‘ Hm... Com licença? Poderia me ajudar a pegar aquele cd ali em cima? ’
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‘ Hm... Com licença? Poderia me ajudar a pegar aquele cd ali em cima? ’

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Tell me I am made up of more than fears, that when I run it is toward and not away from, that these are nerves like jagged wilderness, not electrocution. I don’t want to be a victim, a softness, a shatter. An open wound. Tell me how to pull the lion out of my rib cage and set it free, how to dig out all the bits of me that still shake like unsettled teacups. Tell me I’m not a tragedy, not a comedy, not a lonely too afraid to put her heart where her mouth is. If I bleed let it be from my own lips, from the quake of standing the gained ground, and swallowing the knots and second guesses. I don’t want to be what you see when you think potentially. Tell me, tell me, that I am already who I’m supposed to be.
am kennedy, “you have so much potential” (via siilentiary)
godof-destruction:
No-vi-nha. É uma palavra de origem portuguesa, mas especificamente do Brasil.
É esperado que eu, um veterano nas aulas de dança, não encontre dificuldades mesmo, mas… Isso seria com músicas que eu conheço. Como que dá pra decorar se não faço ideia do que estão falando?
‘ Ah... eu nunca tinha escutado nada em português antes. ’
‘ Hm, eu ouvi uma vez que a linguagem da música é universal... Então talvez seja mais fácil focar mais no que você sente enquanto escuta a música do que em sua letra? ’
Ela quica, ela fecha, ela para, na ponta ela fica, ela trava…
Eu ainda não sei o que ela faz. Essa ‘novinha’ faz coisa demais para eu copiar.
‘ N-novinya? ’
‘ Hm, ao menos os passos parecem ser bem repetitivos... Então acho que não terá muita dificuldade em aprender a coreografia... ’
- High Strung (2016)

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billy joel and so it goes
and every time i've held a rose it seems i've only felt the thorns and so it goes, and so it goes and so will you soon, i suppose
&.┋( when she dances she looks like a poem about loss ; heeya ) ❜
xstxrx:
Sua rotina precisava desesperadamente de uma pausa, e ela de um descanso, porque tudo parecia que estava engolindo-a lentamente. Ela saía sim, com seus poucos amigos, com seu irmão porque o mesmo estivera tanto tempo fora, mas ainda assim, Minhee se sentia de certa forma, quase esquecida. O que era ridículo, porque ela era alguém completamente ativa, mas tudo aquilo que praticava, lê-se: aulas de dança, faculdade, sua carreira como desenhista e autora de vários webtoons, a fazia se sentir como se ela realmente não tivesse personalidade. Fosse uma pessoa vazia, rasa. Como se fosse desaparecer a qualquer momento. Com a neve que derrete e depois é esquecida durante o restante do ano. Aquilo sim era uma perspectiva bastante assustadora, até mesmo pavorosa, porque tudo que ela não queria ser era alguém genérica. Seus atos e palavras a caracterizavam como alguém simpática, extrovertida até, depois do primeiro contato, mas ficava mais complexo definir sua personalidade já que Minhee quase sempre entrava em conflito sobre quem realmente era. Doar-se completamente num relacionamento que acabara por destruir completamente suas chances e visão sobre qualquer coisa amorosa que pudesse acontecer consigo. Não diria que era assexuada, pois lutar contra o coração era uma batalha perdida, mas ela faria de tudo para não se deixar levar, não imaginar demais o que podia acontecer. Suas expectativas eram quase mínimas e havia tantas coisas que ela ainda tinha que fazer, tantos sonhos a cumprir. E ela estava no caminho certo, pois recebera uma proposta da faculdade para um novo webtoon. Porém, ela não tinha ideia nenhuma sobre qual seria o tema. Já tinha esgotado toda e qualquer inspiração nos anteriores e isso requeria pesquisa.
