A Agência OIA é um laboratório de jornalismo da UBC, onde estudantes do curso publicam trabalhos desenvolvidos ao longo do semestre e adquirem experiência!
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Maurício de Sousa é homenageado no Centro Universitário Braz Cubas
O Cartunista participou da inauguração de auditório que ganhou seu nome, em Mogi das Cruzes, nesta quarta (27)
Por: Vitória Fernandes
Maurício de Sousa com seus fãs. Foto: Marianne Vilela.
Esbanjando carisma, Maurício foi recebido com festa por fãs e personalidades mogianas. Logo no início do evento, deixou claro que era sua primeira saída desde o decreto de pandemia, em março de 2020.
Aos 86 anos, o cartunista se emocionou e contou histórias da época que vivia em Mogi das Cruzes, na rua Otto Unger. Sousa também interagiu com o público perguntando quem aprendeu a ler com os quadrinho da Turma da Mônica. Sem surpresas, todo o auditório ergueu as mãos e trouxe euforia à Maurício.
Referência na formação de muitos adultos e adolescentes, o cartunista expressou sua emoção em ser homenageado: “Estou orgulhoso e honrado pela homenagem que o Centro Universitário Braz Cubas está me concedendo. Ter uma sala no território do saber com meu nome, é uma valorização que me faz sentir presente e próximo aos estudantes e professores desta instituição. Não foi por acaso que cresci nesta cidade, estava escrito”.
Fãs registram o momento com Maurício de Sousa em uma selfie. Foto: Marianne Vilela
Maurício também falou sobre os novos territórios que vem explorando. Além dos gibis, o cartunista agora vem ganhando às telonas. Os sucessos “Turma da Mônica: Laços” (2019) e “Turma da Mônica: Lições” (2021) logo ganharão sequência, segundo Sousa, os cinemas também vão ganhar uma representação de sua história, produzida pela Disney e, também, Chico Bento ganhará seu próprio longa-metragem.
Enquanto Maurício conversava com os fãs, o reitor da instituição, Rafael Ribeiro, pediu para que o cartunista deixasse um autógrafo para ser enquadrado e exposto no auditório. Talentoso, Sousa fez também um desenho e brincou: “Para vocês verem que sou eu que faço mesmo”.
Maurício desenhando e exibindo o desenho feito com carinho para o Centro Universitário. Fotos: Marianne Vilela
“Leiam, leiam, leiam. Estudem, estudem, estudem”, aconselhou Maurício, em tom alegre, para que nunca nos esqueçamos do que é primordial. “Estou muito feliz em ter esse auditório com meu nome. Acho que só faltava isso", completou o desenhista, emocionado.
O Auditório Maurício de Sousa, oficialmente inaugurado em 27 de abril, conta com um espaço de 237,65 metros quadrados, cadeiras inclusivas, 232 poltronas e equipamentos multimídia, e fica nas dependências do Centro Universitário Braz Cubas.
Maurício recebendo uma réplica da placa que está na entrada do Auditório que leva seu nome. Fotos: Marianne Vilela
A Agência OIA reuniu algumas das fake News mais comentadas sobre as máscaras de proteção contra o coronavírus. Confira agora se é fato ou fake.
Por: Vitória Fernandes
Foto por Tim Mossholder - Unsplash
O deputado federal Giovani Cherini (PL-RS) provocou polêmica com uma fala sobre as máscaras de proteção contra a Covid-19 na última segunda (17). Na ocasião, Cherini disse que Bruno Covas, prefeito de São Paulo falecido no último dia 16, teve seu câncer agravado porque a máscara que o político sempre utilizava impediam a respiração de suas células.
O assunto foi muito comentado no Twitter e repercutiu muito mal. Afinal, até onde vai a desinformação a respeito das medidas de contenção a pandemia?
Reunimos algumas informações a respeito de máscaras e vamos explicar se é fato ou fake.
Foto por visuals - Unsplash
AO USAR MÁSCARA, SE RESPIRA GÁS CARBÔNICO?
FAKE - A OMS já prestou esses esclarecimentos. O uso da máscara não provoca nenhuma intoxicação por dióxido de carbono.
AS MÁSCARAS DE PANO NÃO TÊM EFICACIA COMPROVADA?
FAKE - Apesar das mais eficazes serem as cirúrgicas, as máscaras de pano, desde que feitas da maneira correta, são sim aliadas no combate ao coronavírus. A proteção age como uma barreira para gotículas, além de serem baratas e fáceis de produzir.
SOMENTE A MÁSCARA NÃO PROTEGE CONTRA A COVID?
FATO - As máscaras, por mais eficazes que sejam, não são os únicos métodos de prevenção ao coronavírus. Distanciamento social, higiene das mãos e de objetos pessoais e, se puder ficar em casa, também são alternativas para conter o aumento da disseminação do vírus.
A MÁSCARA CAUSA FALTA DE OXIGÊNIO
FAKE - Para que tenha a eficácia esperada, a máscara tem que causar certa dificuldade para respirar sim. Afinal, o ar está sendo filtrado.
Mas, é importante ressaltar que isso não compromete o fluxo de oxigênio no corpo.
E, POR FIM: MÁSCARA AGRAVA O CÂNCER?
FAKE - A declaração do deputado Giovani Cherini é falsa. Não há base científica ou biológica para tal afirmação.
O câncer é um multiplicador anormal de células sim, mas não se pode afirmar que o uso de máscara seja o causador dessa ação.
Após essas informações, continue usando máscara, álcool em gel e atente-se ao distanciamento social, a pandemia não acabou!
Mogi Basquete: O Time que é o Orgulho de Mogi das Cruzes
A história, os títulos, algumas curiosidades, grandes jogadores e treinadores que já passaram pela equipe e o maior diferencial: a torcida.
Por: Vitória Fernandes
Reprodução: facebook.com/mogibasquete
Desde sua fundação, a torcida é base para o Mogi Basquete. Em uma rápida olhada para a média de público da equipe de Mogi das Cruzes, já é perceptível: Jogo no Hugão é sempre com casa cheia.
Entre idas e vindas, vitórias e derrotas o apoio que o Mogi recebe de seu torcedor é cada vez maior. Com o intuito de dar mais visibilidade para o time, a diretoria criou um programa de Sócio Torcedor, que conta com 1414 sócios*.
Destes, 732* são ativos e contribuem mensalmente com a equipe. Dentre os benefícios de ser Sócio, estão os descontos nas idas ao Ginásio e em produtos oficias do Time. No plano mais barato, o torcedor tem direito a prioridade na compra dos ingressos, e no mais caro, tem camarotes e até uma placa de agradecimento no Hugo Ramos. Os valores variam de R$9,90 a R$ 150,00 mensais*.
O investimento feito pela diretoria e pelos torcedores resultou em uma categoria de base do Mogi Basquete e do Colégio Mello Dante. O projeto ampliou os horizontes. graças a essa iniciativa, várias crianças já tem o sonho de crescer e se integrar ao time da cidade.
* Números e valores de agosto 2019.
