" Não somente a morte de alguém nos deixa de luto. São as pequenas mortes que vamos experimentando durante a vida, os enganos, as grandes decepções, as despedidas, o fim de algum relacionamento, o fim de um amor que julgávamos eterno, o desemprego, que nos jogam para dentro de um tempo que é também de luto, maior ou menor, mas sempre luto" Na psicanálise, o luto não se limita à perda concreta de alguém — ele também se refere a tudo aquilo que, de alguma forma, precisa ser deixado para trás dentro de nós. As chamadas “pequenas mortes” — como decepções, términos, mudanças inesperadas — representam perdas de ideais que um dia fizeram sentido.
Cada uma delas exige um trabalho psíquico: reconhecer que algo não é mais e, aos poucos, desinvestir afetivamente daquilo que se perdeu para que novos sentidos possam surgir.
Quando esse processo não encontra espaço para acontecer, o que foi perdido pode permanecer como um vazio difícil de nomear ou como uma dor que insiste em se repetir. Por isso, a psicanálise oferece um lugar onde essas perdas podem ser simbolizadas, faladas e integradas à história do sujeito.
Façam terapia.
















