Ei! Você viu a NORA GREY por aí? você sabe, aquela aluna da graduação que tem TRINTA E QUATRO ANOS e se parece muito com KATIE MCGRATH. Acho que ela se formou com especialização em JORNALISMO e em 2014 se parecia muito com RUBY CRUZ. Dizem que ela era THE VINDICTIVE e toda vez que passava pelo dormitório dela, ouvia MISUNDERSTOOD DO BON JOVI tocando pela porta. Todos que a conhecem dizem que ela costuma ser CARISMÁTICA, mas também poderia ser IMPULSIVA. Será que em 2024 ela ainda é assim?
RESUMO
Nora era uma figura não popular mas também não desconhecida. Ela era a garota do jornal da faculdade, de cabelos curtos e roupas que classificavam como hippie, que escrevia e acompanhava todos os passos dos times da universidade. Vivia cercada de pessoas por sua posição no jornal, mas não morava no campus. Provavelmente seguiria nesse ritmo, talvez se casasse com alguma mulher que amasse e seria jornalista para o jornal local, talvez cobrindo a coluna de esportes, quando sua vida teve uma grande e forte mudança que definiu todos os seus passos a partir de 2013.
TRIVIA
Nome Completo: Nora Grey
Curso: Jornalismo
Atividades Extracurriculares: Jornalista Esportiva no Dailyn Bruin, jornal da UCLA.
Altura: 1,73 (5′ 8")
Dormitório: -
BIOGRAPHY
A família Grey poderia ser descrita por um pequeno grupo de pessoas amorosas, dedicadas e sensíveis. Formada pelo núcleo familiar primário: pai, mãe e filha, moravam em Nova York, no mesmo local em que a única filha do casal nasceu. Essa história não teria nenhuma relevância se não fosse a morte de Patrick Grey em um terrível acidente de carro.
Não havia explicação para que Patrick tivesse perdido o controle da direção, nem o motivo de Leslie e Nora Grey serem despejadas do apartamento em que moravam, com a menina ainda em seus seis anos de idade. O pequeno castelo de cartas que formava aquele núcleo se desfez em uma brisa, como se o conto de fadas nunca tivesse existido.
Nora Grey era uma criança esperta, agitada e impulsiva. Seu jeito comunicativo chamava a atenção, assim como seu temperamento nunca previsível. Na escola, e até entre seus pais, era chamada de pequeno furacão. Falava milhas por segundo, se expressava como uma adulta, gesticulava como se tivesse feito aulas de oratória.
Não sabe-se dizer se foi a morte de seu pai, o despejo, ou a mudança para a Califórnia que determinou um certo tipo de insegurança na pequena menina. Longe dos edifícios e da vida de NY, Nora teve que se adaptar a uma nova realidade, novos amigos e nova vida, sem seu pai e sua antiga casa.
Foram recebidas e acolhidas pelo irmão de Leslie, Damian Hays, dois anos mais novo do que a mãe de Nora e que tinha uma condição muito melhor. E para Nora, seu tio era o sol. Depois de perder tanto, ter o amor e a atenção de Damian era como ter seu pai de volta. Eram inseparáveis, como pai e filha, viviam em competições de boliche, tinham uma rotina programada para todos os dias correrem pelo bairro e todas as sextas assistiam TV no porão. Foi Damian que modelou seus gostos, seu fascínio por músicas dos anos 80 e adoração pela Julia Roberts.
A relação de Damian e Nora se estreitou ainda mais durante a adolescência, fase em que Nora começou a se descobrir, de fato. Foi um choque e um grande balde de água fria quando foi beijada pela primeira vez… por um homem. Parte de Nora já sabia, sempre soube e sempre notou o como seus olhos brilhavam na direção das meninas bonitas e perfumadas da escola, mas parte dela não queria aceitar. Não era o certo, era? Existia correto naquela situação, de fato?
A revelação sobre sua sexualidade mostrou a ela duas coisas importantes: o que era acolhimento familiar e força para ser quem deveria ser. A fase insegura de Nora se deu findada aos dezoito anos, onde orgulhosamente aceitou ser quem era, seu jeito mais despojado e impulsivo, seus hobbies e seus gostos.
Sempre souberam que ela seguiria na carreira de comunicação, afinal, a menina sempre teve uma ótima oratória e carisma, mas não imaginavam que seguiria como jornalista, dedicada à palavras em jornais.
