maisumpeido·:
Apenas revirou os olhos com a atitude alheia, algo na mulher ao seu lado o fazia ficar impaciente em questão de segundos. Talvez fosse todo aquele desejo carnal ressentido de sua parte, todos aqueles foras machucavam um pouco o ego do homem, porém sabia que tinha que lutar para ser menos machista e tentava ignorar da melhor maneira possível, afinal, objetificar uma mulher não era algo certo a se fazer. “Terminei.” Comentou mais para si mesmo ao fechar o laptop. “O que você quer então? Me diga, porque estou praticamente chorando por dentro, detesto te ver chateada comigo.” Guardou o laptop dentro da mochila. “Não, obrigado, vai que está envenenado, não tenho coragem de aceitar nenhuma oferta de paz vinda de você.”
Um sorriso carregado de sarcasmo e talvez até com uma sombra de ousadia surgiu nos lábios de Arianna quase que automaticamente, ela adorava saber que o afetava, fosse de uma forma ou de outra. Aria sempre fora aquele tipo de pessoa que gostava de causar, independente do que ou como.—- Isso na sua testa é uma ruga de irritação? Hm,parece que sim. Se não fosse por ela talvez eu até dissesse que é quase sexy essa sua faísca de irritação, incômodo ou sabe-se lá o que, só para frisar eu não dou a minima.— ela disse tão naturalmente quanto podia, dando ênfase na última palavra.— finalmente, não conheço ninguém tão lento quanto você.—– o tom debochado era quase que natural e parecia até jogar uma indireta, e possivelmente o fazia.— eu quero muitas coisas Bee, e sinceramente?— ela o fitou de cima a baixo sem qualquer descrição, não precisava disso.— não é como se você pudesse me dar qualquer uma delas.— embora sua voz estivesse calma evitando um tom provocativo, era claramente o que ela fazia, mas era Arianna e ela era conhecida por exatamente aquilo.— Não estou chateada, posso lhe garantir. E só um toque, o que eu senti foi sarcasmo? Porque se sim, definitivamente não lhe cai bem. Ah, vamos lá, você não vai me fazer essa desfeita, vai?— ela ergueu uma das sobrancelhas antes de levar o cupcake a própria boca, dando uma mordida e então levando até a dele.— sua última chance de aceitar a oferta de paz não envenenada.





