⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ Em nome da Excalibur, TONWEN CORAL TRITON em seus 19 ANOS, jura s e g u i r o legado de Rei Tritão ARIEL & ERIC durante a sua estadia na Academia dos Legados. Com a sabedoria concedida a ela, deve se manter caminho da luz enquanto conclui o MÓDULO I. Com a bondade tocada em seu coração, recebe C U R I O S I D A D E e não se permite ser corrompida por I N G E N U I D A D E. Por último, é deixado um corte na mão de FREYA ALLAN como prova de seu comprometimento com a luz.
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DORMITÓRIO: sim, localização Paris (114).
HABILIDADE
DESIDRATAÇÃO: quando tocou na Excalibur, Tonwen não sentiu diferença alguma da chegada de seu poder ou não. Foi somente mais tarde, estando com muita sede e tocando um copo de água com os lábios, mas sem bebê-lo, que descobriu o que era capaz de fazer. Com o toque dos lábios, ela pode remover a água de objetos e organismos, “sugando” todo o conteúdo de sua vítima. A longa exposição aos seus lábios pode fazer com que os organismos se tornem esqueléticos, logo morrendo devido à total falta de água.
BIOGRAFIA
⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ Quando se descobriu grávida da quinta filha, Ariel já sabia estar cansada da função parental. Depois de quatro crianças, queriam focar em outras coisas, em suas carreiras, e a bebê havia sido um deslize. Para que suas imagens não ficassem prejudicadas como pais mais ausentes, fingiram que a pequena nunca existiu. A Triton escondeu a gravidez, e quando finalmente a bebê loira de olhos azuis veio ao mundo, ela a entregou para o Rei Tritão, seu pai. Batizada de Tonwen pelo avô, por conta de sua pele alva, este transformou a pequena em sereia, e ela cresceu no fundo do mar sob seus ensinamentos.
⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ Foi criada com muito amor e também educação. Como se estivesse com saudades de viver aquela época que tinha vivido com suas próprias filhas, educou Tonwen como uma delas, e sempre manteve bem guardado o segredo de sua verdadeira origem, mantendo a promessa feita para Ariel. Quando os Triton vinham visitar, o Rei dizia que a garota era uma prima da família, e quando Tonwen o questionava sobre aquilo, ele sempre prometia que um dia lhe contaria a história, mas que ainda era muito nova.
⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ Ao completar 18 anos, Tonwen finalmente buscou respostas com o avô, principalmente após ele receber a visita de um homem que não parecia ser ali do fundo do mar, e eles terem uma conversa longa. No entanto, o tritão novamente desviou todas as respostas possíveis, a deixando com ainda mais dúvidas. Foi somente no ano seguinte que o mesmo visitante voltou ao reino marítimo, Tritão não conseguindo mais discutor com o Light One, que ela descobriu. Toda sua vida havia sido uma mentira. O Rei Tritão não era seu pai, e alguns dos parentes que vinham visitar, na verdade, eram seus irmãos. O choque foi grande, mas, ao mesmo tempo, com o bom coração que tinha sido criada, entendeu a situação pela qual os pais tinham passado, e por ter sido criada com tanto amor, não se enfureceu com o pai adotivo, que, na verdade, era seu avô. Descobriu também que a partir daquele ano teria que deixar sua casa no mar, e por ser filha de Ariel e Eric, ingressar na Academia dos Legados, aprendendo a lidar com um poder que receberia de uma espada importante.
⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀No dia de sua cerimônia, ao tocar na Excalibur, recebeu desidratação como poder; e foi descobrir mais detalhes sobre como funcionava a habilidade somente mais tarde. Agora, seu maior problema é adaptar-se com as aulas e também com a vida humana --- após 19 anos usando uma cauda, ter pernas não é nada fácil. Felizmente, ainda pode nadar no mar e transformar-se quando em contato com a água, mas, Merlin está sempre de olho em suas ações, para que não tente fugir para casa. Apesar de todas as mudanças, Tonwen procura sempre manter um sorriso no rosto e ser gentil com os outros. Ela ainda tem um pouco de receio de sua relação com os irmãos, pois não sabe se eles verdadeiramente gostam dela, mas é algo que pretende consertar aos poucos.
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𓂃 Eu tenho gostos peculiares, você não entenderia...