Reprodução: facebook.com/mogibasquete
HISTÓRIA DO TIME
Sob as cores azul, branco, amarelo e preto nasce a Associação Desportiva de Mogi das Cruzes. Ou, simplesmente, o Mogi Basquete. O ano era 1995 e, após um acordo entre o Clube de Campo de Mogi das Cruzes e a empresa Report (antiga patrocinadora do time de Basquete de Suzano), teve início a vitoriosa trajetória do Mogi Basquete.
Já em 1996, a equipe disputou sua primeira competição, o Campeonato Brasileiro de Basquete. O time comandado pelo técnico Cláudio Mortari acabou a competição em sexto lugar. Ainda neste ano, o Mogi, sob o nome de Mogi/Report/Eroles conquistou o Campeonato Paulista, quando venceu o tradicional time Cougar/Franca.
Em 97, o time mogiano até chegou às semifinais do Campeonato Nacional, mas acabou superado pelo Cougar/Franca.
No Campeonato Nacional de 1998, agora como Mogi/Report/Valtra, a equipe chegou aos playoffs, mas foi superada pelo Rio Claro e acabou a competição na quinta colocação. Já no Campeonato Paulista, agora como Mogi/Valtra Tratores, a equipe chegou ao vice-campeonato.
Já em 2001, o clube mudou a razão social para Mogi das Cruzes Basketball Clube e desvinculou-se do Clube de Campo. Como nome fantasia, a equipe usou Valtra/UBC/D’avó e Mogi/UBC/D’avó.
No ano de 2003, a equipe fez uma parceria com o Corinthians e passou a chamar-se Corinthians/UMC/Mogi. Nesse mesmo ano, a equipe foi vice-campeã Paulista pela segunda vez, dessa vez sendo superada pelo COC/Ribeirão Preto.
Em 2004, a equipe ficou em quarto lugar no Campeonato Nacional, perdendo para o campeão Nitri/Uberlândia.
2005 foi o último ano da equipe em atividade. Após o término do Campeonato Nacional, a parceria com o time do Corinthians se findou e ocasionou o fim das atividades da equipe Mogiana.
Após longa pausa, o Mogi Basquete retornou as atividades somente no ano de 2011, sob gestão do Grêmio Esportivo Mogiano. Buscando uma vaga no Campeonato Paulista, o time disputou o Torneio Novo Milênio. Para ficar com a vaga, era preciso terminar a competição entre os quatro primeiros colocados, a equipe Mogiana chegou às semifinais e garantiu a classificação. No retorno a elite do Basquete Paulista, agora como Mogi/Sanifill, a equipe chegou aos playoffs, mas foi superada pelo Bauru. Os mogianos terminaram a competição em oitavo lugar.
Ainda em 2011, o Mogi foi convidado a participar do torneio Basketball Days, na Holanda. A equipe mogiana chegou as finais, mas foi superada pelos donos da casa, o Landstede Basketball. Na ocasião, dois jogadores foram premiados por seu desempenho: o ala-pivô Fernando Alvin e o ala Guilherme Filipin.
Na Copa Brasil Sudeste, de 2012, o Mogi terminou em terceiro lugar e pode participar da Supercopa Brasil, uma espécie de segunda divisão do Campeonato Brasileiro de Basquete. A equipe mogiana sediou o torneio e foi campeã invicta, vencendo equipes como o Palmeiras e o Sport Recife (PE). Com esse resultado, o Mogi chegou ao NBB (Novo Basquete Brasil) na temporada 2012-2013. Já no Campeonato Paulista, a equipe chegou mais uma vez aos playoffs, e mais uma vez foi superada pela equipe do Bauru.
O dia 24 de novembro de 2012 está marcado no coração do torcedor mogiano. Com o nome de Mogi/Heléboro, a equipe fez sua estreia na NBB. Apesar de terminar a competição no décimo quarto lugar, não deixa de ser um marco importante na história da equipe.
Na temporada 2013/2014 do NBB, sob gerencia da ADMC (Associação Desportiva de Mogi das Cruzes), o Mogi chegou até as semifinais, quando foi eliminado pelo Flamengo após quatro jogos muito bem equilibrados. A boa campanha na temporada deu ao Mogi o direito de participar da Liga Sul-Americana de Basquete, da qual a equipe foi vice-campeã, perdendo novamente para o Bauru.
Em 2015, o Mogi Basquete foi mais uma vez vice-campeão Paulista, dessa vez sendo superado pelo São José.
Já em 2016, a equipe participou pela primeira vez da Liga das Américas. O Mogi teve excelente desempenho e acabou em terceiro lugar, quando derrotou o Flamengo na disputa do bronze. E, após quase vinte anos, a equipe Mogiana conquistou seu bicampeonato Paulista, quando superou o rival Bauru. Ainda pela temporada 2016-2017, conquistou seu primeiro titulo internacional: a Liga Sul-Americana, de forma invicta.
Em 2018, o ainda Mogi/Helbor chegou à final inédita da Liga das Américas, ficando em segundo lugar após ser superada pelo San Lorenzo, da Argentina. Já no NBB, a equipe Mogiana chegou a sua primeira final nacional, mas acabou sendo superada pelo Paulistano, ficando com o vice-campeonato.
Reprodução: facebook.com/mogibasquete
TÍTULOS E CAMPANHAS DE DESTAQUE
Campeão Paulista de Basquete:
1996 e 2016
Campeão Sul-Americano de Basquete:
2016
Vice-campeão do Campeonato Paulista de Basquete:
1998, 2003 e 2015
Vice-campeão da Liga Sul-Americana:
2014
Vice-campeão do Campeonato Brasileiro de Basquete:
Temporada 2017-2018
Vice-campeão da Liga das Américas:
2018
CURIOSIDADES SOBRE A EQUIPE
O nome completo da equipe é Associação Desportiva de Mogi das Cruzes. Mogi Basquete ou Mogi das Cruzes Basquete são apenas nomes fantasia.
A equipe também é conhecida como Time de Guerreiros, em alusão ao comportamento aguerrido dentro de quadra.
Os torcedores são chamados de Mogianos.
A mascote da equipe é uma Jaguatirica.
Atualmente (2021), a equipe disputa o NBB (Novo Basquete Brasil) e o Campeonato Paulista de Basquete.
O Mogi Basquete tem 26 anos de existência. A fundação foi em 1995.
A casa da equipe é o Ginásio Municipal Professor Hugo Ramos, Hugão para os íntimos. A capacidade máxima é de 5.000 espectadores e ele fica localizado na Vila Mogilar, em Mogi.
O atual presidente da equipe é o Reiad Abdu Arab, e o atual técnico é o Guerrinha.
Quem fornece os materiais esportivos da equipe é a empresa SportsKing.
Reprodução: facebook.com/mogibasquete
GRANDES JOGADORES QUE JÁ DEFENDERAM O TIME
Em ordem alfabética:
Caio Cazziolato
Caio Torres
Chuí
Danilo Castro
Demétrius Ferracciú
Guilherme Filipin
Gustavinho Lima
Janjão
Jeffty Connely
Jimmy
Josuel dos Santos
JP Batista
Larry Taylor
Márcio Azevedo
Marquinhos
Murilo Becker
Olívia
Paulinho Villas Boas
Pipoka
Rafael Bábby
Ratto
Shamell
Tonico Santana
Tyrone Curnell
TREINADORES HISTÓRICOS
Cláudio Mortari
Edvar Simões
DIFERENCIAL
O Mogi Basquete é um dos maiores times do Brasil. E, um grande time pede uma grande torcida.
