What do you intend to do? {AU}
Um sorriso quase selvagem surgiu em seu rosto como resposta ao dela, logo desvanecido para que pudesse se entregar a seus lábios novamente, devorando sua boca com uma fome familiar. Ela era linda daquela forma, pensou — não, não linda, fascinante. Mais fascinante. No entanto, almejava ver seu rosto contorcido de prazer; outra visão de que nunca se cansaria. A simples lembrança fazia seu membro pulsar mais intensamente. Agora que tinham liberdade para fazer os sons que quisessem, sem risco de que alguém os notasse, queria ouvir seus gemidos. Fazê-la gritar. Poucas coisas lhe proporcionavam o mesmo sentimento de vitória extasiante.
— O que eu quiser, é? — murmurou contra seus lábios, a voz notavelmente enrouquecida pelo desejo. Desceu seus beijos pela mandíbula da ruiva até seu pescoço e deslizou um dedo para dentro dela, em busca do lugar certo que pressionar, enquanto usava o dedão para manter estímulos consistentes em seu clitóris. Depois de tanto tempo, os movimentos fluíam naturalmente, memória muscular desenvolvida da melhor forma possível. — Eu prefiro que você me diga o que você quer — centrou-se em um ponto específico de seu pescoço, dedicado a deixar uma marca que acabaria bastante visível. Não importava. Pelo contrário, a mensagem que aquilo passaria só fazia excitá-lo mais. Sua. Ela era sua. Deixou uma mordida mais abaixo. — Que implore por isso.
Usando uma mão de apoio para se equilibrar, a outra perdia-se nos cabelos de Ahmiran enquanto embriagava-se com os seus saborosos lábios. Com os olhos ainda fechados, Derbel ouviu atenciosamente a voz do rouca do homem, que fora capaz de arrepiá-la de desejo. Sim, queria que ele a surpreendesse como sempre a surpreendia.
Assentindo com a cabeça, soltou um leve gemido assim que sentiu o dedo do moreno invadir o seu interior e o pressionar enquanto continuava a estimular seu clitóris e passava a beijar o seu pescoço. Uma mistura de sensações prazerosas e seus quadris moviam-se algumas vezes em reflexo disso. Porra.
Abrindo um novo sorriso, que era entrecortado pelos grunhidos que passara a fazer com mais frequência, a ruiva apertava um punhado de cabelo do noivo para aliviar-se daquela incitação. Sentia com clareza a sucção que Ahmi fazia em seu pescoço, mas não se importava nas marcações que ele deixava em sua pele e não se importaria caso seus colegas de trabalho notassem. Poderia exibi-las com orgulho.
Sua voz parecia não querer sair de sua garganta, sentia que iria balbuciar caso tentasse forçá-la, mas, respirando firme, o fez — K-kiran, eu q-quero você mais embaixo... — seu rosto queimava e o calor que sentia parecia se intensificar.


















