Porque ser forte, maravilhosa, bonita e talentosa não me isenta de nada. A única pessoa que dá para confiar é em sim mesmo. E não se reconhecer é uma dor horrível. Eu não sei quem sou. Não me identifico com ninguém, pois só quem sente ou já sentiu sabe como é doloroso passar dias chorando.
Precisa ter um motivo? Eu não sei o que é ter um motivo? Eu não sei o que é ter um motivo. É um vazio imenso que nunca se preenche. Tudo ou nada, não há como ser feliz com nada e nem com tudo. Tudo que sinto e que sou me machuca. A culpa excessiva, falta de controle é frustrante, eu não confio em mim. Os ciúmes, as inseguranças, não dá para controlar.
Dependente. A falta de independência, depender de outra pessoa, se sentir um fardo, não ter coragem de pedir ajuda, não conseguir dizer “eu preciso de você” e nem pedir para ficar. Nessa bagunça de sentimentos ainda tem espaço para ser orgulhosa.
Sozinha. Eu sou sozinha, tão sozinha que eu estou desabando com um papel e não é porque as pessoas tem coisas o que fazer, as pessoas tem desculpas a dar, outras pessoas a priorizar.
Hobbies. Como praticar algum esporte, ouvir uma música, amar alguém, se divertir com alguém assistir um filme, ir ao cinema, como fazer qualquer coisa quando a sua mente grita coisas que você não suporta mais ouvir.
Egoísmo. Eu preciso desse egoísmo, como não ser egoísta, se eu não olhar para mim quem é que vai olhar. Só eu tento entender essa dor.
Abandono. Eu até entendo as pessoas que sempre me deixe, ultimamente é a única coisa que eu penso é me deixar.
Compreensão. Será que já tentaram me entender? mas tentar de verdade. Há um limite de tentativas? Quantas vezes eu tentei? Quantas vezes por dia eu tento? Quanta mágoa eu guardo? Quanta pressa em ser feliz? Aquela pressa que atropela as palavras porque o final é sempre a melhor parte, pelo o menos nos contos de fadas. Tantas coisas e quanta intensidade trás dor e dá dó.
Esforço e Reconhecimento. Pouco reconhecimento e muito esforço.
Sem dor, sem ganho. Muita dor e que ganho?
Quantos narcisismo, para que se maquiar as 02:00? Por que não maquiar a dor com arte, por que não tentar se amar, sorrir, tirar 10 selfies e postar 5, arrancar elogios, se empoderar por alguns minutos até a realidade te consumir. As lagrimas cai, a maquiagem borra, você se sente fútil e inútil, quantas noites perdidas? quantas oportunidades, aprendizados, entretenimento, é um tempo perdido, uma vida desperdiçada.
“Se não fosse ISSO, ainda estaríamos juntos.” Se isso fosse com você, eu nunca te deixaria, se não fosse isso, nós não estaríamos aqui, se não fosse tudo, não ia existir nada. Se houvesse amor, isso nunca seria um problema, conseguiríamos passar por cima disso tudo. Seja lá o que isso seja e o que me tornou.
Julgamento. É claro que pode me julgar é a mesma coisa de disparar o segundo tiro, quando o primeiro já acertou e me matou.
Quem erra uma vez, erra duas , quem erra tres nunca mais erra.
Perdão. Eu sei que perdão não conserta nada quebrado, mas será que precisa jogar fora?
Encenação. Como fingir ser o que não se é, o que não se sente. Até porque, quem é que quer ser assim, por que eu ia querer ter isso?
Sempre forte. “De novo isso?” Não é de novo, é sempre isso. Você tem a escolha de desisti de mim, porque duas pessoas não podem ser fortes juntas, eu tenho que ser suficiente por mim.
Privacidade. A privacidade só vale, quando é a sua, “olha quem fala de sentido” e é para ter algum sentido? Me diz se tem sentido coisas e pessoas. As coisas só mudam para você, até porque fui eu que te magoei e depois te culpei, pois não é para haver sentido. Eu sei que fui eu que começou a falar sobre sentido, mas não é sobre mim, é sobre você. Aliás, é sobre todos nós.
“Se meu corpo é minha casa, que eu pinte as paredes, reboque os tijolos, traga visitas, e apague as luzes.”
A minha casa está destruída, faltou planejamento, preciso de um arquiteto. Eu preciso de você, Aihandra, e preciso de mais pessoas também. Porque não dá para fazer uma obra nessa casa sozinha.