Mas, meu amor, já dizia o grande Vinicius de Moraes: o poeta só é grande se sofrer. Por isso eu sei, hoje eu sou uma poeta, pois não existe sofrimento maior que entender o nosso amor, e não vivê-lo da forma mais intensa possível.
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@aglomerar
Mas, meu amor, já dizia o grande Vinicius de Moraes: o poeta só é grande se sofrer. Por isso eu sei, hoje eu sou uma poeta, pois não existe sofrimento maior que entender o nosso amor, e não vivê-lo da forma mais intensa possível.

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“Mas, por hora, se você me encontrar na rua, só me abrace. Tô precisando.”
— Tati Bernardi.
Querida quarentena, hoje eu vou te apresentar uma série que me fez pensar bastante sobre a vida, Glee conta a história de jovens que fazem parte de um grupo de coral na escola, aparentemente é uma série adolescente que fala sobre a arte, no caso a música deles, está repleta de músicas antigas muito tocantes com letras lindas, mas o mais impactante, e o que infelizmente fez a audiência subir, foi a morte do ator principal Cory Monteith em 2013, durante as gravações de uma das temporadas da série. O ator já era bastante problemático em relação ao psicológico, existem partes ao longo das gravações que ele não aparece tanto devido a esses problemas, aparentemente morreu de overdose. Mas apesar dessa trágica morte, existe uma linha de pensamento enorme, os diretores decidiram matar também o personagem de Cory, Finn Hudson, que era um jovem extremamente doce e gentil com as pessoas, completamente apaixonado pelo que fazia e por Rachel Barry. A namorada de Finn ganhou vida pela atriz Lea Michele, que também era namorada de Cory, uma das semelhanças que ele apresentada com seu personagem, além disso Cory era extremamente calmo e doce nas vezes que apareceu para a mídia, ele apresentava ser um cara alegre apesar de tudo que passava, também tinha o amor de Lea, que sofreu muito com sua perda assim como o elenco da série. O episódio “The Quaterback” da 5 temporada de Glee é todo dedicado a ambos as personalidades, na minha interpretação. Eu senti a dor dos atores ao gravar as cenas, que com certeza foram muito difíceis, os personagens da série cantam músicas para Finn, que contam com letras significativas sobre a morte do personagem e do ator, como “If I Die Yong”, a música é muito marcante por falar de uma vida curta, a comoção dos atores no meio às homenagens nos atinge de uma maneira difícil de ser lidada, Finn era muito amado por todos, e fica nítido que Cory também, por isso o episódio além de trazer contexto a série pela saída repentina do personagem, faz uma enorme homenagem ao ator e ao trabalho feito por ele. A sua morte deixou todos os fãs da série abalados, e encaixar isso na série trazendo também a morte do personagem foi muito forte para a audiência de Glee. Não acompanho a série desde o começo, lembro como foi impactante as notícias em 2013 pra mim, apenas por ser um jovem que morreu de uma forma tão trágica, mas conhecendo esse universo na quarentena, em que todo sentimento se apresenta tão intensamente e entendendo quão impactante é a vida de alguém acabar tão cedo por erros próprios, percebo que tantos jovens já deixaram aquela tristeza vista no elenco no rosto de pessoas que amavam, vidas interrompidas no meio deixando seus sonhos e possíveis realizações, através desse texto eu trago a memória de todos essas vítimas da vida de certa forma e deixo meus sentimentos
B, Rebecca.
Querida quarentena, eu já não sei mais lidar com sua presença, a saudade e a ansiedade já fazem parte da minha rotina, eu me peguei procurando coisas que precisam ser compradas no supermercado apenas por ir, por sair de casa e ver gente, mesmo que seja de longe e atrás de uma máscara. Mas apesar de tudo isso, eu posso afirmar que estou fazendo minha parte, e não me encaixo com as pessoas que estão contribuindo para o aumento de dias que precisaremos ficar em casa, porque elas me decepcionam. Nesse momento, toda a empatia com o próximo é extremamente necessária, eu tenho certeza que além de mim, existem muitas pessoas que estão muito ansiosas e deprimidas, pessoas que estão sem ver quem amam, mães longes de filhos, e idosos morrendo de medo de morrer. Em contraposição a isso, existem pessoas se encontrando com seus grupos de amigos e fazendo questão de que todos vejam a irresponsabilidade deles através de redes sociais, infelizmente ainda há falta de informação, apesar do esforço enorme da mídia de tronar público tudo que está acontecendo. No entanto, não podemos fechar os olhos para as pessoas que realmente não se importam com a situação, pessoas que aparentemente se consideram inatingíveis, que como o presidente, não enxergam a situação com a gravidade que apresenta. Na Itália, metade de uma cidade foi praticamente disseminada devido à doença, tiveram que levar corpos em um caminhão do exército para serem enterrados em outra cidade por falta de espaço. Na Espanha, corpos foram armazenados em uma pista de gelo para se conservarem, devido às lotações no necrotério. No Brasil foram feitas valas no cemitério porque a quantidade de caixões já era enorme. Não se engane todos nós estamos deprimidos e ansiosos, todos nós precisamos ver familiares e amigos, estamos com saudade dos namorados ou até daquela paixão que nem era tão correspondida, mas a gravidade da situação não coloca a necessidade de curtir com os amigos acima do isolamento social, “só uma saidinha” pode te infectar e infectar pessoas dentro da sua casa, precisamos de empatia, não só de alguns mas de todos.
