What do you intend to do? {AU}
Assim que se sentou no banco traseiro do automóvel, Derbel voltou a cruzar as pernas, lançando-lhe um olhar provocativo enquanto assistia ao moreno observá-la desejosamente. Saber que era a única a receber tal olhar de Ahmiran a fazia se sentir uma campeã. Ela era dele. Ele era dela.
O noivo foi aos assentos de trás da mesma forma que ela o fez, passando por entre os bancos. Quando ele puxou as pernas da ruiva a fim de se acomodar entre elas, a mulher soltou uma risada devido ao ato um tanto brusco, mas fora rapidamente calada pelos lábios alheios. Estava concentrada em seu beijo, no movimento de suas línguas, enquanto suas mãos passeavam pelos cabelos do homem. Sentia uma pulsação entre suas pernas que a fazia o desejar ainda mais.
Estava ficando quente.
Esperou ele afrouxar as calças e pôr a mão em seu rosto para envolvê-lo com suas pernas e o pressionar contra si para sentir o seu calor. Entretanto, a mão pesada dele adentrou sua saia e puxou sua calcinha, que fora retirada com a ajuda da ruiva, e não demorou para ele voltar a dedilhar sua intimidade. Um sorriso surgiu em seu rosto com aquele toque.
Agora poderiam se divertir sem medo.
— Faça o que quiser — murmurou antes de puxá-lo novamente para seus lábios.
Um sorriso quase selvagem surgiu em seu rosto como resposta ao dela, logo desvanecido para que pudesse se entregar a seus lábios novamente, devorando sua boca com uma fome familiar. Ela era linda daquela forma, pensou — não, não linda, fascinante. Mais fascinante. No entanto, almejava ver seu rosto contorcido de prazer; outra visão de que nunca se cansaria. A simples lembrança fazia seu membro pulsar mais intensamente. Agora que tinham liberdade para fazer os sons que quisessem, sem risco de que alguém os notasse, queria ouvir seus gemidos. Fazê-la gritar. Poucas coisas lhe proporcionavam o mesmo sentimento de vitória extasiante.
— O que eu quiser, é? — murmurou contra seus lábios, a voz notavelmente enrouquecida pelo desejo. Desceu seus beijos pela mandíbula da ruiva até seu pescoço e deslizou um dedo para dentro dela, em busca do lugar certo que pressionar, enquanto usava o dedão para manter estímulos consistentes em seu clitóris. Depois de tanto tempo, os movimentos fluíam naturalmente, memória muscular desenvolvida da melhor forma possível. — Eu prefiro que você me diga o que você quer — centrou-se em um ponto específico de seu pescoço, dedicado a deixar uma marca que acabaria bastante visível. Não importava. Pelo contrário, a mensagem que aquilo passaria só fazia excitá-lo mais. Sua. Ela era sua. Deixou uma mordida mais abaixo. — Que implore por isso.