Mas @ewanmcdunbroch entendeu! E naquela manhã de sexta, quando decidiu presentear Tonwen com um Monster Pet, não poderia ter acertado mais em cheio! Como ela se sentia um peixe fora d’água na Academia, nada melhor do que ter um companheiro aquático consigo todos os tempos. É claro que talvez por se tratar de um Monster Pet, ele não seria bonitinho. A espécie que estava na loja era o peixe-bolha, que dentro do aquário era até fofo, agora fora dele... (a gravidade não perdoa).
E quem se importa com isso? Tonwen certamente não! Encantada pelo presente, não demorou em nomear o peixe de Bubbles. Com o auxílio de uma magia, ele consegue respirar fora da água, e flutua por aí ao lado de Tonwen como se estivesse dentro do mar (o próprio peixonauta, porque se ele se rastejasse, a visão ia ser pior ainda). E não ouse falar mal dele! Tonwen não é violenta, mas ela pode ficar.
𓂃 Apesar de aos poucos estar se acostumando com Halloween Town e com a ideia da festa de Halloween, Tonwen sentia saudades de casa. E não de Undersea em específico, mas de Seatopia. Parecia que com a Academia por lá, as coisas tinham se tornado mais fáceis. Depois de um começo de ano turbulento e cheio de mudanças, ela voltava ao seu habitat natural, e agora, era tirada dele novamente, para um bem mais horripilante. Era por causa disso que na maioria dos dias ela estava desanimada, não sendo nada incomum vê-la cabisbaixa pelos corredores, usando a desculpa de estar muito ocupada estudando para recusar convites que tinham a intenção de ir até os locais da cidade assustadora. Naquela tarde de sábado, estava acompanhada de Ewan em um dos jardins da Academia, feliz por ele ter a encontrado e não estar comendo um espetinho de olho de monstro, por exemplo. “Ewan...”, chamou sua atenção, o olhar mirando o chão. “Você não sente saudades da praia?”, ali começava a ficar implícito suas ideias. “Eu pensei em, aproveitando que hoje é sábado, irmos até Seatopia novamente, agora que os portais estão mais acessíveis...”, ou melhor, que ela aprendera a usá-los. “O que me diz? Tudo bem se não quiser! É só uma ideia...”, não queria dizer que estava triste e com saudades, parecia um assunto que iria aborrecê-lo, no sentido de ser chato, então decidiu manter o texto pequeno (o que não era comum dela).
Museus não eram bem o lugar favorito de Caelan. Ele gostava de lugares mais agitados, no entanto, o Museu Forks era uma outra história. Já que estava vivendo entre os monstros agora, o Crystal mais novo não perderia a oportunidade de conhecer mais a fundo a história deles, afinal, todas elas eram no mínimo interessantes. “Ei, olha só, Towen, uma escultura em tamanho real da múmia!” Ele disse para a amiga ao seu lado, puxando-a para se aproximar mais da múmia falsa. “Achei que ela fosse ser um pouco…maior. E mais assustadora. ” Soltou um suspiro de decepção, antes de desviar o olhar para a Triton. “Quer ir pra qual sessão agora? Ainda tem os lobisomens, monstros marinhos e vários outros que ainda não vimos.”
𓂃 Depois de sua conversa com Alicia, Tonwen decidiu que talvez pudesse dar uma chance para Halloween Town. Quem sabe conhecendo mais sobre as criaturas, não as achasse tão assustadoras assim. Achou errado. Ao pisar no museu, não havia nem terminado a primeira sessão e já estava assustada o suficiente. Aquelas esculturas, bonecos, o que fosse, eram todos horripilantes! Assim que sentiu o braço puxado e em sua frente teve a figura da múmia, engoliu o grito, também não queria passar vergonha. “É, bem... legal.”, forçou-se a dizer, e sentiu um certo alívio com uma das sugestões dele. “Monstros marinhos! Vamos até lá!”, pelo menos daqueles ela não teria medo, visto esperar estar acostumada com suas fisionomias nem tão assustadoras assim.
𓈒 ࣪ ࣭ 🐉 . ˙ ˙ ⋆ ࣪ yuzi soltou um riso divertido com o questionamento de tonwen. — seu pai é um homem sábio! não posso negar que estou com um pouco de fome sim! e você? quer ir almoçar comigo? — convidou com um sorriso no rosto. — mas sem aqueles espetinhos de olhos de halloween town, por favor. — apressou-se em dizer, fazendo uma careta com a péssima lembrança. — fico feliz em saber que você está bem! senti falta de te ver por aí, acho que faz um tempo que não nos encontramos por aí. — não era mentira, tonwen era uma pessoa encantadora, merecia apenas coisas boas. da mesma forma, yuzi gostava de trocar palavras com a garota. — eu tô bem também! ao menos é o que acredito.