Quando comunicou sua necessidade, Minhee recebeu dois ingressos para assistir uma apresentação de dança. Apenas aquilo já a fez ficar interessada, pois dança era um campo em que ela precisava improvar e todo e qualquer meio pelo qual podia fazer isso era bem vindo. Chamara o irmão para ir com ela, optando por sentar separada dele por motivos de rituais de preparação. Ela não sairia dali sem ter a base para seu webtoon, disso tinha certeza, nem que tivesse que entrevistar os dançarinos um por um. Quando as luzes apagaram, ela colocou o celular no silencioso, os olhos focados no palco à frente. Ansiosa, Minhee segurou seu lápis de carvão com mais força do que necessário. Talvez fosse a expectativa ou até mesmo excitação de que a inspiração aparecesse, mas nada daquilo a preparou para quando as cortinas abriram. Minhee esperava sim ver uma apresentação trabalhada nos mínimos detalhes e, aos olhos de todo mundo, foi isso que teve. Mas ninguém notava que o canto dos lábios da bailarina tremiam quando ela girava. E que giros! Minhee estava além de atônita, ela estava completamente assombrada. Havia algo ali, uma melancolia no ar que era tão palpável, tão… maciça que ela teve de morder o lábio inferior, impedindo um suspiro algo de escapar. Se ousasse, Minhee podia esticar a mão e tocar aquela tristeza que era tão evidente. A maquiagem não ocultava o cansaço do olhar da bailarina e ela se perguntou se mais alguém tinha notado aquilo, se mais alguém percebera. Mas ela não queria comprovar aquilo porque seus olhos estavam completamente fixados nos movimentos feitos pela garota. Ela parecia flutuar, como uma pena, mas ao tudo parecia se contrastar com a tristeza exibida naquele rosto. Minhee se atreveria a dizer que ela parecia um anjo, não só porque literalmente voava, mas também porque ela era linda, quase inumana. Mas havia dor naquela beleza. Havia tantas coisas que podiam ser ditas sobre a apresentação: fora bem feita, até perfeita, mesmo que Minhee não fosse nenhuma expert naquele assunto, mas eram as pequenas falhas que a deixaram admirada, fascinada. Não porque queria apontar os erros e dizer que aquela garota tinha cometido tantos erros, não. Para ela, quando a apresentação chegou ao final, aquele erro final não passou despercebido, ela tinha notado. E foi aquilo que fechou a apresentação com chave de ouro, enquanto as cortinas se fechavam, cortando sua visão do anjo em forma de garota, Minhee sabia que tinha conseguido sua inspiração. Para ela, as falhas daquela apresentação foram o que tornaram tudo tão real, tão… perfeito. Ela continuou ali, olhando as cortinas com esperança de que a garota apareceria mais uma vez, nem mesmo se atentando aos aplausos contínuos porque Minhee queria vê-la novamente, a bailarina imperfeitamente perfeita. Quando ela dançava, ela parecia um poema sobre perda. E ela seria a mais nova personagem do webtoon chamado “The eyes of sadness.”
Fracasso. Fracasso. E fracasso. Tudo o que ela conseguia sentir era a dominante e opressora sensação de fracasso após uma performance cuja qualidade não chegara nem perto do que ela planejava mostrar. Independente das incontáveis horas que permanecera ensaiando, mesmo após as aulas, era como se elas de nada tivessem adiantado. Poderia tê-las dedicado para uma finalidade mais útil, mas insistira tanto na dança que acabara por, provavelmente (ela não consultara uma opinião profissional), lesionar um tendão, novamente. Não queria preocupar sua mãe, logo nada dissera, na esperança de que a dor passaria em pouco tempo. Sabia que o mais recomendável para aquela situação, na falta de um tratamento apropriado, era o repouso, ou pelo menos que diminuísse o ritmo, mas como poderia quando o recital de final de ano estava tão próximo e seu desempenho não estava nem perto de ser suficiente? Ao contrário do bom senso, continuou a treinar, com ainda mais afinco, na esperança de dominar todos os passos a tempo. Dia após dia ignorava a dor, que a princípio apenas aparecia no final dos ensaios, mas que, conforme o recital se aproximava, passou também a se manifestar enquanto dançava, desaparecendo conforme a aula avançava. Por isso não deu tanta importância a ela, pensando que estivesse tudo sob controle. A dor não era algo que pudesse simplesmente fingir que não estava ali até que ela fosse embora, nem todas as dores funcionavam daquela maneira e ela deveria saber melhor àquela altura do campeonato. Mas decidira por subestimá-la e, em troca, ela se fez presente em frente a uma plateia, mesmo que ao final de sua performance (uma apresentação não acabava até que as luzes se apagassem ou as cortinas se fechassem). Ela só esperava que tivesse conseguido se recompor a tempo de ninguém sua mãe notar que havia algo errado.
