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O que era para ser uma Ășnica vez se estendeu para duas, trĂȘs, vĂĄrias. Nagi aprendeu rĂĄpido â rĂĄpido demais. Em poucas semanas, jĂĄ era melhor que qualquer outro cara que vocĂȘ conheceu. Mas ele nunca admitia. Sempre arrumava uma desculpa para prolongar as "aulas", sempre dizia que ainda nĂŁo estava bom o suficiente, que podia melhorar. E vocĂȘ deixava â€â Ś â Ś â Ś â đŹ
( ââžâ) . . .ă €cw!! dni -18, nsfw. pwp. personagens envelhecidos (+20). relacionamento nĂŁo estabelecido. sexo oral (f!recebendo). facesitting. meio sub nagi. leitora soft!dom. elogios. nagi mentiroso. negligĂȘncia de prazer.
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VocĂȘ riu, mas ele continuou te encarando com aqueles olhos indiferentes.
â Me ensina.
E vocĂȘ, talvez pela surpresa, talvez pela curiosidade, aceitou.
O que era para ser uma Ășnica vez se estendeu. E se repetiu. E se tornou algo rotineiro, quase semanal. Nagi aprendia rĂĄpido â ele sempre aprendia rĂĄpido quando queria. Em poucas semanas, jĂĄ era melhor que qualquer outro cara que vocĂȘ tinha conhecido. Mas sempre, sempre, dava um jeito de prolongar as "aulas".
â Ainda nĂŁo estĂĄ bom â ele dizia, com a voz arrastada, lĂĄbios brilhando com saliva e baba de boceta. â Posso melhorar.
E vocĂȘ deixava. E ele voltava a enterrar o rosto entre suas coxas abertas.
Naquela noite, o quarto estava silencioso, iluminado apenas pela luz suave que entrava pela cortina entreaberta. VocĂȘ estava deitada na cama, completamente entregue, as pernas abertas para ele como um presente. Os cantos dos seus lĂĄbios entreabritos brilhavam, Ășmidos, e Nagi observou aquilo por um longo segundo antes de se mover.
Ele nĂŁo era de pressa. Nagi Seishiro era preguiçoso para quase tudo â levantar da cama, ir para os treinos, responder mensagens. Mas ali, entre suas coxas, ele se transformava.
Deslizou uma mĂŁo sob seu monte de VĂȘnus, erguendo-o levemente com cuidado, enquanto abaixava a cabeça. A saliva acumulada em sua boca escorreu quente quando ele lambeu, devagar, sua fenda Ășmida. Umedecendo, provando, preparando.
Seu pau pulsou violentamente dentro da calça, dolorido e ignorado.
Porque Nagi nunca se tocava durante aquilo. NĂŁo era sobre ele. Era sobre vocĂȘ. Sobre o som dos seus suspiros, sobre o jeito que seus dedos enrodilhavam os lençóis, sobre como seu quadril se movia instintivamente em direção Ă boca dele.
Ele adorava aquilo. Adorava de uma forma que nunca imaginou ser possĂvel.
Sempre foi o cara desligado, apĂĄtico, que nĂŁo movia um mĂșsculo sequer para as tarefas mais bĂĄsicas. Preguiçoso por natureza, acomodado por escolha. Mas quando se tratava de comer sua boceta?
Nagi Seishiro colocava esforço.
Ele colocava vontade.
Colocava a lĂngua, os lĂĄbios, os dedos quando necessĂĄrio â e principalmente, colocava aquele olhar semicerrado, meio entediado, que contrastava perfeitamente com a intensidade com que te devorava.
Agora, com o rosto enterrado entre suas pernas, ele alternava entre lambidas longas e preguiçosas e movimentos circulares precisos no seu clitĂłris. Sentia cada pequeno tremor do seu corpo, cada arrepio, cada vez que vocĂȘ tentava fechar as pernas instintivamente e ele as empurrava de volta com os ombros.
â Fica assim â murmurou contra sua pele, a voz abafada, quente. â Deixa eu continuar.
VocĂȘ gemeu algo que poderia ser o nome dele, mas saiu embaralhado. Nagi sorriu â um sorriso pequeno, quase invisĂvel â contra sua carne Ășmida.
â Ainda nĂŁo estĂĄ bom â ele disse, erguendo o rosto brilhante, os olhos meio cerrados encontrando os seus. â Posso melhorar.
E antes que vocĂȘ pudesse responder, ele voltou a enterrar o rosto entre suas pernas, mais uma vez, como se nĂŁo houvesse nada no mundo que ele preferisse fazer.
Porque, no fundo, nĂŁo havia.
Nagi estava concentrado, a lĂngua deslizando em movimentos lentos e precisos, quando sentiu seus dedos enterrarem-se em seus cabelos brancos.
Mas, diferente das outras vezes, vocĂȘ nĂŁo apenas segurou. VocĂȘ puxou.
Com força.
Um fio de saliva ainda ligava a lĂngua dele ao seu clitĂłris quando vocĂȘ o afastou, erguendo o rosto dele para que te olhasse. Nagi piscou, confuso, os olhos meio turvos e os lĂĄbios brilhantes, inchados de tanto te chupar.
â Senta â vocĂȘ ordenou, a voz firme apesar do peito ofegante.
Nagi franziu a testa levemente, mas obedeceu. Sentou-se sobre os calcanhares, entre suas pernas, as mĂŁos apoiadas nas coxas macias. Ele parecia quase inocente assim â cabelo desgrenhado, bochecha levemente corada, olhos entreabertos te encarando como se esperasse instruçÔes.
VocĂȘ se sentou na cama, ficando de frente para ele. Passou os dedos pelo cabelo dele com um toque quase carinhoso, e Nagi instintivamente inclinou a cabeça, se entregando ao afago como um gato preguiçoso.
Foi entĂŁo que vocĂȘ apertou.
Seus dedos enrodilharam os fios brancos e vocĂȘ puxou a cabeça dele para trĂĄs, expondo o pescoço longo e a linha da mandĂbula. Nagi prendeu a respiração, mas nĂŁo reclamou. NĂŁo se mexeu. Apenas deixou.
Os olhos dele se arregalaram por um segundo â surpresa, talvez â mas ele rapidamente os semicerraram de volta, tentando disfarçar. VocĂȘ conhecia aquele olhar. Era o mesmo que ele usava quando tentava esconder que se importava.
Nagi desviou o olhar por um momento, algo raro. Ele sempre te encarava com aquela indiferença calculada, mas agora... agora ele parecia quase desconfortåvel.
â SĂł acho que... â ele começou, a voz arrastada, mas vocĂȘ apertou o queixo dele entre os dedos, forçando-o a te olhar.
â Olha pra mim quando estou falando com vocĂȘ.
Ele obedeceu. E, pela primeira vez, vocĂȘ viu algo diferente naqueles olhos. Algo que ele nĂŁo conseguia esconder.
â Se vocĂȘ quer continuar fazendo isso â vocĂȘ disse, devagar â tudo bem. Mas nĂŁo vai ser mais com desculpas. VocĂȘ vai pedir.
Nagi piscou.
â Pedir?
â Isso. VocĂȘ quer me comer com essa boca? EntĂŁo pede. Fala o que vocĂȘ quer fazer comigo.
Ele ficou em silĂȘncio por um longo segundo. Seu pau continuava dolorido dentro da calça, negligenciado, mas ele nĂŁo fez menção de se tocar. NĂŁo era sobre isso, nunca foi.
Nagi nĂŁo respondeu, mas seus dedos apertaram suavemente suas coxas, um gesto quase impaciente vindo dele. VocĂȘ sorriu, satisfeita, e soltou seu rosto.
â EntĂŁo deita.
Ele foi se inclinar para te deitar de volta, mas vocĂȘ segurou seu ombro.
â NĂŁo eu. VocĂȘ.
Nagi franziu a testa novamente, confuso, mas deitou-se de costas na cama, como vocĂȘ pediu. Ficou ali, olhando para vocĂȘ com aquela expressĂŁo entediada, mas havia algo por trĂĄs dela â antecipação, talvez.
VocĂȘ se moveu sobre ele, montando em seu rosto antes que ele pudesse processar. As coxas de cada lado da cabeça dele, os joelhos firmes na cama. Nagi olhou para cima, para vocĂȘ, para o caminho que se abria diante dele.
VocĂȘ olhou para baixo, para a visĂŁo do garoto mais preguiçoso que conhecia completamente entregue, devorando vocĂȘ como se fosse a Ășnica coisa que importasse. Os olhos dele estavam fechados, mas ocasionalmente se abriam para te olhar â e quando isso acontecia, vocĂȘ via algo cru, exposto.
Ele não estava mais fingindo indiferença.
â Isso â vocĂȘ murmurou, a voz trĂȘmula enquanto o prazer se acumulava. â Assim. Bom garoto.
Nagi gemeu contra vocĂȘ â um som abafado, baixo, que vibrou direto no seu clitĂłris e fez sua visĂŁo embaçar por um instante. Ele estava gemendo. Nagi Seishiro, que mal esboçava reação para qualquer coisa na vida, estava gemendo contra sua boceta enquanto vocĂȘ usava a boca dele para se satisfazer. Quando vocĂȘ o chamava de bom garoto.
O orgasmo veio rĂĄpido, intenso, queimando cada terminação nervosa. VocĂȘ segurou a cabeça dele firme contra si, as pernas tremendo, enquanto ele continuava lambendo, sugando, te ajudando a descer da montanha-russa.
Quando finalmente soltou, afrouxando o aperto nos cabelos dele, Nagi deixou a cabeça cair de volta na cama, ofegante. O rosto dele estava completamente molhado, os olhos turvos, os låbios vermelhos e inchados.
VocĂȘ se inclinou para frente, apoiando as mĂŁos no peito dele, e olhou para baixo.
â Ainda acha que nĂŁo tĂĄ bom.
Nagi piscou lentamente, a respiração ainda pesada. Demorou um segundo para ele responder, a voz mais arrastada que nunca.
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Ele sĂł queria mais de vocĂȘ. Mas as raĂzes que pensou brotarem dentro do coração, na verdade o estava perfurando de fora, e era impossĂvel escapar.
O brilho do sol iluminou a casa obscurecida por cortinas fechadas na sala em conceito aberto, que sobrevivia apenas com a iluminação artificial do lustre da copa. E em frente aos raios solares, uma mulher; a mesma jovem que se mudou para a casa em frente a dele na noite anterior com um barulho irritante de caminhão que o fez observar da janela do quarto com irritação de minuto em minuto.
âBom dia, vizinho.â VocĂȘ exclamou, estendendo o bolo para mais perto do homem que se mantinha na porta como uma barreira que a impedia de observar o lado de dentro. âEspero nĂŁo estar incomodandoâŠâ
âAinda nĂŁo.â Ele murmurou, olhando para o bolo com ceticismo.
O caminhĂŁo da mudança chegou Ă s onze. Deve ter levado horasâŠ
E apesar da vontade imediata de negar e voltar Ă prĂłpria autopiedade, Nanami se forçou a pensar que era altruĂsta da parte dele aceitar tanto para valorizar seu esforço quanto para que se sinta bem-vinda Ă vizinhança.
Enquanto se sentava, espiou o mais velho curiosamente. âCĂȘ tem uma casa bem grande pra quem mora sozinho.â Comentou, para o qual Namami franziu o cenho e se virou com uma jarra de ĂĄgua, indo pegar copos e talheres. âAlgum motivo especial?â
âTalvez o mesmo que vocĂȘ.â Ele disse, rĂspido. VocĂȘ nem ligou.
âAposto que nĂŁo, minha geladeira tem menos que metade da capacidade de armazenamento da sua.â Sorriu enquanto o loiro se sentava Ă sua frente, estendendo um prato com garfo e faca antes de despejar ĂĄgua no copo.
VocĂȘ imediatamente começou a cortar o bolo, pronta para servir ao maior a fatia generosa.
âAcho inteligente deixar os bens adquiridos antes de formar famĂlia.â Ele murmurou, aceitando o prato com uma mĂŁo apĂłs deslizar a ĂĄgua em sua direção, omitindo o fato de que estava começando a lidar com o fato de que jamais iria se casar. âVocĂȘ?â
Seu sorriso se demorou enquanto bebia a ĂĄgua, cantarolando.
âHmm, vocĂȘ estava quase certo.â Disse, apoiando o queixo na mĂŁo. âSempre quis ter um cĂŁo, mas morava em apartamento e eles precisam de bastante espaço. Meus pais jamais deixariam, entĂŁo aqui estou eu.â
Nanami cantarolou, tomando a iniciativa de começar a comer.
âNĂŁo vi nenhum animal ainda.â Seu sorriso se alargou com a declaração.
âEstava espionando minha casa?â Brincou.
âSua mudança.â Corrige com o garfo a centĂmetros de distĂąncia da boca. âEstava atrapalhando meu sono. Obviamente fiquei curioso e irritado.â Com isso, ele comeu, certo de que agora vocĂȘ quem ficaria constrangida â nĂŁo foi o caso.
âJusto.â Cantarolou. âEu acabei de me mudar, tenho muito pra organizar antes de procurar um cĂŁo ainda e preciso ver se consigo conciliar a faculdade com a mudança, claro.â Voltou ao assunto, finalmente dando a primeira garfada. âMas e aĂ? O que achou do bolo, jĂĄ posso abrir uma confeitaria?â
Nanami arqueou a sobrancelha e conteve os lĂĄbios para nĂŁo sorrir com sua pequena brincadeirinha.
âPode, se treinar mais um pouco. Pela aparĂȘncia, nĂŁo esperava que fosse chocolate amargo. Achei que ia ser dolorosamente doce.â Comentou, dando outra garfada.
âĂtimo, outra coincidĂȘncia!â O loiro nĂŁo pode evitar sorrir levemente com sua constatação.
Depois disso, o dia passou como um borrĂŁo. VocĂȘ estava animada e parecia ansiosa em tornar o dia agradĂĄvel para Nanami. Ele nĂŁo se incomodou com sua pena e nĂŁo conseguiria se ofender nem se quisesse, afinal, suas divagaçÔes deram ao loiro uma sensação aconchegante no peito. Sua culinĂĄria nĂŁo era excelente, mas era boa o suficiente. O pĂŁo de alho estava gostoso e enquanto comia e te escutava divagar sobre o que planejava pra sua nova casa, Nanami se viu imaginando ensinar vocĂȘ a receita dele.
Como amigos. Talvez nĂŁo fizesse mal ter uma boa amizade.
VocĂȘ nunca foi pedir a base do bolo de volta e uma semana depois, começou a sair cedo de casa.
NĂŁo que ele prestasse atenção, foi sĂł uma coincidĂȘncia que o loiro estivesse indo exorcizar uma maldição bem a tempo de te ver sair de casa com uma mochila nas costas.
âVizinho! Bom dia!â Exclamou ao vĂȘ-lo, mas nĂŁo parou de caminhar. Nanami, por sua vez, parou de caminhar ao ouvir sua voz, mesmo que tivesse te visto primeiro e fingido nĂŁo ver.
NĂŁo foi tĂŁo coincidĂȘncia assim que Nanami tenha saĂdo cedo de casa para regar cactos decorativos na frente de casa na manhĂŁ seguinte. VĂȘ-la sair de casa e acenar despertou nele um novo propĂłsito, e antes que pudesse evitar, Nanami estava regando cactos toda manhĂŁ.
E naquele mesmo instante, enquanto passava as mãos calejadas no rosto em frustração, o sino da campainha soou como uma manifestação do próprio desejo internalizado, fazendo-o tensionar os ombros largos e olhar na direção da madeira com o vinho esquecido na mesa de centro.
Um segundo toque o fez se levantar com um grunhido, mas ao abrir a porta com a mesma expressão estóica de sempre, deu de cara com seu sorriso cativante e meio nervoso, como quem não sabe se era uma boa hora. Bastou para os muros que ele estava tentando subir tijolo a tijolo na própria cabeça cedessem completamente.
SĂł entĂŁo o homem notou a Ășnica alça pendendo frouxamente em seu ombro e o suor em sua testa, sinalizando a caminhada debaixo do sol. Esticando lentamente as mĂŁos, Nanami sentiu a mente normalmente calma e composta correr com infinitos pensamentos e possibilidades, das quais duvidava que teria tempo para sanar.
âEu nem sei explicarâŠâ Começou devagarinho, desviando o olhar. âĂ uns vĂdeos bobos que um monte de gente faz porquĂȘ tĂĄ na moda.â
âEntendi.â Ele acenou, parado como uma muralha Ă sua frente. âVocĂȘ deve ser jovemâŠâ Murmurou o mais velho, sentindo o coração bater dolorosamente rĂĄpido.
âAcabei de entrar pra faculdade. Terminei a escola ano passado.â Riu sem graça, coçando a nuca sem encarar o loiro. âMas e vocĂȘ, quantos anos vocĂȘ tem?â
âTrinta e quatro.â Disse ele, o tom desanimado nĂŁo lhe passando despercebido.
Um sentimento ruim começa a se formar no peito do homem. InsuficiĂȘncia.
âEu nunca iria imaginar.â Sorriu sem jeito, meio que tentando animar o loiro. Ele apenas franziu o cenho, entĂŁo vocĂȘ mordeu levemente uma pelinha solta do lĂĄbio inferior. âVocĂȘ nĂŁo parece ter tudo isso. NĂŁo que trinta e quatro seja muito!â Se apressou em se corrigir apĂłs perceber a prĂłpria gafe, os olhos arregalados enquanto gesticulava com as mĂŁos.
Os ombros de Kento caĂram um pouco mais.
âObrigada. Eu vou guardar isso aqui.â
âAh, certo. Ok.â VocĂȘ deu um passo para trĂĄs, certa de que havia acabado de piorar o dia do mais velho. âTchau, foi mal o incĂŽmodo a essa hora!â
âIncĂŽmodo algum.â
Em resposta, vocĂȘ apenas sorriu e se virou, correndo para a prĂłpria casa enquanto Nanami suspirava pesadamente.
âTudo isso?â Murmurou âcuâ baixinho para si mesmo, fechando a porta e indo guardar o azeite e a azeitona sem prestar muita atenção no caminho familiar da prĂłpria casa. âOnde diabos estou com a cabeça?â
Ainda assim, as pequenas informaçÔes jogadas acendiam o fogo dentro dele como gasolina.
Ăs vezes Nanami te vĂȘ dançando sozinha em casa, quando estĂĄ caminhando para alguma missĂŁo e a vĂȘ pela janela da sala. Sua mĂșsica estĂĄ sempre alta o bastante para ele ouvir de longe.
Mesmo com as fotos na galeria do telefone, Kento sĂł percebeu que estava caindo em direção ao fundo do poço quando a viu sair com as amigas pela segunda vez. Sua roupa mais curta que o normal o deixou alerta, e as garotas barulhentas pareciam particularmente irritantes apressando vocĂȘ para pagar logo o Uber pois haviam meninos esperando.
NĂŁo que estivesse tentando julgar suas amizades. Ele sĂł achava que daria um companhia melhor, as garotas nĂŁo pareciam se importar ou estarem dispostas a cuidar de vocĂȘ.
E talvez fosse a vontade de prezar por sua segurança, ou quem sabe o fato de que dessa vez haviam garotos envolvidos, que fez Nanami tirar o carro da garagem logo depois que avistou o motorista de aplicativo chegar.
Ele te seguiu naquela noite e cuidou de vocĂȘ de longe. Dentro do carro estacionado na rua de trĂĄs, ficou olhando vocĂȘ sentada na frente de um barzinho. Tirou fotos do seu sorriso, mesmo que borradas pela distĂąncia, e se recostou no banco enquanto assistia como vocĂȘ interagia com os outros, que tipo de coisa comia, bebia e tudo enquanto ansiava estar lĂĄ com vocĂȘ.
Em algum momento da noite, Nanami tirou os óculos escuros e coçou os olhos azuis. Quando olhou para cima novamente, ele pÎde jurar que te viu desviando o olhar da direção onde ele estava estacionado a pelo menos duas horas.
Um arrepio frio lhe percorreu a espinha. Kento ficou olhando fixamente para vocĂȘ por mais dez minutos antes de sair com o carro sem dar seta, tentando passar o mais despercebido possĂvel.
âQue tenha sido apenas minha cabeça fodidaâŠâ Grunhiu enquanto dirigia apressadamente pelas ruas do centro da cidade.
Nanami nĂŁo dormiu bem aquela noite. Ficou acordado esperando vocĂȘ chegar e depois disso, o que jĂĄ era tarde pros padrĂ”es do loiro, se revirou na cama em ansiedade.
O arrependimento borbulhando contra as costelas o fez ir atrĂĄs de whisky, e o ĂĄlcool entorpece a culpa. O sono surgiu na quinta dose, entĂŁo ele dormiu no sofĂĄ.
Fazia um tempo que Kento não bebia vinho, jå que não parecia mais ser eficiente. Mas a alta dose alcoólica sempre cobrava seu preço; uma dor de cabeça infernal logo pela manhã.
Por que o Ășnico momento em que nĂŁo sentia vontade de se entorpecer com bebida era quando estava arriscando a vida exorcizando maldiçÔes ou falando com vocĂȘ?
VocĂȘ odeia azeitona. Porque diabos ele estava te dando algo banhado em azeite e enfeitado com sua comida menos preferida? Enquanto regava parado o mesmo cacto por uns dois minutos seguidos, Nanami sentia-se cada vez mais irritado.
VocĂȘ estava mesmo rindo e agradecendo por algo que nem gosta?
âEspero que esteja tĂŁo bom quanto a macarronada que vocĂȘ me levou no outro dia.â
Um estalo ecoou no bairro, e a postura jå tensa de Nanami enrijeceu tanto quanto a de uma måquina, e de maneira tão pråtica quanto, ele se abaixou para pegar a alça quebrada do regador de plåstico antes de caminhar para dentro de casa sem nem olhar para trås, inconscientemente batendo a porta.
VocĂȘ levou algo para esse cara. Os dois devem conversar. Ser amigos, talvez mais.
Os pensamentos jĂĄ nĂŁo pareciam coerentes.