Ingressou na UCLA com ajuda de seu tio, após cursar dois anos de faculdade comunitária em literatura inglesa. Durante a faculdade, Nora era uma figura não popular mas também não desconhecida. Ela era a garota do jornal da faculdade, de cabelos curtos e roupas que classificavam como hippie, que escrevia e acompanhava todos os passos dos times da universidade. Vivia cercada de pessoas por sua posição no jornal, mas não morava no campus.
Sua vida seguiria nesse ritmo, talvez se casasse com alguma mulher que amasse e seria jornalista para o jornal local, provavelmente cobrindo a coluna de esportes, quando sua vida teve uma grande e forte mudança que definiu todos os seus passos a partir de 2013.
Seu tio, amado e querido Damian desapareceu de um dia para o outro. Ninguém tinha informação, ninguém sabia de sua existência. Como explicar que parte de seu coração foi arrancado novamente e dessa vez não teve um corpo para enterrar? Sua mãe dizia que ele deveria ter fugido, os registros de Damian Grey não existiam mais em sua antiga empresa, a Merryweather. Como explicar que existiu um sumiço de alguém que ninguém acreditava existir?
O humor sempre carismático de Nora deu um salto para algo mais sombrio e piadas sarcásticas. Suas buscas por seu tio se tornaram constantes e depois, cessaram. Como viver achando que projetou alguém em sua cabeça e que ninguém poderia entender o que é perder uma pessoa sem ao menos vê-la?
Mudou-se de vez para o campus, não conseguia ver sua mãe entrar em outra crise emocional, já tinham perdido demais em pouca vida.
Fato é, Nora nunca aceitou o sumiço de seu tio, o silêncio da polícia ou a indiferença da Merryweather. Até onde ela sabia, seu tio tinha um cargo tão bom que poderia bancar seus estudos. E se ele era importante para a organização, por que fingir que ele nunca existiu?
Essas respostas nunca vieram, de fato, mas abriram a porta para a maior obsessão de Nora Grey: a família LeBlanc.
Formada e longe da UCLA, começou a trabalhar em jornais pequenos, ganhando notoriedade em seus textos até ser contratada pelo Los Angeles Times, onde de fato passou a ter contato com pessoas importantes e informadas.
A Merryweather era administrada pelos LeBlanc, uma família riquíssima e tão influente como políticos. Os LeBlanc tinham ligação direta com o Zhanlan, outra família de influência, dinheiro e importância. Foi a partir de conexões com outros jornalistas que Nora passou a estabelecer paralelos entre ambos. Ela sabia que seu tio teve ligação direta com os LeBlanc, afinal, sempre o ouvia comentar sobre seu chefe, Gilles LeBlanc.
Se alguma resposta para o sumiço de Damian existia, essa deveria estar sob força e proteção de Gilles LeBlanc, e em consequência, seu filho e sucessor, Leopold. Sabia que existia mais um LeBlanc na história, ela mesma escreveu sobre o acidente do herdeiro em combate, mas Lucien LeBlanc era nome fraco perto de seu pai e irmão.
Esperando respostas, e secretamente culpabilizando, Nora Grey se tornou a maior pesquisadora da família LeBlanc, suas conexões e forças. Todas as manchetes que tentavam manchar o nome da família tinham assinatura carimbada, N.Grey.
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality
Anya is LIVE right now
FREE
Free to watch • No registration required • HD streaming
Nora diria que nenhum dia era igual ao outro, mas todos dentro de uma redação se tornavam quase que extensões de si mesmos, presos na monotonia, entre sons de teclas e cheiro de café. Não que ela odiasse, o café ou o emprego, ela escolheu aquela vida afinal, mas a mudança da coluna de esportes para a de política a tirou levemente do sério. Sempre foi excelente jornalista, tinha conhecido sua noiva durante a cobertura das Olimpíadas de Pequim. Sua vida poderia ser considerada perfeita se não fosse a promoção que a levou para o andar de cima, literalmente. O último andar do prédio dedicado ao jornal era considerado a elite, somente os melhores jornalistas poderiam frequentar a cafeteria patrocinada pela Nespresso.
Como grande e primeira notícia no alto escalão, Nora escolheu deixar seu veneno escorrer sobre a curiosa e inusitada união de famílias poderosas do país, os Dragna e os Zhanlan. A descoberta do casamento claramente forjado entre as famílias somente ampliou ainda mais a desconfiança de Nora em relação a eles. Quem eram, afinal?
