.ೃ࿐ / / 𝐦𝐢𝐝𝐧𝐢𝐠𝐡𝐭𝐬 𝐛𝐞𝐜𝐨𝐦𝐞 𝐦𝐲 𝐚𝐟𝐭𝐞𝐫𝐧𝐨𝐨𝐧𝐬 * —
As ninfas espalharam que TIMÉO THEVENIN CELLIER chegou ao acampamento e estão dizendo que se parece com MAXENCE DANET-FAUVEL, mas deve apenas ser o poder da névoa o confundindo. Ele tem 29 anos e é do panteão GREGO, filho de HIPNOS. Dizem as más línguas que THEV é SARCÁSTICO, mas também é JUSTO em seus melhores dias, por isso está na QUINTA COORTE e é INSTRUTOR DE IDIOMAS. Espero que se adapte bem, estamos muito felizes por tê-lo aqui!
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* — TRIGGER WARNING: menção de capacitismo & assassinato.
.ೃ࿐ Filho de Hipnos e um mortal parisiense, Timéo passou os primeiros sete anos de sua infância em Ezé, na França. Foi nesse período em que manifestou sua primeira habilidade, Imersão de Devaneio, que passou despercebida devido ao diagnóstico de autismo. Como prole mortal da personificação do sono, naturalmente, Timéo adormecia profundamente, por longas horas e somente acordaria pela própria vontade. Para contornar este empecilho, Hipnos presenteou o amante mortal, Thierry, com uma trompa de ouro, delicada e menor que qualquer outra, cuja a única função era despertar o garoto. Um perigo para uma criança mortal, sono profundo… vai me agradecer quando ele precisar frequentar a escola.
ೃ༄ Meros dias após seu aniversário de oito anos, num preguiçoso anoitecer de verão, Timéo dormia profundamente em seu quarto. E por quatro dias ele dormira — era a primeira vez que não ouvia a trompa e a última que pregaria os olhos. Enquanto estava adormecido, o pai era assassinado durante um conflito entre turistas no restaurante em que trabalhava. Com o trauma, por uma ironia do destino, desenvolvia somnifobia — Timéo parou de dormir. Órfão, a guarda passou para seus familiares mais próximos que residiam em Chicago, Illinois — contudo, não demorou para perceber que não era bem recebido naquela casa. Sua avó e a esposa de seu tio não demonstravam-lhe simpatias ou afeto, e determinavam suas esteriotipias (stims) e comportamentos como “coisa de criança mimada, problemática”. Por isso, apenas alguns meses após estar sob seus cuidados, Timéo fugiu.
.ೃ࿐ Haviam muitos problemas com sua fuga. Tinha meros oito anos e meio, nenhum dinheiro e nenhuma maneira de comunicar-se. Afinal, seu vocabulário em inglês consistia nas cores primárias. Passou as primeiras semanas perambulando pelas ruas de Chicago, se refugiando em casinhas de madeira em parquinhos infantis e banheiros públicos durante a noite. Passava as madrugadas se distraindo em seus devaneios, a imersão ajudando-o a recuperar as energias quando imaginava-se nos mais relaxantes e calmos locais, mas nunca dormia. Foram dois meses após a fuga que, após ser atacado por um monstro disfarçado de policial, Timéo teve um brevíssimo encontro com Hipnos que, para livrá-lo de ser levado de volta para sua “família”, indicou-o a usar a segunda habilidade — manipulação de memórias. Com a descoberta da habilidade, a vida nas ruas mudou. Passou a usá-la para conseguir “comprar” comida e outros itens para sua sobrevivência, modificando memórias antes de efetuar o pagamento. Foram outros seis meses até um sátiro o encontrar e o convencer a ir para o acampamento.