A mĂŁo de Nanami apertou a peça jĂĄ quebrada, as veias evidentes saltando ainda mais enquanto ele deixava o utensĂlio cair e se jogava no sofĂĄ, a cabeça doendo, o corpo tenso a ponto de estalar â SĂł sentiu tamanha emoção anos atrĂĄs, quando lutou com Haruta Shigemo, o cara dos milagres.
Todo o corpo dele ardia em chamas. Ele queria que aquele cara sumisse da sua vida, e daria um jeito de fazer isso.
Por isso as mĂŁos estavam manchadas de vermelho.
Sob o escrutĂnio dos olhos castanhos claro, a garganta masculina quebrava como se fosse um mero lĂĄpis, manchada pela cor carmesim dos dĂgitos do feiticeiro. O corpo caĂa mole contra o piso, jĂĄ sem apresentar sinais de luta. A respiração do loiro estava controlada, o olhar vidrado lentamente sendo consumido pela imensidĂŁo vermelha enquanto os dedos com unhas cuidadosamente cortadas apertavam mais e mais a garganta mole, com os ossos jĂĄ quebrados em seu interior, como se quisesse reduzir a carne e todo o conjunto que a acompanha em massinha de modelar.
Esse homem de existĂȘncia medĂocre nĂŁo deveria ocupar um lugar em sua vida. NĂŁo quando Nanami estĂĄ bem ali, querendo entrar.
Mesmo que nĂŁo deva querer, mesmo que nĂŁo possa jamais. Pois no fundo o loiro estĂĄ dolorosamente ciente de que nĂŁo importa o quanto tente sentir que faz parte da sua rotina ou o quanto gravite ao redor da maior normalidade e alegria que jĂĄ sentiu em anos, teria de abdicar de tal sentimento que beira o doentio hora ou outra.
A lembrança dolorosa da distĂąncia entre os dois, nĂŁo necessariamente imposta por ambos e sim por um cĂłdigo moral que parecia ficar cada dia mais translĂșcido, o fez voltar a si.
O corpo que jazia mole em suas mãos deu lugar aos tomates amassados enquanto ele piscava e respirava fundo, afastando da cabeça a imagem mental e criminosa.
O loiro jĂĄ viu entregas de pizza o suficiente na sua casa para saber seus gostos. Embora nĂŁo soubesse seu sabor preferido, tinha certeza que algo tradicional cairia bem â com certeza agradaria mais do que azeitonas.
âAh, Nanami.â VocĂȘ diz assim que abre a porta, vendo o cabelo normalmente lambido levemente esvoaçante. A visĂ”es dos olhos estreitos sem Ăłculos lhe permitiu vislumbrar a prĂłpria surpresa no rosto dele, que se assemelhava a sua prĂłpria. âBoa noite. Aconteceu alguma coisa?â
Uma rĂĄpida olhada para a mesa sem graça, embora perfeitamente limpa, o fez entrar em um pĂąnico silencioso outra vez. O plano original era te levar a pizza, nĂŁo te convidar para jantar â EntĂŁo, tĂŁo rĂĄpido quanto possĂvel, colocou prato, talheres e taças uma em frente a outra. Bem quando o barulho da porta abrindo ecoou e vocĂȘ anunciou a chegada, Nanami colocou vinho e suco em cima da mesa, para saciar quaisquer que fossem suas vontades.
âTĂŽ entrando!â
âFique Ă vontade.â Ele gritou da cozinha, olhando-a se aproximar enquanto ajeitava o pano de prato.
Kento se repreendeu mentalmente, forçando-se a encarar sua cabeça enquanto tirava o pano de prato da alça do forno.
âVocĂȘ estĂĄ tĂŁo distraĂdo hoje, acho que isso aqui logo queimaâŠâ Murmurou, se abaixando para abrir o compartimento.
O mais velho desviou o olhar bruscamente, evitando olhar para a amostra tentadora de suas nĂĄdegas.
âMe esqueci disso por um momento.â Murmurou, sĂł sentindo o leve cheiro tostado quando o forno foi aberto. NĂŁo tinha passado muito. âDesculpe, posso raspar as bordinhas mais morenas.â
O coração de Nanami não conseguia distinguir se o que sentia era vergonha, ou satisfação. Te-la ali na casa dele, se movendo como se tivesse o total direito de se intrometer no que ele fazia somente alimentou as fantasias que o loiro tentava tanto reprimir.
âNĂŁo sou um anfitriĂŁo tĂŁo bom quanto vocĂȘ apontou da Ășltima vez.â Murmurou, se dando ao menos o trabalho de pegar o fatiador de pizza para vocĂȘ. âEstou te fazendo trabalhar quando devia estar sentada comendo.â
âNĂŁo se preocupe com isso. Eu meio que gosto de te ajudarâŠâ Murmurou, dando espaço para Nanami cortar os pedaços.
Quando ele se inclinou, pÎde sentir o cheiro masculino de loção pós barba e sabonete de frutas vermelhas. Um aroma doce e azedo. Inconscientemente, se inclinou.
âQue cheiroso⊠Que marca de sabonete vocĂȘ usa?â Sua voz, mais suave e baixa prĂłximo ao maxilar dele causou um arrepio agradĂĄvel ao loiro, que teve de segurar o utensĂlio de cozinha com um pouco mais de força a fim de impedir os ombros de tremerem visivelmente.
âKibon... NĂŁoâ Minuano.â Murmurou a primeira coisa que veio em mente, evitando ao mĂĄximo reconhecer sua aproximação despretensiosa enquanto seu cheiro se tornava dolorosamente presente nas narinas agora dilatadas de Nanami.
âO que, peraâ" VocĂȘ engasgou, respirando fracamente entre o riso. "o detergente?!â O rosto de Kento embranqueceu com a lembrança, e embora o estĂŽmago tenha se revirado em constrangimento, nĂŁo pĂŽde evitar passar a mĂŁo sobre o rosto e rir baixinho.
âAh, eu imaginei! Mas os shampoos sĂŁo horrĂveis, se eu estivesse aqui, ia te fazer usar Eudora.â Comentou, completamente alheia a forma com que o coração do loiro pulou descontroladamente no peito enquanto se sentava meio trĂȘmulo.
Sim, por favor. Ele compraria agora mesmo por vocĂȘ, sem problemas.
âNossa, estĂĄ tĂŁo cheiroso! Eu comeria sua comida todos os dias, vocĂȘ tem que me passar seus segredos um dia.â Comentou, mesmo apenas se inclinando para se servir com o primeiro pedaço.
Se soubesse como o mais velho fantasiou em viver ao seu lado, tornĂĄ-lĂĄ sua esposa e te fazer conceber um filho para que fosse para sempre ligada a ele, ainda seria assim tĂŁo receptiva?
âAh, bom saber que sou bem-vinda.â Brincou de boca cheia. Isso nĂŁo o incomodou.
âSempre. Sem vocĂȘ, meu aniversĂĄrio teria sido mais um passado sozinho.â Ele deu de ombros como se nada fosse, olhando-a por baixo dos cĂlios.
VocĂȘ se curvou um pouco mais sobre a mesa, expondo mais do vĂŁo de seus seios por trĂĄs do decote profundo da camisola rendada.
âEu salvei sua vida, entĂŁo!â Provocou, vendo como Nanami engolia um pedaço da pizza queijuda com dificuldade.
Nenhum dos dois haviam se servido com nada para beber. Estavam ambos salivando demais; talvez por motivos distintos.
âPode-se dizer que sim.â
VocĂȘ nĂŁo perdeu a forma como o mais velho desviou o ophar quase que timidamente. Mas havia mais ali do que timidez. Era uma tentativa quase mecĂąnica de controlar as proprias açÔes e pensamentos. Nada de bom passava pela cabeça de Nanami naquele momento; e mesmo os gestos mais romĂąnticos imaginados dentro da massa mole em sua presença, para ele, eram absurdos que nĂŁo deveriam sequer ser cogitados.
Nanami estĂĄ afogando em obsessĂŁo. Ele a quer nĂŁo para apenas sorrir casualmente e desabafar, mas sim para compartilhar a vida, beijar, amar.
Enquanto jantavam, isso nĂŁo saiu dele. O loiro pensou nisso a cada segundo, a cada mordida, querendo arrumar um jeito, uma saĂda, qualquer que fosse para prolongar o momento. Para te ter por perto apenas um pouco mais.
âO olho foi maior que a barrigaâŠâ Murmurou, suspirando pesadamente. âO short parece que tĂĄ me sufocando, acredita?â
âAcredito.â Ele sorriu, embora tivesse parado no segundo pedaço â apenas por educação, querendo que vocĂȘ se sentisse libre pra comer o quanto quisesse. âNao precisa se apressar. Tem um banheiro ali atrĂĄs e posso embalar mais numa marmita.â
O coração de Nanami disparou. Os låbios tremeram junto as pontas dos dedos, que ele rapidame suprimiu apertando a calça na årea das coxas com força.
VocĂȘ abriu os olhos, o encarou, sorriu suavemente e bocejou novamente, com força.
âQue sono. Acho que jĂĄ vou. Que preguiça.â Reclamou em meio ao bocejo, e o coração jĂĄ acelerado dele doeu.
âNĂŁo entra sem bater na porta, eu gosto de privacidade.â Disse, com um sorriso tĂŁo cheio de confiança no homem a sua frente que o fez sentir dor fĂsica.
Ainda assim, a mentira deslizou facilmente pelos lĂĄbios finos. O loiro nĂŁo conseguiu nem se arrepender quando vocĂȘ se levantou num pulo alegre, recolhendo os pratos sem sequer pedir permissĂŁo.
âVou guardar e lavar pra gente como agradecimento.â Proferiu, chegando atrĂĄs dele antes de pegar o prato vazio.
Dormir nĂŁo seria uma opção nesse cenĂĄrio. NĂŁo estava conseguindo nem de longe, por apenas saber que vocĂȘ residia no cĂŽmodo ao lado. O homem se revirou por minutos extremamente longos, repassou a noite na cabeça, se julgou e, antes que tomasse alguma decisĂŁo da qual fosse se arrepender, abriu uma foto sua saindo de casa.
Outra parte sabia que nunca atingiria alĂvio algum enquanto era tomado constantemente pela culpa, que apenas se afastava da mente nublada de paixĂŁo quando voce estava lĂĄ, sorrindo e rindo como se estivesse tudo bem.
Nanami bocejou olhando sua foto, admirando seus traços borrados pelo zoom. Com um sorriso pequeno, aproximou o celular do rosto e fechou os olhos, se lembrando mentalmente do brilho que a rodeia.
VocĂȘ moveu todas as estruturas de luvar, bagunçou a rotina, trouxe caos a casa quieta, organizada, e rotineira. Desceu descabelada, tropeçando no fim da escada enquanto bocejava.
âSeu zĂper estĂĄ aberto.â Foi a primeira coisa que Nanami falou, ignorando seu bom dia.
VocĂȘ mal havia aparecido, e ele jĂĄ estava sorrindo. Nanami nem lembrava que sabia sorrir.
âAh, merda. Foi mal.â Bocejou novamente, fechando o metalzinho antes de esfregar os olhos. Kento deu dois passos em sua direção, querendo se sentir fisicamente mais prĂłximo, sĂł para vocĂȘ esticar uma mĂŁo em sinal de âpareâ. âNem pensar! Eu tĂŽ cheia de bafo, nĂŁo chega perto!â
Arqueando uma sobrancelha clara, o sorriso dele aumentou enquanto subia as mãos em sinal de rendição.
âBafinho? Comi um molho super alhudo, e muita cebola. Minha boca estĂĄ fedendo a morte.â
Nanami gargalhou. Uma risada real e genuĂna.
Ele quis te beijar tanto. Desejou sentir o gosto de seus lĂĄbios amanhecidos, a domesticidade do hĂĄlito matinal compartilhado â era tĂŁo Ăntimo. Um sonho que parecia ahora tĂŁo possĂvel.
âPode escovar os dentes. NĂŁo tenho nenhuma doença.â
âVocĂȘ nĂŁo me perguntou se eu tenho.â Provocou, rindo baixinho enquanto jĂĄ se virava para seguir em direção ao banheiro.
Uma das melhores partes do dia foi quando vocĂȘ se ligou no horĂĄrio. Saiu apressada, com comida ainda na boca. Ia se atrasar, pois nem estava com roupas apropriadas ainda. E mesmo assim, deu a volta na mesa e o agradeceu com um abraço. Kento nem ligou que vocĂȘ tinha uma salsicha pendurada na boca e mal conseguisse dizer algo; a sensação do seu abraço rĂĄpido permaneceu com ele pelo resto do dia.
Para ele, foi uma grande vitĂłria. Quem quer que fosse aquele vizinho, certamente nĂŁo cozinhava tĂŁo bem quanto ele; ainda assim, iria investigar. Precisava ter certeza, e garantir que sua familiaridade nĂŁo fosse distribuĂda por aĂ.
Mesmo que ele te veja pegar roupas para dormir toda noite e saiba que o Ășnico dia que dormiu fora da prĂłpria casa, foi aquele.
E mesmo com tamanha alegria de compartilhar aquela domesticidade com vocĂȘ, nada se equiparou ao momento em que subiu para organizar o cĂŽmodo que jĂĄ sabia que ficaria desorganizado.
Os lençóis ainda tinham seu cheiro, e Nanami nĂŁo resistiu a se deitar na cama de solteiro repleta de vocĂȘ.
Ele inspirou profundamente o travesseiro que vocĂȘ deitou a cabeça naquela noite. Se moveu na fronha como se isso grudasse o cheiro pela prĂłpria roupa e pele. Imaginou seu corpo adormecido e vulnerĂĄvel ali, esparramado bem ao lado dele.
TrĂȘmulo, Nanami beijou o travesseiro e foi imediatamente invadido por aquele sentimento que dĂłi demais sentir, porque nĂŁo havia o alĂvio de seus lĂĄbios nos dele, de seu carinho, de seu amor.
Ainda assim, era a dor mais gostosa do mundo. O loiro choramingou na casa vazia, se pressionando mais forte contra as evidĂȘncias de sua estadia ali, na casa dele.
DĂłi demais. Ele precisa de mais de vocĂȘ. NĂŁo aguentava mais.
SINOPSE: Seu namorado simplesmente nĂŁo consegue entender porque vocĂȘ nĂŁo o quer quando estĂĄ menstruada, e entende que as mulheres engravidam quando sangram. Ătimo â ele quer te engravidar.
T.W: PWP!! Sangue menstrual, creampie, leve torção por reprodução. Himbo!Choso, bem burrinho mesmo.
"VocĂȘ parece incomodada." Murmurou enquanto te estendia outra colher de pudim, ajoelhado no chĂŁo com a parte superior do corpo apoiada na cama enquanto se alimenta e encara com preocupação sua mĂŁo no estĂŽmago e pernas se movendo uma contra a outra. "Eu posso ajudar."
"NĂŁo, Choso." Riu, demorando um pouco para engolir o pudim enquanto pressionava mais a mĂŁo no estĂŽmago pela picada dolorosa que rir trazia. "Ă sĂł sangue."
"EntĂŁo por que nĂŁo posso te fazer melhorar, se vocĂȘ quer?" Ele franziu o cenho, deixando o sorriso se esvair para uma leve carranca enquanto lhe entregava a Ășltima colher e sua mĂŁo saia da bochecha dele.
VĂȘ-lo falar que a cura de sua dor era fazer amor de maneira tĂŁo ingĂȘnua a fez querer rir.
"Come essa." Murmurou, observando o rapaz acenar e obedientemente comer o pudim, ainda te olhando em conflito, sem realmente compreender a complexidade do desejo de sexo na mentruação. Querer, mas nĂŁo poder, sendo que nĂŁo hĂĄ mal algum? NĂŁo faz sentido para ele. "Acho que nĂŁo tem um porque nĂŁo. SĂł acho que seria nojento para vocĂȘ."
Esperou vocĂȘ dar algum sinal, e quando viu sua mĂŁo livre dar leves tapinhas no colchĂŁo, se levantou e sentou ao seu lado na cama sentindo-se meio deslocado. Relaxou somente quando vocĂȘ apoiou o torso no dele, sentando-se de lado bem abaixo das axilas do rapaz.
"Bom.. Realmente nĂŁo tem." Murmurou baixinho apĂłs momentos de silĂȘncio, tirando a mĂŁo do estĂŽmago para agarrar o pulso do feto amaldiçoado. "EntĂŁo o que vocĂȘ acha de fazer minha cĂłlica passar, me dando uma distração?" Disse, levantando o rosto para beijar o maxilar do namorado gentilmente, mas nĂŁo perdendo a oportunidade de mordiscar a pele pĂĄlida e senti-lo arrepiar contra seu corpo.
"Ă para isso que estou aqui. Faço qualquer coisa pra vocĂȘ se sentir melhor." Choso sorriu, deixando-a guiar o braço dele por debaixo da blusa azul escuro que era dele, mas agora se tornou seu vestido confortĂĄvel de ficar em casa.
Choso resmungou com a sensação, e bastou ouvir sua voz sussurrar um "anda" para ele subir os dedos. Molhado, quente, o habitual de sua boceta; o melhor lugar do mundo para se estar, e ele nem estava dentro ainda. Passando o indicador e dedo do meio por suas dobras, o feto amaldiçoado foi capaz de sentir um deslizar maior que o usual, e antes que percebesse, ambos os dedos adentraram sua boceta quentinha com extrema facilidade, fazendo aquele frio no estÎmago dele intensificar.
Seu gemido suave o encheu de orgulho, seu calor o excitou, o cheiro de sexo e ferro que subiu o deixou tonto. Choso nĂŁo demorou a mover os dedos, ciente de suas necessidades e da forma que vocĂȘ torceu o quadril para trĂĄs levemente pela cĂłlica.
"B-bom. Eu quero isso." Ele choramingou, lentamente rolando o quadril sob sua mĂŁo para ter um pouco mais de estĂmulo no pĂȘnis quase totalmente ereto enquanto faz movimentos de tesoura com os dedos molhados.
"VocĂȘ nĂŁo queria entrar, amor? EntĂŁo pĂ”e o pau pra fora." Mandou, virando o corpo por alguns centĂmetros a fim de apoiar a mĂŁo livre na coxa dele.
Mas apesar de se ver hipnotizado pela visĂŁo, seu corpo virado puxando a bainha da calça para baixo por conta prĂłpria em meio a impaciĂȘncia lembro o maior da missĂŁo dele, fazĂȘ-la se sentir melhor e satisfeita, entĂŁo tratou de agarrar a blusa com ambas as mĂŁos sem sequer se importar em sujar-lĂĄ e se despir. Quando somente de cueca, vocĂȘ se ajoelhou fracamente pela dor e tesĂŁo e segurou o rosto de Choso com ambas as mĂŁos, puxando-o para um beijo caloroso e faminto, cheio de paixĂŁo.
"Posso- eu jĂĄ posso?" Choso choramingou contra seus lĂĄbios, estufando o peito para sentir seus mamilos rijos nos dele com mais firmeza enquanto o pĂȘnis contraia no interior de sua coxa.
"Pode." Respondeu, abrindo mais as pernas ao redor do torso grosso do namorado para acomodar de forma confortĂĄvel o pau em suas dobras.
"Excelente- isso, amor, bom demais." VocĂȘ suspirou, evitando apertar as pernas no torso do rapaz que começou a se mover em sua boceta lentamente, atento a cada mudança nas manchas de sangue que o pau inchado rodeado de veias adquiria.
Choso se inclinou um pouco para baixo, inspirando profundamente o cheiro forte enquanto gemia pela contração de sua boceta. Mas o ritmo continuou dolorosamente lento, e quando a ardĂȘncia do alargamento sumiu e tudo que podia sentir era a massagem suave que ele lhe fornecia em seu interior e as ocasionais falsas sensaçÔes leves de tĂȘ-lo beijando seu colo do Ăștero, as inclinaçÔes de suas costas pararam de ocorrer e a picada no estĂŽmago retornou de modo incĂŽmodo.
Para contrariar isso, começou a levantar a prĂłpria cintura em direção ao feto amaldiçoado o melhor que pĂŽde e levantou as panturrilhas, envolvendo-o num abraço fornecido por suas pernas. Para sua consternação, perdido demais no prazer do deslizamento suave e da visĂŁo gostosa, Choso sequer notou sua intenção de firmar as estocadas. A mente dele correu, perdido no fato de que estĂĄ te fodendo em um perĂodo de possĂvel gravidez.
"Porra, Choso, faz direito." VocĂȘ bufou com impaciĂȘncia, mordendo o lĂĄbio inferior pela dor que sentiu no abdĂŽmen ao elevar a parte superior e esticar as mĂŁos, alcançando os ombros do maior e prendendo-se a ele, que olhou para vocĂȘ novamente assustado, saindo do torpor que havia se colocado e franzindo o cenho em desculpas silenciosas.
"N-não quero que se esforce. Vou compensar, eu prometo." O feto amaldiçoado desceu um pouco mais, voltando a meter em sua boceta sem esperar muito para acelerar dessa vez; com suas respiraçÔes colidindo, os barulhos de sexo antes quase inexistentes agora se mostraram muito presentes.
VocĂȘ sequer teve tempo para responder corretamente, apenas engasgou com a prĂłpria saliva e firmou as pernas e braços no rapaz, deliciando-se com os barulhos molhados do entra e sai e das bolas batendo em sua bunda suja de sangue cada vez mais rĂĄpido.
"Mais, Choso. Faz mais pra mim." Exigiu, puxando-o em sua direção com ainda mais força.
Mas ele nĂŁo conseguiria conter as ideias para si, claro que nĂŁo.
"Q-quando formarmos uma famĂlia" Choso começou com a voz trĂȘmula pelo esforço fĂsico de esfolar sua boceta, choramingando quando largou a orelha dele a fim de prestar atenção nas palavras aleatĂłrias e confusas. ", podemos fazer assim de novo?"
"Se vocĂȘ for um bom pai." Riu anasalado, ainda que ofegante com as paredes internas contraindo conta temente ao redor do eixo dolorosamente duro.