Sua matéria rendeu muitos likes nas redes sociais e um elogio de jornalistas que admirava. Nela, Nora traçou ligações entre os milionários, citando o confuso e falso casamento e os filhos que vieram dessa união. Não tinha nada contra as crianças, de fato, mas saber sobre a rede de ligações forjadas que os trouxeram à vida a deixaram curiosa sobre que tipo de criação estavam recebendo. Depois de sua matéria, o mundo todo parou para perceber que talvez, só talvez, a família Dragna não servia para ter filhos. Nem ela mesma, se fosse franca.
Naquela tarde de quinta-feira, como sempre, Nora Grey não estava em sua sala na cobertura, mas sim degustando o café fraco do andar abaixo, porta de entrada ao Los Angeles Times. Cercada por colegas, discutiam com afinco sobre qual time levaria o Super Bowl quando um furacão em forma de mulher adentrou às portas de vidro. Levantou a cabeça a tempo de ver que era nada mais e nada menos que uma das protagonistas de sua história, Donna Zhanlan em carne e osso.
Sabia que tinha mexido em um vespeiro, mas não pensou que teria a própria matriarca Dragna plantada no hall de recepção do jornal, gritando em plenos pulmões que exigia vê-la. Arqueou uma das sobrancelhas ao reconhecer seu nome, deixando um sorriso debochado pintar aos lábios vermelhos enquanto, ainda com seu café na destra, apoiava a canhota em sua cintura e se aproximava da mulher enfurecida.
— Esperava mais educação de uma Zhanlan. — Retrucou de modo divertido, os olhos se estreitando a medida em que a fitava de cima à baixo, estalando a língua ao concluir que gostava do que via, principalmente o olhar inquisitivo e a linguagem corporal que demonstrava não estar para brincadeira. Se Nora fosse sincera, diria que ela também não. — Nora Grey. Imagino que esteja atrás de mim, não?
A postura permaneceu intacta, altiva, competindo de igual para igual com a mulher a sua frente enquanto a oferecia a canhota como sinal de cumprimento, apesar de seu tom, expressões e principalmente o olhar carregarem um leve tom de curiosidade, misturado ao de intriga.
ㅤㅤSendo sincera, era humilhante ter que estar ali para proteger a paz de crianças, porém quando escutou os dizeres da outra e notou a diversão em sua feição entendeu realmente porque tinha ido, em primeiro lugar. ⸻ Você com certeza pode esperar educação da Donna Zhanlan em um dia normal, mas não da Donna Zhanlan mãe. ⸻ Rebateu, sentindo-se levemente estranha. O pensamento de que a mãe nunca faria algo daquele porte por ele a assombrou por alguns instantes; ao mesmo passo que sentiu a reafirmação que estava sendo diferente deles e isso seria bom para os filhos. Não seria? Ela sempre sonhou por uma figura que a defendesse e agora existia para defender os seus filhos. Era doloroso e reconfortante, como segurar uma rosa rasa com um cabo cheio de espinhos. Voltou a si com a mão estendida e aquela aura de divertimento que tanto a incomodou. ⸻ Me poupe de amenidades. Eu sou direta, sendo assim você quer investigar sobre os Dragna e os Zhanlan? A vontade. Quer fazer artigos falando sobre o meu pai, Marcelo e as coisas que eles fazem? Não vou me opor. Você não vai ouvir uma palavra de mim, como ninguém nunca ouviu durante todos esses anos. Se quiser falar sobre mim, não me importo nem um pouco. Mas você vai deixar meus filhos longe disso. Eles são apenas crianças e não merecem isso, já basta... ⸻ Ela quase disse que já bastava as maluquices que Marcelo fazia com eles ou a forma que seu pai começava a pressionar seus dois meninos de uma forma que ela estava precisando se intrometer constantemente. Não se importava que as pessoas a escutassem, como muitos faziam com curiosidade e atenção, porém não queria expor mais ainda da pouca intimidade que restava. Já estava se expondo o suficiente naquele momento e sabia que ouviria tanto do pai como do marido, caso ele se importasse o suficiente. De alguma forma, as coisas voavam até eles e ninguém conseguia esconder nada aos seus olhos. Principalmente Qi Ying. ⸻ Deixe meus filhos fora disso e ponto final. ⸻ Proferiu, irredutível.
Difícil esconder algo de uma jornalista quando a frase foi interrompida de modo súbito. A audição aguçada e o instinto curioso logo tomaram o lugar do divertimento anterior, não que este tivesse passado totalmente.
