aproveitando a dash de hoje: depois dessa última atualização do tumblr (onde tem coisa pra car*lho quebrada no código, mas vou focar na parte estética e técnica pra roleplay) acho legal atualizar vocês com umas informações que podem ainda não ter alcançado algumas pessoas daqui:
1) o xkit ainda tá ali. se não está aparecendo pra você, tenta atualizar a página até aparecer. não, ele não vai criar uma ferramenta pra fazer a dash voltar pra versão antiga. a automattic, nova empresa responsável pelo tumblr (mesma do wordpress, diferença é que tumblr não tá valendo nada e daqui a pouco o preço cai de novo e xkit compra por 25 conto. rezem por esse dia), não vai mais disponibilizar pra equipe do xkit - tampouco pra gente, né - mas! eles disseram que estão trabalhando juntos (aiai, tumblr) pra aprimorar a experiência da nova dash e logo mais as ferramentas da extensão vão voltar a... tornar a dashboard mais acessível. e enquanto isso não acontece... vamos lá:
2) na ferramenta ‘old blue’, do xkit, já disponibilizam a opção de diminuir essa nova fonte grande e feia (e também voltar pra antiga) mas você também pode baixar uma extensão pra isso chamada stylebot: aqui tem um tutorial facinho pra entender como ela funciona;
3) o <sub> (ctrl + shift + , / letra pequena com um espaçamento maior na vertical) do html não funciona mais, apenas o <small> (ctrl + shift + -). os textos não vão ficar pequenos a não ser que você use o small ou o atalho do small;
4) agora o que me tem feito subir pelas paredes: os blockquotes. a porra dos blockquotes. não importa o que você faça, se você for reblogar um post onde tem uma imagem/icon/gif icon APÓS o texto, ele vai linkar com o seu próprio texto e vai virar uma idiotice bagunçada. exemplo:
solução? só manter o icon ou gif icon entre dois textos, pra evitar que quando seu amiguinho reblogue de você, seu parágrafo não mescle com o blockquote dele em um só e a gente comece a usar o pernalonga comunista como meme pra parágrafo de turno.
só fazer assim:
e não vale botar icon antes do parágrafo também, porque dá no mesmo e seu icon vai linkar com o parágrafo acima do seu amiguinho. tem que ter texto ANTES e DEPOIS do icon. sepá vai deixar a construção de alguns chats até mais criativa, façam como ficar melhor pra vocês.
sim, eu sei, ainda tá estranho, mas é só o que temos.
acho que por enquanto é só. se eu lembrar de mais alguma coisa adiciono aqui.
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Passava das oito da noite. Tanto o relógio da imponente torre de Millard quanto a meia-lua que brilhava no céu apontavam o quanto, exatamente, Electra costumava respeitar horários de recolher. À caminho de volta para os dormitórios, ela se esgueirava pelos corredores como quem havia acabado de fugir de um temporal: as pontas dos cabelos molhadas, uniforme parcialmente colado no corpo e o rosto oscilando contra as luzes dos candelabros. Exceto que não chovia. Ela soprou uma última folha do cabelo, uma que indicava onde a híbrida esteve na floresta, e avançou na curva final que a levaria aos dormitórios. O vulto a fez xingar antes mesmo de ver quem havia surgido no seu campo de visão.
“Lanchinho da noite, também?”, ironizou, um tom casualmente afetado. “A cozinha fica pro outro lado.”
“Millard inteira ‘tá meio doida, aconselho a só roubar algo tipo, sei lá, uma maçã, ou corre o risco de começar uma revolução gastronômica.”
tw: sangue e gore, menção à drogas, dependência química, descrição de morte explícita, descrição de ataques de pânico e ansiedade, transtorno pós-traumático.
O SOM ABAFADO DA MÚSICA que alcançava os ouvidos sensíveis da garota era como uma zombaria gratuita de seu estado atual. O prédio ao lado daquele beco transbordava de música, bebidas e drogas — e ela acabara de sair do local pela porta dos fundos, tonta e atordoada pela dose alta de heroína que queimava como um veneno doce em suas veias. Era um daqueles dias em que ela se jogava de cabeça em alguma festa, ainda na esperança de que alguém acidentalmente lhe desse uma overdose injetando uma dose maior de alguma droga aleatória — para que, novamente, isso a poupasse do fardo de fazê-lo sozinha. Mesmo em seu torpor, ainda era a merda de uma covarde.
