ACHO QUE ACONTECEU COMIGO TAMBÉM...
Perdão pela demora, estive imerso ao flutuador mundo dos sonhos. Não tenho certeza das palavras, mas se me servem, provavelmente me pertencem.
Hoje me conheço com uma percepção acentuada dos meus fracassos, e minha incrível condição de ser diferente, na verdade vem dos seus olhos cativados, focando fundo em mim. Isso não é problema, e aliás, acho belo que pense assim.
Quando somos jovens, agimos com um impulso que transgride as formas reais. Fazemos coisas sem sentidos, dizemos coisas que não queríamos ter dito e chegamos a fins que parecem não ser começo de nada. Tudo bem, não tem problema, precisamos da solidão para entender o valor da companhia, e muito dessa minha luz vêm dessa sombra chamada isolamento.
Te ensinei tudo que pude, apesar de saber bem pouco. Aquelas ideias loucas e teorias mirabolantes eram criadas no calor do abraço, para que você se perdesse calma naquele mundo insano. Ainda te servem bem? Se sim, me honra muito que leve um pedaço meu consigo… Como sempre pretendi deixar.
Apesar de sempre tão longe, sou constante como o sol entrando pela janela da sua casa. Você não precisa me encarar de frente, mas pra sempre saberá onde me encontro. Meu subjetivo poder de emoldurar ideias é um amigável presente que gostaria de vê-la praticar. Me surpreendo (inclusive com isso) quando meus esforços refletem na vontade de alguém.
Esse curto caminho revela muito sobre o poder das conexões, e como gestos simples arrastam por séculos o coração daqueles que entendem-os. Veja tudo com carinho e prestígio. Criamos realidades imbatíveis, comentários desmedidos e momentos delirantes, que acabaram, como tudo na vida deve.
Finalizo com uma arma do arsenal pessoal que carrego. Uma frase simples, mas descritiva de várias formas…
“Se perguntarem, diga que foi um curto caminho entre nós. Se insistirem na pergunta, responda-os que nos vimos de passagem.”