Os Mogianos não decepcionam nunca. Na temporada de 2018, a média de torcedores que apoiaram a equipe nas quadras foi de 3219 pessoas por jogo, o que totaliza em quase 60.000 apaixonados pela equipe.
Na final do NBB de 2018, os Mogianos acabaram com quatro mil ingressos em apenas 36 minutos. Uma prova de amor e lealdade a equipe que é o orgulho da cidade.
Os torcedores já adotam o basquete como esporte oficial de Mogi.
E, o resultado pouco importa. Claro que a vitória é sempre esperada, mas isso não é obrigatório para que a torcida sempre lote o ginásio e apoie o time. É pela garra, pela paixão...
Com o apoio da torcida, qualquer um é mais forte. Com o apoio dos Mogianos, o Mogi Basquete é o Mogi Basquete.
Os Mogianos são o algo a mais, o diferencial da equipe, o elemento surpresa. O Mogi Basquete é o time que envolve toda uma cidade.
Desinformação gera riscos à saúde com a chegada do novo Coronavírus
As fake news têm gerado sérios riscos e ocasionado a morte de pessoas durante o período de pandemia
Por Ana Lívia Terribille Rios
As fake news têm um grande poder viral, afetando o equilíbrio psicológico do leitor. Pois muitos indivíduos consomem a Internet todos os dias, deslocando-se constantemente pelas mídias e causando uma série de efeitos na sociedade. E esses compartilhamentos pioraram ainda mais durante a pandemia da Covid-19.
Diante de estudos, pesquisadoras da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), Claudia Galhardi e Maria Cecília de Souza Minayo, apontaram que as principais mídias sociais propagadoras de notícias falsas sobre o novo Coronavírus, são: Instagram, Facebook, WhatsApp.
As redes sociais que mais atraem o público para a leitura e compartilhamento de falsas notícias // Foto por: Ana Lívia
Os dados revelam que 10,5% foram publicadas no Instagram, 15,8% no Facebook e 73,7% circuladas pelo WhatsApp. Além disso, os resultados apontaram que 26,6% das fake news publicadas no Facebook atribuem a Fiocruz como orientadora na proteção contra o vírus.
E um dos países mais afetados com essas ações foi o Irã, tendo acesso a conteúdos que diziam que ao aderir ingestão de metanol (álcool metilíco) estaria curado da doença. Essa prática levou a 800 mortos, 5.876 internações e 60 pessoas desenvolvendo a cegueira.
É notável reparar a desinformação na era da informação, pois diariamente são compartilhados conteúdos irresponsáveis. E quando não se tem o devido conhecimento, as pessoas caem com naturalidade nesse tipo de argumento.
Falso cronograma de vacinação é encaminhado por meio do WhatsApp e gera euforia nos profissionais da educação // Foto por: Ana Lívia
Além disso, com a chegada das vacinas, os assuntos repercutiram novamente, dizendo que elas irão modificar o DNA humano; implantar microchips; mencionando até a morte de voluntários após se submeterem ao uso da vacina.
Infográfico alerta sobre dados // Feito por: Ana Lívia
Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor geral da Organização Mundial da Saúde, afirma que a incompreensão sobre o imunizante é uma grande ameaça para a saúde global.
As fake news percorrem por todo o mundo, causando estragos e contribuindo para a desinformação // Foto por: Ana Lívia
Saiba mais em: https://portal.fiocruz.br/noticia/pesquisa-revela-dados-sobre-fake-news-relacionadas-covid-19
De acordo com Brunno Bin Tiso - Médico Clínico Geral do hospital EcoClin Ultrassom - SC, há diversos casos diariamente com foco na disseminação em fake news. Relatando que pacientes ingerem Cloroquina, Ivermectina e Annita. Medicamentos que não possuem comprovação científica.
“Muitas pessoas estão tomando esses remédios. Algumas delas não tiveram nada, já outras se intoxicaram, desenvolvendo a hepatite aguda medicamentosa, pessoas que foram parar na UTI por causa da Ivermectina em doses muito altas e aumentando a vitamina D” conta Brunno.
Por que as pessoas acreditam tanto nas fake news?
Lillian Grasiele Xavier Tolfo - Clínica geral, atuando em Emergência e ala da Covid-19, no hospital referência de Santa Catarina.
Local restrito para cuidados e acompanhamentos da Covid-19 // Foto por: Ana Lívia
Para Lillian, essa situação de automedicação e fake news, teve origem na Itália durante o período pandêmico. Isso porque eles começaram a usar a Hidroxicloroquina como testes e, nessas práticas foram dando bons resultados in vitro, assim como a Ivermectina e Annita. Só que por serem realizados em testes in vitro, contam com algumas medidas , já em pessoas seria necessário doses cavalares para resultar no combate contra o vírus.
“Essa parte de acreditar em fake news vem primeiramente do governo, justamente por apoiar e incentivar o NÃO uso de máscaras, o NÃO lockdown e também, NÃO fornecer uma renda descente para a sociedade manter-se em casa”, conta Lillian.
Segundo a médica, cada leito de UTI custa em torno de R$ 5.000 (cinco mil Reais) com as medicações (diária), e que com esse valor seria possível oferecer mais comodidade para as pessoas.
Fora isso, os indivíduos que são internados estão acompanhados de receitas, sendo elas: Azitromicinas, Ivermectina, Vitamina D ou até mesmo Hidroxicloroquina, resultando em 80% daqueles que já ingeriram esse tipo de medicamento (sendo até anunciado pelas farmácias).
Liliian menciona também que essas práticas são realizadas pela falta de perspectiva da população e pelas atitudes do governo, diante destas condições tão difíceis em que o país se encontra. Justamente por não ter vacinas suficientes e nenhum tratamento que possa reverter o cenário.
“Eu já vi várias hepatites fulminantes, pacientes indo para a hemodiálise, morrendo por hipercalcemia (aumento de cálcio no sangue) de tanto usar a vitamina D. Além de encaminhar recentemente um paciente para o oftalmologista por cegueira, pelo uso incorreto de Hidroxicloroquina”, explica Lillian Tolfo.
Em suma, ela alerta que as fake news são um perigo e que oferecem sérios riscos à saúde.
Reprodução: Dra. Lillian Grasiele Xavier Tolfo
Consequências das fake news na sociedade
Oswaldo Soares, 68 anos, viúvo e muito conhecido no bairro onde mora. Ele começou a ouvir boatos dos próprios amigos de que uma forma de se proteger contra o Coronavírus, era ingerindo bebidas alcoólicas em grande quantidade, para assim ficar imune e não contrair a doença.
Oswaldo diz que tem o hábito de frequentar bares e passou a consumir cada vez mais bebidas.
Em umas dessas idas, ele começou a compartilhar a mesma informação que tinha recebido. “Eu fiquei repassando pro pessoal que estava no bar, mandei eles beberem cachaça e ficar imune dessa doençada.” conta Oswaldo.
