Bolo de vó no sítio novo
RMH

oozey mess
EXPECTATIONS
Monterey Bay Aquarium
ojovivo

Kiana Khansmith
Doug Jones
art blog(derogatory)
Sade Olutola
d e v o n

blake kathryn

ellievsbear
KIROKAZE

hello vonnie

Love Begins

gracie abrams

roma★
🩵 avery cochrane 🩵
seen from Estonia
seen from China

seen from United States
seen from France

seen from United States
seen from Sweden

seen from Philippines
seen from Malaysia

seen from United States
seen from Poland

seen from Lithuania

seen from Colombia

seen from Canada
seen from Vietnam

seen from Saudi Arabia
seen from Netherlands
seen from United Kingdom

seen from Portugal
seen from United States
seen from United Kingdom
@101bolos
Bolo de vó no sítio novo

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
#046 Bolo de Lavanda da Prima - Brunch de Domingo
Recebi essa receita via Whatsapp da minha prima, Mariana Marshall, num papo sem compromisso. Assim como quem conta a maior trivialidade ela me vem com essa:
"Ah, eu tinha umas lavandinhas que estavam para murchar então resolvi fazer um bolo pra aproveitar. "
Ela me ensinou da maneira mais profissa, cheia de medições, tantos gramas disso, a infusão de talz, reservar, redução e mais outras coisas que deixam as receitas com cara de mais difíceis e assim ainda mais raras e curiosas.
Traduzi pra linguagem de quem, assim como eu, não é muito chegado a balanças (nem as de ingredientes e nem as de pessoas).
Então, aqui vai:
4 colheres de lavanda 3/4 de um tablete de manteiga 3/4 de xícara de farinha de trigo 3/4 de xícara de açúcar de confeiteiro 3 ovos 3 colheres de açúcar mascavo 2 colheres de mel 2 colheres de fermento
Derreter a manteiga com o mel e a lavanda até dourar.
Filtrar ou coar (eu nao tinha coador, dae usei um infusor de chá). Fica uma cor linda. Reservar.
Na batedeira colocar os ovos e aos poucos, o açúcar de confeiteiro, a farinha, o açúcar mascavo, o fermento e o mel da lavanda.
Levar ao forno pré-aquecido a 180° C e assar por 40 minutos.
Dps polvilhar com açúcar de confeiteiro para decorar.
O cheiro na cozinha ficou maravilhoso e o bolo ficou fofinho e delicado.
Como eu esperava o povo do brunch ficou curioso com o nome lindo do bolo e deliciado com o gostinho suave.
#34 Brownie com Castanhas-do-Pará, ou receitas m uma carta
Eis que um belo dia, ao conferir minha caixa de correio, ao invés de encontrar apenas contas e propagandas, encontrei uma carta.
Uma carta!!!
Com tantos emails diários, tantas mensagens, sms e um monte de outros contatos digitais, finalmente estou recebendo uma mensagem no papel, com letra e cuidado.
A Anete, amiga de minha mãe de longa data, resolveu me mandar algumas de suas receitas mais gostosas e dentre elas a que mais me apeteceu foi a primeira que testei, um brownie sensacional que acabou sendo a minha contribuição para um jantar delícia entre amigos.
A receita é enorme!
5 xícaras de açúcar
3 xícaras de farinha
8 (!!!!) ovos
400g de manteiga
200g de achocolatado
170 gramas de chocolate meio amargo
200g de castanhas-do-Pará
Derreta a manteiga e o chocolate (pode ser no microondas) e adicione os ovos (atenção para misturar bem direitinho).
Pique as castanhas.
Misture numa tijela todos os ingredientes secos: farinha, açúcar, achocolatado, castanhas.
Misture gradualmente o chocolate, manteiga e ovos, até formar uma pasta homogênea (ela vai ficar meio líquida, mas é assim mesmo).
Em uma forma retangulare grande, preparada com papel manteiga (untada por cima e por baixo do papel) despeje a mistura e asse pro 35 minutos.
Depois disso retire do forno, espere esfriar e corte em tijolos de delícia.
:)
#33 Bolo de chocolate e morangos ou a volta do Julio
