ela vai escolher estar de bem com a família e guardar para si sua orientação sexual. Aí você desiste do amor por um tempo por achar que esse lance não é pra você e quando você menos espera, você se apega a alguém que te cativou apenas por uma conversa e este alguém já se frustrou tanto quanto você e não permite se entregar, mas aos poucos vocês se entregam um ao outro, mas há um problema, vocês estão distantes. O relacionamento então é saudável e faz bem a ambos, mas a distância machuca, a saudade corrói e a vontade de estar perto é cada dia mais evidente, mas optam por dar um basta para o bem estar de ambos. Logo você se aproxima de alguém que tanto quis, mas a pessoa não te queria por motivo de estar superando um fim de relacionamento, você entende e fica na sua. Percebe que não há motivos para se desesperar em sempre ter alguém, e foi assim... E quando você menos espera, aquela pessoa, aquela que não te queria há meses atrás te beija, mas com calma começam a ter algo. Com calma, começa a se tornar algo mais sério. E com calma, começam a namorar e expressar com calma o que sentem. Mas hoje, por mais que você ame, você não consegue demonstrar como nos relacionamentos antes e você não tem culpa alguma e nem a pessoa na qual você está. Culpados são aqueles que não souberam valorizar a pessoa na qual tinham, culpa daquele que traiu, culpa daquele que foi abusivo, culpa daquele que não foi recíproco. E se hoje você não tem forças pra demonstrar, a culpa não é sua. Você ama, mas não demonstra por medo de demonstrar demais e acabar sendo considerada intensa demais.