O idoso relata que todos estavam consumindo e, sem peso na consciência. Porém, o seu vício foi tão constante que o seu organismo não estava respondendo. Afetando diretamente o sistema imunológico, tornando o corpo ainda mais vulnerável para doenças e aumentando o risco de infecções.
“Eu tomei tanta cachaça durante esse meses aí, que deixei de comer. Quando eu vi, já tinha médico pra tudo o que é lado. Me ajudando porquê eu passei mal”, explica Oswaldo.
Recentemente, Oswaldo Soares recebeu alta do hospital em que estava internado e, aos poucos está se recuperando.
Período de internação do Sr.Oswaldo // Foto por: Ana Lívia
O idoso diz que essa atitude foi impensável e que ele agiu por impulso. Sentindo-se culpado por ter espalhado uma notícia falsa que recebeu e, colocando a vida de outras pessoas em risco. Que assim como ele, também acreditaram que ingerir bebidas alcoólicas seria uma forma de imunização contra o novo Coronavírus.
“Eu me dei foi mal, que situação precária. Mas será que eu parei de beber? Parei nada (risos)” diz Oswaldo.
Não seja vítima das fake news: cuidado com o que você lê e repassa na Internet
Assim como citado nos textos acima, a desinformação tem atingido uma grande parte da sociedade. Neste momento, a população deve tomar ainda mais cuidado, tanto para não acreditar em mentiras, quanto para não repassá-las a outros grupos.
E para tirar as suas dúvidas em relação a notícias suspeitas, as agências de Fact-checking estão disponíveis para realizar esclarecimentos.
Para saber mais sobre as agências de Fact-checking, acesse:
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Perspectivas da população do Alto Tietê com a Vacinação contra a Covid-19
Moradores e comerciantes criam expectativas com os avanços da vacinação
por Marianne Vilela dos Santos
Vacinações contra Coronavírus têm grande avanço na Região do Alto Tietê, Secretarias Municipais de Saúde realizam força-tarefa e boa parte da população de maior idade e profissionais da área da saúde e educação já tomaram pelo menos uma das duas doses necessárias, grande parte da população e comerciantes dessa região acreditam em uma volta ao normal até dezembro de 2021.
Foto: Rodrigo Nunes /MS
O comércio nessa região foi bastante afetado com a pandemia, pequenas lojas que tiveram queda em suas vendas não conseguiram se adaptar ao delivery e foram obrigadas a dispensar seus funcionários e fechar suas portas. As lojas que não fecharam definitivamente, tiveram que demitir alguns funcionários e diminuir o salário de outros, vendendo somente de forma online.
Outro problema foi a falta de produtos e materiais para o abastecimento de alguns comércios, a produção de alguns fornecedores parou e os comerciantes quase não encontram novidades para suas lojas.
“Fui à cidade comprar mercadoria para abastecer a lojinha e não encontrei quase nada” - relata a dona de uma loja de utensílios em Suzano.
O avanço da vacinação nessa região é um grande alívio para esses comerciantes, muitos acreditam que ainda há possibilidade de conseguirem se erguer até o final do ano, reabrindo suas lojas definitivamente, contratando novos funcionários e se preparando para os grandes feriados e festas de fim de ano.
“Com a vacinação as pessoas vão voltar a ir ao comércio e acredito que as vendas tenham um grande aumento ” - Diz uma comerciante de Ferraz de Vasconcelos
A vacinação também é uma esperança para as pessoas que tiveram que interromper seu sonho de abrir seu próprio negócio em 2020/2021 por causa da pandemia, e assim, podendo retomar seus planos de ser um empresário.
Foto: Regiane Bento
Para a população em geral, a vacinação contra a Covid-19 que parou o mundo é um novo começo, é a forma de seguir em frente depois de ter deixado tanta coisa para trás, de conseguir forças para seguir depois de ter perdido tantas pessoas, é a esperança de poder ver e abraçar quem esteve tão longe, é uma nova chance.
A Magia do Futebol Amador para Jovens da Periferia
Moradores de comunidades encontram no esporte uma forma de diversão aos finais de semana
Por Marianne Vilela dos Santos
O futebol surgiu no Brasil como futebol de várzea, pois o esporte era praticado às margens dos rios da grande São Paulo, os campos eram de terra batida conhecidos também como “terrão”, não regulamentados com diversos formatos, quadrados, retângulos, losangos, pouca estrutura e sem regras como: escanteio ou tiro de meta.
Com o sucesso do esporte entre os paulistas, outras práticas como cavalgadas e críquete foram deixadas de lado das várzeas do rio, e o esporte se estendeu às periferias da cidade e alcançou os centros e ganhou admiradores de todas as classes.
Um tempo depois, de acordo com estudos feitos pelo Conselho do Patrimônio Histórico, os bairros de São Paulo começaram a estabelecer relações entre si através do futebol por meio de campeonatos entre times locais, fazendo com que o futebol de várzea fosse crescendo e tomando mais força.
Da várzea saíram grandes jogadores do futebol brasileiro como Elias, Leandro Damião, Paulinho, Liedson, Ricardo Oliveira, Bruno Henrique, jogadores que ganharam uma chance no futebol profissional após mostrarem seus talentos jogados em seus respectivos clubes, e assim, valorizando o bom nível técnico apresentado pelos times varzeanos.
Mas com o surgimento das categorias de bases dos times profissionais com suas estruturas e investimentos desde a escolinha até o time principal, tornou-se mais difícil para esses jogadores conseguir um espaço no futebol profissional.
Foto: Gabriel Augusto
Futebol de várzea hoje
Apesar do crescimento das grandes cidades e o futebol moderno tenha surgido, há muitos campos de várzea que sobreviveram com ajuda das ligas municipais e das comunidades que fazem parte, que vêm no futebol amador motivos de alegria e orgulho, eventos que envolve as famílias, amigos, bairros inteiros, proporcionando grandes momentos aos finais de semanas.
O futebol de várzea é repleto de particularidade, de identidade, originalidade e cada um da sua forma, conforme seu terreno, suas condições financeiras e conforme a personalidade do time que joga ali. Pode-se imaginar vários tipos de bolas, marcações, campos, uniformes (com camisa e sem camisa, por exemplo), traves, tudo por uma partida de futebol.
A várzea tem um grande papel de integração social, pois através dela jovens sonhadores que não tiveram a chance de se tornar jogadores profissionais podem mostrar o seu talento para sua comunidade. Também significa muitas vezes a única forma de lazer para bairros periféricos e sua comunidade.
Muitos dos jogadores amadores que trabalham a semana toda, vê no futebol de várzea uma forma de terapia, uma chance de esquecer dos problemas do cotidiano, nada importa naquele momento somente o desejo de jogar futebol.
Apesar do sucesso da várzea, e da sua importância, os times varzeanos sofrem com problemas. Para muitas equipes, cada fase, desde a criação de uniformes até as despesas dos campeonatos são difíceis, fazendo com que muitos clubes corram atrás de patrocinadores, mas muitas vezes sem sucesso, partindo para a tradicional “vaquinha” entre o time e a comunidade.