B, Rebecca.

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Querida quaretena, a situação que você nos colocou mudou completamente a vida de praticamente todos. Essa obrigação de ficar em casa é realmente um incomodo enorme. No entanto, pensar positivo agora é uma das coisas que pode nos mantendo calmos, na medida do possível. Você pode trazer, além de muitos problemas, coisas boas, a principal delas é tempo com as pessoas que moram com você. Claro que se as pessoas convivem com sua melhor amiga ou pessoas na qual tem toda a afinidade e compartilham de ideais, não passam por isso. Mas o mais recorrente é morar com parentes próximos ou uma marido ou mulher, e isso ta se tornando às vezes um problema, já que na questão da família geralmente existem mil ideias divergentes entre um membro e outro, e esse é o meu caso. Por isso, andei pensando muito sobre o que custa minha paz, já tenho muitas opiniões formadas, apesar de ser nova, vivi algumas experiências e custou bastante pra conhecer quem eu sou e o que eu quero me tornar. Sei que o autoconhecimento é uma caminhada, que muitas coisas vão mudar, mas também sei que minha essência vai continuar a mesma, e que algumas ideologias vão permanecer, e pretendo lutar pelo que eu acredito. Mas na quarentena, com todos os sentimentos aflorados, devido ao estresse e a irritabilidade que esse período nos proporciona, me veio o seguinte questionamento: O quão vale a minha paz em comparação a lutar pelo que eu acredito? Bom, tem muito que pensar, e escrever sobre isso abre minha mente. Eu amo minha família, tenho orgulho de todos e o jeito que são os torna único e pessoas incríveis. Eu não poderia mudá-los. Mas como conviver com partes das escolhas que eu quero tomar e eles não sabem lidar muito bem? Não tentar impor minhas ideias neles e evitar qualquer tipo de conflito me traz uma paz enorme, mas não ser quem eu sou completamente perto deles também tira parte dessa paz que eu tenho por ter orgulho de quem eu sou. Então eu apenas adio o momento de ter essa escolha, a minha fase adulta apenas começou, e o tempo vai lidar com esse questionamento melhor que eu iria. Mas às vezes o amor e a aceitação que nós precisa se desenvolve da melhor forma estando longe, eu concluí.
B, Rebecca.