O Júlio é daqueles amigos que não tem explicação como a gente gosta tão rápido, simplesmente bate o olho e fica amigo. E foi assim que aconteceu, fui à Bahia há muitos anos dar uma palestra e resolvi testar o Couch Surfing, uma rede social em que as pessoas se dispõem a oferecer um lugar em suas casas para viajantes de todo mundo e assim viajam um pouquinho a cada pessoa de fora que conhecem.
Foi apenas um final de semana para nossa longa amizade começar.
Ficamos tantos anos longe, mas sempre com o mesmo carinho.
Pois não é que um dia qualquer descubro que meu amigo também é um desterrado em São Paulo?
Combinamos um reecontro e a pedido fiz um bolo de chocolate com morangos.
Aqui vai a receita:
1 xícara de chocolate em pó
2 xícaras de farinha
2 xícaras de açúcar
1 xícara de água quente
3/4 de xícara de óleo
3 ovos
1 colher de sopa de fermento em pó
Manteiga e farinha para untar.
Misture tudo e leve por 30 minutos ao forno.
Importante sempre lembrar: Faça as claras em neve e misture à massa só no fim, isso vai garantir a fofisse do bolo. Unte sempre com manteigae farinha, depois fica mais fácil de tirar o bolo da forma.
Depois de assado, coloque a calda de morango e a a de chocolate, você pode decorar com morangos também. Eu coloquei a calda de morango como se fosse um recheio. Fica mara!
Calda de Morango
300 gramas de geleia de morango
1 xícara de agua
1 xícara de açúcar de confeiteiro
250g de Morangos frescos
Ferver e fazer uma redução da geleia com agua. Adicionar o açúcar e ferver os morangos no fim.
Calda de Chocolate
1 xícara de cacau em pó
1 xícara de leite
2 xícaras de açúcar
1 xicara de água
1 colher de cafezinho de essencia de baunilha
300g de chocolate meio amargo
1 lata de leite condensado
#32 Bolo de Liquidificador da Maria - ou o dia em que fiquei mais gostoso
Well, well...
Tanto falei no meu projeto de bolos para amigos, vizinhos e clientes que tive que provar como ele funcionaria na prática, em uma reunião com clientes da agência.
Então, para garantir o sucesso da operação apelei para a receita da Maria que já publiquei, mas é um hit, um sucesso absoluto e pleno, o triunfo absoluto do bolo de cenoura e que você encontra aqui, descrito com as palavras do chefe da Maria, o meu querido amigo Henrique.
Na noite anterior à reunião, peguei meus apetrechos e fui pra cozinha.
Bolo feito, bolo lindo, bolo decorado, era só esperar a manhã seguinte para levar à reunião.
O dia amanheceu um pouco frio e ensolarado e a cozinha nos recebia com uma luz brilhante e cristalina, colocando em foco o bolo cheiroso.
A cobertura de chocolate estava linda brilhava com textura de veludo. Fiz questão de colocar um moooonte, pois assim é uma quase garantia de sucesso no caso do bolo não sair espetacular.
Macedo e eu chamamos o táxi e eu levei meu quitute de moço prendado no táxi, num prato com pedestal, no meu colo. Com todo o cuidado, tapei o bolo, ajeitei o prato e partimos.
No caminho, senti que algo estava meio estranho....
um cheiro de chocolate e uma sensação de estar molhado. Minhas pernas estavam pegajosas.
Levantei o pano e entendi o que havia acontecido: uma boa parte da calda estava nas minhas calças e no banco do táxi.
Fiquei em um dilema: voltar pra casa, me trocar e me atrasar muuuuito para a reunião com chance de perdie-la ou ir com uma mancha marrom gigante entre as pernas, causando uma impressão bem menos agradável do que o gosto de chocolate da calda que impregnava o jeans e cobria o bolo.
Fiquei com a segunda opção.
Entrei na sala de reuniões com meu lindo bolo, coberto de calda, eu e ele.
E antes de meus clientes pensarem em qualquer situação escatológica, já avisei que nunca na minha vida tinha estado, literalmente, tão gostoso.