"NĂŁo, Choso, meu amorâ" vocĂȘ apertou os olhos e suspirou, arranhando-o outra vez com o nĂł que se formou em seu estĂŽmago. O gemido gutural que saiu dos lĂĄbios rachados do maior e o olhar devoto que as orbes escuras, rodeadas de olheiras, lhe forneceram quando reabriu os olhos fez seu coração apertar, e com um sorriso provocante, optou por nĂŁo dizer a ele que nada do que disse faz sentido; ao menos nĂŁo agora. "SĂł... Me dĂȘ seus bebĂȘs, entĂŁo." Riu, recebendo um selinho rĂĄpido na bochecha e a testa dele se apoiando na sua logo apĂłs. "Estou tĂŁo perto. Se pressiona mais em mim e solta tudo dentro."
"Si-sim. Eu vou." Choso soou manhoso, as bolas estavam doendo por segurar o orgasmo, mas para ele valeu e continuaria valendo a pena pela sua expressĂŁo, pelo seu beijo.
Sinopse: VocĂȘ e Ana sempre foram amigas. Boas amigas. Porque nĂŁo mais que amigas? Porque, derrepente, uma tal de Escarlata estava na vida dela, impedindo vocĂȘ de sequer tentar?
âVocĂȘ precisa tomar mais cuidado.â Repreendeu a enfermeira, segurando seu pulso com uma leveza que desmentia o tom rĂgido.
âDe que outra maneira eu iria ver como minha amiga preferida estĂĄ indo no trabalho?â questionou, sorrindo segundos antes de tirar um sorriso doce e tĂmido de Ana, que desviou levemente o olhar antes de focar em passar a agulha pela ferida aberta na palma da sua mĂŁo.
âEntĂŁo foi de propĂłsito e vocĂȘ mentiu pra mim?â
âNĂŁo, a faca realmente caiu e antes de pensar direito, e agarrei a lĂąmina no ar. Mas qual o problema de unir o Ăștil ao agradĂĄvel?" VocĂȘ perguntou, somente para franzir o cenho e prender a respiração quando a agulha curva começou a passar por sua pele, fazendo-a estremecer.
âEu diria que nĂŁo foi Ăștil e, pela sua expressĂŁo, estĂĄ desagradĂĄvel.â ela brincou
âNormalmente temos que esperar uns quinze minutos para agir, masâŠâ Ana levantou o olhar por um segundo, parecendo quase divertida. âEu nĂŁo quero que vocĂȘ se machuque sĂł pra vir me ver, entĂŁo acho justo que doa um pouquinho pra vocĂȘ nĂŁo repetir.â
âFalando assim, vocĂȘ me lembra da Escarlata.â Ela gaguejou, o que a fez enrijecer. Sua boca amargou e o que eram borboletas, passou a parecer uma espiral dolorosa. Sua respiração pesou, e algo coçou em seu peito.Â
âAh, aquela esposa do cara do museu?â perguntou mesmo sabendo muito bem quem era ela, tentando ao mĂĄximo agir como se nĂŁo importasse. âQue o marido dela gostou de vocĂȘ, ou algo assim e ofereceu uma relação poligĂąmica?â
Mas em sua mente, sĂł havia um sentimento amargo e egoĂsta. VocĂȘ veio primeiro. Escarlata quem devia parecer com vocĂȘ, nĂŁo o contrĂĄrio; o Ăłdio e o amor se agarraram em seu coração como vinhas espinhosas.
âSim.â Ela pigarreou, ainda vermelha, mas voltando a focar no trabalho. âMas nĂŁo dei uma resposta ainda. Eu nĂŁo gosto dele assim, masâŠâ
âEu sei.â Ana sussurrou, evitando seu olhar devido ao tom cortante de sua voz. A mulher olhou para cima por baixo dos cĂlios, ainda com a cabeça baixa, curiosa com sua repentina amargura. Como se numa tentativa de melhorar seu humor, Ana cortou a linha rapidamente, deu o nĂł e segurou sua outra mĂŁo enquanto colocava a agulha na mesinha de alumĂnio ao lado das duas e pegava o lĂquido desinfetante. âPode apertar se arder, diferente de vocĂȘ, eu nĂŁo me importo se doer.â
A voz suave e aveludada enviou um arrepio por sua espinha. Um tĂŁo grande que o provido pelo ar condicionado sequer era percebido â a dor foi esquecida, e seu corpo pareceu flutuar para longe da cena.Â
Mas quando ela terminou, olhou para cima e seus olhos encontraram aqueles azuis profundos a centĂmetros de distĂąncia, seu corpo deu uma sacudida e por reflexo sua mĂŁo apertou ainda mais, fazendo Ana fechar os olhos e inspirar pela sensação dolorosa de suas unhas cravando na palma dela.
âOpa, foi mal.â murmurou, se curvando para trĂĄs enquanto ela abria os olhos e sorria.
âTĂĄ tudo bem. VocĂȘ jĂĄ me fez coisas piores.â ela brincou, fazendo um sorriso ladino subir sua face.
âAh, mas aĂ foi de propĂłsitoâŠâ disse enquanto ela se afastava, pronta para guardar todos os utensĂlios e te liberar.
Ana queria pedir para Escarlata se divorciar do Torvo.
âVocĂȘ acha que ela concordariam?â
âSei lĂĄ, acho que pode ser que sim.â NĂŁo.
NĂŁo.
NĂŁo.Â
NĂŁo. Deus, por favor, nĂŁo.
âPode ser?â Ana suspirou, frustrada, e perceber que seu papel de amiga exigia dar forças ao amor da sua vida fez a coçeira em seu pulmĂŁo começar a pinicar.Â
Enquanto a loira se afastava vocĂȘ se apressou em dar descarga e tentou limpar o sangue dos lĂĄbios com a lĂngua, engolindo o gosto metĂĄlico e passando a lĂngua cheia de saliva ao redor dos dentes agora rosados rapidamente, vĂĄrias vezes, querendo acabar com qualquer vestĂgio que revelaria seus sentimentos.Â
Os sintomas estĂŁo todos ali, nĂŁo hĂĄ mais como negar ou tentar se enganar. Ă Hanahaki.
âAqui, beba.â Aquela voz suave e ligeiramente tĂmida a tirou de seu transe induzido, fazendo-a olhar para o lado e, incapaz de olhar o rosto de Ana, estendeu a mĂŁo sem desviar o olhar dos sapatos dela.
âObrigada.â Murmurou, pegando o copo delicadamente. O momento em que seus dedos tocaram nos leitosos de Ana foi o momento em que seus olhos encheram de ĂĄgua, sobrecarregada demais pelas emoçÔes.
Porque aquela desgraçada continua profanando o que devia ser seu?
âFala comigo.â A loira sussurrou, se sentando no chĂŁo bem Ă sua frente enquanto bebia mais ĂĄgua, lavando todo o gosto daquele lĂquido avermelhado.
âEu nĂŁo sei.â Disse, sem saber para qual das perguntas. E olhando brevemente para os olhos azuis escuros, preocupados com vocĂȘ, seu corpo cedeu; a visĂŁo embaçou enquanto lĂĄgrimas salgadas escorriam, fazendo-a soluçar. âEu nĂŁo sei, Ana.â Chorou, puxando o corpo de sua amada para seus braços, mesmo que soubesse que ali nĂŁo era o lugar dela para estar.
EntĂŁo satisfeita com seu balançar suave de cabeça, Ana começou a acariciar suas costas, decidida a lhe trazer tanto conforto quanto possĂvel.
Ela cancelou um encontro com Escarlata naquela tarde e te fez prometer investigar a causa dessa tosse misteriosa que te fez âmorder a lĂnguaâ. A desculpa que usou pro sangue, dor e lĂĄgrimas.
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CONTĂM â o desejo de que outra pessoa morra/seja estuprada, misoginia, agressĂŁo, sangue, bondage, CNC/DUB-CON, humilhação, inversĂŁo, emburrecimento, saliva/cuspe, conversa suja, Dom! Reader, disputa por poder, NAOYA.
Seus dias na academia estavam indo tĂŁo bem, ensinando aos alunos do segundo ano e auxiliando Gojo com o primeiro sempre que possĂvel, visto o desleixo do platinado e as ĂĄreas distintas dos quatro alunos novos. Uma pena para vocĂȘ que uma das alunas, Maki Zenin, acabou vindo com uma bagagem um pouco pesada demais; ter que lidar com Naoya Zenin.
Agora, vocĂȘ costuma ser muito simpĂĄtica com pessoas novas, mas hĂĄ algo no tom sarcĂĄstico desse homem e nas palavras nada agradĂĄveis que ele disse que de imediato fizeram seus nervos estalarem.
"Sou professora, e ela jĂĄ foi pra casa." Disse secamente, nĂŁo poupando uma segunda olhada para o loiro ao voltar a limpar a lousa.
"Não minta, eu estava no clã e não a vi chegando pra limpar meu banheiro mijado." Ele riu brevemente, achando graça da própria fala como se houvesse algo para rir na mera imagem de Maki torcendo o nariz pelo cheiro de xixi. Isso a irritou.
Tarde demais para se arrepender conforme vĂȘ o garoto mimado andando lentamente, mas seguro da superioridade de jura ter, vindo em sua direção. Sentiria vergonha dele estar falando coisas vis tĂŁo alto se nĂŁo estivessem sozinhos no pĂĄtio.
"Nossa, acordou de TPM?" Riu com o sarcasmo ao efetivamente desviar da tentativa dele de puxar seu cabelo, divertindo-se internamente com os olhos arregalados e rodeados de veias pela raiva, tal como o peito estufado pela descredibilidade.
"VocĂȘ sabe com quem estĂĄ falando, vadia?" Ele rosnou, deixando momentaneamente de tentar atacar e se limitando a inclinar o rosto um pouco mais em sua direção. Que piada, agindo como se ele conseguisse parecer ameaçador.
"Um fĂŁ da Maki?" Brincou, ainda fingindo inocĂȘncia quando a identidade do loiro com sua melhor cara de confusa.
O sorriso em seu rosto pela cara hilĂĄria dele nĂŁo deve te deixar muito crĂvel, mas aparentemente o rapaz nĂŁo estĂĄ se atentando muito aos detalhes.
"FĂŁ de uma mulher, que ideia mais absurda." Fez careta, desdenhando de vocĂȘ com um revirar de olhos antes de se endireitar e voltar aquela expressĂŁo arrogantemente irritante. "Eu sou Naoya Zenin, biscate."
Ă uma anĂĄlise estranha essa dele. Ă algo que o deixa quase ansioso toda vez que procura vocĂȘ quando muito entediado, sem saber exatamente quando esse brilho escondido tomaria conta. Naoya sĂł sabe que estĂĄ pronto para quando acontecer, e continua pressionando seus limites justamente para presenciar isso; para ver vocĂȘ explodir e ele ter o prazer de lutar de volta e claro, matar a curiosidade.
Afinal, por mais que ele imagine como vai ser esse momento, Naoya nunca consegue de fato visualizar um final. O ego dele sempre grita vitĂłria, se tratando de uma mulher principalmente - e ainda assim, a mente do rapaz fica em branco quando vocĂȘ faz qualquer movimento brusco demais.
"Eu tenho aula pra dar, nĂŁo enche." VocĂȘ bufou enquanto o loiro a seguia, este que riu com escĂĄrnio de suas palavras, pronto para usar a ofensa preferida dele - insinuar que seu trabalho na escola nĂŁo passa de trabalhos sexuais.
"Pros meus alunos, Naoya, eu ensino a usar corretamente a energia amaldiçoada." Começou, lentamente relaxando o corpo que por um breve instante ficou tenso, apesar do brilho irritado em seu olhar se intensificar. A perseguição do loiro estava começando a rastejar sob sua pele e se acumular em seu peito. Por mais divertido que seja confrontĂĄ-lo, estĂĄ começando a atrapalhar vocĂȘ no dia a dia. "Mas eu definitivamente preciso ensinar isso pra vocĂȘ, jĂĄ que gosta tanto de ficar insinuando." Resmungou, surpresa com o sorriso ladino que começou a se formar nos lĂĄbios de Naoya.
"Bem que vocĂȘ parece uma vadia louca por pau. NĂŁo me surpreende que queira o meu." O loiro te olhou com escĂĄrnio, sorrindo apesar de nĂŁo ver muito divertimento no que ele pensou ter ouvido.
Se algo, foi estranhamente decepcionante. Para ambos.
"Seu tipinho devia simplesmente morrer!" Ele rosnou, ainda parado no lugar em completa aversĂŁo a suas palavras.
"E o seu devia se entupir de rola." Gritou de volta, virando o corredor somente para dar de cara com os olhos levemente abertos de Maki. "Oh... Oi." Seu sorriso ladino caiu, dando lugar a um muito mais nervoso.
"VocĂȘ acabou de falar..." Maki arqueou uma sobrancelha, sorrindo divertida para sua professora.
"Não. Eu não." Tensa, deu um passo para frente e passou por ela, indo em direção a sala de aula da garota que certamente veio a sua procura pelo atraso.
"Era o Naoya?" A de fios verdes escuros questionou, sorrindo ainda mais quando a viu acenar e bufar. "EntĂŁo ele definitivamente devia se entupir de rola." Finalizou, fazendo uma risada anasalada sair de seu nariz sem que tivesse controle sobre isso.
"Com certeza, mas vamos evitar usar esse linguajar na escola, ok?" PropĂŽs antes de se virar para Maki com um sorrisinho cĂșmplice, esta que acenou mas nĂŁo deixou a oportunidade de perguntar porque Naoya vinha te incomodando por tanto tempo passar.
Mas enquanto em silĂȘncio esfrega os dentes, passando a escova sobre eles com tanta velocidade e força que chega a machucar a gengiva, ele olha para a pia com feiçÔes raivosas. Naoya odeia que mesmo fechando os olhos, mesmo com eles abertos, mesmo num momento aleatĂłrio, ele continue a ver seu rosto por trĂĄs das pĂĄlpebras - aquela expressĂŁo avessa, de quem claramente odeia a pessoa com quem estĂĄ falando, mas ainda quer se manter educado e busca nĂŁo ser grosseiro mantendo uma fachada desinteressada. Esse rosto o irrita.
"Porra." Grunhiu abafado pela espuma e escova na boca, colocando a lĂngua para fora para escovĂĄ-la com o mesmo fervor que escovou os dentes.
"Eu ia ensinar vocĂȘ a chupar um pau do grosso, pra ocupar essa sua boca imunda com algo mais prestativo." - essa memĂłria passando rapidamente pela cabeça do Zenin bastou para ele arregalar os olhos e descer a cabeça de uma vez, cuspindo toda espuma que provavelmente restou dentro da boca enquanto ligava a torneira apressado.
Mas vocĂȘ nĂŁo saiu. Bastou o loiro assimilar algo a suas palavras uma vez para o resto da noite ser recheada de pensamentos indesejĂĄveis. Ele devia estar sendo torturado pela prĂłpria cabeça, sĂł podia ser isso; nĂŁo hĂĄ meios no mundo de Naoya fechar os olhos e imaginar a porra de uma cinta peniana esguichando esperma na cara dele e achar isso algo normal. Ă irreal, impensĂĄvel, nojento - e o estava deixando de pau duro.
"Tomara que vocĂȘ durma e seja encontrada morta, porra, morta." Repetiu uma Ășltima vez, pressionando as palmas com força nas pĂĄlpebras fechadas enquanto deitado na cama para tentar afastar esse tipo de imagem da mente.
"Lembrem-se de aparecer na cafeteria amanhĂŁ de manhĂŁ, vamos comer antes de ir exorcizar a maldição!" Sua voz soou de dentro da sala, fazendo o loiro desencostar da parede qual estava apoiado em um pulo enquanto olhava para o lado com irritação - de certa forma, ele te culpava por fazĂȘ-lo esperar, por mais que nĂŁo tivessem combinado absolutamente nada.
"Tchau, senhorita!" A outra garota e o menino disseram em sincronia ambos saindo um atrås do outro e praticamente imitando as açÔes da primeira ao passarem por Naoya.
O Zenin nĂŁo se incomodou em bater, dando passos lentos ao passar da porta para ter tempo de observĂĄ-la lendo uma folha de papel antes de fazer um rĂĄpido sinal nela com a caneta.
"Veio cedo dessa vez." Mencionou, não poupando um olhar sequer para o loiro, que grunhiu com sua falta de respeito e atenção.
Ainda assim, isso de certa forma aliviou a coceira irritante que ele estava sentindo.
"VocĂȘ deve ser um desses homens medĂocres entĂŁo. Quem diria." Sorriu, assim como ele exalando sarcasmo ao voltar a escrever na lição de um de seus alunos.
A esse ponto, nĂŁo precisava nem mesmo olhar para o rapaz para saber que expressĂŁo ele fazia; olhos semi arregalados, cenho franzido e veias dos olhos aparentes. Ă tĂŁo fĂĄcil irritar Naoya.
"Sua vagabunda-!" Naoya grunhiu, se abaixando sobre a mesa com os braços esticados de forma a bater a palma contra a madeira e causar um baque alto. VocĂȘ, entretanto, jĂĄ esperava por alguma reação exagerada e sequer se alterou. "TĂĄ insinuando que me interesso por vocĂȘ?"
"Oh, nĂŁo, em momento algum eu disse isso." Murmurou, contendo o sorriso de subir demais em seu rosto enquanto finaliza outra folha e parte para a correção da Ășltima. "VocĂȘ quem tĂĄ dizendo. Mas jĂĄ aviso que sou areia demais pro seu caminhĂŁozinho, Naoya. Procura uma mulher mais fĂĄcil, aquelas do seu nĂvel - bem as que vocĂȘ gosta."
"VocĂȘ tĂĄ tirando algum tipo de brincadeira com a minha cara, sua puta?" O rapaz rosnou, inclinando o corpo ainda mais em sua direção, o bastante para a vocĂȘ ver o rosto vermelho de raiva de soslaio.
"Retire o que disse." Naoya tremeu, sorriso egocĂȘntrico hĂĄ muito perdido no meio das veias saltadas na testa pela força com a qual ele estava contraindo todos os mĂșsculos do corpo em irritação.
"Me faça." Disse, virando o rosto lentamente na direção do maior enquanto se recostava na cadeira.
"VocĂȘ jĂĄ tĂĄ me cansando, Naoya." Disse, se jogando pra frente na cadeira de modo que seu nariz e o do Zenin estivesse a apenas centĂmetros de distĂąncia. Sua expressĂŁo foi de um sorriso provocador para uma cara raivosa em um passe de mĂĄgica, e isso junto ao mover repentino de seu corpo fez o loiro se inclinar ligeiramente para trĂĄs, assustado. Ele jĂĄ disse coisas muito piores, definitivamente nĂŁo esperava que explodisse nesse momento. "O que acha de vocĂȘ retirar o que disse?"
"EstĂĄ achando que manda em mim? Ainda por cima sendo mulher?" O loiro grunhiu apĂłs um segundo se recuperando do choque, devolvendo seu olhar afiado com tanto desafio quanto; e dessa vez, com ambos se encarando tĂŁo de perto e tĂŁo fixamente, o que havia por trĂĄs dessa fachada estranha que acabou se erguendo ficou evidente.
"Foda-se, porra, me larga sua inĂștil. Ou prefere que eu enfie nessa sua cabeça oca qual o seu lugar a força- ngh!" O loiro suspirou, surpreso com a força que vocĂȘ usou para jogar a cabeça dele para trĂĄs ao largĂĄ-lo. "VocĂȘ estĂĄ louca?!"
"Porque nĂŁo sai daqui e aparece Ă s seis e meia na rua Basha-dori pra descobrir?" Arqueou uma sobrancelha, mais do que satisfeita com o olhar desacreditado e fulminante do maior.
Toda essa conversa fiada o deixou desestabilizado - de raiva e muito mais. Enquanto andava pelos corredores, Naoya passou a mĂŁo no queixo levemente dolorido e sentiu um friozinho na barriga, o que servia para deixĂĄ-lo exasperado, irritado consigo mesmo e muito, muito frustrado. Ele usou Satoru como desculpa, mas em momento algum sentiu a energia do platinado, o que mesmo se sentisse, nĂŁo o interferiria jamais na vontade mesquinha de espancar uma vagabunda qualquer que nĂŁo reconhece com quem estĂĄ falando. O que claramente nĂŁo se aplica a vocĂȘ.
"Vårios! Quer estar mais perto ou mais longe da escadaria?" A moça vestida com a temåtica do lugar sorriu, jå se virando para pegar uma das chaves penduradas atrås dela.
"Anda logo." Ordenou outra vez, impassĂvel, tĂŁo calma e ameaçadora mesmo sob o olhar mortal do loiro que somente fez aquele nervosismo na barriga que ele vinha sentindo se transformar em um turbilhĂŁo de emoçÔes, todas quais fizeram o sangue correr pro meio das pernas enquanto levantava a mĂŁo para vocĂȘ.
"VocĂȘ perdeu a noção?!" Naoya gritou, prestes a descer o braço e lhe dar um tapa de volta.
Ă como se ele se movesse em cĂąmera lenta; de certa forma, isso era esperado. VocĂȘ reage e mostra dominĂąncia, entĂŁo ele tenta se opor a sua dominĂąncia e tentar se impor sobre vocĂȘ reagindo de volta - assim funciona os break-me. Assim funciona Naoya.
Sendo movida pela adrenalina que ferve em suas veias, em um pulo se viu em cima da cama com as mĂŁos em cima de um dos braços de Naoya, onde vocĂȘ jogou todo seu peso para se arrastar pra cima dele, que tentou levantar o braço com sangue nos olhos a fim de te tirar dali. Entretanto, antes que o louro conseguisse exercer força suficiente para sobrepor seu peso, vocĂȘ estava sentada acima do estĂŽmago definido e sem pensar muito desferiu um soco na cara do Zenin, que chegou a sentir os olhos tremendo de irritação junto a dor do seu soco no maxilar - ainda assim, seria mentira se ele negasse a existĂȘncia de um calor agradĂĄvel no estĂŽmago ao ter um rĂĄpido vislumbre do seu rosto concentrado em superĂĄ-lo.