𓂃 À menção de Halloween Town e tal comida, o corpo de Tonwen se estremeceu, e ela logo negou. “Não, não. Nada disso, vamos ficar por Arthurian mesmo. O que acha de irmos até a Bread?”, com o acidente do Tiana’s, muitos tinham apelado para a padaria, a fim de matar a fome; isso era o que ela tinha notado, pelo menos. Logo em seguida, ela ofereceu um sorriso gentil à outra. “Desculpe, eu andei ocupada com algumas coisas...”, a verdade? Ela ficara com medo de sair por um tempo devido à situação de Eric, depois ficara triste por deixarem Seatopia e agora, tinha medo de Halloween Town. Ficar reclusa em seu quarto (ou na piscina da Academia) parecia a melhor opção. “Mas fico feliz que está bem. Animada com as festividades que estão por vir?”, ela imaginou que sim, todos ali pareciam obcecados com o Halloween, sentia que eventualmente ela teria de se acostumar com a ideia.
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O acampamento da família lhe proporcionara uma vista da sociedade arthuriana nos seus estágios mais jovens - e, consequentemente, mais estranha. Ele já tinha retirado animais de dentro de lugares em que animais nunca deveriam estar. Ele já tinha tido que explicar para seres humanos coisas que todos os seres humanos tinham que saber. Depois de tudo isso, ele acreditava não se surpreender com nada.
Mas, ali estava, se sentindo completamente embasbacado com a garota que estava parada ao lado de uma placa de pare. Ele estivera bebendo seu café do lado de fora da Bread, observando o tráfego. Primeiro acreditou que ela estava esperando por um conhecido, mas ninguém apareceu. Ela olhava sempre para a placa, como se esperasse que ela mudasse, especialmente quando alguém atravessava.
Finalmente, ao acabar seu café, Ewan não conseguiu controlar sua curiosidade. Ele parou ao lado dela, fingindo esperar também. – Ah, você… Quer atravessar? Ou…
𓂃 Tonwen estava perdida, para se dizer o mínimo. Desde que passara pela cerimônia de receber seu poder e ingressado na tal Academia dos Legados, o misto de emoções de ser humana depois de anos tendo uma cauda, junto com a tristeza de estar longe de casa fazia com que as coisas fossem uma grande confusão para ela. Junto disso, ainda tinha o fato de que conheceria seus irmãos, e que não, não eram mais aquelas que agora eram suas tias. A mente da garota estava a mil. Tinha ido até o centro de Arthurian naquela tarde para comprar materiais que haviam lhe sido pedidos para começar o ano na Academia. Só haviam se esquecido de que ela não fazia ideia de onde ir, como comprar, etc. Merlin só lhe entregada um saquinho com dinheiro, e era isso. Se vire. Depois de quase ser atropelada duas vezes (uma delas por um tapete voador!?), notou a placa de ‘pare’, então, foi isso que fez. Certamente ela uma hora mudaria para ‘vá’, não...? Será que era para demorar tanto assim? Com um suspiro, assustou-se brevemente ao notar que agora tinha companhia. “Estou fazendo o que a placa manda.”, explicou, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. “Acho que só devemos atravessar quando ela estiver verde, não?”
Os olhos do Snoball brilharam no segundo em que viu a reação da mais nova. Ele estava certo no elogio, e sim, era um elogio. Muitas mulheres odiavam ser chamadas de adoráveis, pois queriam ser perigosas, ousadas, sexy’s, o que fosse. Mas adorável para Shane sempre significou alguém com quem ele gostava de passar o tempo, divertida, instigante ao seu próprio modo. E era assim que estava vendo Tonwen naquele instante. — Talvez a torre da ala oeste, ou a biblioteca misteriosa, ou até mesmo o banheiro do no fim da ala sul. Soube que lá é bastante sombrio e sinistro. Não sei se vai ser exatamente o que procuramos, mas podemos começar por aí — sugeriu, uma vez que Shane não conseguia pensar claramente e julgou que seria melhor partir para as eliminações. — bom, se tem essa opção fico mais relaxado. Mas ainda assim vamos tentar achar o seu, assim se poupa do trabalho — assegurou mais uma vez. Ele tinha aquela vibe otimista de que nenhum problema era tão grande, que não pudesse ser resolvido. Custaria um pouco? Sim, mas Shane só pararia quando tivesse uma solução. Ele era esse tipo de cara. O sorriso largo tornou aos lábios com os dizeres da mais nova, e ele prontamente fez uma continência ao final das palavras. Bobo, ele sabia. Mas esse era Snoball, um tanto bobo. — nobre cavalheiro aos seus serviços, minha adorável donzela — e logo o braço se estendeu a sua frente, para que a mais nova o acompanhasse. Pretendia começar pelas torres, do mais alto ao mais baixo. Assim fariam uma limpa.