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
#31 Bolo de Banana com Caramelo de Canela
Passaram-se mais de dois meses desde o último bolo que fiz.
Fiquei sem vontade de escrever, com medo de me expor mais e demais.
Se eu não for sincero não tem porque fazer esse projeto. Então resolvi ficar calado. Até ter necessidade de voltar.
E num domingo ensolarado que acorde com preguiça e mesmo assim fui ao mercado, academia, natação, comprei frutas e flores, arrumei a cozinha, a sala, pendurei roupas e exerci meu lado doméstico com devoção, naturalmente apelei para os meus bolos.
Escolhi essa receita de bolo de banana, não fiz o da Lui porque não quis repetir.
O tempo sem preparar meus bolos me assustou e mesmo assim me enchi de novas variáveis.
Nova forma, nova receita, novos ingredientes novo modo de preparar, yes! tenho uma batedeira!
Descobri que não se deve colocar meio tablete de manteiga com leite e ovo. Quando joguei a pobrezinha eu e a cozinha recebemos um jato de ovo, leite e manteiga.
A receita entonces
Primeiro a Calda
3 1/2 xícara de chá de açúcar
1/2 xícara de canela
1/2 xícara de água
4 bananas fatiadas
Agora a Massa
1 xícara de leite
3 ovos
1 xícara de chá de açúcar
1/2 xícara de manteiga
2 xícaras de farinha de trigo
1 colher de fermento químico em pó
Faça a calda com o açúcar. Coloque-o numa panela com um pouquinho da água e deixe ele cozinhar até meio que derreter, quando estiver meio pastoso e levemente (eu disse levemente) dourado coloque o resto da água. Quando estiver virando calda coloque a canela. Mexa sempre. E faça sempre em fogo baixo.
Coloque uma camada dessa calda no fundo da forma, em seguida coloque uma camada de bananas fatiadas. Cubra as bananas com o restante da calda e reserve.
Pra fazer a massa é só misturar tudo, menos as claras na batedeira ou liqüidificador.
Se você quiser garantir que o bolo vai ficar beeeem fofinho, separe as claras e as bata em neve. Reserve.
Depois de bater a massa você tem que misturar com as claras em neve tem que ser de um jeito bem delicado é melhor fazer com uma espátula, vá mexendo de fora pra dentro, até misturar.
Depois disso despeje a massa na forma que estava com o caramelo e as bananas. É só colocar no forno pré-aquecido a 180ºC e deixar assando por uns 40 minutos. É bom dar uma monitoradinha lá pelos 30. A Clarissa me ensinou que para evitar fazer uma lambança no forno caso o caramelo transborde é bom colocar uma forma grandona embaixo da forma do bolo assim o que transbordar fica retido ali.
Registrando aprendizados
Descobri que bananas cortadas podem ficar feias
que caramelo ferve e transborda
fermento quando derrubado pode criar uma nuvem branca na cozinha
que manteiga pode causar uma erupção na batedeira
que caramelo que escorre no forno pode incendiar uma cozinha
Assim como meu coração que desandou um pouquinho durante esse período, meu bolo também não saiu excelente e nem as palavras que coloco aqui. Parece que não pôr a mão na massa faz com que a gente perca “a mão”.
Independentemente do meu quase sucesso aqui vai uma receita com potencial de ficar muuuuuuuuuito gostosa.
#30 Bolo de Bolo com Cobertura de Aniversário
E pra que serve o aniversário se não para nos lembrar o quanto somos amados? Eu amo aniversário.
O meu é sempre um drama, sofro quando chega perto, será que meus amigos vão lembrar? Será que sou amado? Será que eles irão? E vão gostar? E v˜åo se divertir? E eu o que vou desejar?
Para comemorar mais uma vez o meu aniversário, agora em São Paulo, fiz um bolo bem simples, um bolo com gosto de bolo e o meu primeiro bolo com cobertura.
A Korina, minha assistente teve a missão de ir à 25 de março e trazer formas e apetrechos de decoração pra minha incursão ao mundo da patisserie. Muito profissionalmente, fui desenhando com merengue, escrevendo e testando. Achei que tinha pegado o jeito e logo tasquei uma camada de brigadeiro bem delícia e mais uma camada de merengue e tchaaan! desastre!
Não tinha previsto que o brigadeiro escorreria loucamente pelo prato, pela mesa pelos meus dedos, numa cachoeira de chocolate e doçura totalmente inconveniente.
Então tive uma bela prova do que é a amizade, logo todos os meus queridos estavam num mutirão na cozinha, entre risadas e cervejas e copinhos corria uma linha de produção eficiente que entregava lindos brigadeirinhos de colher.
A vida não é isso? Amigos se ajudando, amigos dos amigos se conhecendo, se tornando amigos e produzindo doçura juntos?