Mesmo com todas as dificuldades, a várzea luta fielmente para se manter viva e alimentar a paixão de muitos torcedores das periferias, que se distraem e criam laços de amizade entre si. Os clubes estão se modernizando se dedicando na parte de administração, muitos já possuem páginas nas redes sociais que ajudam na divulgação dos jogos, venda de camisetas e acessórios para torcedores e simpatizantes, trazendo lucro ao clube e ajudando a se manter na temporada.
Foto: Gabriel Augusto
Futebol de várzea feminino
É notável o espaço que o futebol feminino tem conquistado nos últimos anos. A primeira Copa do Mundo Feminina transmitida em TV aberta no Brasil aconteceu recentemente em 2019. E nesse mesmo ano em abril a CBF passou a exigir que todos os clubes da Série A tivessem uma equipe feminina, o que passou a valer a todos os clubes do Brasil no mesmo ano.
E no futebol de várzea não está sendo diferente, houve um aumento muito grande dos times amadores de futebol feminino em São Paulo e assim introduzindo campeonatos femininos de várzea.
O principal é a Copa Rainha, sua primeira edição aconteceu em 2018 com 14 equipes participantes, a equipe campeã é premiada com R$ 2.000 e a vice com R$ 800, além disso, as duas ainda ganham uniformes completos, medalhas e troféus. O campeonato ainda oferece prêmios para a artilheira, melhor goleira e craque da competição.
Liga Municipal de Mogi das Cruzes
Ligas esportivas são organizações formadas por grupos de times ou de atletas para organizar competições de determinado esporte, trazendo bastante benefícios para os clubes participantes.
A Liga Municipal de Futebol de Mogi das Cruzes é voltada para a organização de campeonatos de várzea para times masculinos e femininos de todas as idades de Mogi. Foi criada dia 17 de março de 1948, completando recentemente 73 anos de história e muitas conquistas.
A liga possui 51 times filiados e 9 parceiros incluindo APAE de Mogi das Cruzes, tudo voltado para apoiar o futebol amador e os clubes da cidade de Mogi. Todo trabalho e dedicação é com o intuito de incentivar o futebol de várzea da região.
por Fabrício Mello Pereira
Alto número de pessoas desempregadas faz da informalidade a principal opção de emprego.
Sem oportunidade de conseguir um emprego regularizado, o índice de trabalhadores informais na pandemia cresceu em ritmo acelerado. Com o índice inflacionário em 4,52¨% e os auxílios governamentais cada vez mais escassos, população partiu em busca de novos meios de se sustentar em meio à crise sanitária.
Como num ciclo vicioso, 33,5% das 3,4 milhões empresas, ao longo de 2020 e durante o primeiro semestre de 2021, tiveram um impacto negativo em suas atividades ao longo desse período e se viram forçadas reduzir, consequentemente, o seu contingente de pessoas para evitar maiores prejuízos. Essas pessoas, por sua vez, têm de consumir menos e acabam por prejudicar o lucro de outras companhias, fazendo a roda da economia desacelerar.
Com a falta de renda, a roda da economia gira cada vez mais devagar.
Foto por: Beatriz Mello Pereira.
Segundo a pesquisa do grupo ManpowerGroup, sobre expectativa de emprego, 69% dos empregadores não pretendem contratar no 2 trimestre de 2021, dado que vai em contra mão com a alta demanda por parte dos brasileiros.
A população, sem outras perspectivas, partiu para a informalidade para conseguir fechar o mês: vínculos temporários com estabelecimentos, trabalho por meio de aplicativo, venda de alimentos ou produtos caseiros, cada um à sua maneira.
As pessoas abriram mão dos direitos trabalhistas e acataram com quaisquer que fossem os termos da vaga, muitas vezes com condições duvidosas e escalas extensas.
O aumento de subempregos na pandemia também é apontado pela advogada especializada em Direto do Trabalho Empresarial, Thaluana Alves, chama atenção para as condições precárias que essas funções oferecem, enfatizando o risco e as problemáticas que a falta dos benefícios garantidos por lei pode trazer.
Veja também: Pandemia aumenta número de trabalhadores informais e condições precárias
Segundo levantamentos feitos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, o número de trabalhadores informais supera os 50% no país. A informalidade, apesar de possuir vantagens, como renda imediata e fácil e escalas de trabalho mais flexíveis, atrapalha o planejamento de uma futura aposentadoria e não garante estabilidade em caso de um momento de crise.
As principais consequências da informalidade.
Informalidade como saída
No começo de 2021, Pablo Alves, 21 anos, perdeu o emprego como recepcionista e, para ajudar em casa, pegou a motocicleta que usava como meio de transporte e passou a usar ela para trabalhar como entregador de aplicativo. O motoboy relata que decidiu se cadastrar para ajudar a mãe, que é dona de casa, é a irmã, que está em ano de vestibular.
“Não cheguei a ser assaltado ainda, graças a Deus, mas vai ficando escuro e tem uns lugares que dá medo de passar. Já ouvi história de colega que foi fazer corrida e voltou quase que sem roupa pra casa,” conta Pablo.
Segundo o rapaz, não existe uma preocupação por parte da empresa que gerencia o aplicativo e muito menos com os estabelecimentos, que não possuem vínculo direto com o funcionário.
A situação de Pablo e de muitos outros jovens e adultos pelo Brasil é similar. A pessoa perde o emprego, geralmente formal, ou não consegue a vaga e, na hora do aperto, se adapta ao regime informal de trabalho.
Sem garantias ou benefícios, os funcionários desse tipo de regime têm a vantagem de customizar as próprias cargas horárias, simplesmente decidem aceitar ou não aceitar a chamada do aplicativo, entretanto, apenas recebem pelas corridas concluídas.
Os custos com combustível, por exemplo, ficam a cargo do próprio entregador e, em caso de acidente ou roubo, como o colega de Pablo, não existem garantias, assistências ou qualquer tipo de suporte se não o seguro do próprio veículo, se houver um.
Em 2021, a tendência do mercado se distância cada vez mais da realidade do emprego formal.
Foto por: Beatriz Mello Pereira.
A chamada “uberização do trabalho” promove, em sua essência trabalho por demanda, ou seja, emprego sem um vínculo formal com remuneração por serviço realizado.
O trabalho é feito por aplicativos e os funcionários que se registram e são aprovados executam suas funções por conta própria, sem patrão. No caso dos entregadores e dos motoristas de aplicativo, por exemplo, se um não pode realizar a viagem, outro fará em seu lugar.
Esse desamparo por parte das empresas que gerenciam os aplicativos resulta em cenários como a greve dos entregadores em julho de 2020, resultado da insatisfação dos funcionários com as condições de trabalho.
Ainda em 2021, existem diversos pontos pendentes de negociação entre empresa e funcionário. A informalidade, apesar de opção viável, continua estigmatizada com as mesmas problemáticas presentes em sua base e, é nesse cenário, onde não existem boas vagas para todos, que o trabalhador se torna cada vez mais descartável e é cada vez mais explorado.