Desistiu de cumprimentar a mulher alvoroçada, tornando a apoiar a canhota em sua própria cintura e se virando o suficiente para deixar a xícara de café sobre a bancada do hall. Se Donna queria brincar daquela maneira, prontamente Nora estaria pronta para o jogo.
— O que te faz pensar que tenho algum problema com seus filhos? — O tom debochado e a risada que se soou sobre os lábios vermelhos não demonstravam nenhum pingo de empatia ou arrependimento. Ao contrário, a arrogância da mulher era tamanha ao ponto de franzir o cenho, como se estivesse minimamente pensativa antes de prosseguir dando de ombros. —Mas se falar deles te trouxe até aqui, creio que farei mais vezes, então.
Sem nenhum tipo de pudor, sua atenção novamente se fixou nos gestos e expressão corporal de Donna, adorando cada mínima feição de irritação no belo rosto da mulher. O que poderia fazer, ela era humana também, não? Estalou a língua mais uma vez para conter qualquer pensamento que pudesse ter corrompido sua linha de raciocínio, antes de baixar o tom de voz para um ameno e mais contido.
— Podemos continuar nossa conversa na minha sala, o que acha? Posso te explicar o quanto realmente não me importo - de um jeito positivo, claro - com seus filhos. E o quanto esse encontro pode ser lucrativo para nós duas.
─ Maravilha! ─ sem nem dar chance de Nora pensar um pouco além naquele péssimo arranjo, Kai levantou a mão para a professora e sinalizou ele e sua nova dupla. Àquela hora só havia sobrado um único tema, ao qual a professora anotava na lousa os nomes deles. ─ Fica susse, eu te garanto total que eu vou fazer algo. Gosto muito desse tema... ─ virou-se de volta para a lousa e semicerrou os olhos. ─ ... "Impactos na vida social da personalidade delirante". ─ juntou os lábios. Com certeza a professora havia passado várias boas e sérias dicas para estudos com pessoas delirantes, mas... ─ Pô, perfeito pra gente falar com aquele pessoal maluco que gosta de sonhar com viagem no tempo, né? Molezinho! ─
A expressão no rosto de Nora demonstrava completo horror. Primeiro que tinha odiado o tema, por que ela estava tão desconectada assim? Segundo que esse papo de viagem no tempo já havia se tornado quase que piada interna dentro da UCLA, ela não sabia se Kai estava falando sério, ou não.
— Professora, não tem outro tema não? Perdão o vacilo, nem prestamos atenção. — Se dirigiu à docente que apenas balançou a cabeça em negação e tornou a falar sobre a metodologia que deveriam aplicar. — Cê sabe que isso tudo é uma maluquice, né? Disseram que foi uma alucinação provocada por herpes daquele doidão que falou na rádio, depois da festa da Cora. Até eu tomei injeção sem nem beijar homem! — Nervosamente coçou a cabeça, baixando o tom para que somente Kai a escutasse. — E cara, cê acha mesmo seguro falar com essa galera que tem herpes? Eu posso não parecer mas eu tenho higiene, não quero ter que falar com alguém sobre o delírio causado por uma DST.
ㅤㅤA verdade era que Donna pouco se importava com o que falavam sobre o pai, sobre Marcelo e sobre os Dragna. Porque ela se importaria? Estava calejada por aquele mundo que nada mais a machucava, ainda mais quando envolvia homens que naturalmente a fizeram ser daquele jeito. Porém quando aquele artigo chegou nas suas mãos através da assistente e ela viu não só seu nome como o nome dos filhos mencionado em acusações fajutas, sem nenhum objetivo claro, se irou. Donna não tinha nascido para ser mãe, mas tentava ao máximo manter as coisas sobre controle. Criar indivíduos melhores do que ela. Ter uma espécie de família melhor do que ela teve. Falhava na maioria das vezes, no entanto ela tentava. Sendo assim, deixou tudo de lado e foi atrás da tal da jornalista que havia feito aquilo. Quando chegou na redação, usou seu tom de voz mais inquisitivo. ⸻ Preciso falar com Nora Grey. AGORA! ⸻ Odiava acabar naquele papel de uma filha e esposa mimada que queria tudo do seu jeito e só estava onde estava por causa dos homens e dos sobrenomes que a cercavam — Zhanlan, Montgomery, Dragna —, mas não era inocente para não usar quando lhe convinha ou era necessário. Os olhos percorreram o lugar, lendo faces incertas, pessoas se movendo rapidamente e tudo porque conheciam. Sabiam que Nora Grey tinha mexido com pessoas erradas, por mais que Donna fosse o elo menos perigoso de toda aquela cadeia.
