mário cesariny, sombra de almagre, poema e serigrafia, lisboa, isaac holly, 1983
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mário cesariny, sombra de almagre, poema e serigrafia, lisboa, isaac holly, 1983

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sophia de mello breyner andresen, «metamorfose do labirinto ou a pintura de vieira da silva», diário popular, 8 ago. 1968
gal costa, «vapor barato», gal, ep, 7′’. 1971
escrito por waly salomão e jards macalé
hoje, dia de todos os demónios irei ao cemitério onde repousa Sá-Carneiro a gente às vezes esquece a dor dos outros o trabalho dos outros o coval dos outros ora este foi dos tais a quem não deram passaporte de forma que embarcou clandestino não tinha política tinha física mas nem assim o passaram e quando a coisa estava a ir a mais tzzt… uma poção de estricnina deu-lhe a moleza foi dormir preferiu umas dores no lado esquerdo da alma uns disparates com as pernas na hora apaziguadora herói à sua maneira recusou-se a beber o pátrio mijo deu a mão ao Antero, foi-se, e pronto, desembarcou como tinha embarcado Sem Jeito Para o Negócio Mário Cesariny a única real tradição viva
Num país que não é o meu O vento continua a soprar As árvores dão frutos O sol nasce O rio corre O mar ruge A chuva cai As pessoas continuam a rir As pessoas continuam a errar No meu país O vento espera pela licença de soprar O rio espera pelo direito de se derramar O galo espera pela permissão de cantar A chuva espera a regalia de chorar No meu país Só o coração bate sem autorização Só a liberdade paira sem pré-aviso. Faiha Abdulhadi (palestina)

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Trago os instrumentos do fogo Ponho-os na boca Ponho-os no coração Trago os instrumentos da respiração – Uma montanha, uma árvores que lhe dá abrigo – E suspendo-os nos ramos como pinhas que dão sombra Um lugar fresco para os deportados de Sião nas margens Trouxe também os instrumentos dos mineiros Uma luz na cabeça voltada para o pensamento Um olhar profundo O modo prisioneiro de virem livremente para fora E trago todos os instrumentos na circulação do sangue e na ocupação [permanente Das mãos Para o instrumento difícil Do silêncio
Daniel Faria poesia homens que são como lugares mal situados
The Secret of a Full Life
The secret of a full life is to live and relate to others as if they might not be there tomorrow, as if you might not be there tomorrow. It eliminates the vice of procrastination, the sin of postponement, failed communications, failed communions. This thought has made me more and more attentive to all encounters. meetings, introductions, which might contain the seed of depth that might be carelessly overlooked. This feeling has become a rarity, and rarer every day now that we have reached a hastier and more superficial rhythm, now that we believe we are in touch with a greater amount of people, more people, more countries. This is the illusion which might cheat us of being in touch deeply with the one breathing next to us.
The dangerous time when mechanical voices, radios, telephones, take the place of human intimacies, and the concept of being in touch with millions brings a greater and greater poverty in intimacy and human vision.
~ Anais Nin
The Diary of Anaïs Nin
— Susan Sontag, from “Death Kit,” (1967) (via lunamonchtuna)
Às vezes julgo ver nos meus olhos
A promessa de outros seres
Que eu podia ter sido,
Se a vida tivesse sido outra.
Mas dessa fabulosa descoberta
Só me vem o terror e a mágoa
De me sentir sem forma, vaga e incerta
Como a água.
Sophia de Mello Breyner Andresen
"As bolas de sabão que esta criança
Se entretém a largar de uma palhinha
São translucidamente uma filosofia toda.
Claras, inúteis e passageiras como a Natureza,
Amigas dos olhos como as cousas,
São aquilo que são
Com uma precisão redondinha e aérea,
E ninguém, nem mesmo a criança que as deixa,
Pretende que elas são mais do que parecem ser.
Algumas mal se vêem no ar lúcido.
São como a brisa que passa e mal toca nas flores
E que só sabemos que passa
Porque qualquer cousa se aligeira em nós
E aceita tudo mais nitidamente."
- Alberto Caeiro

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Louise Glück, Meadowlands; from ‘Marina’
TEXT ID: You took me to a place where I could see the evil in my character and left me there.
Louise Glück | Poems 1962 - 2012 | excerpt from Parable Of The Dove | Meadowlands
Louise Glück, 1943-2023
Só o primeiro passo é que custa. Mas, depois de dado o primeiro passo o segundo é o primeiro depois desse. É bom reparar nisto e não dar passos nenhuns... Todos custam.
Fernando Pessoa

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Eu já nem sei quem sou. Se o soube um dia
Foi um engano leve de momento:
Vi através de mim um pensamento,
E imaginei que já me conhecia.
Eu não sinto na alma um só tormento,
Nem a dor – é mentira – me assedia,
Só uma calma imensa anestesia
O meu crime maior: o sentimento.
E eu posso lá dizer que sei quem sou!
Nunca mudei, a vida não mudou.
Eu hei de ser eternamente igual…
Nasceu a minha mágoa só de mim…
A minha vida há de seguir assim
E hei de ser sempre o mesmo por meu mal!
António Pedro
exílio d’ alma
De súbito, acordei
perto das coisas distantes
com a vaga tentação
de dar um salto na sombra
até chegar ao coração da Morte.
Mas fiquei de olhos fechados
a cair dentro de mim
noutra sombra ainda mais densa
– onde dorme à minha espera,
tão ignorante de abismos,
a minha morte, só minha,
que nunca apagou estrelas
nem adormeceu raízes…
José Gomes Ferreira
melodia 1932