Formar através das palestras: Um mundo de novas possibilidades
Palestras oferecem mais conhecimentos aos jovens e adultos, impulsionando na escolha profissional
Por Ana Lívia Terribille Rios
Vivemos em momentos de muita comunicação. Mesmo que os encontros físicos não estejam sendo realizados, devido a pandemia, a tecnologia tomou uma proporção muito eficaz, possibilitando muito conhecimento e oportunidades.
Em uma pesquisa realizada pelo GEM 2017, do Sebrae/IBQP, aponta que, a participação em empreendedorismo cresceu de 50% para 57% entre as pessoas de 18 e 34 anos. Através disso, o interesse pelas palestras foi muito significativo, pois muitos contatos e interações são criados nesse percurso.
Optar pelo empreendedorismo se torna uma solução válida para jovens e adultos// Reprodução: Ana Lívia
Para saber mais, acesse: Cresce número de jovens empreendedores no Brasil;
Muitas instituições oferecem aos seus alunos, Teste Vocacional, juntamente com a presença das palestras. Eles são ferramentas essenciais na construção de novas descobertas.
O intuito desses eventos é, promover ensinamentos e trabalhar de uma forma mais dinâmica, atingindo diretamente no ponto em que o público está esperando. A partir disso, o interessado pelo assunto discutido, irá observar com mais precisão o ambiente e poderá dar um passo muito importante na carreira em que está querendo desenvolver.
Neste caso, é possível observar a importância que a educação tem sobre o assunto. Mais pessoas estão envolvidas e dispostas a correr atrás daquilo em que elas acreditam, o que de fato, muda diretamente na perspectiva de vida. Usando de maneira correta os seus ensinamentos educacionais.
Ser palestrante é viver junto com o outro
Eduardo Zugaib, graduado em comunicação social, especializado em Publicidade e Propaganda, pós-graduado em Marketing e extensões em Gestão e Liderança, Recursos Humano, etc. Lecionou em diversas universidades do interior paulista, com cursos de graduação e pós-graduação, nas áreas de Comunicação e Marketing.
Ele há 15 anos está no propósito de ajudar empresas de todo o Brasil, e menciona em uma de suas falas “Um contador de histórias que provoca pessoas e empresas a transformarem a sua própria história.”
Isso é realizado através de suas palestras, seminários, workshops e talks corporativos, atuando tanto no on-line quanto ao presencial. Abordando assuntos de maneira bem-humorada e destacando em seus livros já publicados. Sendo eles “A revolução do pouquinho”, “Humor de segunda a sexta”, entre outros.
Sendo assim, Zugaib é considerado um dos maiores especialistas brasileiros em Atitude e Comunicação para a liderança.
Reprodução Site: Eduardo Zugaib//
Ele relata que precisava se redescobrir, por isso, houve a saída das universidades e se direcionou para o mundo das palestras. Nesse percurso, ele diz que ama viajar para absorver o Brasil com histórias e se sente cada vez mais motivado ao seguir nesse caminho.
Eduardo, diz também que, quando as pessoas assistem as suas palestras, ele acompanha de perto a evolução, chegando relatos até de que algumas delas, que estavam desacreditadas, alcançaram grandes objetivos.
Ser palestrante é muito mais do subir em um palco, é entender o público e ter a verdade em seu pulso.
Para saber mais sobre Eduardo Zugaib, acesse: https://eduardozugaib.com.br/
Reprodução Instagram: Eduardo Zugaib/ @eduzugaib
Networking: Conquistar o sucesso demanda competências relacionais
Raphael Camargo, de 18 anos, começou a se interessar por palestras em 2018/2019. Em 2019, ele estava no seu 3º ano do ensino médio, e ainda não sabia que caminho tomar no seu ramo profissional.
Uma das pessoas em que ele se inspirava, era o Flávio Augusto, empreendedor, dono da Wiser Educação e do time Orlando City. Ele produzia podcast e disponibilizava em todas as plataformas. Tratando de assuntos sobre marketing e negócios, o que gerava interesse no mesmo.
Em um momento, Flávio anunciou um evento que aconteceria no Credicard Hall, e gerou entusiasmo e euforia em Raphael. Na época, o ingresso custava R$600,00 Reais, e ele, queria ir de qualquer jeito. Através disso, ele sentiu a necessidade de fazer dinheiro. Começou a estudar mais e envolver-se com palestras, pois ele sabia que, podia surgir uma ótima oportunidade.
A determinação de ir em busca daquilo que mais almejava// Reprodução Instagram: Raphael / @oraphacamargo
Ao participar desse evento, ele criou amizades, e ao final daquele ano, um desses amigos lhe ofereceu ingressos para participar de três dias de encontro, em São Paulo. A partir disso, ele já tinha em mente o que iria desenvolver, mas surgia algumas dúvidas, vindo a cabeça se ele deveria realmente ir, porém o seu intuito era criar networks e ampliar os seus conhecimentos.
Foi aí que ele estava em uma palestra do Richard Branson, que atraiu muitas pessoas, sendo realizada em inglês. Neste mesmo dia, Raphael foi chamado para um almoço pelo seu amigo que conheceu no seu primeiro evento. Ele começou a conversar sobre a palestra que estava acontecendo e mencionou as suas considerações a respeito. Daí em diante, os participantes daquele almoço, perceberam em como o Raphael estava envolvido e tratando com propriedade do assunto, o que fez toda a diferença no seu perfil.
Ele então, começou a demonstrar interesse em ajudar os empresários, e com isso, cada um colocou os pontos em que queria ver a mudança. Através da conversa, Raphael teve o contrato realizado com um amigo, assumindo a função de Marketing e Growth, e com o seu segundo chefe Mack, montando o seu segundo contrato, assumindo o cargo de Analista de Marketing.
Ao final da entrevista, ele pontua a sua satisfação com as palestras e afirma “Você não pode pedir, você tem que demonstrar em como pode ajudá-los.” Dica valiosa para quem busca sucesso e elevar a carreira.
Ele se sente muito realizado, e todas aquelas dúvidas que surgiam no início da sua jornada, hoje ele conseguiu concluí-las e entender o que realmente gosta de fazer.
Empreender novas perspectivas na atualidade
Carolina Lima, de 24 anos, tinha o seu trabalho sendo realizado normalmente. Perante a situação da Covid-19, no meio de 2020, o estúdio de dança em que ela atuava foi fechado, tendo que dispensar todos os funcionários.
Foi preciso encarar a situação frente a frente, e Carolina resgatou um dos seus sonhos, que era empreender. Ela sabia que precisava recomeçar e que não podia adiar.
Começou a estudar muito sobre o assunto e a buscar formações que pudessem contribuir para que ela tirasse esse sonho do papel. Foi aí que ela encontrou as palestras do Sebrae SP, acompanhando todas de maneira remota (YouTube), que contribuiu para o pensamento, e através disso, ela entendeu o que era realmente empreender e como desenvolver o seu próprio negócio.
O acompanhamento de palestras on-line não interferiu para o desenvolvimento daqueles que buscavam por um objetivo// Reprodução Instagram: Carolina Lima / @vibe96store
Ao obter esse contato, em Outubro de 2020, Carolina criou a sua própria loja de roupas on-line, chamada Vibe96Store. No início, ela diz que ficou apreensiva, mas que ao acompanhamento das palestras, fez com o que ela se mantivesse segura.