𓂃 Tonwen não podia estar mais feliz de ter encontrado Shane naquele momento, visto que ele parecia realmente disposto a ajudá-la, e como alguém que estava na Academia a mais tempo que ela, seu conhecimento sobre os lugares dali viriam a ser extremamente úteis. Sem falar que ele era uma das poucas pessoas com quem ela se sentia realmente à vontade, e ela nem sabia o porquê, a amizade deles havia começado de um jeito tão inesperado, mas divertido. “Me parece ótimo, apesar de que sombrio e sinistro não são palavras que eu costumo gostar muito.”, fez uma breve careta. Será que já tinha contado a Shane que era uma grande medrosa? Se não, talvez ele fosse descobrir hoje. No entanto, não se importou mais com a descrição do lugar no momento em que ele lhe estendeu o braço, juntando-se à sua brincadeira. Retribuindo com uma reverência, não demorou em pousar a mão sobre o braço dele, para que então caminhassem. “Você que está aqui há mais tempo, os fantasmas fazem isso sempre?”, questionou, o observando de soslaio. “Eu achei legal e tudo mais, mas precisavam pegar bem objetos tão importantes de cada pessoa? Eu vi até uma garota chorando hoje de manhã, queria poder ter ajudado ela, mas a minha própria preocupação com minha concha me impediu.”, ela se sentiu um pouco culpada, mas ao mesmo tempo, não achou que seria a melhor ajuda do mundo.
amelia não tinha pensamentes negativos acerca de tonwen, de forma que quase se sentiu culpada por suas palavras. entretanto aquela sensação não foi nada duradoura, quando se recordou dos atos desprezíveis de eric triton exibidos por seu pai, ele não passava de um traidor e em sua opinião, a punição escolhida contra havia sido até leve demais. “e o que você quis dizer, tonwen triton?” exalou, apenas do tom desinteressado de sua voz estava até curiosa para saber a origem da fala anterior da garota. o fato é que ela não dava tanta importância aquela questão, não quando havia aquele sentimento constante de perigo iminente desde a morte de wendy e as mil e uma incertezas em sua mente. as últimas semanas haviam sido estranhas, no mínimo, ainda mais se pensar que seu pai havia sido removido e tido sua cadeira de volta no conselho em tão pouco tempo. não que estivesse insatisfeita com aquilo, é claro, mas seria boba se ignorasse a bizarrice daquelas ocorrências. “não acho que contrabandear fadas de pixie hollow deva ser minimizado apenas a um erro.” deu de ombros. presas naquele aquário as fadas deviam ter se sentido assustadas e impotentes à mercê do que quer que james hook faria com elas. “você sabe que nós somos superiores aos non-maj.” falou com desprezo. “não.” a convicção em sua voz era estranha, ao mesmo tempo que digna de admiração. “meu pai fez tudo por esse país, ele perdeu um filho para que pudéssemos viver em paz.” não disse que tinha perdido irmão, a charming não sentia nada por wyatt charming, ele era completo um estranho para ela.
