“everything beautiful is ruined eventually…”
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carta para as crenças
Decepção?
Eu diria que é um dos piores sentimentos que alguém pode causar.
Ela não vem gritando.
Ela esvazia.
Te deixa olhando para trás, imaginando como nada daquilo deveria ter acontecido.
Porque se decepcionar é parecido com ser enganado —
não por palavras,
mas por expectativas.
É abrir o coração
e perceber que isso não mudou nada.
É lutar por alguém
e, no final, descobrir que a tua palavra não pesava absolutamente nada.
Curiosamente, não é tristeza.
É decepção.
Um gosto amargo que insiste na boca,
como uma gota de sangue:
você faz de tudo para o ferro passar,
mas a memória fica.
Cada risada.
Cada desabafo.
Cada plano que nunca atravessou o futuro.
Ainda assim, a decepção tem um lado bom.
Quando ela chega, superar se torna mais simples.
Quase automático.
Nunca foi tão fácil deixar alguém para trás como foi você.
Você foi o doce mais confortável…
e, sem aviso,
se tornou o pior doce que já provei.
DPS incorrect quotes! pt 6/?
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sim sim sim
“Se eu pudesse escolher, gostaria de me transformar em uma música, porque além de bonita ela desaparece quando alguém desliga o rádio.”
Existem duas possibilidades de viver bem:
aprender o delicado equilíbrio
ou se perder tentando sobreviver.
Por um mês, caminhei como um animal ferido,
alerta a cada som,respirando apenas o necessário,
vivendo no limite do instinto.
Mas essa não sou eu.
Eu preciso do verbo viver inteiro.
Preciso do amor que expande,da liberdade que assusta,das dores que provam que ainda sinto.
Preciso olhar para os próprios dias
e saber que fiz tudo o que estava ao meu alcance,
mesmo quando o corpo cansa,mesmo quando a alma vacila.
Morrer não é uma opção.
Mas viver eternamente em sobrevivência
também não é vida

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se eu tiver que ir, minha despedida vai ser flores e um céu tão azul quanto foi a minha alegria enquanto eu estive tão viva.
- Carta aberta a todos que conheço
Eu estava indo tão bem. Estava feliz e satisfeita com o meu trabalho, com as novas amigas, com a rotina que, pela primeira vez em muito tempo, parecia me caber. Meus dias estavam cercados de prazer, alegria e uma força que eu não lembrava de ter. Tudo parecia finalmente no lugar.
Então acordei sem apetite. Chorei enquanto caminhava, como se o corpo tivesse esquecido como seguir adiante em silêncio. Os tiques voltaram, incontroláveis, e apenas as drogas pareciam conseguir me manter funcionando. E todos os dias, sem falha, o mesmo pensamento surgia: existem dois jeitos de acabar com isso.
Um deles não seria justo com as pessoas que eu conheço. Partir seria a demonstração mais amarga e irresponsável da minha parte com todos eles. Seria transformar a dor em herança, deixar perguntas sem resposta, culpas sem dono.
O outro jeito também é amargo. E foi esse que eu escolhi. Escolhi me afastar. Escolhi ficar sozinha de novo. Escolhi não levar a minha dor para a vida de ninguém, não invadir o cotidiano alheio com algo que eu mal consigo sustentar em mim.
Mas, sendo sincera, ainda penso em escolher a primeira opção.
Não é pessoal. Não é falta de amor.
É desesperador.
Eu tento.
Tento e tento me apegar às pessoas,
ficar um pouco mais,
adiar a partida.
Mas ainda encontro conforto
no silêncio de estar sozinha,
Acredite, não é pessoal.
É que eu ainda não aprendi
a escolher ficar.
Não por falta de sentimento,
mas porque às vezes
a solidão me entende
antes que o amor saiba como me segurar.

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duas cenas, dois sentimentos..
“eu tento todos os dias.
não sei nadar.
a água sabe.
cada gota dói.
cada gota sou eu.
estou cheia por dentro,
e isso cansa.
o perigo
não é me afogar outra vez.
é que eu aprendi a nadar
da última vez
em que quase desapareci.”
“Eu gosto mais de você do que das outras pessoas.”
me.

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“Às vezes eu penso que o amor é só uma forma educada de não nos sentirmos tão sozinhos no mundo. Não no sentido triste, mas sim humano. A gente nasce sozinho, morre sozinho, e no meio do caminho tenta tocar alguém como quem diz: eu vejo você. E eu posso até parecer hipócrita, mas eu gosto da ideia de ser vista e compreendida.”
— 1 de janeiro, 2026.
Eu achava que, quando fosse adulta, encontraria um lar —
um lugar onde eu me sentisse pertencente.
Talvez eu nunca tenha um lar,
ou talvez essa sensação de pertencimento seja mesmo desesperadora.
Mas entendi que o meu lar sempre vai ser onde eu estiver.
Talvez eu nunca seja amada por completo,
ou talvez nunca seja a prioridade de alguém.
Talvez eu precise aprender a lidar
com essa sensação de viver sozinha,
mas ainda assim satisfeita.
Talvez eu esteja buscando nos lugares errados.
Mas, só talvez,
no fundo do meu consciente,
eu ainda busque não viver sozinha.
- Não é uma conclusão — é um estado.