Hoje, o seu empreendimento está com 6 meses, e ela relata que foi e está sendo a sua melhor experiência. Além disso, Carolina menciona que as palestras têm um poder de motivar e que com certeza, elas fizeram parte do processo.
Em 6 meses de loja, Carolina formalizou suas entregas e atraiu mais clientes// Reprodução Instagram: Carolina Lima / @vibe96store
Afinal, o que podemos conseguir através das palestras?
Diante dos exemplos, é possível observar a evolução que cada um deles desenvolveram. Novos pensamentos, formas de agir e confiança foram despertadas.
Por isso, é tão importante estar aberto a novas possibilidades e permitir sensações.
Ao investir em uma palestra, você pode estar abrindo as portas para a realização de um sonho, investindo em conhecimentos e além de tudo, encontrar o seu potencial.
por Fabrício Mello
Ao longo de um ano de isolamento social, na busca por maneiras de preencher o tempo livre, as pessoas desenvolveram novos hábitos e costumes para ocupar a mente.
Num primeiro momento, foi necessário reinventar e se adaptar aos novos modelos de educação e trabalho, as novas normas de segurança em mercados e outros estabelecimentos. Quando começaram a faltar as opções de lazer, as pessoas tiveram que se reinventar mais uma vez, dessa vez, buscando maneiras de ocupar as mentes e corações inquietos.
Os novos itens do dia a dia: a máscara e o álcool em gel. Foto por: Beatriz M. Pereira.
Nos meses que sucederam quarentena, as atividades disponíveis parecem se esgotar: todas as receitas do livro foram experimentadas, todos os filmes no catálogo assistidos, todos os chefões do jogo derrotados e todos os cômodos da casa faxinados. O tédio logo tomou conta e colocou milhões de brasileiros contra a parede: o que fazer quando tudo se tornou repetitivo?
O DIY e os Novos Costumes
Num cenário normal, quando se tem tempo livre, as pessoas buscam se ocupar de uma maneira, escolhendo a mais agradável dentro de um leque de opções. Há quem procure por uma série ou filme, quem comece ou continue um jogo, aqueles que se entretêm com narrativas e histórias dos livros das estantes e mesmo quem aproveite as horas de lazer para praticar um instrumento ou uma receita, limpar a casa ou simplesmente não fazer nada e descansar. Entretanto, o excesso de tempo livre transformou esses momentos agradáveis em repetitivos. Nessa situação, surge um grande aliado no combate a monotonia: os hobbies.
O desenho e a pintura são alguns dos muitos hobbies praticados na quarentena. Foto por: Beatriz M. Pereira.
O hobby, ou passatempo, é algo feito por vontade própria, realizado em busca de um momento de satisfação e alegria. Esse hábito, até então, não era algo muito praticado conscientemente pela população, mas quando todos são forçados a se distanciar do exterior por uma questão de segurança, é esse costume que toma para si as horas vagas nas novas rotinas. De acordo com a psicóloga Thaiana F. Brotto, “ter um hobby é fundamental para aliviar as tensões e o estresse do dia a dia de trabalho e ainda ter um momento dedicado exclusivamente para si mesmo.”
Veja também: Conheça benefícios de ter um hobby;
Outro conceito que entrou em alta no período da quarentena foi o DIY. Em tradução literal, “Faça você mesmo”, a ideia por trás dessa filosofia é incentivar a autonomia, se aplicando a diversos campos, como decoração de interiores, desenho, tinturaria, marcenaria, jardinagem, entre outros. No cenário do isolamento social, as pesquisas em torno do termo atingiram seu ápice em meados de abril de 2020, onde vídeos e blogs postavam tutoriais desde de “como tingir suas roupas” a “como fazer uma mesa”, tudo, claro, sem sair de casa. E é conciliando esse conceito com a ideia de hobby que a população se ocupou, iniciaram suas produções e descobriram novos talentos.
Muito Antes da Quarentena
A expressão Do It Yourself surgiu em 1921 nos Estados Unido, com o objetivo de incentivar as pessoas a fazerem pequenos reparos e instalações por conta própria dentro de casa para pouparem gastos, a filosofia entrou em alta em diferentes momentos da história, sempre aliada ao combate ao consumismo e ideia de economizar dinheiro.
Em 1950, o movimento ganha força mais uma vez, com revistas norte-americanas como a “Mecânica Popular” e “Ciência Popular” ensinando o passo a passo desde a produção dos objetos até como empreender.
Nos anos 2000, o movimento ganha força com artistas independentes do cenário do punk underground como uma forma dos mesmos produzirem e divulgarem suas músicas independentes.
Desde então, o termo vem ganhando espaço, em produtos com dicas de diferentes usos para serem empregados, móveis e aparelhos onde a instalação e montagem são deixados à cargo do consumidor, em receitas simples e em tutoriais na internet, meio que ajudou na alta mais recente do termo, sendo recorde de pesquisas no isolamento social, onde as pessoas buscam não só hobbies para praticar em casa, mas maneiras de resolver problemas como manchas no piso, ralos entupidos e eletrodomésticos com problemas simples.
As Produções do Isolamento
Com práticas que necessitam desde uma folha em branco e um lápis, até um terreno com espaço adequado, terra e solo fértil, existem diversas maneiras de se ocupar nas horas de tédio. Basta querer e procurar a atividade que mais combina com o seu gosto para começar, conheça algumas das principais.
Tie dye
Técnica que data desde o século VI, com origem nos países asiáticos. O tie dye consiste no preparo de um tecido para o tingimento e, então, amarrar a peça de roupa com barbantes ou elásticos e aplicar as cores, conseguindo padrões de cores e degradês únicos em cada peça.
No contexto da quarentena, foi feito por aqueles que buscaram uma repaginada no guarda roupa, principalmente, por ser fácil, barato e dar uma cara nova às roupas antigas. “Eu tinha umas camisetas brancas, outras meio desbotadas, e daí eu ouvi falar do tie dye. Procurei tutorial no YouTube, juntei o que precisava e tingi,” comenta Rosana Siqueira, professora de português e literatura, que adotou a prática na quarentena, “até meus alunos gostaram quando eu apareci com uma dessas na aula”.
Marcenaria
À marcenaria compete a qualquer trabalho realizado em madeira. Produzir uma prateleira, cadeiras, armários e outras peças de mobília e objetos. Por mais que necessite de mais espaço, material e das ferramentas certas, para quem tinha vontade de começar, como o Luiz Antônio Pereira, que é bibliotecário, o isolamento social foi a hora certa. Segundo ele, começou quando uma prateleira da estante de casa quebrou e precisou ser reposta, depois disso, ele viu um passo a passo em um post nas redes sociais e tentou montar uma cadeira com alguns pedaços de madeira que tinha em casa. A experiência deu certo, e ele já chegou até a vender uma mesa, manufaturada no próprio quintal.