Cigarro aceso e corpo encostado contra a parede, a única coisa que ela queria por alguns malditos minutos era um momento de paz. Então poderia voltar para a festa até se sentir mal o suficiente para cair inconsciente em algum canto do chão e ser acordada por Trip apenas no dia seguinte. O segurança local não parecia lá muito preocupado com a própria segurança de Electra, mas com a discrição da boate, sim.
Não se deixava pensar muito sobre, mas às vezes (apenas às vezes) se perguntava o que Rowen não acharia sobre tudo aquilo — sobre ela. Mas doía. Então ela não permitia que o pensamento perpetuasse por mais que segundos. Não permitia. Você não pode pensar sobre isso. Sufocar seus pensamentos — memórias — era a melhor forma de autodefesa que ainda conseguia trabalhar. Ela permanecia tentando, mas às vezes os flashbacks lhe atingiam e agarravam-na com tanta força que ela ocasionalmente questionava se não seria engolida pela dor e agonia. Queria que Damir a tivesse matado naquela noite.
“—ei! É surda?”
Recuar como um animal assustado foi sua única reação ao ser arrastada dos pensamentos para a silhueta de duas figuras masculinas. Tédio moldou suas feições quando os olhos se ajustaram à escuridão e os discerniu. Electra abafou um rosnado. Não estava com saco para aquilo. “Não estou vendendo nada hoje. Vão encontrar outra pessoa pra chapar vocês.”
O homem só riu.
Ela viu o flash da lâmina oscilando de seu bolso antes mesmo dele falar. “Adorável, Vathaen. Ainda não aprendeu a fazer algo além de latir?” A simples menção ao sobrenome foi suficiente para seu rosto se contorcer em confusão. Havia algo na voz dele, um som oco e gutural, que a fez lembrar de seus pesadelos — aqueles em que acordava arquejando e gritando. Electra de repente quis correr. Ela deu um passo para trás, mas o parceiro do cara (não, ela não sabia exatamente quem, O QUE ele era agora) a rodeara e suas costas encontraram um muro de músculos. Seus sentidos viraram som de estática.
Não. Aquilo não estava acontecendo. Não ali. Não ali—não agora.
Sua cabeça latejava e girava e girava. Ela reconheceu a lâmina exótica e prateada assim que o primeiro homem a girou entre os dedos. Ele não parava de sorrir. “Damir manda lembranças. Ele sente falta de seu bichinho de estimação.”
Ela se lembra de dizer algo antes do rosto arder ao ser acertado com uma mão pesada. Lembra-se de paralisar por segundos quando um braço a agarra por trás e uma lâmina é pressionada contra seu pescoço. Lembra-se do sangue e da dor quando a mesma lâmina corta pele à medida que suas mãos e unhas laceram e apartam os braços que a aprisionavam. Ela cai no chão e se arrasta até o muro adjacente. Alguém havia gritado e grunhido violentamente. Seus dedos vão até o próprio pescoço dolorido — voltam vermelhos e tremendo. Mas ainda estava viva. Ainda estava viva. Quando ergue os olhos, vê que havia rasgado a pele do braço daquele homem em carne viva e o jogado contra seu parceiro. Há fúria nos olhos leitosos, dos dois, quando levantam e se recompõem em velocidade assustadora. Sorriem.
Não, não, não.
Não seria levada de volta para ele; não seria usada mais uma vez — nem corrompida ou quebrada mais do que já estava. Ela aceita a morte. Ela a abraça com alegria, se é a alternativa a voltar para aquele filho da puta.
Ela se ergue e se vira para correr, mas seu corpo parecia tão pesado e lento e sufocado que eles a alcançam antes mesmo dela recuar três passos. Um deles a agarra e a empurra contra a parede rochosa do beco e ela não enxerga mais nada além de vermelho quando a têmpora lateja e começa a arder. Electra vê o flash da lâmina só a tempo de mover o corpo e ela perfurá-la no ombro. Ela grita — a dor desperta uma fúria adormecida que envolvia seu medo como uma víbora, então quando o segundo homem ri assim que ela o chuta do chão e o outro a empurra e avança para imobilizar seus braços, a garota não sente só raiva: permite que aquela força da natureza tome conta, permite se tornar aquela ira e calamidade que já lhe havia sido dito que era há tanto tempo.
Sentiu o cheiro do medo deles assim que suas pupilas tornaram-se dois diamantes e suas unhas (aquelas malditas unhas brancas e mortais) transformaram-se em longas garras de animais, afiadas o suficiente para arrancar pedaços. Sua cabeça girou, girou e implorou por descanso — implorou pela letargia que a heroína lhe ofereceu —, mas não permitiu a si mesma descansar.
