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(1) *   .àłàżÂ Os Ășltimos acontecimentos haviam deixado TimĂ©o inquieto. Nem mesmo as amadas miniaturas ou as pilhas de tarefa que corrigia diariamente eram o suficiente para distraĂ-lo: especialmente quando as palavras de Lauren dominavam os assuntos atĂ© entre os âalunosâ mais novos. Necessitava sair e, apĂłs extenso debate interno, ultrapassou as barreiras protetoras â muito para o desagrado das vozes de sua ansiedade. Por todo o caminho atĂ© o ponto de ĂŽnibus, essas continuaram a sussurrar que, o fazendo, existia a possibilidade de retornar para encontrar o Meraki (o Ășnico lugar que podia chamar de casa) sob ataque ou, oh putain! destruĂdo. Contudo, continuar ali significava seguir a stim incessavelmente e gastar corretivo retificando os prĂłprios erros nas correçÔes. E, por mais preocupado que estivesse, nunca fora bom em seguir os avisos ominosos produzidos por sua mente ; era mestre em ignorar as placas de sorria, vocĂȘ estĂĄ sendo filmado â os dez litros de açĂșcar que consumia diariamente e a ausĂȘncia de sono o providenciavam uma notĂĄvel negligĂȘncia com a chamada âpercepção de riscoâ.Â
             De qualquer maneira. Chegou no ponto, onde o ĂŽnibus rumo a cidade passava, com suficiente folga para ceder ao chamado do McDonaldâs do outro lado da estrada. O conceito de McDonaldâs se formara em sua mente somente aos doze anos de idade, trĂȘs anos apĂłs residir no acampamento. Antes disso, crescendo numa cidadezinha no interior da França, nunca ouvira aquele nome; e, depois de pisar naquele paĂs, nos meses que perambulara pelas ruas, o M amarelo que estampava inĂșmeras fachadas era apenas um sĂmbolo cafona ao lado dum palhaço assustador. Jamais confiara em palhaços, muito menos em mĂmicos. ââ Merde. Como um lanchinho tĂŁo murcho consegue ser ambos a melhor e pior coisa que alguĂ©m jĂĄ comeu? ââ Era uma pergunta para os ventos, sendo que nĂŁo esperava nenhuma resposta. Estava sentado no banquinho de plĂĄstico semi quebrado do ponto, a caixinha da happy meal apoiada em suas pernas enquanto comia o lanche em pequenas mordidas, apreciando o caracterĂstico gosto de picles com cheddar. ââ âŠÂ Sabia que o McDonaldâs precisou recolher doze milhĂ”es de copos do Shrek porque a tinta tinha cadmium? The whole big corporations are poisoning our kids wasnât such a conspiracy theory.Â
(2) *    .àłàżÂ   Agachado no gramado frente ao Liceu, TimĂ©o estava rodeado por um grupinho de crianças semideusas, os mais velhos nĂŁo possuindo mais que doze anos. Naquela tarde, trocara o cargo de âinstrutor de idiomasâ para âinstrutor de artesâ: numa atitude espontĂąnea, minutos antes, guiara os pupilos para fora para uma aula ao ar livre, providenciando-os sua coleção particular de aparatos de escultura e soft clay. Deixara-os para se divertir com suas imaginaçÔes, dando algumas instruçÔes de como moldar isso ou aquilo e, ocasionalmente, estendendo alguns elogios ou incentivos.Â
            Se alguĂ©m perguntasse, Thev diria que era porquĂȘ estava entediado. A verdade, contudo, era porque queria tirar a mente das massas menores dos terrores que circulavam as conversas no acampamento. Se lembrava vividamente de quando pisara no acampamento pela primeira vez aos nove anos, a sensação de âça y est! um lugar seguro!â que trouxera lĂĄgrima aos olhos â nĂŁo queria que seus âalunosâ perdessem-na quando sequer haviam hipĂłteses estruturadas sobre o quĂȘ acontecera, sobre quem a lĂder legionĂĄria estava se referindo. Como âveteranoâ e alguĂ©m que se responsabilizara por instruĂ-los, sentia-se no dever de preservar, Ă sua prĂłpria maneira, a sensação de proteção enquanto era possĂvel. Levantou os olhos, percebendo a figura de MUSE observando a atividade coletiva. ââ VocĂȘ pode participar se nĂŁo tiver medo de ficar com as unhas sujas por uma semana. Â