"Continua falando. Se humilha mais negando o Ăłbvio." VocĂȘ ofegou, tirando com maestria uma algema da parede antes de se virar levemente para trĂĄs e sentir um ventinho nos cotovelos, mal tendo tempo de raciocinar com o homem furioso em suas costas puxando-a pela roupa.
VocĂȘ se limitou a apertar a algema na mĂŁo e girar o corpo, ignorando o barulho de rasgo ao desferir um soco com o metal da algema no nariz avermelhado do loiro, que gritou de dor e largou o pano rasgado de suas vestes.
"Meu nariz, porra!" Praguejou, levando ambas as mĂŁos para o nariz que agora certamente tinha um corte externo.
"Vai se fo-" O loiro foi cortado por vocĂȘ agarrando-o pelos ombros e virando-o com força de costas, nĂŁo poupando tempo em dar uma joelhada atrĂĄs do tendĂŁo da perna do rapaz e fazer força nos ombros respectivamente. Naoya caiu ajoelhado sem maiores problemas, tremendo levemente ao ver algumas gotas de sangue pingarem no chĂŁo frio; estava se sentindo humilhado, pequeno, derrotado - ele estava sangrando e vocĂȘ nĂŁo. VocĂȘ, uma mulher.
Isso o excitou mais do que gostaria de admitir. As bolas fisgaram tĂŁo dolorosamente, que a picada pelo corte no nariz foi esquecida.
Esse tratamento, entretanto, só estava reforçando seu controle sobre o corpo agora meio enfraquecido pelo tesão e antecipação, o que por sua vez deixa Naoya ainda mais excitado e desejando ainda mais saber o que ocorreria a seguir.
"Tenta a sorte." Provocou, puxando então o pano que o cobre para dois lados diferentes de modo que os botÔes estourassem e deixassem o peitoral malhado exposto.
"Falou quem tĂĄ praticamente se oferecendo pra mim." Apontou, infelizmente incapaz de ver os olhos caramelo arregalando e as pupilas dilatando enquanto o pĂȘnis pulsava dentro do confinamento da cueca.
"Vadia burra, imunda, eu não estou- porra, eu não sou assim!" Naoya gritou, lembrando de reagir a sua ministraçÔes após ser provocado.
"Se comporta, seu imundo." Exigiu, desferindo mais um tapa råpido na outra nådega de Naoya, que mais uma vez soltou ar pela boca e nariz com tudo tentando não te dar grandes reaçÔes.
"Me obrigue, sua vaca." Ele rosnou, virando um pouco o rosto por cima do ombro para encarĂĄ-la com o mĂĄximo de Ăłdio reunido, tal como pressionou as mĂŁos desconfortavelmente algemadas debaixo do corpo pressionado contra o colchĂŁo em busca de se manter calmo e paciente - por mais que nĂŁo parecesse ser assim.
"Cala a boca e morre." Rosnou, sentindo o estÎmago explodir com aquela sensação quente e deliciosa quando seu olhar perigoso se aprofundou e seu sorriso sarcåstico esticou.
"NĂŁo, cala vocĂȘ a boca e sĂł geme, vagabunda." Ordenou, logo em seguida esticando um braço para alcançar o pĂȘnis ereto do Zenin que suspirou audivelmente no mero toque de seus dedos nele, num misto entre querer simplesmente desistir de tudo ali e querer ainda lutar com vocĂȘ para continuar com a adrenalina correndo forte nas veias.
"Vadia imunda, suja, horrĂvel." Praguejou ofensa atrĂĄs de ofensa, ofegante quando um dos chutes te acertou perto da costela e a fez rosnar e apertar o pĂȘnis dele entre os dedos.
Uma pena para ele que vocĂȘ nĂŁo estava apenas ameaçando para manter a cena de briga acesa e queimando entre os dois. Quando ele engoliu um gemido agudo ao ter o pĂȘnis liberto por um segundo antes de sentir um tapa bem na glande agora molhada e sensĂvel, uma das pernas se esticou num movimento espasmĂłdico e deu a vocĂȘ outro chute, dessa vez prĂłximo do coração, e bastou desviar o olhar enraivecido para vocĂȘ como se para frisar o que disse a pouco para Naoya entender isso.
NĂŁo que ver o brilho intenso de seu olhar se intensificando e assistir sua mĂŁo subir outra vez com a promessa de descer outro tapa dolorido no pĂȘnis inchado nĂŁo o forneça algum tipo desviante de prazer - a humilhação que tal ideia carrega o faz sentir-se fraco e exposto. VulnerĂĄvel. Seu.
"Se desculpe." Exigiu, desferido um tapa ardido no falo rijo do loiro que mal teve tempo de arquear as costas definidas quando sentiu a garganta apertar pelo puxĂŁo que recebeu da coleira. "Seja bom enquanto pode e se desculpe, Naoya." Complementou com a voz rĂspida, inclinando a cara para mais perto da dele, que se elevou do colchĂŁo devido a seu controle firme no couro a ele atrelado.
E o corpo dele estremeceu tĂŁo agradavelmente quando as mĂŁos algemadas pressionaram levemente em seu estĂŽmago na tentativa fĂștil dele de levantar o pulso; ele odiou o pano impedindo-o de potencialmente abrir as mĂŁos para sentir sua pele, tal como torceu o nariz com o pensamento desesperado de te tocar. Naoya entĂŁo reuniu saliva e cuspiu, atingindo seu queixo.
Ele tremeu quando a viu arregalar os olhos.
"Vai a merda." O Zenin arfou, ignorando a coceira na garganta para observĂĄ-la lentamente se inclinar para trĂĄs novamente sem soltar a guia da coleira, apenas deslizando a mĂŁo para mais perto da ponta enquanto se colocava entre as pernas dele, apoiando-se no colchĂŁo ao lado da cintura grossa do loiro com uma Ășnica mĂŁo.
"Po-porra-" Ele engasgou quando as bolas foram apertadas por sua perna, arregalando os olhos e arqueando as costas enquanto segura as mĂŁos jĂĄ presas uma a outra para aliviar a dor.
Ele abriu os olhos enraivecido com a ação, deixado-a vislumbrar o brilho lacrimejante nas orbes castanho claro enquanto abria a boca como instruĂdo por seu forte aperto e mal tinha tempo de xingĂĄ-la, vocĂȘ jĂĄ tinha cuspido direto na lĂngua do loiro, que arregalou os olhos marejados e sentiu o pau contrair com força. O coração acelerado latejou, e o prazer que um ato tĂŁo simples e sujo quanto esse o trouxe pareceu quase irreal.
Aproveitando disso, vocĂȘ cuspiu nele outra vez, nos lĂĄbios ressecados, e contraiu um sorriso quando o loiro lambeu seu cuspe e outra vez a pomo de AdĂŁo se moveu com dificuldade atrĂĄs da coleira como se ele tivesse engolido. O pĂȘnis de Naoya estava latejando de forma dolorosa de excitação.
"Sua imunda..." O loiro grunhiu ao ver que vocĂȘ o estava deixando, descendo outra vez pelo corpo tonificado tingido de um vermelho brilhante.
"Cala a boca." Naoya ofegou, debatendo a parte superior do corpo contra a cama fracamente, quase como se a energia dele de momentos atrĂĄs estivesse se esgotando.
Naoya quis um contato mais direto, sentir-se diminuĂdo ou apenas deleitar-se com o prazer, nĂŁo importa; o corpo estava necessitado e vocĂȘ claramente por notar, sorria divertida. Isso o irritou tanto.
"Se acalma, cadela." Sorriu maliciosamente, enfim levando os dedos para arranhar as bolas tensas do loiro enquanto o ouvia engasgar por segurar os sons de prazer que ameaçavam sair.
"Geme mesmo, vagabunda." Sorriu ainda mais, fazendo o maior apertar os olhos castanhos e inspirar bruscamente, somente para forçar o quadril em sua direção com uma fome indescritĂvel por mais.
"D-dói, ordinåria!" Reclamou, contraindo o nariz dolorido enquanto o estÎmago se apertava tensamente com suas ministraçÔes.
"Eu sei." Sorriu, voltando a como estava antes, somente o segurando pela base enquanto espalha os fluĂdos escorregadios dele em sua palma jĂĄ melada.
"P-porra-" Naoya grunhiu outra vez, voz ofegante e guaguejante enquanto o aperto no estĂŽmago lentamente diminuĂa e ele, por sua vez, arregala os olhos em raiva. "Vaca imunda." Sussurrou, somente para vocĂȘ levar sua mĂŁo acariciando-o na glande para baixo, envolvendo o eixo dolorido e inchado do Zenin com trĂȘs dedos; indicador, do meio e polegar. Estavam eles logo abaixo da cabeça bulbosa, bem no encontro entre a glande e a extensĂŁo do pĂȘnis dele. AĂ, vocĂȘ moveu apenas o antebraço extremamente rĂĄpido e de maneira curta, sequer descendo os dedos sobre ele; se algo, sua mĂŁo estava tremendo no pĂȘnis do loiro e por sua vez, enviando essas vibraçÔes direto para ele. "A-ahn!" Ele gemeu, jogando a cabeça para trĂĄs ao sentir opau tremer.
Foi uma sensação insuportĂĄvel de tĂŁo prazerosa. Naoya nĂŁo conseguia, simplesmente nĂŁo conseguia mais ficar parado e quieto - quando vocĂȘ desceu os outros dois dedos e continuou com esse movimento extremo de seu braço, o corpo inteiro dele estava tremendo e se contorcendo ao mesmo tempo. As costas se arquearam enquanto ele pragueja alguma ofensa aleatĂłria, os braços algemados em frente ao peito se esticam para perto do pau e retraem novamente, e a cintura grossa e definida dele, tĂŁo bonita tremendo sem parar junto ao mover se sua mĂŁo. As coxas dele, tensas em baixo de sua bunda, sĂł nĂŁo estavam dormentes ainda pois as sensaçÔes que vocĂȘ o estĂĄ fornecendo deixam o corpo inteiro alerta e circulando sangue com uma força absurda.
Sua boceta estava latejando somente com a visão do corpo dele tendo tantos espasmos, estando tão avermelhado e suado, principalmente decorado por algumas veias salientes no braço, pescoço e ombro devido a tensão muscular do loiro tentar tanto se segurar - por mais que mesmo assim, ainda esteja se conorcendo de prazer e gaguejando ofensas mal feitas e ofegantes.
E nĂŁo foi surpresa alguma para vocĂȘ sentir o pau dele contrair em suas mĂŁos, nem ouvir o gemido falho sair da garganta de Naoya. Esse homem sempre pareceu um tipo que nĂŁo durava muito.
"F-filha da pu-uuta!" Gritou, e entĂŁo vocĂȘ sentiu com a palma que o aperta com força o pau dele inchar levemente antes de Naoya gemer aliviado, alto e sem muitas restriçÔes enquanto jogava a cabeça para trĂĄs no colchĂŁo e pintava o prĂłprio estĂŽmago com esperma.
VocĂȘ foi rĂĄpida em tirar as mĂŁos dele quando o viu esguichar para cima, nĂŁo querendo se sujar, e apenas assistir a contração adorĂĄvel do pĂȘnis vermelho dele enquanto goza em si mesmo. Os dois Ășltimos gomos definidos de Naoya estavam agora sujos com a porra branca de aparĂȘncia pegajosa, tal como um dos punhos algemados prĂłximo dali.
"V-vai se foder." Ele grunhe mais baixo do que gostaria antes de descer a cabeça novamente e respirar fundo, adorando o formigamento que vem cobrindo o corpo logo após a sensação gostosa de mil explosÔes. O esperma grudento na barriga não o estava incomodando nesse momento.
"E vocĂȘ nĂŁo?" Perguntou ao se virar, sorrindo com a expressĂŁo chocada do Zenin de olhos fixos no meio de suas penas, observando o pau de borracha preso em sua cinta peniana. "TĂĄ aĂ paradinho esperando por mim, esperando eu enfiar meu pau nesse seu buraco sujo." Cantarolou, aproximando-se da cama outra vez.
"C-cala a boca, desgraçada!" Naoya bufou, apertando os olhos para tentar afastar a sensação humilhante envolvendo o peito.
Ele nĂŁo queria dizer-lhe para parar, e ter vocĂȘ o dizendo para falar isso sĂł o deixa mais humilhado. NĂŁo basta gostar desse tratamento, ele tem que admitir que gosta?!
A pele dele ardeu conforme suas palavras adentravam os ouvidos, deixando o pau jĂĄ endurecido outra vez pulsando em necessidade. Os olhos dele ardiam, por mais fechados que estivessem, e a garganta parecia se fechar, e nĂŁo pelo aperto mortal da coleira. Seria ainda mais humilhante admitir, pedir por isso. Ele entĂŁo grunhiu, insatisfeito, e gritou;
"E-eu nĂŁo vou obedecer a porra de uma mulher, que merda!" O silĂȘncio que vocĂȘ faz apĂłs isso o deixa tenso. Ouvindo apenas o bater intenso do coração e a prĂłpria respiração ofegante, Naoya abre os olhos marejados e se depara com o teto, e bem quando vai levantar a cabeça e te encarar com a melhor cara de raiva que ele conseguiu reunir, sente o braço esquerdo ser agarrado por vocĂȘ e o dildo deixar de pressionar a entrada dele.
O Zenin sobe o rosto e apoia o queixo na cama enquanto sente suas mĂŁos passarem pelas nĂĄdegas durinhas e impecĂĄveis, achando estranhamente agradĂĄvel e excitante ter as bochechas da bunda abertas para revelar o Ăąnus a vocĂȘ.
"Vai pro inferno, vaca." Ele bufa, somente para ter a voz exasperada substituĂda por um gritinho surpreso quando sua mĂŁo o bofeteou rapidamente na bunda direita. Ardeu pra caralho, vocĂȘ certamente nĂŁo economizou na força.
O Zenin nĂŁo quer perder a oportunidade, nĂŁo quer dizer ou fazer algo que a faça desistir nesse momento delicado; e sem coragem para pedir que vĂĄ em frente, e temendo xingĂĄ-la outra vez e vocĂȘ lidar como algum tipo de recusa, o loiro permaneceu quieto, esperando com borboletas violentas presas no estĂŽmago.
"Ok, entendi. Vamos usar essa sua bunda suja, entĂŁo." Disse, esticando uma mĂŁo para o lado a fim de pegar um dos travesseiros na cabeceira enquanto Naoya sente alĂvio o inundar.
"VocĂȘ nĂŁo vai fazer essa merda!" Gritou, fazendo força com os joelhos para frente como meio de ao menos diminuir a ferida no prĂłprio ego.
"EstĂĄ duvidando de mim, ou pedindo pra eu parar?" Resmungou ao segurar a cintura do homem com uma das mĂŁos enquanto com a outra trazia o travesseiro grande e fofo e o colocava abaixo dele. Naoya suspirou com o contato do pĂȘnis rijo no pano. "Olha que eu paro mesmo." O lembrou, sorrindo com o corpo dele parando de balançar apenas com sua mĂŁo firmando-o no lugar; e com uma mĂŁo sĂł, sabe que ele sĂł nĂŁo se contorce porquĂȘ nĂŁo quer.
"Vai se foder." Rosnou, fazendo-a elevar as sobrancelhas em divertimento enquanto tomava seu tempo posicionando-se atrĂĄs do corpo rĂgido, logo apĂłs roçando a pontinha do dildo no interior da coxa definida e meio suada enquanto passava a mĂŁo livre, que nĂŁo o segura pelo quadril, pelos mĂșsculos das costas, inclinando-se levemente para frente enquanto o faz.
Os ombros trĂȘmulos dele, que puxou os pulsos em desespero na algema, pareceram lindos a seus olhos. Puxou entĂŁo de volta para trĂĄs lentamente, observando-o xingar de maneira trĂȘmula com um sorriso ladino.
"In-feer-erno. Porra!!" O Zenin disse em alto e bom som, apesar de gaguejante por ainda estar experienciando a dor que fez o cĂș arder e o resto do corpo tremer - ele sentiu que estava sendo rasgado ao meio, e apesar de incapaz de ver, de fato foi.
"Eu realmente adoraria encher seu buraco guloso de porra." Aproveitou a deixa, retirando o pĂȘnis de dentro dele lentamente. Naoya teve que inspirar trĂȘmulo para nĂŁo choramingar de dor. "Mas como nĂŁo consigo, vai ter que ser cuspe. Vou sujar sua bunda de saliva pra fazer jus ao que vocĂȘ merece; ser cuspido como lixo." Disse, virando o rosto para baixo a fim de cuspir no cĂș do rapaz puramente por diversĂŁo e facilidade na hora de se mover.
Mas vocĂȘ ainda tinha que fode-lo, e apreciar por mais tempo o corpo bonito trĂȘmulo e sangrando lhe tiraria muito tempo; entĂŁo se endireitou e cuspiu direto na entrada do maior, que praguejou com a sensação Ășmida de seu cuspe atingindo-o com tamanha rudez.
"S-sua puta louca-" grunhiu, tendo a voz brava rapidamente substituĂda por um gemido rouco assim que vocĂȘ se enfiou nele novamente.
"Fo-foda-se." Naoya grunhiu, mal respirando ao ter a garganta puxada um pouco conforme seus movimentos, mas essa dificuldade sĂł estava tornando tudo mais excitante.
E para agregar na satisfação do loiro - e na sua muito mais -, vocĂȘ ergueu a mĂŁo da cintura e a desceu num tapa ardido que o fez gemer e tacar-se para frente, sĂł nĂŁo ocasionando em um engasgo pois vocĂȘ foi rĂĄpida em afrouxar o aperto na guia de modo que o Zenin conseguisse enfiar o rosto na beira do colchĂŁo sem morrer sufocado, ainda sendo segurado pela pontinha do couro.
"Desgraçada." Gemeu sÎfrego, tendo a voz abafada pelo tapa seguinte e pelo colchão em ligeiro movimento. Sua velocidade a essa altura aumentou a ponto de empurrå-lo levemente para frente, e fez questão ainda de manter as investidas fortes para avermelhar a bunda branquinha com os tapas do couro contra ele. E de sua mão, claro, que logo desceu sobre o mesmo lado da nådega outra vez, ocasionando em outro gemido abafado do maior: "Hahn! Porra!"
"Acho que nĂŁo estou fazendo do jeitinho que minha puta gosta, vocĂȘ ainda tĂĄ falante demais pro meu gosto." Bufou, esbofeteando-o outra vez e deixando a mĂŁo acima da pele ardida e vermelha com sua palma impressa. "SĂł quero ouvir seus gemidos." Disse, mudando a forma de penetrĂĄ-lo; passou de ir para frente e pra trĂĄs para contrair o estĂŽmago para cima, o que de imediato tirou um gemido prolongado do maior que arqueou as costas e abriu mais as pernas sem nem perceber. "Isso, esses que quero ouvir!"
"C-calaa- hmmn!" Naoya reclamou, voz morrendo antes mesmo da primeira palavra ser finalizada.
VocĂȘ largou a coleira e segurou ambos os lados da cintura de Naoya, puxando-o em direção a seu paude borracha enquanto mete repetidamente na prĂłstata do Zenin. Se inclinou em direção Ă s costas dele de modo que seus seios colassem nas costas suadas do maior, que estremeceu ao sentir os mamilos durinhos de tesĂŁo escovando a pele.
Manteve a cabeça dele na posição em que estava por um segundo, se adequando a posição mais limitadora ao enfiar o pau de borracha no cĂș do rapaz, mas bastou levar um dos joelhos mais a frente e ficar satisfeita com o Ăąngulo e o gemido agudo do rapaz para puxar os cabelos dele para trĂĄs, forçando a garganta do Zenin a esticar e o rosto dele a ficar lado a lado com o seu.
"Humpf!" Ele bufou, cenho franzido e olhar distante com a dor se formando no estÎmago, tamanho o esforço muscular para conter o orgasmo.
"E-eu... Nght!" O maior gaguejou, mas vocĂȘ nĂŁo queria saber. Virou o rosto dele o melhor possĂvel com a mĂŁo sem parar de fodĂȘ-lo, encontrando nenhuma resistĂȘncia do loiro que prontamente a olhou com as orbes castanhas marejadas e trĂȘmulas, pupilas dilatadas e boca entreaberta com as respiraçÔes rĂĄpidas e ofegante. O hĂĄlito dele estava quente colidindo em sua face.
"Abre a boca." Ordenou, depositando mais de seu peso nas costas suadas do rapaz que se viu sem forças pra se segurar e deixar as pernas moles, com seu pau esfregando levemente entre as bochechas da bunda em meio ao entra e sai. E mesmo sem o cumprimento entrando por inteiro, o prazer ainda era latente. "Abre logo pra eu cuspir em vocĂȘ, seu merda." Rosnou, mesmo que nĂŁo estivesse de fato brava com a falta de atenção do homem que ao assimilar suas palavras fez uma expressĂŁo muito falsa e fraca de desgosto.
Naoya abriu a boca, mesmo que numa tentativa fĂștil de tentar negar seu pedido, de tentar resistir ao menos uma Ășltima vez e nĂŁo sair tĂŁo humilhado e degradado da situação, somente para gemer com sua unha fincando na pele da costela e por extensĂŁo deixar os lĂĄbios bem abertos pouco abaixo do seu rosto exigente.
NĂŁo perdeu tempo ao reunir a saliva de sua boca e cuspir no rapaz com sua melhor expressĂŁo de nojo, o que sĂł fez o pau ardendo de Naoya pulsar vividamente no que era pouco ou nenhum alĂvio que estava sentindo. Mas o formigamento correu por todo o corpo obtuso dele apenas por ser cuspido, e a visĂŁo desfocou-se. O Zenin entĂŁo, sem nem notar, colocou a lĂngua para fora e lambeu o cuspe que atingiu o lĂĄbio superior, gemendo enquanto o fazia.
Idiota e burro de prazer, sim, ele ficou. Naoya sequer raciocionou, sĂł fez o que queria, e isso foi choramingar enquanto botava a lĂngua totalmente para fora como se a convidasse para mais - e bem enquanto vocĂȘ sorria com a sujeira que ele libertou, o mundo do Zenin embranqueceu.