Suas garras encontraram o primeiro alvo — ela rosna como um animal selvagem quando ergue o braço livre e bloqueia o ataque do segundo enquanto unhas afiadas envolvem o pescoço do outro; daquele que havia lhe acertado a faca. Seus caninos crescem, e por um segundo, pensa em como seria afundar os dentes em carne mais uma vez; provar do sangue enquanto arranca e derrama o líquido vermelho e viscoso. Ela escuta gritos de terror, ouve o agradável som do osso de um deles quebrando, daquele de quem bloqueara o último ataque, enquanto torce o braço dele e o empurra para o chão. Electra se vira para o homem que ainda engasga com suas garras. Agora é minha vez sorrir. Ela se lembra de ouvir um apelo antes de afundar os dentes na carne do pescoço dele e arrancar carne — carne e sangue e dor e gritos. Ela também se lembra de ouvir uma oração após jogar o corpo inerte no chão e se voltar para o segundo alvo. Ele parecia estar com raiva enquanto segurava o braço imóvel contra o chão lamacento do beco. Electra não economiza tempo com este — avança e enfia as garras na barriga dele e as afunda, puxando dali tudo o que lhe arrancaria a vida: sangue, carne, rins, tripas, sangue e mais sangue. Não para até que tudo esteja bagunçado e vermelho. Até que os gritos dela não se confundam mais com os dele. Até que tudo esteja denso e silencioso.
O som de estática volta: um apito e ruído abafado contra seus ouvidos.
Leva três longos minutos até que ela possa recuperar o fôlego e os olhos se ajustem à escuridão mais uma vez — até que a realidade a atinja com a força de um tornado e Electra perceba, tarde demais, que a lâmina que o primeiro homem carregava era uma comum. Até olhar ambos os corpos e perceber que acabara de matar dois humanos.
Ela cai de joelhos. Uma mão treme conforme a estende até o morto mais uma vez — como se para provar que ele... eles não eram, também, uma alucinação. É sólido. Vermelho. E cheira a morte.
Queria vomitar.
Tentou sufocar um soluço, mas um som quebrado acabou partindo de sua garganta.
“Não, não—” repete uma vez. Duas. Tantas vezes até que ela se vê diante do corpo de seu irmão. O sangue dele nas mãos dela. De novo. A garota se retrai num movimento brusco e cobre sua boca com as mãos para não gritar, não chorar. Ela fecha os olhos.
Inspire
e
expire.
De novo. E de novo.
E de novo
para se ajustar à realidade — só mais uma vez.
Ela está ali.
Aquele não é Rowen. Não é Rowen. Não é Rowen.
Não é Rowen.
Mas ela havia acabado de matar alguém. Havia acabado de destroçar duas pessoas. Qual o nome deles? Quem eram? Tinha tanto sangue. Tanto sangue. Tanto sangue... Que nem aquela noite...
“Scar! Scarlett! Olha pra mim. Olha pra mim.”
Íris verdes como esmeraldas são a primeira coisa que Electra enxerga ao erguer os próprios olhos. “Você está bem. 'Tá tudo bem, Scarlett.” Scarlett. Quem era Scarlett? “Vamos sair daqui antes que alguém chegue. Consegue me ouvir?”
A garota assente.
Scarlett. Ela era Scarlett. Esse era seu nome agora. Que ironia.
Só percebeu que chovia quando viu os respingos escorrerem no rosto bronzeado da detetive. “Vem, levanta”, ouviu Lya dizer, e algo na voz dela lhe acalmou. Electra obedeceu. Segundos depois um sobretudo de lã bege era colocado sobre seus ombros. Ela quis dizer algo, qualquer coisa, mas sua voz foi sufocada pelo vislumbre da sombra grotesca dos cadáveres no chão. “Depois você me conta o que aconteceu. Vamos sair dessa chuva.”
Dessa última vez, Electra não entendeu o que a voz de Lya dizia quando só assentiu.
Os braços da mulher arrastaram-na com cuidado pela primeira curva que levava para fora dali — mas seus olhos seguiram o rastro vermelho de sangue que escorria pelo beco enquanto a chuva caía até não vê-lo mais.
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And girls need cold anger. They need the cold simmer, the ceaseless grudge, the talent to avoid forgiveness, the side stepping of compromise. They need to know when they say something that they will never back down, ever, ever.
Gregory Maguire, Wicked: The Life and Times of the Wicked Witch of the West (via liquidlightandrunningtrees)
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