#29 Bolo de Bolo ou O Bolo Feio
Fiz o bolo feio pra esperar por ti.
Pra me despedir de ti e te deixar um pedaço meu.
Fiz pra que tu levasses dentro de ti algo de mim. E provasses um gosto doce que passou pelas minhas mãos.
Pra que virasse lembrança, primeiro na boca e depois no coração.
Ficou feio mas ficou gostoso.
Fazia um tempo que eu tava com vontade de fazer um bolo sabor bolo então peguei essa receita que dá um bolo bem grandão
½ xícara de chá de manteiga derretida (manteiga é vida)
1 e ½ xícara de chá de açúcar
½ xícara de leite morno
4 gemas
2 ovos
1 xícara de chá de água morna
2 colheres de sopa de fermento em pó
Manteiga e farinha de trigo para untar
3 xícaras de farinha de trigo
Vão sobrar umas claras então é bom fazer um merengue. É só batê-las em neve com açúcar ( são xícaras de açúcar e eu ainda coloco uma colher de sopa de açúcar de baunilha junto e fica móooooito bom)
Bata todos os ingredientes em uma batedeira. Não esqueça de peneirar a farinha o açúcar e o fermento, de separar as claras dos dois ovos e batê-las em neve para misturar com o resto da massa depois e por fim assar por uma meia hora, 40 minutos no formo numa temperatura de 180ºC.
Fiz uma cobertura extra com açúcar de confeiteiro, leite e água. É bem fácil, vá misturando a o açúcar de confeiteiro peneirado a um pouquinho de leite até ficar uma mistura meio cremosa e homogênea, daí é só despejar no bolo desenformado depois de pronto.
Aniversário sem bolo mas com batedeira.
À medida que o tempo vai passando, e passa tão rápido, as comemorações do meu aniversário vão ficando mais extensas, acho que é para eu digerir a informação, as rugas que vêm de risadas e lágrimas, dos dias que acordamos com vontade e sem e das tantas vezes que começamos a apertar os olhos para ver quem vem de longe.
O carinho dos amigos, os abraços apertados, as palavras gostosas todas se misturam numa onda que me lembra o quanto é bom ter vontade de continuar.
E dentre os muitos presentes lindos pro meu universo de bolos, teve um que me marcou. Tanto por ser mega útil e por ser tão inusitado.
As fronteiras entre trabalho e vida em geral sempre forma muito tênues e logo amizade já se mistura com o dia a dia e assim, clientes e parceiros acabam sendo muito mais do que isso.
De tanto contar nas redes sociais as inúmeras aventuras batendo merengue, meus queridos Alê, Ana e Barça me deram uma mega batedeira.
Merengada delícia, me aguarde!
#28 Bolo de Cenoura de Liquidificador da Maria Remix8
Cada vez que faço esse bolo tenho a garantia que vai sair fofo, goshtoso e delícia. Pra manter a minha suada e há pouquíssimo tempo adquirida reputação de bom boleiro, faço esse bolo que o Henrique me mandou a receita. Então lá fui eu em plena madrugada untar, separar, juntar, misturar derreter e assar.
Tava feliz, me sentindo meio alquimista, aháaaa! O patrão, o dono da cozinha. E nessa vibe meio dançando, fotografando conversando com uma galera pelas redes sociais fui fazendo um bolo fluffy, cheiroso e gostoso que levei para o escritório e fiz questão de registrar uns "hmmmms" e "que delícias" que saíam das primeiras bocadas do pessoal! Mission accomplished. Next level, yeaaah!
Aqui de novo vai a receita porque adoro o texto que o Henrique fez.
"Bolo de cenoura da Maria
por Henrique Bicalho
A Maria é uma figura que merece um aposto. Trabalha como nossa cozinheira há mais de vinte anos. É baiana, mas por mais estranho que possa parecer tem a pele branca como a louça de Limoges. Usa uma touca de um xadrezinho amarelo e branco com um debrum e um laço de rendinha simples que lhe conferem ainda mais um ar de portuguesinha de Trás-os- Montes. O buço é genético e os peitões amamentariam oito crianças por dia. Vem de uma cidade que até a sua chegada ninguém tinha ouvido falar, Condeúba, ou melhor, na roça de Condeúba o que significa ser mais longe ainda! O dialeto natal é algo de incompreensível, mesmo depois de anos de convivência. É um misto de sotaque roceiro, baiano do sertão e a língua das galinhas. Portanto, se o bolo der errado, pode ter sido um erro de comunicação.
Ingredientes
Três cenouras grandes. Se a sua não for da grande, pode por quatro (sem nenhuma malícia nessa frase, acredite! hehe..);
Três ovos (sem a pele da gema. Maria tira essa pele de um golpe único e certeiro com a unha! Mas a gente não consegue. Tem que pegar um garfo e, mirando no olho da gema, fura a coitada fazendo um movimento em parábola. Você vai perceber que fica uma pelinha na ponta do garfo. Isso que dá gosto ruim de ovo nos bolos e doces);