Pintura
A pintura e o desenho frequentemente andam juntos, presentes na história da humanidade desde o começo. Para a Beatriz Mello, que é estudante, foi nessa quarentena que ela descobriu a afinidade com as artes, começando com alguns rabiscos para aliviar o tédio, a atividade se tornou cada vez mais presente e, dedicando algum tempo aos tutoriais e dicas em blogs dedicados a quem está começando, ela já chegou a esgotar as folhas do caderno com as suas obras.
Jardinagem
Seja cuidando de pequenos vasos ou de um grande terreno, a jardinagem se baseia no cuidado e cultivo de plantas. A Aurora Siqueira, por exemplo, mesmo nos seus 78 anos, encontrou disposição para começar a cuidar das plantas em casa. Inicialmente, ela começou a cuidar de alguns vasos, mas as plantas logo pediram por mais espaço e ela prontamente atendeu. “Eu me sentia muito sozinha, minha filha saia pra trabalhar e eu ficava o dia todo parada na sala, cheguei a ficar mal,” ela explica quando perguntada sobre o porquê de começar a praticar o hobby, “eu fico no quintal, cuido da terra, levo água pra elas. Dá até ânimo, as vezes dói as costas, os braços, mas eu gosto tanto que nem ligo”, acrescenta.
Decoração
Engana-se quem pensa que para ter um quarto bem decorado, precisa da ajuda dos profissionais da área e de muito investimento. Atualmente, existem blogs e páginas dedicadas a dicas de como decorar a casa, cômodo por cômodo, tudo escrito e aconselhado por profissionais, com direito a tutoriais e até explicação de conceitos do meio.
A Thaís Martins, estudante de filosofia, depois de um semestre no ensino a distância, diz que se cansou do visual quarto, mas faltava a verba pra uma obra completa, e por isso, começou a procurar dicas na internet de como fazer as mudanças que queria. Do quarto, ela diz que partiu pra sala de estar e já planeja as mudanças no banheiro.
Costura
Técnica de juntar duas peças de tecido, seja de maneira artesanal ou manufaturada, para produzir vestuário ou outras peças, a costura já era conhecida como hobby muito antes do período da quarentena, sendo inclusive considerada como um dote por muitos anos.
Mas longe da ideia de ser algo antigo ou ultrapassado, o Diego Sandoval, que trabalha com o desenvolvimento de softwares, pegou gosto pela costura quando começou a passar mais tempo com a mãe depois de aderir ao home office. Num primeiro momento, começou ajudando e, pouco depois, curioso com a ideia, decidiu tentar. Hoje os dois já chegaram a presentear algumas peças como toucas, luvas e meias para os familiares e amigos.
Música
Aprender a tocar um instrumento é uma tarefa complicada. Dominar os acordes, aprender partituras e até mesmo como se manusear são etapas extremamente trabalhosas e que requerem tempo e instrução.
Na quarentena, entretanto, foi onde muitas pessoas decidiram começar a praticar um instrumento novo ou retomar algum outro, trocando ideias, informações e até mesmo expondo curtas composições, como é o caso do Augusto de Souza, que aproveitou o tempo livre para praticar o teclado e fazer alguns covers das suas trilhas sonoras favoritas.
A Quarentena e o Tempo Livre
Boa parte desses hobbies começou a ser praticado no final do primeiro trimestre de 2020, onde o aumento no número de pesquisar por "Faça Você Mesmo", "DIY" e "Tutorial" foi registrado no seu ápice. Por mais que esses novos hábitos transformaram a experiência do confinamento em algo mais tolerável, e até mesmo lúdico de certa forma, é importante se manter consciente sobre o que acontecia do lado de fora.
Em março de 2020, o Brasil entrava na primeira semana da quarentena e desde então, a realidade da população mudou. De lá pra cá, atualmente contamos com 12 milhões de infectados pela Covid-19 e mais de 300 mil óbitos, 4 ministros da saúde, ocupação próxima de 100% nos leitos de hospitais, crises políticas e econômicas, protestos em todo o mundo e tudo isso em isolamento social, onde parte da população, ainda tentando seguir as recomendações das autoridades sanitárias, se trancou em casa, cortando contato físico com familiares e amigos, deixando de lado programas e visitas, aderindo aos modelos de Home Office, delivery e EAD.
Se tornou necessário se proteger ao sair e entrar de casa de casa. Foto por: Beatriz M. Pereira.
Para a maioria da população, a única companhia do dia a dia se resumiu aos familiares próximos, pais, mães e filhos, tendo de enfrentar diariamente o outro, se entender com uma mentalidade completamente diferente, desgastando ou fortalecendo ainda mais, as relações com os parentes. Entretanto, para outros, houve também pessoas que tiveram de enfrentar o isolamento por conta própria, passando horas e horas tendo de se contentar com a própria companhia ou na companhia daqueles que se isolaram ao seu redor.
Em ambos os casos, as horas que antes se dedicavam ao transporte, trabalho, estudo, alimentação e lazer formaram um emaranhado. O tempo, que antes era tão pouco, se tornou excessivo. A correria, do dia pra noite, sumiu. Nas primeiras semanas, o tempo extra pareceu um alívio, um momento para retomar o fôlego e prosseguir, muitos com a ideia de que em uma semana tudo acabaria. Uma semana virou duas, que viraram um mês, que virou um trimestre, que virou um ano, e o tempo vago se tornava infinito. E é nesse cenário vazio que, na tentativa de ocupá-lo, surgem ideias, talentos, novos hábitos e rotinas. É no tempo livre da quarentena que a população se reinventa, seja por lazer ou por trabalho, se descobre, se renova.
Saúde Mental e o Ócio
Dentro de um cenário tão caótico, problemas de diversas naturezas surgem e dentre eles, questões sobre a saúde mental da população. Como manter sobre controle sentimentos como a ansiedade e o medo? Existem aqueles que rapidamente se adaptaram à falta de contato, já acostumados a aproveitar da própria companhia e logo que tudo começava a fechar as portas, se situaram na nova realidade, contudo, do outro lado da moeda estão aqueles que não acompanharam o ritmo das mudanças e sofreram com o novo dia a dia.
Segundo Marco Túlio de Mello, professor da Universidade Federal de Minas Gerais e pesquisador na área do sono, a falta da rotina durante o período de quarentena, seja dos profissionais de saúde, que pulam horas de descanso emendando plantões, ou o daqueles que afetados pelo isolamento, pode afetar ritmo biológico, aumentando crises de ansiedade, insônia e, a longo prazo, prejudicar o sistema imunológico do organismo.
Veja também: Falta de rotina e excesso de trabalho podem causar insônia;
É preciso ter, além de uma válvula de escape, disciplina para manter o controle da rotina e força para encarar a realidade da forma que ela vem. Nesse período de isolamento social, acima de tudo, foi praticado o autoconhecimento, como disse Clarice Lispector em seu livro ‘Um Sopro de Vida (Pulsações)’, é necessário ter coragem para se enfrentar, para que saber ficar com o nada e ainda assim ser pleno de tudo.
A Quarentena ainda não acabou. A vacina está batendo na porta, mas ainda é longe de ser uma realidade para todo o país. Pratique um hobby, fique dentro de casa e fique em segurança.
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