Querida quarentena, hoje eu concluí Todas as mulheres do mundo, que é uma série original do GloboPlay, plataforma de strimming, baseada em uma obra de Domingos Oliveira, eu ainda não tive oportunidade de ler essa obra, na verdade tive, só não tive o momento certo, mas se for fiel a série incrível que partiu dela com certeza valerá todo o meu tempo. A série conta a história de um artista e arquiteto nas horas vagas, incomum, mas ao mesmo tempo completamente correto ao meu ver, ele vive a vida totalmente do modo que ele quer viver, sem hesitação, se permitindo sentir todas as sensações e se arriscando do modo que acha que deve, completamente autêntico e divertido, Paulo, personagem de Emílio Dantas, é apaixonado pelas mulheres e faz qualquer uma se apaixonar por ele, inclusive eu. O enredo da série conta com uma mulher por episódio, mas ao mesmo tempo em todos eles existe apenas uma: Maria Alice, seu nome é bastante comentado ao longo da história, ela é interpretada pela belíssima Sophie Charlotte, e traz um esteriótipo muito autêntico com ela, assim como Paulo, Maria Alice é artista, e essa é uma das várias belezas dela. Os dois se conhecem no primeiro ato da séria, e geram interesses um pelo outro, um jogo de argumentação de Paulo faz com que ela largue alguns de seus planejamentos e se dedique a ele em uma relação muito harmônica que dura algum tempo, até que algumas reviravoltas os separam mas não tiram deles o amor um pelo outro. A partir daí Paulo se arrisca em conhecer outras mulheres, sendo por opção ou não, ele acredita que a paixão é uma das coisas mais importantes da vida, e a beleza das mulheres assim como suas características únicas é o que faz a vida ser bela. Todas as mulheres marcam a vida dele de formas muito diversas, mas são esquecidas pelo mesmo motivo: Maria Alice. Sem deixar de citar Laura e Cabral, interpretados respectivamente por Martha Nowill e Matheus Nachtergaele, melhores amigos de Paulo que têm um papel super importante na história, com conselhos que fazem você refletir sobre vários assuntos da vida, sendo o mais importante a paixão. Cabral em especial é completamente fascinante, todas as suas falas tem sentido muito maior que o significado. A série é baseada nisso, na poesia e na arte, na vida e nas pessoas. É uma perfeita maneira de passar o tempo no isolamento. A liberdade que os personagens trazem, a forma de viver e de pensar é extremamente interessante, é incomum, mas ao mesmo tempo remete diretamente a modernidade e sua relação com a poesia. Ela me inspira, ela me inspirou a escrever esse texto e inspira o modo que eu vivo a vida, tive muitas reflexões baseada no que é falada ali, fez com que eu repensasse minhas atitudes, é poética e cheia de vida e me ajudou muito a te aturar quarentena.
B, Rebecca
Querida quarentena, hoje eu pensei na felicidade, e em como ela se torna relativa pra cada pessoa, o isolamento social ta sendo extremamente marcante pra mim. Logo eu, que não passava dois dias sem encontrar as pessoas que eu amo, a família que eu escolhi na vida. Aqueles encontros eram pra mim grande parte da minha felicidade, mas a pessoa que mais era presente na minha vida não chegava a ser nem um terço dela: eu mesma. A carência da quarentena é realmente um tema muito recorrente na situação atual, em que pra viver, temos que ficar sozinhos em casa. Afinal, é tão impossível assim ser feliz sozinha? A adolescente dentro de mim diria que sim, o ser humana é um ser social, certo Karl Marx? Ok, vamos concordar, o riso é uma das melhores sensações da vida e ele é bem mais fácil de ocorrer em uma roda de amigos. Mas e a felicidade? Pra mim sim, o riso que me vem junto as meus amigos em meio a todo aquele carinho e amor que eles me trazem é um dos sentidos da vida, parte da felicidade. Mas, enfim, eu concluí, que não é apenas isso, a vida tem milhares de possibilidades, sensações tão boas quanto aquele tipo de alegria momentânea, a realização é uma delas, o orgulho de se chegar a um objetivo real que veio do seu interior. Pra chegar até aí foram horas de analise pessoal, de olhadas para o teto e de pensamentos soltos sobre mim mesma, a decepção ajudou, admitindo que se começa a olhar pra si mesmo depois que não resta mais muitas coisas pra olhar, obrigada quarentena! Você poderia não existir, mas se existe, me traga algo positivo e me ajude a começar a me entender. Outra dessas epifanias que me ocorreram no momento, foi a que uma das ideias que me define bastante é a de eu ser extremamente apaixonada pela paixão, as sensações que ela proporciona, ela da animo, excitação e o frio na barriga. Mas isolada, eu precisava de algo que me trouxesse todos esses sentimentos. Amo arte, pra mim é o sentido da vida, e é completamente relativa, nunca tive aptidão pras artes na forma mais básica dela, mas de alguma forma qualquer atividade pode se tornar uma forma de arte, tudo depende do olhar do artista. Uma viagem, por exemplo, guarda recordações em vídeo, fotografias de lugares inusitados e textos repletos de relatos dos mais diversos, pra mim essa é a minha forma de arte, que traz a realização e todas as sensações que tudo que eu já amei de traria. E todo o caminho que eu percorrer que me leve a esses objetivos me trará um tanto de felicidade, excitação e frio na barriga, devido a todo o animo de estar mais e mais perto de que eu acredito, de me tornar realmente quem eu quero ser. No fim eu só quero olhar pra minha arte e não conseguir colocar em palavras tudo que aquilo me faz sentir.
B, Rebecca
“E talvez, eu só precise aprender a caminhar direito, antes de tentar correr.”
— Carpinejando.
“Eu preciso andar um caminho só, vou buscar alguém que eu não sei quem sou”

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