O sentiu tremer direto em sua pele, sentiu as vibraçÔes do corpo dele passando para seus seios e chegando em seu coração emocionado, ainda segurando a lĂngua dele entre os dentes sorriu, somente para soltar e se afastar no Ășnico intuito de puxĂĄ-lo pro lado.
"Hmm hum... Siim-' ele choramingou, estendendo a fala manhosa antes de voltar a respirar pesadamente abaixo de vocĂȘ, que sorriu e balançou a cabeça para o comprimento idiota do homem sobrecarregado por emoçÔes e sensaçÔes das quais nĂŁo estĂĄ acostumado.
AVISOS â Dacryphilia/lĂĄgrimas, jogo de impacto com objetos nĂŁo usuais (pente), ligeira contenção, opa, cuspe? Reiner Ooc? Ele literalmente sĂł chora e pede desculpa. Eya
Os murmĂșrios nĂŁo eram o mais importante para ele. Mas ainda assim, Reiner mal conseguia sentir as pernas. Foi quando ouviu um estalo alto de mĂŁos batendo em uma mesa de madeira e uma discussĂŁo acalorada ao fundo. Reiner se obrigou a olhar para cima e tentar ignorar as imagens girando dentro da xĂcara, e foi quando viu uma figura feminina apontando para ele enquanto falava com uma garçonete.
Poderia haver humilhação maior que essa? Ele tossiu, o pùnico se acalmando em vista da onda de vergonha o invadindo. Com as pernas levemente moles, ele fez menção de se levantar e abriu a boca para se desculpar, mas suas mãos macias de unhas longas tocaram-lhe o ombro e um cheiro doce de chiclete o invadiu. As palavras morreram na garganta.
Sim, ele definitivamente nunca mais sairĂĄ de casa. Que porra estĂĄ acontecendo?
Reiner sentiu todos os pĂȘlos do corpo arrepiarem enquanto com uma Ășnica mĂŁo vocĂȘ alcançava uma garrafinha de ĂĄgua.
âE-eu estou bem.â Ele raspou a garganta e engoliu em seco, olhando para a garçonete como se pedisse desculpas e recebendo um olhar estranho de pena em resposta enquanto ela deixava as caixas com os pedidos numa sacola e saia sem falar mais nada. âConsigo me virar. NĂŁo precisa se incomodar.â
E ainda assim, como se treinada para lidar com pessoas com o mesmo problema que ele, vocĂȘ o ajudou a se levantar e sorriu, perguntando pra onde ele iria. Pegou as coisas dele e o ajudou a sair, falando sobre si mesma como se o show que deram na cafeteria nada fosse, expondo sobre seu trabalho e seus parentes sem parar. Foi quase irritante, mas de certa forma, funcionou. Manteve a cabeça de Reiner distraĂda pensando que vocĂȘ devia calar a boca e parar de segurar o braço dele com tanto carinho como se ele nĂŁo fosse capaz de andar sozinho, e isso fez toda e qualquer dor no peito sumir por aquele breve momento.
Uma costureira. Trabalha numa boutique que faz roupas sob medida, realiza concertos e vende roupas recicladas. TrĂȘs ruas pra cima da cafeteria, mas na rua de trĂĄs. Uma linda logo dourada esculpida frente a uma madeira escura. Uma enorme janela de vidro, com dois manequins sempre bem arrumados de acordo com as tendĂȘncias e um espacinho que dĂĄ visĂŁo aos clientes de um longo espelho onde ela tira a medida dos clientes mais apressados.
VocĂȘ parece mais normal nesse contexto, e menos a mulher irritante, intrometida e cara de pau da cafeteria. Ah, gentil e cheia de compaixĂŁo. VocĂȘ foi a Ășnica a ajudĂĄ-lo, afinal.
A vergonha o perfurou direto no peito. Nem ele sabia o porquĂȘ, afinal. Pareceu automĂĄtico.
âO gato comeu sua lĂngua?â VocĂȘ o pressionou, estreitando os olhos. âSe queria agradecer pelo outro dia, nĂŁo precisa.â Murmurou, inclinando levemente a cabeça com um sorriso pequeno e gentil se formando.
NĂŁo era isso. Agradecer nem passou pela cabeça dele, Reiner sĂłâŠ. Queria te ver.
O loiro pensou que era melhor assim, entĂŁo deixou as lĂĄgrimas caĂrem sĂł quando estava de costas, ouvindo seu suspiro indignado. Quando saiu da sua sala, ouviu seu xingamento, e pela primeira vez, sentiu que estava recebendo o que merecia.
âO que estĂĄ fazendo aqui?! NĂŁo foi o bastante quebrar meu coração e me insultar na minha prĂłpria casa?â
Reiner ficou parado, olhando para sua expressĂŁo lĂvida com olhos quase vazios, com apenas resquĂcios de culpa refletidos.
Grite mais. Ele merece.
âEstĂĄ mudo agora?! Porque caralhos estĂĄ a dez minutos parado batendo na minha porta entĂŁo?!â Aumentou ainda mais a voz, e certamente algum vizinho iria espiar pelas janelas em breve.
Reiner nĂŁo se importa.
Humilhe-o, ele merece. Odeie-o.
Ele nĂŁo merece amor.
âVai se foder, Reiner Braun!â VocĂȘ entĂŁo gritou, sua mĂŁo quase chicoteando o ar na hora da raiva. O estalo que seguiu foi alto, e a bochecha dele ardeu. Porra, como ardeu.
Sua mĂŁo macia se mostrou forte, mas nĂŁo o suficiente para fazĂȘ-lo virar o rosto. Reiner ficou paradinho, sentindo a ardĂȘncia do tapa forte e uma queimação caracterĂstica. Mas enquanto vocĂȘ arregalava os olhos ao ver dois pequenos filetes bem finos ficando vermelhos por um ligeiro acĂșmulo de sangue, percebendo com horror que suas unhas deixaram dois cortezinhos superficiais na maçã do rosto dele, os olhos dourados do maior finalmente reagiram.
Um brilho sutil e esperançoso, seguido por uma respiração trĂȘmula e o corpo pendendo em sua direção.
O peito dolorido de Reiner apertou ainda mais, como se fosse explodir. A queimação na bochecha o lembrava de seu lugar.
âDesculpe, Reiner euââ Gaguejou, parando na metade. A outra bochecha dele começou a avermelhar, e entĂŁo as orelhas, por fim os olhos dourados escureceram, e olhando-o mais de perto viu as pupilas dilatarem.
A forma com a qual ele se curvou em sua direção como se pedisse mais, apesar das lågrimas se acumulando nos olhos cansados, fez seu estÎmago revirar. A realização te atingiu como uma parede de tijolos, e com uma inspiração brusca levantou a mesma mão e segurou as bochechas de Reiner com firmeza, fincando as unhas na pele branca e sentindo a barba aparada espetar sua palma.
Ele nĂŁo se mexeu. Te deixou machucĂĄ-lo de bom grado, parecendo quase prestes a ronronar com a dor infligida por vocĂȘ.
âEu decido o que vocĂȘ merece ou nĂŁo.â Disse, quase sem fĂŽlego, mas sua voz conseguiu sair tĂŁo firme quanto desejou que ela saĂsse.
VocĂȘ o jogou no sofĂĄ e subiu nele naquela mesma tarde. Sentada no estĂŽmago do rapaz, deu-lhe um tapa na cara a cada vez que listava algo que ele fez de errado.
âDesculpe-me⊠Vou falar com vocĂȘ. Desculpa.â Ele balbuciava, gaguejando em meio Ă s lĂĄgrimas e ao ranho que lhe escaparam do nariz romano.
Quando terminou, apenas desceu o quadril e deitou em cima dele. VocĂȘ sentiu o volume na calça de Reiner pressionar sua virilha, pulsando conforme vocĂȘ se acomodava. Era grande, estava quente e deixou uma sensação molhada apĂłs um tempo â ignorando o calor em seu corpo pela excitação do maior, deitou em cima dele e beijou o queixo salgado por lĂĄgrimas, acariciando os ombros largos que pulavam entre soluços.
NĂŁo era normal. Foi meio distorcido, novo e diferente de tudo que jĂĄ vivenciou. E ainda assim, pareceu certo.
Em silĂȘncio, se limitou a acariciar o corpo choroso do maior, que ao se acalmar, enfiou o rosto com ranho em seus cabelos e a abraçou forte. Lentamente a ereção diminuiu, dando espaço apenas aos sentimentos turbulentos em ambos os peitos.
â... Eu te amo.â Reiner sussurrou apĂłs longos minutos que mais pareciam horas, as mĂŁos tremendo ao redor se seu corpo.
âEu sei.â VocĂȘ sussurrou de volta, docemente, escondendo o sorriso na clavĂcula do maior.
Reiner sabe que nĂŁo merece seu amor. Mas ele ainda pode te amar mesmo assim.
Quando viu, tinha comprado brinquedos. Não aquela invenção boba para mulheres chamada olisbos, um apetrecho em formato fålico feito de couro ou madeira para inserção vaginal.
Para vocĂȘs, arreios e chicotes de cavalo tinham mais valor.
âVocĂȘ disse que ia vir ontem.â Disse, sua voz fria ecoando em sua casa logo antes do estalo alto do couro entrando em contato com as costas coradas e musculosas do maior.
âEu perguntei?â Disse, chicoteando as costas dele novamente, que se arqueou pateticamente e mordeu a lĂngua no susto, começando imediatamente a chorar.
âN-nĂŁo. Desculpa.â Gaguejou, fungando como se isso pudesse impedir as lĂĄgrimas de caĂrem.
âEntĂŁo pronto. Eu nĂŁo quero ouvir nenhuma desculpinha. Se nĂŁo tem certeza se virĂĄ, nĂŁo diga que vai vir.â Exclamou, dando-lhe outra chicotada e recebendo dessa vez um gemido entre a dor e prazer. As costas dele jĂĄ estavam com marcas vermelhas e vergĂ”es, suadas pela adrenalina. âEntendeu?!â
âSim senhora.â Ele disse com precisĂŁo militar, as costas ficando mais largas com as respiraçÔes profundas do homem que tentava ao mĂĄximo se controlar.
Ao sentir sua aproximação, o homem tentou levantar a cabeça, e assim que viu resquĂcios dos olhos dourados brilhando com lĂĄgrimas, balançou o chicote que o atingiu na coxa e o fez se curvar para frente com um silvo doloroso.
âEu mandei sair da posição?â
âNĂŁo, senhora.â Reiner choramingou entre a respiração ofegante, a voz manhosa expondo as lĂĄgrimas caindo que vocĂȘ nĂŁo podia ver. Deviam estar lindas.
âEntĂŁo continue de cabeça baixa. Depois de me deixar toda bonita e cheirosa esperando por vocĂȘ ontem, nĂŁo merecia nem olhar pra mim hoje.â Reclamou, puxando o chicote lentamente para que ele pudesse sentir o roçar do couro na pele avermelhada e ardida da coxa peluda.
Reiner apenas soluçou, acenando em silĂȘncio. Sorrindo, vocĂȘ ergueu o braço para cima e observou a ponta do couro roçar no comprimento dele, que de tĂŁo duro e inchado estava levemente torto para o lado. O homem musculoso gemeu com o leve contato, fazendo-a suspirar de tesĂŁo com a imagem celestial do pĂȘnis pulsando e um liquido perolado e espesso subir o buraquinho de cima, se acumulando grosseiramente antes de grudar na ponta do courino. VocĂȘ entĂŁo afastou o chicote, escutando o nariz grande do namorado lutar para respirar.
âSeu pau estĂĄ babĂŁo hoje. NĂŁo vai me dizer que gosta disso?â Riu, jogando o chicote de lado.
âA-amor, por favorâŠâ Reiner chorou, fazendo-a dar um passo mais perto.
âFeche os olhos.â Ordenou, ignorando a voz manhosa e agarrando os cabelos louros da nuca, puxando a cabeça dele para trĂĄs com agressividade, fazendo Reiner (que jĂĄ estava de olhos fechados para vocĂȘ), ficar com a cara virada para cima. As bochechas estavam rosadas e molhadas de lĂĄgrimas, e ele chorou ainda mais de dor, fazendo o lĂquido salgado escorrer pela orelha e pescoço, umedecendo lentamente os fios da nuca. âResponde, Reiner. VocĂȘ gosta disso?â Exigiu, vendo o corpo dele estremecer sob seu controle.
Mas diferente do que ele esperava, nĂŁo estava pronta para deixĂĄ-lo falar ainda. NĂŁo quando as lĂĄgrimas dele pareciam deixar a pele tĂŁo brilhante e bonita.
EntĂŁo sem aviso, antes que ele pudesse responder, enfiou o dedĂŁo na boca do loiro e apoiou o queixo no resto de seus dedos, pressionando o dĂgito mais largo na lĂngua dele, que rapidamente começou a acumular saliva. VocĂȘ entĂŁo cuspiu direto na garganta dele e o soltou com agressividade, observando-o pender a cabeça para frente e tossir.
O corpo de Reiner estava em chamas, o pau doendo para ser tocado, as bolas pesadas de necessidade de liberar, e o coração doendo e batendo tĂŁo forte que enquanto vocĂȘ ria, ele mal podia ouvi-la. A humilhação que o percorreu foi saborosa, dando-lhe uma sensação de realização distorcida enquanto regurgitava um pouco da saliva que o fez engasgar e engolia novamente, ainda de olhos fechados, como um bom garoto.
Tudo isso, e ainda assim nĂŁo estĂĄ nem perto de ser o que ele merece. SerĂĄ que um dia vocĂȘ seria misericordiosa o suficiente para matĂĄ-lo sufocado em sua boceta? Ou o beijaria com tanta força, que Reiner esqueceria de respirar? Ele sequer reclamaria se por capricho vocĂȘ pegasse aquela ferradura que veio de brinde do kit de equitação e o matasse com vĂĄrios golpes na cabeça, desde que sua outra mĂŁo estivesse ao redor do pescoço.
Mas Reiner nĂŁo espera por misericĂłrdia, no fim das contas. SĂł a eternidade de sofrimento para igualar com quanta dor jĂĄ causou.
Por isso, infelizmente, teria que passar por isso pra sempre <3
âVocĂȘ nĂŁo tem mesmo salvação.â Resmungou, pegando na mesinha de centro da sua sala, que estrategicamente arrastou pro lado, um pente equino com cerdas finas e duras. âMas eu vou te ajudar, Reiner. Vou te ensinar, amor.â
âS-sim senhora!â Reiner quase gritou, embora a voz tenha sido abafada pelo seu corpo. Sorriu e virou o pente, passando gentilmente as cerdas duras pela ĂĄrea espancada.
âHmm, estou excitada, amor.â VocĂȘ choramingou, apertando levemente o pente. Quase imperceptĂvelâŠ. Se nĂŁo fosse constante. âImaginar vocĂȘ me deixa tĂŁo molhada. Mas estou cansada demais pra me masturbar.â Brincou, as cerdas duras beliscando a pele dele a ponto de doer neste momento.
Reiner tremeu, fungando para impedir que o ranho escorresse pelo nariz.
âEu te chupo⊠Eu lambo sua... S-suaâŠâ Ele suspirou, o corpo jĂĄ tremendo de dor e antecipação.
âCom essa boca e nariz nojentos cheia de catarro?â Grunhiu, apertando com força o pente nele, que sibilou de dor e tentou se curvar para baixo como se isso fosse afastar as cerdas duras da pele sensĂvel.
âAi! N-nĂŁo, euâŠâ Começou, a voz jĂĄ embargando outra vez.
âEu vou fazer bem.â Ele sussurrou, as sobrancelhas levemente grossas tremendo para manter os olhos fechados. âSe me desamarrar, eu⊠Eu te faço gozar antes de mim dessa vez, amor. Prometo.â
âO que eu disse sobre nĂŁo falar que vai fazer algo que nĂŁo sabe se vai conseguir cumprir?!â Exclamou, fincando as unhas no couro cabeludo dele, que choramingou pateticamente. âAbra os olhos. Olhe na minha cara e diga que vai aguentar.â
E assim Reiner o fez, levantando Ă s pĂĄlpebras com fome para beber de sua forma. Seu olhar bravo e cĂnico o fez gemer alto, os olhos dourados quase rolando para trĂĄs do crĂąnio dolorido de tanto chorar.
âVai aguentar olhar pra minha cara enquanto fode minha xoxota e me fazer gozar antes quando jĂĄ estĂĄ tĂŁo sensĂvel?â VocĂȘ quase riu da cara dele, que se torceu em choro outra vez. Reiner mordeu o lĂĄbio inferior e lentamente balançou a cabeça. Foi engraçado ver um homem grande, musculoso e barbado tĂŁo sensĂvel e a sua mercĂȘ. âFale. Quero ouvir.â
âNĂŁo, senhora.* Ele choramingou, os olhos jĂĄ vermelhos se enchendo de novas lĂĄgrimas.
âImaginei. EntĂŁo fica sentadinho e deixa que eu me viro.â Disse, revirando os olhos enquanto o soltava e subia a saia, revelando um segredinho.
Reiner arregalou os olhos, vendo sua boceta descoberta. NĂŁo estava usando calcinha esse tempo todo. E seus lĂĄbios vaginais, tĂŁo brilhantesâŠ. Ele gemeu audivelmente, fechando os olhos como um homem condenado para conter a vontade de se inclinar e lamber sua vagina encharcada. VocĂȘ riu dele, se apoiando com uma Ășnica mĂŁo no ombro de Reiner enquanto descia lentamente, ficando com os joelhos nas laterais das coxas dele.
âIsso eu jĂĄ sei.â Brincou, batendo de leve com a traseira do pente na bochecha dele, que abriu os olhos e gemeu, encarando suas orbes vidrado.
âAmor⊠Por favor. E-eu sei que nĂŁo mereço depois deâŠâ
âEntĂŁo nĂŁo ouse pedir.â O calou, batendo mais forte. Reiner se encolheu pelo impacto, mas assentiu obedientemente. âĂ no meu tempo. Sorte a sua que eu nĂŁo aguento mais esperar.â Murmurou, para o alĂvio do homem faminto a sua frente.
Quando sua mĂŁo encontrou o pĂȘnis rijo por baixo do tecido da saia, Reiner jogou a cabeça para trĂĄs e gemeu, contraindo os mĂșsculos fortes para se manter parado enquanto vocĂȘ desliza para baixo, lentamente engolindo a cabeça inchada do maior. CentĂmetro por centĂmetro, sua boceta o tomou deliciosamente, fazendo-o derramar aquelas lĂĄgrimas fofas outra vez como se apenas isso fosse demais para suportar.
VocĂȘ sentiu o quadril dele se mover, uma tentativa fraca de se lançar para cima e tirar algum alĂvio de seu nĂșcleo ensopado. Em resposta, a parte traseira do pente voou pela bochecha e Reiner prendeu a respiração.
O pau dele pulou dentro de vocĂȘ.
âAmor, por favorâŠâ Balbuciou, os ombros tremendo e os olhos brilhantes de lĂĄgrimas olhando-a como se implorasse pela vida. Uma marca vermelha começou a se formar lentamente no local de impacto e vocĂȘ cantarolou.
âEu vou aguentar dessa vez.â Ele choramingou, se inclinando para chorar e gemer em seu ombro. As costas doem, ardem, mas de nada o importa quando sua vagina o aperta tĂŁo deliciosamente nesse momento. âVou esperar.â
"Pode me chamar de Sal, e acho que jĂĄ te avisaram sobre o que tem embaixo da minha mĂĄscara." O rapaz murmurou. A voz dele, vocĂȘ notou, sendo muito mais calma e doce do que imaginaria ao ver cabelos azuis desgrenhados, um porte fĂsico magro e a noção dele ser um adulto problemĂĄtico.Â
"Eu nĂŁo tenho motivos para me sentir desconfortĂĄvel na sua frente, Sal."Â
"Mesmo sabendo que matei tanta gente?" O azulado entĂŁo retirou a segunda tira da mĂĄscara, ainda evitando seus olhos enquanto a colocava lentamente na mesa.
"Viu, vocĂȘ estĂĄ encarando demais." Sal murmurou, tentando ao mĂĄximo segurar as lĂĄgrimas. Ele nĂŁo liga de chorar, mas nesse momento, com a psicĂłloga, ele nĂŁo quis.
"Eu acho que sim." Sal sussurrou, fechando o olho lacrimejante para absorver o lĂquido salgado enquanto inspira ar de modo trĂȘmulo. "Deve dar pra ver melhor o desenho no vidro." Ele sorriu um pouco, esticando a pele cicatrizada em camadas na bochecha de maneira quase agonizante.
E sessĂŁo apĂłs sessĂŁo, vocĂȘ o conhecia e avançava a ponto de realmente sentir simpatia pelo mais jovem. Os traumas que ele experimentou quando ainda era novo demais para se recordar com perfeição em especial apertou seu coração quando enfim começaram a tratar sobre eles.
"Ver imagens tĂŁo explĂcitas e sangrentas, duas vezes, sendo tĂŁo jovem⊠Deve ter sido traumĂĄtico." VocĂȘ comentou com a prancheta em mĂŁos assim que Sal Fisher finalizou sua linha de raciocĂnio, buscando manter o olhar compassivo, mas sem demonstrar pena.Â
"Mas agora, depois de tantos anos preso, novas evidĂȘncias apontam que ele foi falsamente acusado. Como isso te faz sentir?" Questionou, atenta na linguagem corporal do rapaz â tentando de todos os meios suprir a falta de informação que o rosto desfigurado lhe tira, analisando todo o resto.Â
"Ă sĂł que vocĂȘ estĂĄ perguntando as mesmas coisas vĂĄrias vezes, nĂŁo sei que bem isso farĂĄ. Pensei que deveria me ajudar?" Ele inspirou bruscamente, abaixando um pouco a cabeça e naturalmente escondendo o rosto desfigurado com os fios azulados.Â
"... Sim." Ele resmungou, novamente desviando o olhar. Seria estranho ter um olho falso fixo em vocĂȘ enquanto o outro observa outro lugar caso jĂĄ nĂŁo tivesse se acostumado com isso nas Ășltimas sessĂ”es.