𓂃 Ela sabia que aquela era uma batalha perdida. Não costumava julgar ninguém antes de conhecê-los, mas haviam alguns humanos que conhecera que a faziam duvidar da frase ‘há somente o bom na terra, em Arthurian’. Ao mesmo tempo que haviam pessoas que haviam mal por algum motivo, haviam aquelas que faziam o mal apenas por querer, e esse mal podia ser executado em forma de se achar melhor que todos os outros. Era o caso dos Charming, assim ela tinha ouvido falar, e no caso agora, dado a última frase da garota, conferia. “Eu não diria que somente por termos magia somos superiores. Eles fazem coisas maravilhosas, e muito do que temos aqui, foi criação deles.”, ela andava lendo muito sobre os non-maj, especialmente por causa da matéria que tinha em seu módulo. Assim como sua mãe um dia estivera, estava completamente encantada. “E olha, eu posso ser nova por aqui e ainda não saber de tudo, mas eu consigo imaginar que mesmo tendo tido um filho que salvou tudo e todos, eles cometeram alguns erros. Você deve cometer erros também. Mas tudo bem, porque podemos consertá-los, buscar o perdão, sabe?”, deu levemente de ombros. Para ela, violência nunca seria a solução. “Não estou dizendo que o que Eric fez foi certo, mas...”, ela já nem ligava de não chamá-lo de pai, ou que as pessoas fossem estranhar isso. “A violência ou a morte nunca é a resposta.”
₊𓂅 ᝰ 🍁 ˓𓄹 ࣪˖ Seu ar risonho apenas se aprofundava ao sentir o aperto em suas bochechas, mas Maple sorriu com as palavras da Triton. “Não aprendeu? Pois podemos resolver isso… quando estiver sóbria! Posso te ensinar, se quiser.” sugeriu. Sabia que ela tinha muitos irmãos para isso, mas não podia deixar de oferecer, era algo gentil a se fazer, não? Bom, qualquer que fosse sua intenção, se perdeu quando a viu dançar. Os movimentos exagerados e desengonçados foram o suficiente para deixar o Boo completamente atônito. Ele infelizmente não conteve o riso, era alto e estridente, mas divertido e também não havia julgamento em seu olhar quando começou a se mexer para dançar também. “Percebe-se… mas o que importa é se divertir, não é?” e a jovem parecia se divertir o bastante ali com aquela dança maluca. “Vamos, pode dançar assim mesmo!” assegurou, tentando imitar um pouco da movimentação dela.
𓂃 Se por um segundo temeu ser julgada pelos movimentos de ‘onda’ que fazia, no seguinte todas as suas preocupações se esvaíram, pois Maple, ou melhor, seu anjo, começou a acompanhá-la no que fazia, arrancando dela um riso divertido também. “Você é muito bom nisso também!”, e ele era! Talvez fosse dançarino profissional. Ela não deixou de se aproximar dele em seguida, pousando as mãos sobre seu ombro, começando a rodopiá-los. “Você está vendo isso? O mundo está girandooooo...”, talvez não fosse uma ideia tão boa fazer aquilo, devido à quantidade de álcool que tinha ingerido, mas estava tão divertido! Quando pararam, seu olhar pareceu continuar. “Meus camarões! Eu ainda estou girando...”, ela riu, logo em seguida cambaleando. Como pernas eram traiçoeiras!
“Eu estava pensando em começar uma festa de Halloween e você está oficialmente convidada. Você sabe como eu te adoro.” Claro que gostava da companhia alheia, mas também ela atraía muitos olhares curiosos, que Selene, uma vez ou outra, utilizava para views e para visibilidade na mídia (não que precisasse, na verdade, mas era bom sempre remediar). As mãos dela seguraram as da outra, em um sinal de afetuosidade, um sorriso suave nos seus lábios. “É mais para os íntimos e para eu aproveitar o clima de frio e chuva dentro do dormitório para fazer algo bom com isso.” | a starter for @seashxnty
𓂃 Tonwen foi pega de surpresa. Ela não se lembrava de ter sido convidada para uma festa particular uma vez sequer desde que entrara na Academia. Para ela, somente seus amigos próximos sabiam quem era de verdade, os outros só lembravam dela como ‘a Triton que surgiu do nada’. “Oh, nossa, obrigada...”, como iria dizer para a Fantastic que achava o Halloween uma coisa assustadora demais? E que uma festa dessas não a atraía? “Quem mais vai?”, quem sabe, se não conhecesse qualquer outra pessoa, pudesse usar aquela desculpa para recusar o convite de forma cordial, e não parecer uma covarde na frente de Nesim.