Duas xícaras de açúcar cristal;
Duas colheres das de sopa de suco de laranja (pode ser de caixinha);
Uma pitada de sal;
Um copo do tipo americano (aquele comum) de óleo de soja. (não invente colocar nenhum outro tipo de óleo. Esse bolo também é conhecido como bolo de óleo. A Maria pronuncia “ó”. Certa feita ela fez uma lista de compras e colocou na geladeira, fixada com um ímã. Lá estava a maneira correta de se escrever óleo, que é óil. Essa lista de compras foi a nossa Pedra Roseta. Através dela desenvolvemos toda a gramática, a sintaxe e a fonética da Língua Maria)
Três xícaras de farinha de trigo. (a gente usa aquela Farinha de trigo especial Boa Sorte, não sei se tem aí, mas tem que ser do tipo especial pois são as clarinhas. Fuja daquelas que já vêm com o fermento… isso é um engodo);
Uma colher das de sobremesa bem cheia de fermento químico.
Modus operandi Antes de mais nada, separe uma tigela própria pra bater bolo, tipo um wok chinês, redondo, com uns quarenta centímetros de boca. Pode ser de plástico, metal ou louça. Se não tiver, compre! Aproveita e compra também a colher de pau, que também deve ser grande e com um cabo mais grosso, que te dê conforto na hora de bater. Podemos começar.
Coloque no liquidificador as cenouras, o óleo, o suco da laranja, os ovos, o sal e o açúcar. Deixa bater bastante até a mistura ficar homogênea e sem pedacinhos de cenoura. Nenhum dos ingredientes deverá ser colocado gelado. Finalizada essa primeira parte, partimos para a segunda.
Dentro da sua tigela linda e grande já vai estar as três xícaras de farinha de trigo. (se você comprou a do tipo especial, não será necessário peneirá-la. Faça um furo no meio do monte de farinha como se fosse um vulcão e vai adicionando o conteúdo do liquidificador. Vá misturando em movimento circular, com as costas da colher de pau. Uma vez tudo misturado, você vai começar a colocar mais vigor no movimento. Detalhe importantíssimo que não pode ser esquecido. A tigela tem que estar encaixada nas suas coxas. O calor da sua pele vai aquecer levemente a massa o que resultará num tipo específico de fermentação. Quanto mais você bater, mais a massa ficará leve. Mentalize que você quer colocar ar na massa, como se ela fosse ficar aerada, entendeu? Portanto, quanto mais você bater, melhor qualidade terá a massa. Preste atenção na tigela e vá tirando os ingredientes agarradinhos nela e vá agregando-os na massa. Quando você sentir que a massa estiver leve, então, chegamos ao fim desse passo.
Terceiro passo. Chegou o momento do fermento químico. Jamais bata a massa com o fermento. Polvilhe o fermento e vá misturando a massa. Nesse momento não empurre a massa contra a parede da tigela, mas misture como se tivesse virando ela, tipo uma massa de macarrão. Certifique-se que o fermento se agregou todo a massa.
Essa forma gótica travesti que eu te dei, pelo que li, só precisa ser untada uma vez. Leve ao forno pré-aquecido, 200 graus, por vinte e cinco minutos. Essa hora é bem delicada, pois envolve sentimento e calma. Você tem que perceber que a massa vai crescer, deixe-a corar e depois aguarde uns minutos para que ela comece a dar uma secadinha, ou seja, ela tem que perder um pouco da sua parte líquida, senão quando esfriar ela vai murchar. O que vai sustentar o bolo vão ser aquelas bolhinhas que têm dentro e não o fermento. Então, se ele ficar com muita parte líquida, ele vai murchar. Não abra o forno!! Somente quando o seu coração mandar! Na hora de tirar a forma dele!
Esqueça que fez o bolo até que ele esteja totalmente frio!! Isso leva tempo! A Maria abre a tampa do forno, deixa o calor sair e depois deixa a forma esfriando lá dentro. Eu sei que isso vai ser uma tortura pra você, por isso eu o aconselho a sair de casa! Esse bolo de cenoura merece uma cobertura de chocolate do tipo que você fez para o bolo #17 ou uma cobertura comum de chocolate. Vai ser difícil cobrir a traveca, mas no fim você vai se tornar um verdadeiro Chef Pâtissier!!
Quando você for fazer o bolo usando uma forma com furo no meio, você pode colocar côco flocado (tipo ralado em cobrinhas) salpicado sobre a massa só até cobrir um pouco. Fica uma delícia! Com essa fôrma de furo, você precisa virar o bolo para que ele fique com o coco pra cima.”