"EntĂŁo seja honesto comigo, vocĂȘ pode fazer isso? Para eu conseguir te ajudar?" Tentou instigĂĄ-lo a dizer mais, sendo recebida apenas pelo silĂȘncio incomodado do de Fisher. "Tudo bem, entĂŁo. Pense por hoje, de toda forma, nosso tempo jĂĄ acabou." Sorriu fracamente, ajeitando sua roupa antes de se levantar do sofĂĄ.Â
Sally face virou a cabeça para vocĂȘ mais rĂĄpido que o normal, com aquele olho azul cristalino levemente arregalado. Ele provavelmente nĂŁo queria ter de voltar para a cela, ou talvez quisesse conversar mais; seja para ter algum tipo de companhia ou para tentar mais desesperadamente resolver as coisas.
"Espera, eu-" Sal gaguejou ao ajeitar a postura, fazendo as correntes que prendem o pulso dele tilintar suavemente.
"Sim? Sou toda ouvidos, Sal." Incentivou.
"Ă sobre o LarryâŠ" Ele começou, somente para ser interrompido pelo rangido da porta.
"Sal Fisher, o horĂĄrio de visita acabou." A voz grossa de um dos guardas soou, e tĂŁo bem quanto possĂvel usando o longo cabelo para esconder o rosto, Sally pegou a mĂĄscara na mesa e a colocou, evitando seu olhar enquanto o fazia.
"Sinto muito, Sal, teremos nossa Ășltima sessĂŁo antes do seu julgamento. Mas apĂłs tudo isso eu ainda⊠NĂŁo acho que vocĂȘ seja um assassino." Suspirou, observando o homem de estatura muito maior que a sua se colocar atrĂĄs de vocĂȘ para guiĂĄ-la para fora.
"VocĂȘ parece ser a Ășnica." A voz suave dele pareceu melancĂłlica enquanto se afastava, e vocĂȘ nĂŁo pĂŽde evitar sentir um aperto no coração.
"ConspiraçÔes do governo, demĂŽnios, video-games mĂĄgicos." Citou pausadamente, ainda com a atenção voltada ao corpo tenso do rapaz. "SĂŁo coisas bastante inacreditĂĄveis, Sal, principalmente com tantas evidĂȘncias contra vocĂȘ." Suspirou, pretendendo acabar por aĂ, mas o olho bom dele tremendo junto Ă s mĂŁos atadas em frente ao corpo tornou impossĂvel para vocĂȘ nĂŁo simpatizar. "NĂŁo estou duvidando da sua inocĂȘncia; sĂł nĂŁo consigo acreditar completamente que vocĂȘ estava, ou ainda estĂĄ, em plena consciĂȘncia. VocĂȘ podia estar delirandoâŠ"
No inĂcio, sem ver nada, seu peito doeu em desesperança, mas foi entĂŁo que uma figura de carne gosmenta emergiu do chĂŁo de madeira e assumiu uma forma humana â Larry, vocĂȘ notou, e apesar dele nĂŁo perder tempo dizendo coisas que nĂŁo conseguiu compreender devido ao barulho alto do prĂłprio coração retumbando, vocĂȘ gritou tardiamente pelo susto e tropeçou na beira da entrada ao chĂŁo. Talvez, se nĂŁo fosse pela crença que tinha em Sal, seu choque tivesse sido muito maior e nĂŁo tivesse tido tempo de reagir; mas nĂŁo era o caso, e logo apĂłs sentir o joelho torcer sua consciĂȘncia voltou e num estalo, tudo fez sentido. Suas mĂŁos se ergueram e no Ășltimo instante, vocĂȘ agarrou a ponta da madeira, segurando a respiração com medo de se nĂŁo o fizesse, a madeira lascasse e a fizesse cair da enorme ĂĄrvore.
"Doutora [Nome], vocĂȘ cuidou da avaliação psiquiĂĄtrica de Sal Fisher durante todo seu tempo na prisĂŁo, incluindo vĂĄrios meses de sessĂ”es de terapia, estou certo?"Â
E ao bater o martelo outra vez, o peso sob seu peito sumiu.
"Sal Fisher, apĂłs a opiniĂŁo do Juri, sua sentença serĂĄ continuar os tratamentos psicolĂłgicos e realizar trabalho comunitĂĄrio enquanto na prisĂŁo para aspirar seus pecados." O Juiz sentenciou, aliviando a vocĂȘ e ao azulado, tal como a Ashley.Â
Mesmo que ele fique preso por mais dois anos, vocĂȘs poderiam continuar realizando tratamentos psicolĂłgicos enquanto isso. Tudo melhorou com a notĂcia de que se o trabalho fosse bem realizado e ele apresentasse melhoras nos sintomas psicolĂłgicos, a prisĂŁo de Sally seria domiciliar â e em caso de piora, qualquer deslize ou a qualquer momento poderia ser enviado a um manicĂŽmio. Mas jĂĄ era bom o bastante.
"Bom te ver hoje novamente, Sal. Como as coisas estĂŁo indo?" Questionou assim que se sentou no sofĂĄ velho do rapaz, muito mais confortĂĄvel sendo somente os dois na casa dele do que quando estavam sendo observados.
"SĂŁo ambas Ăłtimas opçÔes, principalmente se for pra estar com vocĂȘ." Disse com um sorriso enorme no rosto, sentindo as bochechas arderem por quĂŁo grandemente sorriu.
"Na verdade, vou te passar meu nĂșmero para vermos um dia e horĂĄrio certinho. Tudo bem pra vocĂȘ?"
"Claro." Sally acenou, observando-a escrever algo no fim da prancheta que sempre usa com o corpo arrepiado e a sensação de estar sonhando flutuando ao redor dele.
O que se seguiu a partir daĂ seria difĂcil de classificar; continuaram com a sessĂŁo ambos felizes, tanto que vezes ou outra desviavam de assuntos importantes, como resolver questĂ”es pendentes de Sally, para comentar coisinhas pequenas relacionadas aos dois â como Sal fazer piadinhas sem propĂłsito apenas para te fazer sorrir, e vocĂȘ deixar a anĂĄlise de lado para ir na onda do rapaz por quem se apaixonou.
Quando chegou em casa, com o celular na mĂŁo Ă espera de uma mensagem de Sally, foi quando parou e se permitiu refletir sobre o que fazer. Continuar trabalhando com Sal como seu paciente nĂŁo iria funcionar por muito tempo se os sinais que ele deu hoje na sessĂŁo começassem a se tornar mais visĂveis e frequentes.Â
"Talvez eu deva sugerir algum outro especialista no ramo⊠Agora que os assuntos sobrenaturais foram tratados e só resta cuidar do trauma feito na infùncia junto a perda da mãe." Se questionou em voz alta no quarto escuro, suspirando pesadamente em seguida pela indecisão.
Então sentiu o celular tremer ao seu lado e não hesitou em se virar de lado na cama e pegå-lo, ligando para ver a mensagem de Sally pela barrinha de notificaçÔes.
"E-eu poderia.." Começou, voz rachada com a amargura dos sentimentos enquanto mantinha a mĂŁo no ar, temendo tocar em vocĂȘ. "E-eu poderia ter feito algo diferente, talvez? Se eu tivesse sido mais insistente⊠Se eu tivesse buscado outro meio⊠Eles ainda estariam aqui. Se eu nĂŁo fosse-"
Os olhos azuis cristalinos de Sal, um inexpressivo e o outro brilhando pelas lĂĄgrimas derramadas, te deixaram hipnotizada. TĂŁo bonitos, e um deles tĂŁo cheio de sentimentos que fez seu coração bater na garganta â adoração, gratidĂŁo e uma tristeza tamanha que a deixa sem chĂŁo. E nĂŁo estĂĄ nada diferente para o rapaz de cabelos azuis bagunçados que se aproxima de vocĂȘ centĂmetro a centĂmetro, peito disparado cada vez mais conforme seus olhos se tornam tudo que ele consegue ver. VocĂȘ vai se tornando tudo que Sally consegue focar, e entĂŁo a dor diminui.Â
Se aproximam em silĂȘncio, mais e mais, ambos tĂŁo hipnotizados pelo outro que mal percebem. Mas se aproximam tanto que o nariz levemente pontiagudo da mĂĄscara do mais novo colide em seu nariz, fazendo-a apertar os olhos com a sensação meio fria em sua pele tĂŁo quente, e por extensĂŁo quebrando aquele feitiço em que ambos se colocaram.Â
"A-ah, serå que falta mais algum�" Desviou do constrangimento ao lembrar-se das låpides, deixando o corpo de Sal com cuidado.
"Sim⊠Uma." Ele resmungou baixinho, virando o rosto envergonhado e resolvendo nĂŁo questionĂĄ-la sobre o ocorrido. Sal entende de verdade que nĂŁo o queira.Â
"NĂŁo, isso nĂŁo." VocĂȘ balançou a cabeça, apagando o que havia acabado de escrever. Bufou. NĂŁo queria soar fria, entĂŁo voltou a digitar â ver o Ăcone de "online" na aba do rapaz a deixou um pouco ansiosa para terminar.
"Boa noite Sal! Infelizmente nossa prĂłxima sessĂŁo vai ser a Ășltima juntos."
VocĂȘ saiu da conversa o mais rĂĄpido possĂvel, sentindo o coração acelerado. Pulou com a vibração de uma resposta chegando em menos de meio minuto, e abriu a conversa outra vez tĂŁo rĂĄpido quanto.
Houve uma pausa com Sal tendo visualizado sua mensagem sem responder, e por um instante vocĂȘ pensou que a conversa acabou ali. Suspirou pesadamente e desligou o celular, somente para senti-lo vibrar e ansiosamente clicar no botĂŁo de ligar e abrir o chat em velocidade relĂąmpago.
Dizer que o clima, tal como vocĂȘ temia, ficou estranho seria um eufemismo. Sal abriu a porta sem te olhar nos olhos nem te cumprimentar com a voz alegre de sempre, nem mesmo tirou a mĂĄscara e se sentou Ă sua frente todo tenso, brincando com os prĂłprios dedos em um claro sinal de ansiedade e nervosismo.Â
"EntĂŁo, onde paramos da Ășltima vez?" Perguntou suavemente, tentando trazer Ă tona algum tipo de conforto.
Entretanto, Sally apenas deu de ombros sem direcionar o olhar para vocĂȘ e se manteve quieto, ainda encarando fixamente o meio do sofĂĄ que os separa. A tensĂŁo existente ali era tanta que podia ser sentida ao inspirar, chegando a tal ponto que vocĂȘ começou a achar insuportĂĄvel ficar em silĂȘncio esperando alguma ação do azulado, entĂŁo se levantou do sofĂĄ com a prancheta em mĂŁos, embora ainda hesitante.
"Bom, eu acho que nĂŁo hĂĄ nada a tratar hoje entĂŁo jĂĄ vou-"Â
"VocĂȘ nĂŁo quer mais me ver?" Fisher lhe cortou, ainda evitando seu olhar. VocĂȘ apenas suspirou, voltando a se sentar ao notar que o rapaz iria se abrir. "Se acha que eu ainda preciso de acompanhamento psicolĂłgico, mas nĂŁo tĂĄ a fim de ser quem faz isso⊠NĂŁo consigo parar de imaginar o motivo. Ă porque ficou com nojo do outro dia? Porque tĂĄ de boa se for, eu entendo.
"Sei lĂĄ, eu sĂł- eu meio que sinto que vocĂȘ tĂĄ tentando arrumar uma desculpa sĂł pra nĂŁo ter mais que me aguentar. Isso tĂĄÂ fazendo parecer que tudo o que vocĂȘ disse esse tempo todo foi sĂł um monte de mentiras." Ver o rapaz se apertar quebrou seu coração, e balançando a cabeça em sinal de nĂŁo repetidamente, vocĂȘ deixou a prancheta cair no chĂŁo e se jogou para frente, se colocando mais perto do mais novo enquanto o puxa em sua direção pelos ombros.
Os dois se separaram devagarinho um pouco depois, abrindo os olhos com debilidade nĂŁo dita; mas Sal estava feliz o bastante para querer compartilhar tudo que estava pensando com vocĂȘ.
"Que bom que vocĂȘ achou algo na minha personalidade que te atraia, jĂĄ que na minha aparĂȘncia nada presta." Ele riu anasalado, se divertindo ainda mais com seu rosto indignado.
As açÔes sempre pareceram ter mais significado para Sally do que as palavras, de qualquer forma. E se fosse para fazĂȘ-lo se sentir minimamente bonito, vocĂȘ nĂŁo vĂȘ problemas em fazer algo que hĂĄ muito tempo sente vontade.
E se o Fisher se acha por inteiro feio, vocĂȘ tem de discordar e provar isso a ele; no dia de faxina em especĂfico Sal trocou os moletons largos por uma regata leve e fresca, e ver a clavĂcula saltada dele e uma brechinha dos mamilos toda vez que ele movia os ombros para frente, visĂ”es essas que apesar de simples desencadearam desejos que nĂŁo foram explorados por muito tempo â desde que iniciou o tratamento dele, o que estava sendo encaminhado pro terceiro ano.Â
VocĂȘ digitou rapidamente ao vĂȘ-lo ficar online, complementando seu pedido para nĂŁo correr o risco dele mandar uma selfie comum e ficar conatrangedor corrigi-lo.
Fisher entĂŁo abaixou um pouco o short e a cueca, deixando o osso proeminente do quadril ainda mais exposto e alguns dos pelinhos azuis acima do pĂȘnis flĂĄcido aparecendo.Â
Sal foi cuidadoso em tampar o rosto com o telefone enquanto posava, buscando deixar a cintura levemente para frente e deixando o corpo pender pra direita sutilmente. Ele entĂŁo tirou a foto e enviou, nervosamente desejando que fosse o bastante; que vocĂȘ nĂŁo achasse simples demais, ou nĂŁo achasse o fĂsico magro a ponto das costelas aparecerem feio. No geral, Sal torceu para que fosse do seu agrado, porque ele quis e muito sentir que a estava agradando de alguma forma.
Ele prendeu a respiração enquanto aguardava, incerto de que tipo de foto vocĂȘ enviaria. Uma semelhante a dele, talvez? Inocente da parte dele esperar somente algo sensual de uma mulher tĂŁo claramente com tesĂŁo. Sua foto foi erĂłtica, o deixou duro imediatamente apenas em visualizĂĄ-la cortada; Sal rapidamente clicou na foto e a ampliou, vendo seu sorriso pequeno e ladino antes de viajar por seus peitos expostos e entĂŁo para sua virilha mal coberta.
Mandou a mensagem, nĂŁo querendo ultrapassar os limites do rapaz. Mas ver a notificação foi o que precisou para Sal sair do torpor e gemer de excitação, balançando a cabeça apesar de vocĂȘ nĂŁo ser capaz de vĂȘ-lo.
Ele respondeu rapidamente, jĂĄ agarrando um travesseiro atrĂĄs dele para ajustar o celular. VocĂȘ aguardava enquanto isso ansiosa, mal se contendo ao tirar a calcinha no intuito de se tocar.
"E-eu tĂŽ sem mĂĄscara." Ele gemeu, balançando o pĂȘnis com os movimentos irregulares da mĂŁo.
"Por isso pedi. Eu adoro te ver, Sal." Disse, pacientemente esperando o garoto se decidir enquanto se deleita com a glande escura sumindo e aparecendo na palma melecada do Fisher.
"Vo-vocĂȘ nĂŁo vai brocharâŠ? Ia ser uma merda se acontecesse." Ele resmungou, fingindo uma risada sĂŽfrega, mas apesar dele parecer nĂŁo gostar da ideia de aparecer vocĂȘ viu a cĂąmera se mover e tudo ficar preto.
Ele adorou assistir vocĂȘ lambuzando seus dedos nas dobras encharcadas de sua boceta somente para molhar o clitĂłris, vendo tĂŁo fixamente a forma que vocĂȘ o estimula que a fez se sentir a coisa mais gostosa existente.
"Foi mal." Sal choramingou, tremendo um pouco acima da cama com a intensidade que estĂĄ se masturbando enquanto te observa fazer o mesmo. "[N-nome]..." Continuou, apertando o olho bom pelo tesĂŁo que fez a barriga dar um nĂł antes de abri-lo rapidamente, jĂĄ com saudade de te ver se dar prazer.
"Se eu estivesse aĂ vocĂȘ me deixaria" pausou, resmungando baixinho um palavrĂŁo ao pressionar o montinho de nervos com força. "Chupar seus mamilos bonitos enquanto aperto seu pauzinho pequeno e fofo com minha mĂŁo?"
"Eu iria. Iria puxar essas suas chiquinhas fofas e morder seu pescoço, depois beijaria seu rosto inteiro. E Deus, se eu tivesse a oportunidade-" começou, mordendo o lĂĄbio inferior ao puxar bruscamente o ar com a visĂŁo do Fisher caindo pra frente ofegante. Ele se apoiou no colchĂŁo com a mĂŁo livre enquanto com a outra ainda se masturba, curvando a coluna enquanto observa vocĂȘ com o rosto mais perto da cĂąmera, olhinho azul cristalino brilhando intensamente com a pupila tĂŁo dilatada que parecia estar dopado. "Eu gostaria tanto de curvar seu rosto bonito em cima de uma mesa e puxar vocĂȘ pra trĂĄs pelos cabelos, tudo enquanto faço esse pau mixuruca jorrar esperma sĂł com as mĂŁos."
"E-eu nĂŁo aguento- [Nome]!" Sal choramingou, fechando o Ășnico olho aberto com força a fim de aguentar segurar um pouco mais a sensação de explosĂŁo que beija a abertura gotejante do pĂȘnis.
"Quero tanto assistir meu menino bonito gozar. Quero ver sua rolinha contorcer. Mostra pra mim, Sal?" Pediu, tĂŁo ansiosa para assisti-lo quanto ele a vocĂȘ.
"A-ahn, sim!" E suas palavras bastaram para enviar Fisher ao limite, este que tirou a mĂŁo do pau e se jogou para trĂĄs, endireitando a coluna enquanto o falo rijo de fato se contorce ao jorrar cargas curtas e contĂnuas de um esperma cremoso diretamente na tela do celular e no travesseiro.Â
Todo o corpo dele entrou em combustĂŁo enquanto as bolas contorcem, lentamente parando de espirrar sĂȘmen e deixando-o respirar rĂĄpido o bastante para abrir o olho em desespero e olhar para a tela parcialmente suja.
"Eu... Achei que isso foi bem legal." Ele murmurou baixinho alguns segundos depois de apenas ouvirem a respiração pesada um do outro, inclinando-se para pegar o celular sujo.
VocĂȘ logo fez o mesmo, pouco se importando de se moer muito; assim como o azulado, apenas puxou a coberta para fora da cama e se deitou nela sem se importar com o frio ambos sentindo o corpo quente e suado â Sal nĂŁo tirou o lençol sem antes limpar superficialmente a tela com ele.
"Foi sim." Concordou, olhando suavemente para o rapaz vermelho que desviou o rosto da tela assim que vocĂȘ o olhou, tĂmido da interação olho a olho agora que o tesĂŁo estĂĄ esfriando e as palavras ditas viram um certo tipo de constrangimento. Menininho adorĂĄvel. "Obrigado por entrar na onda, eu tĂŽ me sentindo muito melhor agora graças a meu menininho bonito." Provocou, rindo ao ouvir gemido frustrado do de olhos azuis.
No entanto, o olho bom do rapaz apenas se arregalou um pouco e ele se mexeu na cama, franzindo o cenho. Bastou isso e ele encolher um os ombros para vocĂȘ compreender.
"Espera, [Nome]..." Sussurrou, ficando em silĂȘncio logo apĂłs.
Em todas as lembranças de sua existĂȘncia, o demĂŽnio Anjo trazia consigo a morte. Os toques fugazes eram tudo aquilo que ele se permitia fazer antes, desejando nĂŁo tirar mais anos de vida das pessoas que o necessĂĄrio - queria apenas ter um gostinho do calor de outra pessoa. Mas nunca realmente conseguiu, nunca era o bastante para poder sentir de fato, para experimentar das sensaçÔes que tanto ouvia dizer por aĂ, da eletricidade na pele, o formigamento, as borboletas, absolutamente nada e por isso desistiu e imaginou que fosse normal para demĂŽnios nĂŁo se assemelharem a humanos tanto assim.
Com o vento batendo suavemente no rosto e a grama abaixo de si, cocando-lhe as bochechas e dando a ele uma sensação de calma inimaginĂĄvel, Anjo se aproveitava de terem finalizado a missĂŁo a pouco e de estarem livres pelo dia para visualizar cenĂĄrios impossĂveis; seu corpo ao redor do dele, mantendo-o aquecido e confortĂĄvel em seus braços enquanto divaga sobre assuntos que ele nunca consegue acompanhar, perdido demais no som de sua voz para prestar atenção ao significados das palavras. Anjo se imaginava sorrindo como nunca fez fora da prĂłpria mente, pois se um dia esse desejo se tornasse realidade, ele certamente seria feliz. NĂŁo demorou para os pensamentos correrem, e mentalizar sua risada fez o coração do pequeno demĂŽnio disparar.
EntĂŁo vocĂȘ colocou a cabeça nos ombros dele, sorrindo enquanto com a mĂŁo dominante colocava a casquinha de sorvete na frente do rapaz, oferecendo, mas tinha algo que Anjo jurava ser mais doce que o sorvete, e com o mesmo sorriso pleno e feliz que se imaginava fazendo, ele ignorou o doce gelado e inclinou a cabeça para cima, cuidando para os fios ruivos nĂŁo grudarem nos lĂĄbios enquanto os conectava nos seus. Anjo quase podia sentir a maciez e o sabor adocicado do sorvete quando devido aos pensamentos lambeu a boca levemente ressecada, e talvez por estar tĂŁo absorto em pensamentos, foi como se de fato estivesse com vocĂȘ ali. Como se ele estivesse de fato em seus braços.