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As dificuldades de Towen de adequação ao mundo humano conferiam à garota certa graça, fazendo com que Bora a observasse, em alguns momentos, com humor. Era visível que a loira sentia saudades de Undersea, literalmente um peixe fora d’água. No entanto, com a crise dos Triton, era importante que se mantivessem unidos - o Hunter supunha. ‘ Não estou nem um pouco surpreso ’ riu brevemente, ainda encarando o copo dela com suspeita. Pensou antes de responder, em dúvida sobre qual seria a resposta que a deixaria menos encabulada, mas querendo, ainda, esclarecer a verdade. ‘ Não assim tão vergonhoso… Algumas pessoas tem orgulho em dizer que são tão ocupadas que não têm tempo nem mesmo para arrumar o quarto, enquanto outras fazem a cama logo depois de se levantar - parece que tem a ver com seu dia render mais ou algo assim ’ ele tinha aprendido dessa forma, mas só porque era impositivo na casa dos Hunters que tudo estivesse em perfeita ordem. Na ausência de uma mulher que ditasse como deviam se comportar, os dois homens tinham aprendido a se virar sozinhos e tinham encontrado um bom ritmo há muito tempo atrás. ‘ Falar sobre o quê? ’ brincou, como se já tivesse esquecido do que vira. ‘ Se importa que eu mexa nas suas coisas? ’
𓂃 Os comentários de Bora traziam para ela uma certa pacificidade. Ele era uma das poucas pessoas que parecia ter paciência o suficiente com todas as trapalhadas dela, o que lhe trazia um certo conforto. Apesar de sentir-se envergonhada perto dele, depois do que um dia acontecera entre os dois, agora começava a ficar mais calma, quase como se ele fosse um amigo próximo. “Eu gosto de deixá-la arrumada, essa teoria se aplicava a Undersea também, apesar de que lá eu tinha amas. Mas aqui, nesses últimos dias, as notícias me tiraram do eixo...”, ela deixou que uma breve careta estampasse seu rosto. Utilizava palavras que aprendera nos últimos tempos, como eixo, e imaginou que Bora fosse julgar engraçado, ou interessante. “E eu quis dizer sobre o dormitório bagunçado. As pessoas já estão falando demais da minha família, e me envolvendo em coisas que eu nem sabia que existiam, então saber que eu sou uma grande bagunceira... acho que seria demais ouvir mais ainda.”, ela suspirou, e então levantou o olhar na direção dele. “Por que alguns humanos são tão maldosos assim? Quer dizer, em Undersea meu pai lutou contra vilões, sabe? Mas eles tinham propósitos bem maiores do que só deixar uma pessoa para baixo.”, aquela era uma das coisas sobre humanos que ainda não compreendia. Logo em seguida, negou. “Fique à vontade.”, ela não tinha nada de muito especial, e vendo Bora se mexer, não demorou em começar a dobrar algumas roupas.
Quando a Triton proferiu a explicação, tudo se tornou mais claro para Alicia. Apesar de sua habilidade mágica lhe dizer a emoção que a pessoa estava sentindo no momento, ela não conseguia saber os motivos para tanto, então ajudava muito quando alguém não tinha problemas em expor, como fora o caso de Tonwen. Uma vez que estava tudo as claros, era muito mais fácil de lidar com a sensação que assolava seu corpo quando a habilidade mágica estava ligada. “Sei sim, sweetheart! E posso te levar para a Academia agora, caso queira, mas admito que acho uma pena que você ainda não tenha percebido as belezas de Halloween Town!” Enxergava a Triton como uma irmã mais nova. Ela gostaria de ter tido mais uns além de Shane, então por que não adotar outros por conta própria? “É claro que eu sou suspeita, porque sou atriz e realmente gosto de filmes de terror e tudo aqui me dá a sensação de estar vivendo dentro da Família Addams, sabe? Só me faltou o vestido preto.” Naquele segundo, decidiu que aquela seria sua fantasia do dia seguinte! “Você não quer dar um passeio comigo antes de voltar? As vezes vai se sentir melhor. Não queria dizer nada, mas ainda temos o mês inteiro para ficarmos por aqui.”
𓂃 “Eu não sei o que é Família Addams...”, ela fez uma breve careta, esperando que Alicia não se importasse com aquele comentário. Havia tanto do mundo mágico e também do mundo não mágico para aprender! Era quase impossível para ela saber de tudo em tão pouco tempo, então sempre que alguém mencionava algo novo, ela tentava lembrar, para mais tarde pesquisar (especialmente agora que já era expert no Geenie!). “Mas ok, talvez eu possa dar uma chance.”, ela riu um pouco nervosa. Não queria parecer medrosa, mas aquelas criaturas não lhe pareciam muito amigáveis, e assim como ela fugia das cavernas marítimas, fazer algo que a assustaria de propósito não parecia lógico. “Onde podemos ir? Tem um lugar 'menos' assustador para começarmos?”, perguntou, e o mesmo segundo, um homem (ou zumbi) com um olho a menos passou ao lado delas, os pelos do corpo de Tonwen se arrepiando todos. “Vamos, vamos, sair daqui agora.”