Assim que se sentou em frente ao espelho, no camarim, notou a presença escarlate e nada discreta de um buque de flores com o canto do olho. Soube que eram destinadas a si antes mesmo de conferir o bilhete. Rosas vermelhas, cortesia de seu pai. Como sempre, ele as enviara em seu lugar, como um pedido genérico e previsível, por não ter conseguido comparecer a mais uma apresentação. Mas o que ele não sabia era que ela odiava rosas vermelhas, pois a lembrava de sua ausência. Desviando a atenção das flores, pegou suas roupas e foi ao banheiro se trocar, para então retornar ao camarim e retirar a maquiagem. Queria poder ir embora, mas sua mãe ainda estava assistindo às demais apresentações. Ficar ali, entretanto, era quase insuportável. O camarim sempre fora preenchido pelo barulho das outras bailarinas, principalmente em dias importantes como aquele, então porque se sentia tão incomodada naquela ocasião? Aproveitando-se do fato de todas estarem distraídas demais para notar sua ausência, e por já estar sem o tutu, retirou-se.
Os corredores estavam vazios, mas ainda não era silencioso o suficiente ou possuía garantia de solitude. Por isso avançou, deixando que seus pés a guiassem por um caminho que nem mesmo ela conhecia, até que chegou ao telhado. A porta não estava trancada, por isso não se sentiu fazendo algo proibido. Estava apenas tomando um ar, não era como se estivesse se escondendo. Era só uma forma de passar o tempo e esperar para que a noite chegasse ao fim, mas seu propósito acabou se desviando de sua intenção original quando, ao inspirar o ar frio de inverno, sua expiração voltou em forma de um choro silencioso. As lágrimas caiam solitárias e discretas, com gosto de constrangimento, derrota e nulidade. Algo que se parecia muito consigo mesma em forma de água. E, por um tempo, ela se resumiu àquilo, em meras gotas de água e proteínas, que pareciam carregar mais importância em si naqueles breves minutos do que ela tivera durante toda a vida.
I am a pile of bones on the floor and no one knows it but me. I am a broken skeleton with a beating heart.
Tahereh Mafi (via quotemadness)
NAKANISHI AYA » the façade
“dear me, s i l e n c e is not a song you ( SHOULD ) know all the words to.”
Move your feet and feel it in the space between You gotta give yourself a moment, let your body be.

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Eu estava tão envolvido na discussão mental que acontecia dentro da minha cabeça, mas o toque do seu celular me distraiu. Você não vai atender?
Aya primeiro sentiu o celular vibrar com uma nova ligação para depois ouvir seu toque de celular ( genérico, daqueles que já se encontravam contidos no aparelho durante a compra ). Era seu pai. Seus dedos automaticamente se dirigiram para o botão verde que brilhava na tela, mas então as palavras de sua mãe invadiram sua mente e ela interrompeu o movimento no ato. Sua mãe havia sido bem explicita no que dizia a respeito de falar com seu pai, principalmente quando ela não estivesse presente. Ela não lhe dissera um motivo, então Aya simplesmente concluiu que era devido ao divórcio, embora isso não explicasse muita coisa, ao menos não para Aya. Seu pai jamais tentaria lutar pela sua guarda na justiça, então qual a razão para que ela mantivesse distância do progenitor? Conhecendo sua mãe como conhecia, era mais um capricho da parte dela do que uma estratégia para algo vindouro. Ela odiava o marido, logo sua filha deveria fazer o mesmo. Por isso deixou que o celular tocasse, porque recusar a ligação não lhe pareceu o correto a se fazer, mas não esperava que antes que a ligação caísse na caixa postal alguém se sentiria incomodado com o toque. ‘ Oh, j-joesonghamnida ! ’ disse, constrangida, rapidamente deslizando o dedo sobre o sinal vermelho, sentindo-se culpada, mas não lhe restando outra alternativa no momento. ‘ Eh, não era uma ligação muito importante... ’ mentiu, encarando as mãos, que permaneciam a segurar o celular agora bloqueado, passando o dedo sobre a tela como se tirasse uma sujeira inexistente.
Não se preocupe, ele não é um robô assassino. Ele só é barulhento.
Tenho que dar um jeito nele, um segundo.
‘ Hm, o que exatamente ele deveria fazer? ’
shxxsxwallflower:
É você tem razão.
Desculpe-me pela resposta.