"O-o que vocĂȘ estĂĄ fazendo?!" Anjo gaguejou apĂłs virar o rosto de supetĂŁo, quebrando o contato dos lĂĄbios e quase se arrependendo no mesmo instante quando vocĂȘ parou de se inclinar sobre o corpo deitado dele e se sentou; A suavidade de sua boca era gostosa, e seu calor era viciante. Ele queria sentir mais, mas nĂŁo podia.
"Pensei que tivesse dito que iria no mercado." O ruivo resmungou, nĂŁo ousando se levantar do gramado da colina. Pelo contrĂĄrio, puxou as pernas para perto do peito dolorido e suspirou numa tentativa de fazer a dor parar.
"Eu fui." Disse, sequer olhando para a sacolinha que deixou um pouco atrĂĄs quando avistou o demĂŽnio beijando o ar. "Mas me magoa vocĂȘ achar que eu simplesmente te deixaria, sem nem voltar depois." Ele nĂŁo respondeu.
Mas sorrindo suavemente, vocĂȘ se arrastou para mais perto e se deitou atrĂĄs de Anjo, perto, perto demais para ele nĂŁo te sentir - o calor irradiava de sua figura, e ele enrijeceu. Em silĂȘncio, vocĂȘ levou uma mĂŁo para a cintura fina coberta pela blusa branca e blazer preto, e apesar de nĂŁo ver o rosto dele, sabia pelo mover das costas e da cor da ponta das orelhas espreitando por entre os fios que Anjo tinha prendido a respiração e estava corado.
"Eu disse para nĂŁo me tocar. VocĂȘ vai morrer." Ele disse, baixo, fraco, quase implorando pelo tom para que vocĂȘ mantivesse a mĂŁo quente nele, deixando-o ao menos sentir um terço do que poderia ser seu toque.
"Não estou te tocando, estou tocando suas roupas." Apontou de modo astuto, resolvendo testar ainda mais as åguas, sem medo do que iria ocorrer pois finalmente tinha uma solução em mente.
"Pare com isso!" Anjo quase gritou, frustrado, mal se importando com a forma que a asa direita se dobrou dolorosamente pelo movimento abrupto dele e se sentou na grama, te olhando de maneira indignada.
"VocĂȘ sabe que demĂŽnio eu sou, sabe o que faço." Ele resmungou, olhando para a grama em derrota. Parecia tĂŁo deprimido e inexpressivo quanto o dia que foram apresentados. "VocĂȘ vai morrer se me tocar, nĂŁo desperdice sua vida comigo."
"NĂŁo me olhe assim." Murmurou, implorando para nĂŁo mais se sentir como estava sentido. Amar assim era demais para ele. "Eu nĂŁo aguento teu olhar."
"Ei, tĂĄ tudo bem." VocĂȘ sussurrou, mas manteve-se no lugar para nĂŁo deixĂĄ-lo ainda mais pertubado. "Eu nunca fui imprudente quanto a seu poder, Anjo, ou fui?"
"Estå sendo agora. Não faz isso." Acusou, segurando a grama verdinha com força e sujando as unhas numa tentativa de se manter composto.
"Espero conseguir fazer um contrato em breve. EntĂŁo os anos perdidos agora nĂŁo serĂŁo um problema." Ouvir isso era tudo o que ele precisava.
Alheio ao fato que ele poderia recusar seu contrato, Anjo se viu tĂŁo absorto nas emoçÔes que simplesmente se lançou em vocĂȘ e colidiu seus lĂĄbios, suspirando com o leve bater dos dentes pela falta de jeito; mas suas mĂŁos logo seguraram os longos fios ruivos da nuca do demĂŽnio e ajeitou a posição. As mĂŁos dele que estavam em seu braço voou para a frente de sua blusa, apertando-a com uma fome avassaladora enquanto era puxado para mais perto por vocĂȘ - ambos famintos um pelo outro.
Seus dedos na nuca faziam a pele arder, e nem mesmo a leve dor pelo seu aperto o tirava do torpor delicioso de ter sua lĂngua esfregando contra a dele. Foi tĂŁo bom, que foi surreal, pareceu um sonho, mas quando vocĂȘ puxou os cabelos dele para trĂĄs, forçando a separação do beijo e tirando de Anjo um gemido rouco e prolongado por ter os fios puxados enquanto mantinha a cabeça erguida para cima a fim de aliviar a tensĂŁo no couro cabeludo, ele sentiu uma pontada no estĂŽmago que sobrepujou o bater acelerado do coração.
Ambas as respiraçÔes estavam ofegantes, e os lĂĄbios vermelhos e maltratados. Toda a pele branquinha de Anjo estava pintada por um vermelho vibrante adorĂĄvel, e aquele olhar trĂȘmulo com pupilas dilatadas te encarando com devoção pura fez vocĂȘ estremecer. Largou as mĂŁos dos cabelos suavemente, ouvindo-o suspirar em saudade, mas foi rĂĄpida em envolver as mĂŁos ao redor do rapaz e o trazer para perto de si pela cintura, e nĂŁo houve objeção da parte do demĂŽnio extasiado quando ele se inclinou e apoiou o queixo em seu ombro, ainda respirando profundamente bem pertinho de sua orelha e inspirando seu cheiro como se fosse um completo viciado.
E entĂŁo vocĂȘ sorriu junto a ele, ambos felizes com essa oportunidade, e vocĂȘ honestamente desejando mais que tudo que o contrato desse certo. NĂŁo aguentaria se manter longe de Anjo, nĂŁo depois de sentir a necessidade dele grudar em sua pele.
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"SĂŁo esses humanos ridĂculos, eles parecem incapazes de entender o que sĂŁo comandos simples-!" Daki revirou os olhos, pulando do telhado para o chĂŁo terroso de um dos becos daquele distrito enquanto esperava pelo salto muito mais silencioso do irmĂŁo. "Por isso vĂŁo morrer feios e inĂșteis. NĂŁo sabem fazer escolhas boas." Continuou resmungando, perdendo a figura feminina mais a frente devido aos devaneios; mas Gyutaro notou e resmungou com a voz quebrada, chamando a atenção da irmĂŁ para o que ela tanto procuravaâ uma mulher, pelo que parecia. "Oh, veja sĂł aquela, acho que deixou cair alguma coisa. AĂ se recebe ajuda, grita e se contorce como um ratinho medroso." A platinada olhou para a figura feminina recolhendo algo do chĂŁo com nojo, apesar de colocar uma palma da mĂŁo nas costas do irmĂŁo mais velho e fazer uma leve pressĂŁo para frente. "VĂĄ lĂĄ ver a na escolha dela, tenho certeza que essa vai morrer rapidinho."
EntĂŁo sem muitas preocupaçÔes, e jĂĄ sabendo que a garota iria se desesperar assim que o visse e entĂŁo ele poderia matĂĄ-la, o de cabelos verde escuro se aproximou silenciosamente e se abaixou para recolher junto Ă moça â vocĂȘ â o que parecia ser acessĂłrios de cabelo.
"Nossa, muito obrigado, deixei alguns cair." VocĂȘ começou ao notar a mĂŁo extra ajudando, enfim se levantando para colocar as peças que recolheu na pequena cesta que deixou de lado e claro, para agradecer devidamente ao dono da mĂŁo de cor doentia a sua frente â mas mesmo pela cor nĂŁo saudĂĄvel, se surpreendeu quando deu de cara com um Oni, um estranho.
Olhos amarelos com Kanji de pupila, pele pĂĄlida e cinzenta, corpo alto e absurdamente magro, tanto que mal parece ter estĂŽmago e os ossos da bacia sĂŁo exageradamente proeminentes; vocĂȘ se viu hipnotizada pela figura estranha, e paralisada pelo inegĂĄvel fato dele ser um Oni. Mas esse demĂŽnio nĂŁo te respondeu, permaneceu quieto esperando uma reação, e isso a confundiu.
"Posso⊠Posso te tocar?" Perguntou, realmente analisando o ombro ossudo do rapaz que arregalou os olhos.
"Eh�" Resmungou, fazendo-a estremecer com o som errante da voz. Profunda, mas tão falha e pausada. Uma voz digna de um monstro, e isso atiça sua curiosidade.
"VocĂȘ parece que vai quebrar se eu tocar. Quero fazer o teste, se nĂŁo for incĂŽmodo." Tentou sorrir, o que provavelmente pareceu mais uma careta nervosa. Notou o homem olhando por cima do ombro suavemente antes dele voltar a encarar vocĂȘ rapidamente, e entĂŁo olhar para o prĂłprio corpo agora reto curiosamente. Como se notando o quĂŁo nĂŁo natural ele parece tĂŁo reto assim, o oni relaxou e voltou a se curvar. "Tudo bem se nĂŁo quiser, vocĂȘ sĂł parece⊠Instigante."
Ele ainda nĂŁo te atacou, mas nĂŁo significa que nĂŁo vai. Deveria correr, porque nĂŁo aproveitar?
"Não estou zoando. Mas acredite no que quiser, de toda forma agradeço a ajuda." Respondeu rapidamente, se abaixando para pegar a cesta ao seu lado, mas parando com a voz hesitante do demÎnio.
"Ela pareceu ver bem para mim." Daki jogou os cabelos pelos ombros, sorrindo com escĂĄrnio logo apĂłs. "Ă uma pena que ela nĂŁo era uma das minhas meninas, mas ainda serĂĄ fĂĄcil pegĂĄ-la para vocĂȘ, irmĂŁozĂŁo!" Daki bateu palminhas, animada com a ideia que tinha de presente ideal para o irmĂŁo.
E ao notar o que o irmã mais nova queria dizer, o demÎnio maior balançou a cabeça e deu tapinhas suaves no topo dos cabelos dela.
Daki estava ansiosa para fazer o irmão se sentir valorizado, e se isso significasse ameaçar uma outra mulher para ele ter uma fonte constante de apreciação, a tarefa seria fåcil! Mas quando foi à sua procura e finalmente encontrou seu cheiro, Daki descobriu que poderia ser feio de maneira ainda mais fåcil e muito mais passiva do que a base de ameaças.
"VocĂȘ vai poder viver comigo enquanto for concubina do meu irmĂŁo, e serĂĄ bem protegida. VocĂȘ dĂĄ pro gasto." Ela murmurou, olhando-a de cima a baixo enquanto vocĂȘ colocava uma roupa mais apresentĂĄvel, que nĂŁo fosse o pijama.
"Que melhor maneira de bajular um homem do que essa?" Ela imitou seu revirar de olhos, passando as unhas pela flor na bochecha com cuidado.
"VocĂȘ vai ver" bufou, subindo com ela na janela enquanto a oni a segura nos braços com um olhar desgostoso.
Ă pelo irmĂŁo dela, ela pensou. Vai valer a pena.
"Prefiro nĂŁo ver meu irmĂŁozĂŁo fazendo isso, nojenta." Daki grunhiu, firmando o aperto sobre sua cintura antes de olhar para a frente e ver por onde sairiam.
"Eu jĂĄ disse que nĂŁo vou fazer isso!" VocĂȘ bufou, mal se importando com o vento frio que lhe envolveu quando a garota pulou.
"EntĂŁo eu te mato."
"Ele quem te mimou assim?" Disse sem perceber, sentindo um frio no estĂŽmago logo apĂłs com a forma que a sobrancelha dela franziu em raiva.
"Eu nĂŁo sou mimada!" Daki guinchou, apertando-a tanto que doeu. "Eu sĂł nĂŁo te mato porque o Gyutaro gostou de vocĂȘ."
"Bom pra mim." Reclamou baixinho, o que fez Daki se irritar ainda mais internamente.
Mas nĂŁo demorou para as duas chegarem ao que vocĂȘ notou ser uma grande casa noturna, e quando a garota de deixou no parapeito da janela de um dos quartos â um muito escuro â seus nervos começaram a aflorar. Sem sabe se estĂĄ sozinha ali ou se foi deixada direto com o Oni Gyutaro, adentrou o cĂŽmodo lentamente, tentando adaptar a visĂŁo ao cĂŽmodo posto numa parte contrĂĄria a luz da lua. Seu coração deu um pulo ao notar duas orbes amareladas te encarando do canto da sala.
"EntĂŁo vocĂȘ tem problema de visĂŁo, estĂĄ explicado." Ele riu secamente, fazendo-a dar alguns passos para frente, cautelosamente se aproximando.
"NĂŁo, eu enxergo muito bem. SĂł nĂŁo consigo ver no escuro." Sorriu, estendendo a mĂŁo para a escuridĂŁo. "Vem pra eu ver seu rosto bonito." Chamou, como se chamasse por um cĂŁo assustado, e de alguma forma isso fez todo o corpo escondido nas sombras de Gyutaro tremer.
"Bonito, eu�" Grunhiu, recebendo um aceno suave de sua parte.
No fim, Gyutaro resolveu ficar quieto, mas vocĂȘ viu aqueles olhos brilhantes se movendo lentamente e entĂŁo sentiu algo roçar a ponta de seus dedos. Sem temer o que sabia ser a mĂŁo ossuda do Oni, envolveu seus dedos experimentalmente no dele, ouvindo o suspiro sĂŽfrego que saiu da escuridĂŁo com interesse.
"Fofo." Soltou sem pensar, recebendo um aperto na mão e um Gyutaro se lançando um pouco para frente.
"Te acho lindo assim, de qualquer jeito." Mencionou, se aproximando um passo e levando a mão livre para roçar os ossos proeminentes da cintura, ali onde a pele cinzenta estå manchada de preto.
EntĂŁo sob o luar platinado vocĂȘ deixou sua mĂŁo vagar pelos fios escuros do rapaz sentado no chĂŁo com a cabeça apoiada em vocĂȘ, desfazendo alguns poucos nĂłs antes de descer os dedos e traçar o caminho da coluna, sentindo os ossos proeminentes com cuidado. Gyutaro se moveu em seu colo, mas nĂŁo saiu exatamente do lugar, mais pareceu arquear as costas como um gato enquanto seu dedo desce de forma contĂnua, e entĂŁo o ouviu suspirar quando tirou a mĂŁo e voltou do inĂcio, refazendo todo o trajeto.
"Mas eu nĂŁo estou te julgando, sĂł estou apreciando o corpo bonito que vocĂȘ tem." Recebeu como resposta um grunhido lĂąnguido e satisfeito, e sorriu ao colocar toda a palma da mĂŁo nas costas do demĂŽnio e passar a ponta da unha sob a pele cinzenta com cuidado.
Uma breve olhada para a calça larga de Gyutaro mostra a tenda formada pela rigidez, e a facilidade com a qual ele tem uma ereção com a aparĂȘncia de seu corpo desnudo serviu seu ego de maneira satisfatĂłria. EntĂŁo ainda sorrindo suavemente, vocĂȘ segurou a bainha da calça com os quatro dedos e roçou com os dedos os ossos proeminentes da cintura do rapaz, vendo-o se torcer levemente com um toque tĂŁo pequeno quanto este.
"VocĂȘ sabe o que eu mais acho bonito em vocĂȘ, Gyu?" Perguntou, lentamente descendo a calça, provocando o garoto enquanto olha diretamente para o que em breve seria revelado.
"Nada�" Ele bufou, ansiosamente encarando suas açÔes entre a perna dele enquanto segura a necessidade gritante de se coçar.
"Sua carĂȘncia." Finalizou, observando a calça entortar o pau de Gyutaro para baixo antes de escapar e deixar o pĂȘnis pular para cima, jĂĄ com uma gota grossa de pre-semen acumulada na entrada da uretra.
Ser elogiado jĂĄ bastava para levar Gyutaro a excitação, mas ser tocado potencializa isso muito mais. O corpo estĂĄ queimando com a necessidade que percorre o pĂȘnis e ele precisa morder forte o lĂĄbio inferior para nĂŁo gemer com a sensação gostosa de seus beliscĂ”es nos mamilos. EstĂĄ sendo uma experiĂȘncia muito agradĂĄvel, que vocĂȘ optou por intensificar.
Ainda suavemente, como se temesse quebrar o Oni, levou uma das mĂŁos para baixo, acariciando as costelas proeminentes e o estĂŽmago absurdamente pequeno do rapaz antes de se colocar um pouco pro lado e dar espaço a sua mĂŁo para chegar no pĂȘnis de Gyutaro, que arregalou os olhos e suspirou surpreso ao sentir seus dedos rodeando o eixo rĂgido. VocĂȘ sentiu uma gota grossa dele escorrendo da cabeça e se acumulando em seu dedĂŁo, sentiu o sangue correndo por baixo das veias grossas, sentiu as saliĂȘncias como bolinhas por todo o pau, e adorou a sensação engraçada de quando desceu a palma lentamente â se perguntou como seria sentir tudo isso em sua boceta.
"H-hah, que sorte a minhaâŠ" Gyutaro resmungou, tirando sangue do lĂĄbio com a força que se mordeu para aguentar o prazer que seu calor lhe trazia.
Pressionou os peitos no lado do tĂłrax dele e aproximou o rosto o melhor possĂvel do maior sem interromper o ritmo mediano da punheta, sorrindo com carinho para o Oni que respirava de modo instĂĄvel. Quis vĂȘ-lo desmoronar, entĂŁo aumentou o ritmo que movia o punho e mais do que de imediato ouviu Gyutaro engasgar e tremer, movendo a cintura absurdamente fina em sua direção como se estivesse tendo espasmos.
"M-muito- bom, bom demais!" O esverdeado gaguejou, fincando as unhas no couro cabeludo o bastante para penetrar a prĂłpria pele enquanto o quadril treme de encontro a sua mĂŁo e torna o estĂmulo no pau monstruoso ainda mais delicioso.
"VocĂȘ fica tĂŁo bonito assim." Murmurou para o Oni, sentindo a boceta latejar com a mera visĂŁo do rosto cinzento se avermelhando e dos olhos amarelados se revirando.
Ter o corpo ossudo dele tremendo contra o seu encheu seu peito de realização. Foi bom.
"Fi-fico? Eu fico?" Gyutaro ofegou, arranhado a cabeça; sĂł nĂŁo sangrou devido a sua regeneração demonĂaca atuando mais do que de imediato nos cortes que ele mesmo causava, incapaz de se manter contido com o prazer que sente e evitando ao mĂĄximo machucar vocĂȘ, uma humana.
"Sim, eu nunca menti para vocĂȘ, menti?" Questionou, levando o rosto para ainda mais perto do rapaz ao ignorar a dor do pulso.
"Oh, sim, sim. Eu quero isso." Gyutaro sentiu os olhos arderem com a força que estava segurando o orgasmo, e mais uma vez coçou o crĂąnio com força o bastante para rasgar e regenerar a pele repetidamente enquanto fechava os olhos com força. "Me dĂȘ isso. Me dĂȘ." Ele pediu, fazendo-a rir baixinho antes de passar os dentes pela pele acinzentada.
"Te dei o suficiente, Gyu?" Murmurou ao retirar o dente do rapaz, que ainda ofegante fincou as unhas em sua pele - com cuidado, nĂŁo o suficiente para fazer sangrar, apenas o bastante para ele sentir que possuĂ algum apoio conforme a mente nebulosa corre em lugares confusos com o orgasmo que acabou de ter.
O coitado parece tĂŁo carente, tĂŁo disposto a te dar tudo o que vocĂȘ quer. Sorrindo com malĂcia, vocĂȘ começou a se ajeitar acima do Oni, indo para trĂĄs de modo a sentar nas coxas dele - ignorando o gemido manhoso quando Gyutaro notou que teria de tirar as mĂŁos de vocĂȘ -, logo atrĂĄs do pau duro apontando para o umbigo, e fez questĂŁo de pressionar a boceta coberta na coxa farta do demĂŽnio para ele sentir a umidade que cobre sua calcinha.
"A-ah, merda-" Gyutaro praguejou, fechando os olhos novamente ao sentir outro tapa no pau. Ele gritou seu nome, mas não foi contra a ação. Ele gostou tanto que nos poucos segundos de intervalo entre o tapa, o rapaz estava movendo o quadril para cima, desesperado por mais contato.
Viu o fio semi transparente unindo o pau do rapaz e sua barriga, aparecendo e sumindo conforme vocĂȘ bate forçadamente o pĂȘnis dele em vocĂȘ. Lambendo os lĂĄbios em satisfação voltou a olhar para o Oni com as orbes com escritas literalmente tremendo, apreciando o rosto suado e vermelho ao parar de bater o pĂȘnis texturizado contra vocĂȘ para mais uma vez tapeĂĄ-lo. Gyutaro jĂĄ se sentia sensĂvel outra vez, desesperado para se segurar em algo, gritar, que seja. SĂł nĂŁo conseguia aguentar esse prazer doloroso, e por isso deixou a lĂngua para fora como um cachorro cansado, incapaz de segurar-lĂĄ dentro da boca
"N-não assim! Vou babar, vou babar muito, não consigo--" ele gritou incoerentemente, balançando a cabeça de modo que os fios grossos em tons de preto e verde balançassem no fuuton abaixo de ambos. Sua boceta latejou com o quão bagunçado estava o demÎnio, e seu sorriso aumentou ainda mais.
"A-ahn, [Nome]..." Gyutaro choramingou, lambendo parte da saliva que escorreu pela bochecha com a lĂngua consideravelmente longa enquanto pisca lentamente.
Sua voz falhou ligeiramente com a intrusĂŁo, e para se recuperar vocĂȘ foi rĂĄpida em levar a mĂŁo de volta para cima e segurar-se com força no ombro do maior, que fechou os olhos e gemeu acima de vocĂȘ. Gyutaro simplesmente nĂŁo conseguiu se controlar, entĂŁo se forçou para dentro de uma sĂł vez, tremendo com seu calor quase derretendo o pau de uma sĂł vez.
"Seja bom para mim, menino bonito, fode minha boceta como sĂł esse pau Ășnico e gostoso consegue." Sussurrou contra o maxilar dele, lentamente envolvendo a mĂŁo no pescoço esticado do rapaz e fazendo uma leve pressĂŁo para cima.