Ewan riu baixo, assentindo com a cabeça. Tratava-se simplesmente de um dos artigos de comida mais controvertida entre os humanos. Por sorte, ele era do time que não se importava com o sabor. – Parece bom para mim. Mostre o caminho.
Ele seguiu ao lado dela, olhando ao redor e parando por um segundo para recolher algo do chão. Continuou mais alguns passos, limpando a areia da perfeita conchinha redonda que tinha encontrado. Quando terminou, estendeu para ela.
– Aqui. Para você. – Ocorreu a ele que talvez ela tivesse um milhão de conchas - ou não achasse grande coisa delas. Mas ele gostava de dar presentes. – Ah, e… Sobre a coisa da doença… Dá para não falar com ninguém sobre? Queria deixar meio por baixo… Quero dizer, não quero que todo mundo saiba e fique falando. Você sabe como as pessos por aqui são.
𓂃 Animada, Tonwen começou a caminhar em direção ao restaurante mencionado. Ela adorava ter companhia para comer, e a conversa com Ewan sempre parecia fluir bem. Foi pega de surpresa quando ele lhe estendeu a concha, um sorriso bobo sendo formado em seus lábios. Ela adorava presentes! Podia sim ter várias daquela em casa, para se lembrar de sua moradia sempre, mas recebê-la de alguém, esse alguém sabendo que seria algo que iria agradá-la, fazia toda a diferença. “Aw, que amor! Ela é linda!”, não demorou em abraçá-lo de lado. Uma das coisas que descobrira é que contato físico com as pessoas que gostava era uma coisa que apreciava. “Obrigada, Ewan.”, e logo em seguida, assentiu ao pedido dele. “Não se preocupe, não direi nada a ninguém.”, e não estava mentindo, ela não era fofoqueira, nem via o porquê de ser. A única hora que contaria para alguém sobre a situação do Dunbroch seria se algum dia precisasse de ajuda para socorrê-lo, coisa que ela esperava não acontecer tão cedo. Afastando os pensamentos negativos, voltou a caminhar sorridente, sentia que o dia ao dele seria bom.
🐚───’ A situação toda era ainda mais complicada aos olhos de Julieta, queria conhecer sua mais nova irmã, ao mesmo tempo, tinha passado anos assumindo um papel de mãe para com os mais novos, que sequer se lembrava direito como era agir como apenas uma irmã mais velha, como se houvessem pedaços faltando em si para que tudo fizesse um certo sentido. De qualquer maneira, não conseguia deixar o instinto protetor que tinha para com os outros, mesmo mal conhecendo Tonwen, só esperava conseguir mudar isso e se aproximar dela. - “Sinto muito por isso.” - comentou visto o fato de que ela sequer tinha tido qualquer contato com Eric, se bem que no fundo, Julieta não sabia ao certo o quão isso era melhor ou pior, os pais sempre foram um tanto quanto complicados quando se tratava de contato com os filhos, uns conseguiam mais do que outros. - “Esse banimento dele não será eterno, na verdade, acredito que com os últimos acontecimentos, venham a pedir que ele retorne, até por questões de segurança. E bem, tenho certeza de que ele adorará lhe conhecer melhor, assim como todos nós.” - completou lhe oferecendo um sorriso um pouco mais doce e mais aberto, como quem estava realmente tentando. - “Me parece algo ótimo.” - manteve o sorriso no rosto, mesmo que não soubesse como lidar com a informação de que uma Triton tinha tido uma infância divertida e leve, sem todas aquelas preocupações, era quase um sonho. - “Essa mágica teria nos polpado de algumas situações, mas na medida do possível, tivemos todos uma boa criação, isso é o importante. Mas nada nos impede que criemos melhores memórias e situações agora, mais do que nunca.” -
𓂃 “Eu só não entendo porque algumas pessoas parecem sentir... prazer? É, acho que essa é a palavra correta... bom, prazer em diminuir os outros. Não faz sentido nenhum para mim, eu achava que os humanos eram melhores do que isso.”, ela deu levemente de ombros. As histórias no fundo do mar diziam que uma vez o Rei Tritão havia sido completamente contra o contato com a humanidade, mas depois da história de seus agora então pais, as coisas haviam mudado; humanos eram legais. Porém, havia muito que Tonwen observava ali na Academia que a fazia questionar sobre aquilo. É claro que jamais iria generalizar, mas ainda assim, a deixava confusa. “De qualquer forma, espero que ele esteja bem.”, ela queria ter a oportunidade de conhecer seus pais melhor, ainda que estivesse decidia a levar Tritão como seu criador para o resto de sua vida, estivesse em Undersea ou não. “Alguns dos livros que eu li me mostraram que às vezes essas coisas difíceis vem para nos ajudar a melhorar nós mesmos. Eu tenho certeza de que você é uma ótima pessoa e irmã por causa disso.”, já eu? Sou inocente demais, completou mentalmente. Ela tinha consciência disso, apesar de não querer admitir. “E quem sabe no futuro não conseguir fazer isso? Juntar a família toda de uma vez? Eu ainda tenho esperanças.”