‘ Gwenchansumnida. Você está cansada, é compreensível. ’
‘ Hm, quer ajuda para arrumar suas coisas? ’
&.┋( more than just words in a paper ; aya x sulli ) ❜
shxxsxwallflower:
Ela queria que as professoras de dança fossem acusadas de tortura. Aquilo não poderia ser algo normal, já que seus joelhos estavam pedindo demissão e ela praticamente se arrastava pela academia de dança. Contudo, isso não quis dizer que ela não parou por algum tempo, tirou seu fiel caderninho da bolsa e escreveu algumas observações de sua história nele, enquanto assistia algumas das aulas pelos vidros da porta. Sua história tinha alguns do elementos sombrios do ballet e do jazz, então os movimentos e as músicas a inspiravam a vencer seu cansaço por um tempo e tentar escrever.
Levantou-se para ir embora quando seus olhos estavam se fechando pedindo um descanso par ao corpo e a mente e fora se arrastando em direção a porta. “Oi? Eu não…”, ela olhou para o caderno e logo estava completamente acordada, com os seus olhos ficando maiores do que o normal, “Sim, sim, você me salvou, kamsahamnida”, a garota fez várias reverências agradecendo a gentileza da outra.
‘ Não foi nada, ’ abanou a mão livre em frente ao rosto enquanto a que segurava a garrafa d’água se ocupava em ocultar sua risada. ‘ Qualquer um teria feito o mesmo em meu lugar... ’ Ou ao menos Aya gostava de pensar que sim. Chame-a de ingênua ou qualquer adjetivo que lhe convém, mas ela permaneceria a pensar desta forma. Ela sempre acabava por esperar o melhor das pessoas, não chegando ao ponto de confiar cegamente em alguém que acabara de conhecer, mas achava que todos ao menos mereciam um voto de confiança, até que se fizessem merecedores do contrário. Podia não ser a melhor filosofia a ser seguida, mas Aya gostava desta forma de pensar. Era bom poder viver sob suas preferências de vez em quando. ‘ Desculpe-me, eu não tive a intenção de invadir sua privacidade, mas... eu acabei lendo o que escreveu... ’ Decidiu ser honesta quanto a sua falha, sentia-se culpada por não ter conseguido conter seu impulso e deveria ao menos se desculpar por isso. Não parecia certo guardar aquele fato para si. ‘ Você escreve muito bem... ’ Completou, repentinamente achando sua garrafa de água um objeto interessantíssimo.

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&.┋( more than just words in a paper ; aya x sulli ) ❜
Exausta após uma tarde inteira de treino. A dor nos pés já adquirira um aspecto anestesiado e ela não podia estar mais aliviada em colocar as botas bem estofadas e quentes para enfrentar o frio do lado de fora do estúdio. No corredor, a caminho da saída, fora até o bebedor repor sua garrafa de água, quando, um pouco mais a frente, avistou o que parecia um caderno no chão. Bebendo da água recém colocada, caminhou até o objeto e avaliou sua capa a procura de alguma identificação sobre o dono. Na ausência de uma do lado de fora, guardou a garrafa em sua bolsa e abriu a primeira página. Em sua defesa, não tivera a mínima intenção de ler seu conteúdo, apenas estava a procura do responsável por aquele caderno. No entanto, assim que lera a primeira linha, viu-se impossibilitada de parar por ali e, quando se deu conta, várias páginas já haviam sido devoradas. Não soube quanto tempo ficou ali, tomando conhecimento de algo que seus olhos jamais deveriam ter tocado. Só parou, de fato, quando chegou ao final da história. Incompleta. Queria saber o que aconteceria dali para frente, mas não o poderia enquanto não devolvesse o pertence ao seu dono. Logo, perguntou a primeira pessoa que viu se esta sabia de quem era aquele caderno e, por sorte, fora direcionada prontamente a uma garota perto da saída. ‘ Com lincença? ’ tocou de leve o ombro da garota, visto que ela não olhava em sua direção. ‘ Este caderno é seu? ’
@shxxsxwallflower
wonminjaes:
Nee, Anya-ssi, nada mesmo. É um pouco triste.
Então eu não devo ter sido uma pessoa realmente boa na vida passada. Você acha que foi? É verdade, é realmente abstrato, como se tivessem pensado exatamente em cada coisa, cada detalhe.
‘ Não acho que tenha problema não acreditar em nada, se essa for sua crença… ’
‘ Porque diz isso? E… talvez? Não sei ao certo… Às vezes acho que sim, outras que não me comportei da maneira que deveria na vida passada. É difícil ser uma pessoa genuinamente boa o tempo inteiro, não acha? O senhor fala como alguém que conhece bastante sobre o assunto… ’