"Ngh, vou te foder bem. Vou ser bonito." Gyutaro resmungou, elevando a cabeça como vocĂȘ silenciosamente pediu enquanto começa a lhe dar estocadas mais firmes e constantes.
"Isso, demÎnio lindo. Perfeito, tão, tão maravilhoso." Sorriu fracamente, mal aguentando a sensação muito diferente do pau deformado do garoto massageando-a por dentro.
Sentir os ossos da coluna dele contra sua palma e os do quadril contra os seus era uma sensação quase inebriante enquanto os barulhos molhados de sexo e os gemido dele se tornam tudo que vocĂȘ pode ouvir. Seu aperto na garganta do Oni aumentou conforme o latejar de seu clitĂłris, e isso fez Gyu por a lĂngua para fora e ofegar, desesperado para puxar um pouco mais de ar conforme mete o pau necessitado em sua boceta encharcada como um cachorro no cio.
"Meu lindo..." vocĂȘ ofegou, rindo sem fĂŽlego com a sensação de duas lĂĄgrimas pingando em seu ombro enquanto Gyutaro choraminga seu nome e pede por mais.
VocĂȘ sentiu o peito do Oni subir e descer contra o seu, tal como o pau dele contrair em sua boceta enquanto lentamente amolecia. Deu esse tempo para ambos recuperarem o fĂŽlego, lentamente envolvendo as costas dele com os braços para acariciar os ossos proeminentes com os dedos com carinho. Ouviu o rapaz resmungar em apreciação, e sorriu com cuidado. A ardĂȘncia em sua virilha começou a incomodar conforme saia do estado libidinoso, mas se viu aguentando firme quando Gyutaro levantou levemente a cabeça e encarou seus olhos com admiração pura. Nem mesmo a sensação melada em seu estĂŽmago e braço a incomodou com esse olhar devoto.
"... O que foi?" VocĂȘ arqueou uma sobrancelha para a Oni platinada em sua janela, esta que tinha um sorriso tĂŁo grande e sinistro que quase deixava o rosto bonito dela menos atrativo.
"Meu irmĂŁozĂŁo nem quis se esconder em mim esses dias." O sorriso se alargou. "E ele nĂŁo parou de falar de vocĂȘ por um segundo sequer. Ă irritante." Ela reclamou, mas nĂŁo parou de sorrir.
"Mentir sĂł deixa vocĂȘs humanos ainda mais feios." Ela revirou os olhos, mas estava irradiando felicidade.
Talvez porque apesar de ser tĂŁo egoĂsta, ela de fato goste do irmĂŁo e esteja feliz com a felicidade dele. E saber que Gyutaro estĂĄ tĂŁo feliz apĂłs o progresso Ăntimo dos dois fez seu peito aquecer.
SINOPSE â Ele estava apaixonado e completamente baqueado por seus cuidados; e mesmo que se sentisse uma aberração pelos pensamentos indevidos, tentaria estar com vocĂȘ.
Ele sabia que estava apaixonado, afinal, quem não saberia? O batimento cardiaco acelerado, o calor que sente sob sua presença, o acolhedor sentimento de pertencer a um lugar sente ao seu lado. Todos os indicadores de paixão apitando ao måximo.
"Aqui, Megumi." VocĂȘ se aproxima do feiticeiro docemente, se ajoelha no chĂŁo e senta nas prĂłprias coxas de frente para ele com o prato em mĂŁos.
O maior havia chego de um exorcismo agora pouco e parecia surrado. VocĂȘ fez o que pĂŽde ao limpar o sangue de Fushiguro e agora estava sentada nos corredores junto a ele, dando-o de comer.
"Oh... Não precisa, eu não estou tão ruim." Ele murmurou, estendendo o braço lentamente para pegar o prato.
"Nah, ah, ah! VocĂȘ quem nĂŁo precisa se esforçar, principalmente acabado desse jeito. Deixa eu cuidar de vocĂȘ, Megumi." Sorri, levando um pouco da comida para mais prĂłximo da boca do de olhos azul escuro. Olhos esses que encaram-na com um brilho caloroso.
"Tem o mesmo sabor do verde, eu juro." VocĂȘ sorri nervosamente, sabendo que Fushiguro nĂŁo gosta.
"Ă horrĂvel."
"Mas vocĂȘ tem que comer, Megumi. Pra ficar fortinho!" Diz, balançando os hashis um pouquinho de forma infantil, pouco afetada pela cara de nojo que o maior lhe enviou. "Diga "aaah"."
"Aaah." Megumi nĂŁo hesita ao abrir a boca, mal te olhando ao mastigar a comida lentamente. Seu olhar divertido e sorriso brincalhĂŁo o fizeram querer sumir.
Mas acima disso, querer te beijar.
"Aproveitando..." VocĂȘ começou, sorrindo para o maior. "Te contei que vou para Kyoto semana que vem?"
"NĂŁo." Megumi resmungou, engolindo a comida a contragosto. "Vai fazer o que?"
"O Kamo? Que vocĂȘ viveu conversando no Ășltimo evento?" Megumi franziu o cenho, abrindo a boca enquanto vocĂȘ estendia mais comida.
"Ele mesmo." VocĂȘ sorriu como se nĂŁo fosse nada. E realmente nĂŁo era, mas o peito de Fushiguro ainda assim se apertou com a mera lembrança do dia.
VocĂȘ passou muito tempo conversando com o Kamo e honestamente, Megumi havia se sentido excluĂdo quando ia puxar assunto apenas para ver que Noritoshi tinha mais em comum com vocĂȘ do que ele. Foi frustrante, angustiante e irritante. Megumi se sentiu uma criança mimada necessitando ter a atenção da mĂŁe.
"Entendo..." Fushiguro suspirou, desviando o olhar de vocĂȘ teimosamente.
"Megumi, a comida." Ele apenas acenou, abrindo a boca e esperando vocĂȘ o alimentar.
Megumi estava distante desde que disse na semana passada que sairia numa viagem para Kyoto. Ao descobrir que seria por pelo menos trĂȘs semanas ele piorou, e por mais que sempre procurasse por vocĂȘ, ele nĂŁo mais levava as conversas para frente. Mas enquanto ajeita as coisas no carro do tĂĄxista, a Ășltima coisa que esperou ouvir dele foi isso.
"Eu estou apaixonado por vocĂȘ." Repete, dessa vez levemente mais alto. Seu coração disparou com a confirmação, e a cara envergonhada de cenho franzido e virada para a rua de Fushiguro fez com que vocĂȘ cruzasse os braços logo apĂłs fechar o capĂŽ do carro, levemente aborrecida
"Tudo bem se nĂŁo sentir o mesmo." O maior suspirou, levando a mĂŁo dominante para a nuca e baixando o olhar completamente constrangido, sentindo o peito apertar dolorosamente.
"Oh..." Fushiguro arregala os olhos, mal conseguindo conter o sorriso pequeno, mas alegre, que o contrai os lĂĄbios. "Eu sĂł.. Fiquei lembrando do quĂŁo perto Noritoshi e vocĂȘ ficaram quando eles vieram. Eu pensei que se vocĂȘ fosse para lĂĄ e possivelmente se apaixonasse eu deveria... Ao menos dizer o que sinto antes, eu acho." Ele terminou, dando de ombros como se nĂŁo fosse nada. Mas o rubor sutil e os olhos procurando qualquer coisa que nĂŁo vocĂȘ para focar denunciou o quĂŁo incomodado Fushiguro realmente estava com o assunto.
"E-eu... Vou me certificar disso." Ele sussurrou, ainda bobo e desacreditado com o ocorrido, vendo-a se afastar e voltar para o carro, abrindo a porta e dando uma Ășltima piscadela antes de se sentar.
Essa mensagem foi o que deixou Fushiguro nervoso. Ele jĂĄ havia planejado como se confessar corretamente a uma semana inteira, tinha tudo preparado e estava tranquilo, apenas esperando vocĂȘ voltar para pĂŽr em prĂĄtica. Mas quando recebeu sua mensagem, toda a confiança foi por ĂĄgua abaixo.
Talvez menos flores. Talvez o chocolate quente seja muito infantil decorado com chantilly e granulado colorido. Talvez vocĂȘ nĂŁo queira passar a noite com ele e assistir filmes.
Mas estava tudo feito e jĂĄ eram sete horas. Megumi estava levando a pequena bandeja com pipoca e chocolate para o dormitĂłrio dele de mĂŁos trĂȘmulas. Quando entrou, ele arrumou um espaço entre as rosas e velas na escrivaninha e se sentou na cama, pegando o celular e digitando nervosamente.
"Venha pro meu quarto
quando chegar"
Se passaram entĂŁo alguns minutos, talvez quinze. Foi quando ele ouviu uma batida suave na porta e rapidamente se levantou, indo abri-la na esperança de ser vocĂȘ. E era.
Os dois ficaram alguns segundos se encarando, Megumi nervoso demais para fazer algo e vocĂȘ olhando-o com um sorriso feliz, esperando que ele fizesse algo.
"Megumi, nĂŁo vou nem poder entrar?" Questionou-o de forma brincalhona.
"Ah, claro. Por favor..." O maior deu espaço para vocĂȘ entrar, fechando a porta assim que vocĂȘ se aventurou para o meio do quarto.
"Ficou ruim? Ă de Ășltima hora, mas posso te levar pra jantar." Megumi se apressou em dizer, ainda estĂĄtico na frente da porta. Seria mentira se dissesse que a ideia dos esforços dele nĂŁo serem de seu agrado nĂŁo o havia magoado.
"Tudo bem." VocĂȘ colocou a mĂŁo dominante no peito do maior, que estava vestido com roupas confortĂĄveis â Blusa de manga longa azul escuro e calça moletom preta â, e fez um pouco de pressĂŁo, incitando-o a se deitar atravessado na cama.
"Megumi." VocĂȘ o interrompe, pressionando a parte inferior do corpo no dele e colocando sua cabeça na curva do pescoço. Sorriu ao notar a forma qual ele engoliu nervosamente. "Se declara pra mim."
"Euâ" Murmurou, jĂĄ sentindo o sangue correr pelo corpo. Novamente vocĂȘ tinha feito o coração de Megumi pular pela garganta. Parte dele queria pedir para apenas assistirem televisĂŁo, ele entendeu bem para onde isso estava indo e teve medo. A outra parte, a maior dele, queria simplesmente te beijar e se perder em vocĂȘ agora mesmo, sem ligar para as prĂłprias anormalidades. "Eu nĂŁo sou bom nisso..." Resmunga, sĂŽfrego, jĂĄ tendo esquecido o que tanto demorou a decorar.
"Vamos, Gumi." VocĂȘ pede, beijando o pescoço dele suavemente. O apelido fez o estĂŽmago do maior se contorcer e ele suspirou nervosamente uma outra vez.
"Ouvir isso me deixa tĂŁo feliz! Adoraria ser sua namorada, Megumi." Respondeu alegremente, subindo o corpo apenas o suficiente para pressionar seus lĂĄbios nos de Megumi, que ainda nervoso, ficou parado no lugar de olhos fortemente fechados. "Ei, relaxa. Quer parar?"
"T-tå bom." Ele engoliu em seco, inclinando o rosto em direção ao seu lentamente de forma que seus selinhos se aproximasse dos låbios secos e necessitados.
Sentindo-a se ajustar levemente acima dele, Megumi choramingou. O coração de ambos batem em sincronia, tão råpido que parecem estar cheios de adrenalina.
"Mam-aaah!" Fushiguro suspira assim que vocĂȘ se afasta do beijo, tremendo momentĂąneamente com o aperto firme que vocĂȘ deu ao mamilo esquerdo. Ele morde a lĂngua que ainda formiga devido ao beijo, tentando se recompor e repreendendo-se metalmente pelo quase deslize.
Mas olhando para seu rosto levemente rosado, seu sorriso acolhedor e seus olhos [Cor] transmitindo tanto calor, ele sentiu-se quebrar.
Como diabos ele deveria suprimir a vontade enojante de chamĂĄ-la por algo tĂŁo vulgar assim com vocĂȘ olhando-o de tal maneira?
"Gumi, posso tirar suas roupas?" Com vocĂȘ perguntando-o tĂŁo docemente, tratando isso com tanto cuidado. Megumi se esforçou ao mĂĄximo para responder, mas jĂĄ nĂŁo confiava mais na prĂłpria boca. Ele apenas acenou, desviando o olhar timidamente com um suspiro trĂȘmulo.
VocĂȘ riu baixinho, se inclinando para beijar a bochecha de Fushiguro enquanto sobe cuidadosamente a blusa. Ele tira as mĂŁos de vocĂȘ e ergue os braços, permitindo que vocĂȘ deslize a blusa para fora e jogue-a num canto qualquer.
A seguir, vocĂȘ desce as mĂŁos pelo estĂŽmago levemente bem definido do maior, roçando sua bunda na ereção perceptĂvel ao mover o corpo para baixo a fim de tirar as calças, recebendo um gemido baixo e contido de Megumi, que rapidamente levou uma mĂŁo para a boca, tentando abafar qualquer outro som.
"NĂŁo seja um menino rude." Sua fala o faz estremecer e a garganta se fechar. Ă como se a mente dele estivesse se esvaindo cada vez mais naquele desejo que normalmente fica obscurecido, e cada fala e ação sua que remete a tal apenas o faz cair mais e mais fundo na prĂłpria consciĂȘncia anormal.
Megumi estĂĄ com medo de nĂŁo se segurar, de deixar tudo sair, mas nĂŁo quer parar de jeito nenhum.
"Desculpe." Ele suspirou, se sentando na cama e ficando de frente para seu corpo erguido. Megumi tremeu com a visĂŁo de seus seios tĂŁo prĂłximos da face ruborizada.
"TĂŽ sĂł brincando, Gumi. Pode relaxar comigo, sou sua namorado agora, nĂŁo sou?" VocĂȘ murmura docemente, indo para mais perto dele e acariciando os cabelos espetados suavemente.
"Eu vou tentar." Mesmo tendo respondido isso, ele temeu que se relaxasse demais deixaria escapar alguma coisa imprĂłpria. Mas com vocĂȘ pressionando a cabeça dele para frente cuidadosamente, em direção ao seu peito, a mente dele começou a pipocar novamente.
Fushiguro começa a se embebedar das sensaçÔes, permitindo-se mergulhar fundo no momento enquanto brinca com seu seio esquerdo. Logo vocĂȘ sobe o joelho direito e roça contra o pĂȘnis necessitado de Megumi, que geme contra seu peito. O tremor vindo diretamente da garganta a faz suspirar, puxando a cabeça de Fushiguro para ainda mais perto enquanto pressiona o joelho entre a base e as bolas, começando a mover lentamente, mas com força moderada.
"Existem vĂĄrias zonas erĂłgenas, sabe. Eu gostaria de te mostrar todas as minhas ĂĄreas sensĂveis, Gumi, mas eu estou tĂŁo ansiosa. " VocĂȘ brinca, virando o rosto de Megumi para vocĂȘ novamente e roubando-lhe um selinho.
"VocĂȘ parece bem menos do que eu." Diz, suspirando pesarosamente.
"Jura? Posso ser muito pior." Sua brincadeira nada inocente faz o estĂŽmago de Megumi se apertar e o pau fisgar dolorosamente outra vez, mas ele reprime as emoçÔes e nĂŁo as deixa transparecer. O xamĂŁ, jĂĄ ajoelhado acima de vocĂȘ, observa atentamente seu rosto malicioso e o desenrolar de seus planos. "Gumi, segura aqui..." VocĂȘ começa, erguendo as pernas no ar e deixando-as bem fechadas. A respiração do maior engatou, afinal, com as pernas levantadas assim sua boceta e bunda se tornam muito mais visĂveis.
"Coloca no meio das minhas coxas, rente a minha boceta, e se mova como quiser, por favor."
"O-o que?" Ele engasga, olhando para baixo e vendo seus lĂĄbios vaginais, tal como a cabeça do pĂȘnis logo atrĂĄs. Megumi estremeceu, o coração disparou ainda mais novamente, e a respiração se tornou instĂĄvel. "Mas vocĂȘ nĂŁo vai... Sentir prazer assim." Ele franziu o cenho, se esforçando para controlar os quadris. Mas evitar fazer movimentos se mostrou impossĂvel com o quĂŁo excitado e impaciente ele estava.
Fushiguro grunhi baixinho, movendo os quadris a uma velocidade lenta. Apesar de sua pele seca dificultar o deslize, conforme ele repete isso acaba se tornando mais fåcil, desde que ele mesmo estå pingando de excitação. E quando o pau desliza quase naturalmente entre suas pernas, Megumi aumenta a velocidade e pressiona a testa em sua panturrilha.
"Ă-e tĂŁo bom...!"
"Pode ficar melhor, Megumi." VocĂȘ murmura, apertando ainda mas as coxas. "TrĂĄs minhas pernas mais para baixo, Megumi"
"M-mas..." Ele se esforça para dizer, engasgado com a sensação nova e prazerosa de ter o pĂȘnis envolvido completamente por algo tĂŁo macio. Megumi nĂŁo queria te machucar fazendo sua perna se esticar mais que o possĂvel.
"NĂŁo tĂŽ pedindo." VocĂȘ diz, rĂspida, e tal tom faz com que o maior estremeça. Ele faz como dito, se inclinando sobre suas pernas de forma que elas quase tocassem seus peitos. O novo Ăąngulo deu a Megumi a chance de deslizar bem rente a sua boceta, fazendo-o choramingar de prazer ao notĂĄ-la Ășmida, deslizante, quente, convidativa. Ele quis entrar ali. "I-isso, bem no meu clitĂłris, Gumi." VocĂȘ resmunga, mordendo o lĂĄbio inferior com o estĂmulo contĂnuo no montinho de nervos.
"Não queria sujar a mamãe? " Pergunta, soltando os lençóis para juntar suas mãos nas de Fushiguro que ainda estão suspensas no ar, dando a ele um aperto reconfortante.
E isso porque nada mais fez do que dizer uma palavrinha. Ver que ele se sente tĂŁo mal com algo tĂŁo simples fez seu coração doer. E se Megumi deseja uma mĂŁe, se ele deseja ser cuidado, vocĂȘ estĂĄ mais do que disposta a dar isso a ele.
Sem dizer uma palavra, Megumi levanta a cabeça e olha para seus olhos [Cor] em choque, desacreditado que vocĂȘ continue insistindo no assunto. A dor suave que se seguiu no pĂȘnis devido a vocĂȘ dando a ele uma punheta foi o que deu a Megumi forças para parar de se lamentar e deixar o aperto doloroso no peito de lado.
"N-nĂŁo, tĂĄ sensĂvel ainda." Ele resmunga, mordendo o lĂĄbio inferior. VocĂȘ nĂŁo para e acelera a velocidade do punho, olhando-o fixamente. Fushiguro tenta desviar o olhar, envergonhado demais com toda a situação, mas ele se vĂȘ preso em seu sorriso.
"A mamãe vai ficar triste assim, Gumi." Diz, lambendo os låbios. "Jå perdeu todo o apreço que tinha antes, para voltar pro meu nome?"
"N-nĂŁo, desculpa. Ă que- arg! DĂłi, [Nome]!" Ele choraminga, ajeitando o corpo de forma a se esticar e colocar com cansaço a testa na sua. Mas o movimento nĂŁo a incomodou e sua mĂŁo continuou a subir e descer o pau levemente endurecido de Megumi sem dĂł nenhuma. Sabe pelo rosto vermelho vibrante e os lĂĄbios trĂȘmulos que apesar da dor, ele gosta.
"Diz, entĂŁo. Diz pra mim, Gumi." Sua voz sussurrante o faz gemer baixinho, abrindo os lĂĄbios num desejo silencioso de ser beijado.
"Ma-... Uhn.... MamĂŁe..." Ele franze o cenho e fecha os olhos, com vergonha demais para olhar em seus olhos.
"Si-sim, mamĂŁe..." Choramingou, apertando a mĂŁo que segura a sua ainda mais, quase a ponto de doer. Megumi nĂŁo entendeu o porquĂȘ dizer essa palavra o fazia sentir-se tĂŁo estranho.
Arfando, Fushiguro move o quadril de leve e se deleita com a punheta.
"VocĂȘ pode colocar dentro se quiser, Gumi. Deixe a mamĂŁe tirar sua tristeza daĂ~" VocĂȘ murmura docemente, nem mesmo dando tempo de Megumi raciocinar ou responder quando levou os lĂĄbios aos dele com gentileza, mas definitivamente sem inocĂȘncia.
EstĂĄ quente, tĂŁo quente. Parece suga-lo para dentro, parece ser o lugar ideal para se estar.
E com vocĂȘ sugando a lĂngua dele eroticamente, enfiando o pau ansioso cada vez mais para dentro, sem tirar o aperto firme e seguro da mĂŁo esquerda que o mantinha sĂŁo, Megumi entendeu.
O beijo parecia nĂŁo ter fim, vocĂȘ continuava a sugar-lhe e dar a ele a oportunidade de inspirar pelo nariz, mas com dificuldade. Os choramingos dele e seus gemidos contidos traziam vibraçÔes agradĂĄveis ao beijo, e junto aos sons molhados do pau dele te penetrando... Megumi logo se viu movendo o quadril a uma velocidade alucinante, incapaz de se manter no beijo.
"Ma-mamĂŁe... Porra!" Praguejou logo apĂłs puxar a cabeça para trĂĄs, nĂŁo aguentando o combo. Ele estava se movendo tĂŁo rĂĄpido que manter a respiração estĂĄvel se tornou algo impossĂvel, suas paredes internas o apertam tĂŁo deliciosamente que manter a cabeça funcionando parece mais difĂcil do que exorcizar uma maldição grau um, ou especial. "O-obrigado mamĂŁe! A-ah!"
Ă demais, e para intensificar isso, vocĂȘ envolve as pernas atrĂĄs de Fushiguro, dando acesso a uma parte mais profunda de vocĂȘ. Ele ofega, como vocĂȘ, ao bater contra o colo do Ăștero.
VocĂȘ desce a mĂŁo dos cabelos e firma as unhas nas costas alvas do maior, arranhando-o e mordendo o pescoço exposto ao mesmo tempo.