𓂃 Conforme o tempo passava, melhor Tonwen ia entendo o comportamento e os sentimentos dos humanos. Como se fosse um bebê evoluído, quase um ano naquele mundo ainda não era o suficiente para conhecer tudo, mas ao menos um pouco de noção ela já tinha. Estava passando a saber o que era sentir emoções mais fortes do que as que tinha quando sereia, a conhecer o amor, por exemplo, entre outras coisas. Naquela manhã, saíra da Bread With Love com um café em mãos (descobrira também que amava café!), só que sua desatenção e desastre fizeram com que em poucos minutos acabasse encontrando o corpo de alguém, o conteúdo indo parar todo na roupa da outra pessoa. “Oh, me desculpe!”, ela rapidamente se desesperou, não deixando de olhar no rosto do agora homem. “Isso! Isso é um sorriso cínico? Uma expressão de raiva? O que está sentindo?”, novamente, ela saía de uma situação para outra completamente diferente, até se esquecendo do acidente. Talvez fosse isso que causasse mais irritação nas pessoas.
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𓂃 Não sendo muito fã de Halloween Town (diferente de quase todas as outras pessoas da Academia), Tonwen se encontrava no jardim, um livro em mãos. Havia começado a se aprofundar na literatura non-maj, especialmente nos romances, se apaixonando cada vez mais por aquelas histórias, chegando a se perguntar se algo como aquilo algum dia aconteceria com ela. Não esperava ter companhia naquela tarde, mas assim que alguém tomou assento ao seu lado no banco que ocupada, ela não demorou em levar o olhar em sua direção. “Você já se apaixonou antes?”, como sempre, ela começava conversas com assuntos aleatórios, que muitas vezes faziam pessoas pensar que ela era maluca, ou coisa parecida. “Nesse livro, o cara é um mentiroso, sabe? E a garota está toda apaixonada. Então ela é uma boba, que deixa ele entrar por baixo da pele dela. Isso é meio triste, não é? Você faria isso com alguém na vida real?”, e o questionamento era genuíno, até porque ela não entendia muito bem sobre sentimentos ainda.
𓂃 Como tinham ido parar naquela situação, Tonwen não se lembrava. Tinham sido pegas de surpresa por uma simulação para “treinar” seus poderes, mas talvez tivessem errado de aluno? Tonwen não completara nem mesmo seu primeiro ano! E ainda por cima, considerava seu poder quase inútil; como iriam sair daquela situação? Pelo menos era com Orianthi que estava ali. As duas eram próximas, ela gostava de pensar, apesar da timidez sempre tomar conta de Tonwen quando próximas, devido ao beijo que uma vez haviam trocado; parte essencial para seu descobrimento como humana. O chão tremia, e se antes estavam do lado uma da outra, agora uma fenda as separava. “Orianthi, feche os olhos!”, Tonwen gritou, estendendo a mão em seguida. “Pule e pegue a minha mão, eu prometo que vou te segurar!”, ela tinha certeza de que aquilo daria certo? Não. Mas gostava de ser otimista, e inocente. “Vamos sair daqui juntas, eu prometo.”, ela tentava controlar o desespero, pensando que não passava de uma simulação. Torcia para que Orianthi não surtasse também, do contrário, ela perderia todo o controle.