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
#27 Bolo Mármore da Mãe da Fernanda, também conhecido como o meu bolo de aniversário.
10 de fevereiro de 2013
Para o meu aniversário fiz uma receita que a Fernanda me mandou. Achei que seria um desafio legal fazer um bolo mármore e uma bela homenagem à mãe da minha amiga.
Aqui vai:
" Vai aí uma receitinha que é a minha preferida dos bolos que a minha mãe fazia. Ela era uma doceira de mão cheia.
BOLO MÁRMORE (da Dona Margarida): - 3x farinha de trigo; - 2x de açúcar; - 1x de leite; - 1/2x de chocolate em pó; - 2 colheres de sopa de manteiga; - 1 colher de sopa de fermento; - 1 colher de sopa de baunilha; - 2 gemas; - 2 claras em neve. Mistura-se a manteiga e o açúcar até formar um creme. Juntam-se as gemas e a baunilha. Peneiram-se os ingredientes secos (menos o chocolate que fica para o fim), vai mexendo tudo e colocando o leite aos poucos. Após mistura-se a clara. Separe a massa em duas partes. Em uma parte adicione o chocolate. Numa forma untada despe a massa clara. Em seguida, despeje a massa escura fazendo desenhos do seu gosto. Vai ao forno para assar por aproximadamente 30 min. Um dos segredos da mãe pra deixar o bolo mais fofo era passar tudo numa peneira: farinha, fermento... até os ovos ela peneirava."
A massa do bolo é uma delícia.
Nhaaaaam!
Bom demais
#26 Bolo de Banana da Lui de Liquidificador
30 de janeiro de 2013
Esse eu fiz depois de um mês sem fazer bolos, sem escrever sobre eles e com a consciência pesada por estar negligente com o meu projeto.
O fato é que eu tava com medo de que eu tivesse regredido depois do bolo atrapalhado de iogurte e limão e assim ter regredido na cicatrização do meu coração também.
Os indícios me faziam pensar que não, mas mesmo assim, uma certa cautela sempre vem bem.
Na madruga eu encarei meus apetrechos e separei os ingredientes.
Já falei e volto a dizer, amo fazer claras em neve. Principalmente por causa do desafio de deixá-las tão consistentes que dê para colocar de cabeça pra baixo em cima da cabeça da gente e não cair. Acho radical. hahahah
As claras em neve ficaram espetaculares.
E eu estava num momento tão leve quanto elas.
A Lui, minha amiga tão aquariana quanto eu, me passou essa receita.
Ela também teve um coração quebrado que hoje reluz e bate forte, com um novo amor e uma nova vida, recém saída do forno.
Visitei o pequeno dela que é pura coxa, dobra e pé de pãozinho.
Contei sobre o meu projeto e ela tirou do caderninho esse bolo delicioso.
**Atenção que eu dei uma simplificada no processo e funcionou.
Não usei batedeira. Não tenho. Foi tudo liquidificador. E fiz as claras em neve e misturei na massa depois.
Não estão no modo de preparo original, mas a partir do momento que descobri que elas deixam tudo mais fofinho, viraram as minhas heroínas master blaster.
Lui mode on:
“06 bananas catarinas ou 05 caturras bem maduras
03 ovos 1 xícara rasa de óleo Bater no liquidificador e misturar com: 02 xícaras rasas de farinha de rosca 02 xícaras rasas de açúcar 01 colher (sopa) de fermento Bater tudo na batedeira e colocar numa forma com furo no meio previamente untada e salpicada de farinha de rosca. Na hora de servir, polvilhar com açúcar e canela
*fica uma delícia servir com nata!”
Lui mode off
…
O bolo ficou perfumando a minha casa e foi parar lá na praia, no aniversário da Titita, tão gostoso e docinho como o período que eu estava vivendo.
Qual é a medida?
Junto com a forma gótica art déco linda que ganhei do Henrique Bicalho, veio esse outro presente. Um copo medidor universal.
Dentro dele, linhas horizontais marcam todos os tipos de medidas para varios tipos de ingredientes que fazem parte do universo dos bolos.
Um medidor universal me fez pensar nas minhas medidas.
Tendo ao exagero: comer demais, dormir demais, acordar demais, querer demais, ficar demais, mais e muito.
E ao que leva isso?
Até quando a gente alimenta a insaciedade?
Assim como as receitas de doces em que as medidas precisam ser seguidas fielmente para que a alquimia da cozinha aconteça, acho que existem também medidas para modular a combinação dos sentimentos que fazem parte de uma relação.
Amar demais sufoca, enquanto amar de menos afasta. Esperar demais frustra e esperar de menos amorna. Exigir demais exaure, exigir de menos desvaloriza.
Doce demais enjoa e doce de menos fica insosso.
Parece que o "caminho do meio" e a ponderação são as estratégias mais consistentes.
Será?
E pra quem gosta de contrastes e sabores aguçados, como fica?
Não acredito em receitas universais mas sim em harmonia na dose dos elementos, sejam eles quais forem. Se os meus ingredientes são em exagero, posso diminuir alguns para intensificar o sabor de outros. Assim apuro o paladar.ceitas
#24 e #25 Bolo de Liquidificador de Iogurte com Limão a Muitas Mãos
30 de dezembro de 2012
A pedido da minha nova amiga Marília, fiz uma adaptação da receita da Bruna do bolo de Natal seguro de que eu já manjava tudo de fazer bolos. Que engano!!! A adaptação foi com excesso de iogurte e palpites e a medida que íamos mexendo a massa, que ia sendo aumentada, remendada dava pra ver que ia rolar uma mini tragédia.
Foi um bolo divertido de fazer a muitas mãos, com muitos palpites, risadas e a minha apreensão (será que ficaria tão gostoso quanto o de Natal?).
Muitas mãos mesmo.
Marília cortando os ingredientes, Edinho batendo as claras em neve, Fátima cuidando o tempo e sendo a mãezona da receita - ela beeem que tentou.
Marcinha de vez em quando soltava uma diquinha de sabedoria.
E o Henrique, o tapeceiro, responsável por esse encontro tão gostoso, nos fotografava.
E quanto mais gente chegava mais a massa aumentava.
O excesso de massa rendeu dois bolos que ficaram ruinzinhos mas o povo devorou até o último pedaço.
O glacê foi o que os salvou.
“INGREDIENTES:
1 xícara (chá) de manteiga 2 xícaras (chá) de açúcar mascavo 4 ovos 1 lata de leite condensado (aqui foi um copo de iogurte)
1/2 xícara de suco de limão taiti
2 xícaras( chá) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó 1 xícara (chá) de frutas cristalizadas picadas (troquei por nozes e castanhas do Pará) 1 xícara (chá) de uva passa sem semente