ೃ༄ Para sua sorte, o acampamento estava sob a direção de Thoth quando chegou — completou o ritual de passagem com moderada dificuldade, mas com demasiada criatividade. Somente ali, após tantos anos, percebia que conseguia controlar aspectos do sono ( Hypnokinesis). Era por conta dessa habilidade que conseguira manter-se desprovido de sonos por tanto tempo; sentiu-se patético ao perceber que gastara meses encontrando maneiras de tocar estranhos para manipular suas memórias quando podia meramente fazê-los dormir. De qualquer maneira, no fim, fora acolhido pela QUINTA COORTE e reclamado por Hipnos. O nome do deus grego o fora familiar por anos, um personagem em sua imaginação, o interesse amoroso em sua história predileta na infância — a sensação de ser reclamado como seu filho, receber uma confirmação indireta que o brevíssimo encontro de meses antes não fora uma alucinação duma mente exausta… era agridoce. Acomodado no chalé, pela primeira vez em meses, sentia-se em casa. Os primeiros dias no acampamento foram marcados pelas lágrimas que derrubou escondidinho num canto do chalé. Estar num local onde compreendiam o quê saía de sua boca e os compreendia de volta, não precisar roubar para comer… mesmo que os treinos, por vezes, se mostrassem muito para seu corpo e mente, Timéo estava contente. Contudo, mesmo que o assegurassem que estava em segurança, ainda se recusava a pregar os olhos.
.ೃ࿐ Crescendo no acampamento, Timéo participou de inúmeras missões — e não se destacou em nenhuma. Propositalmente. Contrário de muitos, nunca interessou-se em glórias ou chamar atenção dos deuses. Aprendera o suficiente nas aulas do acampamento sobre as divindades para saber que o destino daqueles que recebiam suas bênçãos e maldições era o mesmo: morte, miséria, sofrimento. Por isso, sempre dedicou-se somente o suficiente em seus treinos. Divertia-se muito mais servindo como suporte para seus colegas nas missões, bolando estratégias “inusitadas” ou se encarregando das tarefas mais entediantes como pedir informação. Timéo era o sinônimo de inusitado; pelo menos quando comparavam-no com o pai divino. Boêmio de alma e coração, Timéo, ou Thev para os íntimos, ou está perambulando pelo acampamento em sua quarta latinha de energético, pronto para uma festança, ou está recluso no chalé esculpindo miniaturas. Não há meio termo. Dono de um espírito traiçoeiro, Thev se deleita em causar problemas por diversão; mas nada grande o suficiente para chamar atenção dos olhares onipresentes. Só as ocasionais fazer alguém adormecer com a cara na sopa de legumes ou cometer um delito menor em seus passeios além da proteção do acampamento. “Eu não estou matando o Walmart por pegar alguns shampoos. É uma grande coorporação, ninguém liga.” Reviraria os olhos, retornando para sua garrafa de café. Ainda gasta a maioria de suas madrugadas em devaneios, deixando a criatividade explodir em sua mente. Quando concluiu o treinamento obrigatório, Thev escolheu permanecer no acampamento por uma razões simples — comida e moradia de graça. Ou, pelo menos, é o que gostava de dizer. A verdade é um tanto mais triste, um tanto mais sombria: Thev não possui nada do lado de fora. Nenhuma família; nenhuma história; nenhum sonho. E a mudança o assusta mais que qualquer monstro que deseje arrancar-lhe o pescoço. Está confortável onde está, merci bien.
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nome. timéo thevenin cellier.
nascimento. 10/11/1993 — 29 anos · local. paris, frança.
nacionalidade. francês.
gênero. homem cisgênero.
orientação sexual. gray-ace pansexual.
orientação romântica. gray-arromantico.
ocupação. conselheiro chalé de hipnos; instrutor de idiomas.
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Nos últimos cinco anos, suas saídas para além da proteção do acampamento tonaram-se frequentes e, com gostos peculiares, Thev nunca retorna de mãos vazias. Assim, o que começou com comentários de “na próxima lembra de me trazer um kitkat” se transformou num mercado negro — precisa de alguma coisinha que o acampamento não o oferece? Converse com Thev. Não importa se é algum artigo lícito ou ilícito, mágicos ou não, ele dará um jeitinho. Mas lembre-se de não o fazer na cara dura. Se precisar pedir, basta dizer que adoraria visitar o ateliê e não se importar quando for puxade para um devaneio onde terá a oportunidade de fazer seus pedidos num aconchegante antiquário com paredes de madeira, luzes baixas e os mais diversos produtos pendurados e dispostos ao redor. Não mantém estoques, mas garante uma semana para a entrega. Sobre o pagamento, embora receba dinheiro, por vezes, Thev pode solicitar coisas mais interessantes — especialmente se for um artesão ou alguém com habilidades específicas. Os campistas também são bem vindos a ofertar seus produtos através de Thev, mas lembre-se: vinte por cento é dele.
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