Manteiga para untar Farinha para polvilhar
Glacê: 300 g de açúcar de confeiteiro 2 colheres (sopa) de leite quente 3 colheres (sopa) de suco de limão
MODO DE PREPARO: Massa: bata a manteiga até ficar cremosa Junte o açúcar mascavo e misture bem Acrescente as gemas, uma a uma, e bata até que fiquem bem incorporadas à massa Junte o iogurte em fio, sem parar de bater, depois faça o mesmo com o suco de limão. Adicione a farinha peneirada com o fermento, as frutas cristalizadas e a uva passa Por último, adicione as claras em neve bem firme e misture junto à massa delicadamente Unte e enfarinhe uma forma grande, com buraco no meio Despeje a massa e asse em forno médio preaquecido, por aproximadamente 1 hora Desenforme o bolo ainda quente
Glacê: misture bem o açúcar de confeiteiro, o leite quente e o suco de limão
Despeje o glacê sobre o bolo e decore como preferir”
Decoramos com lindas fatias de limão na esperança de deixá-los parecendo mais gostosos.
Comemos os bolos ainda quentes, mastigando e esperando o que seria do dia seguinte, do ano seguinte, a grande virada.
Eu ainda estava com a cabeça na avaliação do ano. Tão rápido, tão intenso, cheio de amores e desamores, solidão e vazio, alegrias, descobertas e a reinvenção da minha solidão.
A Gamboa é um lugar mágico pra mim.
Sempre que vou para lá recarrego as minhas baterias de alma. Recupero minha cor, minha vontade, fome e brilho nos olhos.
Vou lá há mais de dez anos e há muitos que fico no Pouso do Tapeceiro. Um recanto pro espírito e pros sentidos que o meu amigo Henrique Schucman criou.
Plantou o jardim, construiu as casas, trouxe as flores, suas tapeçarias e a música. Lá no meio dos seus amigos, conheço os sons do Brasil das vozes mais cristalinas e dos violões mais virtuosos.
E ouço o que eles tem a me dizer.
Foi nessa praia, uma das últimas a ser invadida por nós turistas, no Pouso do Tapeceiro que vi o nosso amor evoluir e aos poucos acabar.
Consigo lembrar das nossas primeiras manhãs, encantados com o sol e com a música entrando por nossa janela, o café e as frutas numa mesa simples e generosa. Ela tão linda A alegria de estarmos sendo abraçados pelo sol.
Voltamos muitas outras vezes. Ainda cúmplices, amantes, juntos em nossos projetos risadas e sonhos. Juntos em nossas brigas e diferenças, juntos distantes. E agora eu vou só. No Natal de 2011 cheguei bem frágil.
Fui recebido com tanto carinho. Marcinha me botou na cama, Fátima e Edinho me levaram na cachoeira.
E todos me contaram histórias. Cuidaram do meu coração, na época tão machucado. Não tinha nem um bandaidezinho pra fechar a ferida.
E aqui estou de novo revendo alguns amigos que fiz no passado e conhecendo novos para fazer bolos a muitas mãos, receber e dar abraços.
#22 e #23 Bolo de Natal de Liquidificador da Bruna - Parte I
24 de dezembro de 2012
Recebi da querida Bruna Cirelli uma receita bem delícia de um bolo de Natal. Transcrevo aqui pra vocês.
“INGREDIENTES:
1 xícara (chá) de manteiga 2 xícaras (chá) de açúcar mascavo (coloquei também canela e gengibre) 4 ovos 1 lata de leite condensado 2 xícaras( chá) de farinha de trigo 1 colher (sopa) de fermento em pó 1 xícara (chá) de frutas cristalizadas picadas (troquei por nozes e castanhas do Pará) 1 xícara (chá) de uva passa sem semente
Manteiga para untar Farinha para polvilhar
Glacê: 300 g de açúcar de confeiteiro (Também coloquei canela) 2 colheres (sopa) de leite quente 3 colheres (sopa) de suco de limão
MODO DE PREPARO: Massa: bata a manteiga até ficar cremosa Junte o açúcar mascavo e misture bem Acrescente as gemas, uma a uma, e bata até que fiquem bem incorporadas à massa Junte o leite condensado em fio, sem parar de bater Adicione a farinha peneirada com o fermento, as frutas cristalizadas e a uva passa Por último, adicione as claras em neve bem firme e misture junto à massa delicadamente Unte e enfarinhe uma forma grande, com buraco no meio Despeje a massa e asse em forno médio preaquecido, por aproximadamente 1 hora Desenforme o bolo ainda quente
Glacê: misture bem o açúcar de confeiteiro, o leite quente e o suco de limão
Despeje o glacê sobre o bolo e decore como preferir”
Foi uma véspera de Natal tão quente e atípica.
É engraçado que enquanto a receita do bolo enorme precisou de duas formas para ser assada, depois de muitos anos, nossa família com a minha separação voltou a encolher e nosso Natal se tornou novamente pequeninho mas cheio de amor.
Meus melhores Natais, por incrível que pareça, foram nos anos que seguiram a morte de meu pai. De um dia para o outro a nossa família tinha virado do avesso e agora era capitaneada pelas mulheres corajosas que ficaram. Três filhos perplexos com a violência abrupta que entrava nas suas vidas e pais que nunca se conformaram com a perda de um filho invertendo o fluxo da natureza.
Nós sobreviventes, reestruturamos a nossa ordem para seguir em frente. Uma família pequena com oito membros mas disposta a seguir com alegria. E foi a alegria da Titita que nos carregou nos Natais mais lindos e divertidos da minha vida. Minha prima, Ciça, vindo de São Paulo pro nosso mini Natal, brincadeiras e decorações, o presépio que eu amo, música e até dança. Aprendemos que nosso pequeno núcleo era capaz de resgatar a alegria de uma festa que para muitos é melancólica e para mim é a melhor do ano.
Fazia o bolo com um sentimento misto de alegria e receio, as claras em neve iriam crescer e ficar cremosas a ponto de poder virar a tigela de cabeça pra baixo em cima da cabeça e não desabarem? Nossa festa novamente pequeninha seria gostosa como antes da fusão das famílias?
Novamente, a nossa guardiã do Natal entrou em ação e juntos criamos o cerimonial de brincadeiras enquanto o bolo enchia a casa com o cheiro das especiarias da Bruna.
E quando levei o primeiro bolo lindo e decorado para a mesa a vó já tinha cantado Noite Feliz embaixo da mesa, eu já tinha dito “Feliz Natal” imitando uma galinha, a Titita confundido todo mundo no amigo oculto e tínhamos redescoberto a força do amor da nossa mini família.

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
#21 Bolo de Fubá e Coco de Liquidificador
Lenara e Robertinho no mesmo finde. Uma vindo de Berlim e outro do Rio de Janeiro. O que eles tem em comum? A minha casa :) Meu objetivo de fazer bolos para quem eu gosto nunca foi tão fácil de atingir.
Fui pra cozinha com todos os ingredientes e fiz o bolo que a Len escolheu. Aqui vai a receita:
2 xícaras de fubá, 1 xícara de açúcar, 1 xícara de farinha de trigo, 1 garrafinha de leite de coco, 4 ovos 1 xícara de manteiga 1 colher bem cheia de fermento. Separe as claras dos ovos e bata-as em neve. Bata as gemas, a manteiga, o leite de coco e o açúcar no liquidificador. Aos poucos vá adicionando o fubá e a farinha de trigo peneirados à mistura e bata. Adicione tudo aos poucos à mistura, siga batendo e por último adicione o fermento peneirado. Bata e despeje em uma forma untada. Por último misture a massa às claras em neve em uma tijela grande. Leve ao forno por 35 minutos.
Descobri que o que eu mais gosto de fazer no bolo são as claras em neve.
#20 Bolo de Cenoura de Liquidificador da Maria
08.12.2012
Chegou pra mim um pacote delícia do correio. Abri e tinha um presente lindo: uma forma para fazer bolos art déco, um medidor universal e o melhor de tudo, uma receita escrita com tanto carinho pelo meu amigo Henrique Bicalho! Fiz exatamente como estava lá e voilà um bolo delicioso e lindo pro meu projeto. Finalmente tive coragem e ataquei as velhas do carteado.
Eu achava que elas teriam guloseimas e docinhos para suas noites de jogatina, mas que nada! Tinham salgadinhos de pacote dos mais gordurosos, então meu bolo perfumado e lindo foi recebido com entusiasmo!
Depois dessa parada o bolo foi para o seu ponto final: um churrasco dos guris de TI da W3haus que estavam num mutirão pra deixar a agência tinindo!
Aqui transcrevo a receita delícia:
"Bolo de cenoura da Maria
por Henrique Bicalho
A Maria é uma figura que merece um aposto. Trabalha como nossa cozinheira há mais de vinte anos. É baiana, mas por mais estranho que possa parecer tem a pele branca como a louça de Limoges. Usa uma touca de um xadrezinho amarelo e branco com um debrum e um laço de rendinha simples que lhe conferem ainda mais um ar de portuguesinha de Trás-os- Montes. O buço é genético e os peitões amamentariam oito crianças por dia. Vem de uma cidade que até a sua chegada ninguém tinha ouvido falar, Condeúba, ou melhor, na roça de Condeúba o que significa ser mais longe ainda! O dialeto natal é algo de incompreensível, mesmo depois de anos de convivência. É um misto de sotaque roceiro, baiano do sertão e a língua das galinhas. Portanto, se o bolo der errado, pode ter sido um erro de comunicação.
Ingredientes
Três cenouras grandes. Se a sua não for da grande, pode por quatro (sem nenhuma malícia nessa frase, acredite! hehe..);
Três ovos (sem a pele da gema. Maria tira essa pele de um golpe único e certeiro com a unha! Mas a gente não consegue. Tem que pegar um garfo e, mirando no olho da gema, fura a coitada fazendo um movimento em parábola. Você vai perceber que fica uma pelinha na ponta do garfo. Isso que dá gosto ruim de ovo nos bolos e doces);
Duas xícaras de açúcar cristal;
Duas colheres das de sopa de suco de laranja (pode ser de caixinha);
Uma pitada de sal;
Um copo do tipo americano (aquele comum) de óleo de soja. (não invente colocar nenhum outro tipo de óleo. Esse bolo também é conhecido como bolo de óleo. A Maria pronuncia “ó”. Certa feita ela fez uma lista de compras e colocou na geladeira, fixada com um ímã. Lá estava a maneira correta de se escrever óleo, que é óil. Essa lista de compras foi a nossa Pedra Roseta. Através dela desenvolvemos toda a gramática, a sintaxe e a fonética da Língua Maria)
Três xícaras de farinha de trigo. (a gente usa aquela Farinha de trigo especial Boa Sorte, não sei se tem aí, mas tem que ser do tipo especial pois são as clarinhas. Fuja daquelas que já vêm com o fermento... isso é um engodo);
Uma colher das de sobremesa bem cheia de fermento químico.
Modus operandi Antes de mais nada, separe uma tigela própria pra bater bolo, tipo um wok chinês, redondo, com uns quarenta centímetros de boca. Pode ser de plástico, metal ou louça. Se não tiver, compre! Aproveita e compra também a colher de pau, que também deve ser grande e com um cabo mais grosso, que te dê conforto na hora de bater. Podemos começar.
Coloque no liquidificador as cenouras, o óleo, o suco da laranja, os ovos, o sal e o açúcar. Deixa bater bastante até a mistura ficar homogênea e sem pedacinhos de cenoura. Nenhum dos ingredientes deverá ser colocado gelado. Finalizada essa primeira parte, partimos para a segunda.
Dentro da sua tigela linda e grande já vai estar as três xícaras de farinha de trigo. (se você comprou a do tipo especial, não será necessário peneirá-la. Faça um furo no meio do monte de farinha como se fosse um vulcão e vai adicionando o conteúdo do liquidificador. Vá misturando em movimento circular, com as costas da colher de pau. Uma vez tudo misturado, você vai começar a colocar mais vigor no movimento. Detalhe importantíssimo que não pode ser esquecido. A tigela tem que estar encaixada nas suas coxas. O calor da sua pele vai aquecer levemente a massa o que resultará num tipo específico de fermentação. Quanto mais você bater, mais a massa ficará leve. Mentalize que você quer colocar ar na massa, como se ela fosse ficar aerada, entendeu? Portanto, quanto mais você bater, melhor qualidade terá a massa. Preste atenção na tigela e vá tirando os ingredientes agarradinhos nela e vá agregando-os na massa. Quando você sentir que a massa estiver leve, então, chegamos ao fim desse passo.
Terceiro passo. Chegou o momento do fermento químico. Jamais bata a massa com o fermento. Polvilhe o fermento e vá misturando a massa. Nesse momento não empurre a massa contra a parede da tigela, mas misture como se tivesse virando ela, tipo uma massa de macarrão. Certifique-se que o fermento se agregou todo a massa.
Essa forma gótica travesti que eu te dei, pelo que li, só precisa ser untada uma vez. Leve ao forno pré-aquecido, 200 graus, por vinte e cinco minutos. Essa hora é bem delicada, pois envolve sentimento e calma. Você tem que perceber que a massa vai crescer, deixe-a corar e depois aguarde uns minutos para que ela comece a dar uma secadinha, ou seja, ela tem que perder um pouco da sua parte líquida, senão quando esfriar ela vai murchar. O que vai sustentar o bolo vão ser aquelas bolhinhas que têm dentro e não o fermento. Então, se ele ficar com muita parte líquida, ele vai murchar. Não abra o forno!! Somente quando o seu coração mandar! Na hora de tirar a forma dele!
Esqueça que fez o bolo até que ele esteja totalmente frio!! Isso leva tempo! A Maria abre a tampa do forno, deixa o calor sair e depois deixa a forma esfriando lá dentro. Eu sei que isso vai ser uma tortura pra você, por isso eu o aconselho a sair de casa! Esse bolo de cenoura merece uma cobertura de chocolate do tipo que você fez para o bolo #17 ou uma cobertura comum de chocolate. Vai ser difícil cobrir a traveca, mas no fim você vai se tornar um verdadeiro Chef Pâtissier!!
Quando você for fazer o bolo usando uma forma com furo no meio, você pode colocar côco flocado (tipo ralado em cobrinhas) salpicado sobre a massa só até cobrir um pouco. Fica uma delícia! Com essa fôrma de furo, você precisa virar o bolo para que ele fique com o coco pra cima."
Eu adorei o texto e o bolo! ;-)