Nora diria que nenhum dia era igual ao outro, mas todos dentro de uma redação se tornavam quase que extensões de si mesmos, presos na monotonia, entre sons de teclas e cheiro de café. Não que ela odiasse, o café ou o emprego, ela escolheu aquela vida afinal, mas a mudança da coluna de esportes para a de política a tirou levemente do sério. Sempre foi excelente jornalista, tinha conhecido sua noiva durante a cobertura das Olimpíadas de Tóquio. Sua vida poderia ser considerada perfeita se não fosse a promoção que a levou para o andar de cima, literalmente. O último andar do prédio dedicado ao jornal era considerado a elite, somente os melhores jornalistas poderiam frequentar a cafeteria patrocinada pela Nespresso.
Como grande e primeira notícia no alto escalão, Nora escolheu deixar seu veneno escorrer sobre a curiosa e inusitada união de famílias poderosas do país, os LeBlanc e os Zhanlan. A descoberta do casamento claramente forjado entre as famílias somente ampliou ainda mais a desconfiança de Nora em relação a eles. Quem eram, afinal?
Sua matéria rendeu muitos likes nas redes sociais e um elogio de jornalistas que admirava. Nela, Nora traçou ligações entre os milionários, citando o confuso e falso casamento e os filhos que vieram dessa união. Não tinha nada contra as crianças, de fato, mas saber sobre a rede de ligações forjadas que os trouxeram à vida a deixaram curiosa sobre que tipo de criação estavam recebendo. Depois de sua matéria, o mundo todo parou para perceber que talvez, só talvez, a família LeBlanc não servia para ter filhos. Nem ela mesma, se fosse franca.
Naquela tarde de quinta-feira, como sempre, Nora Grey não estava em sua sala na cobertura, mas sim degustando o café fraco do andar abaixo, porta de entrada ao Los Angeles Times. Cercada por colegas, discutiam com afinco sobre qual time levaria o Super Bowl quando um furacão em forma de mulher adentrou às portas de vidro. Levantou a cabeça a tempo de ver que era nada mais e nada menos que uma das protagonistas de sua história, Donna Zhanlan em carne e osso.
Sabia que tinha mexido em um vespeiro, mas não pensou que teria a própria matriarca LeBlanc plantada no hall de recepção do jornal, gritando em plenos pulmões que exigia vê-la. Arqueou uma das sobrancelhas ao reconhecer seu nome, deixando um sorriso debochado pintar aos lábios vermelhos enquanto, ainda com seu café na destra, apoiava a canhota em sua cintura e se aproximava da mulher enfurecida.
— Esperava mais educação de uma Zhanlan. — Retrucou de modo divertido, os olhos se estreitando a medida em que a fitava de cima à baixo, estalando a língua ao concluir que gostava do que via, principalmente o olhar inquisitivo e a linguagem corporal que demonstrava não estar para brincadeira. Se Nora fosse sincera, diria que ela também não. — Nora Grey. Imagino que esteja atrás de mim, não?
A postura permaneceu intacta, altiva, competindo de igual para igual com a mulher a sua frente enquanto a oferecia a canhota como sinal de cumprimento, apesar de seu tom, expressões e principalmente o olhar carregarem um leve tom de curiosidade, misturado ao de intriga.
─ Noriiiinhaaaaaa... Uau, você tá tão linda hoje, alguém já te falou isso? Mudou o cabelo? ─ sorriu ao se apoiar na mesa dela depois de uma aula particularmente muito chata que Kai havia dormido por toda a duração. Só percebeu algum trabalho em dupla no final, quando um colega o cutucou para acordar e apontar para a lousa, com vários nomes já escolhidos. Merda. Ainda tinha que fazer coisas para se formar, vivia esquecendo. ─ Vi que você tá aí tão sozinha... Quer fazer dupla comigo? ─
Nora estava tão distraída, guardando seu material dentro da mochila enquanto mexia no celular, lendo uma mensagem que sua mãe tinha acabado de enviar sobre as buscas atrás de seu tio. Levantou o olhar a tempo de ver Kai sorrindo em sua direção, demorando dois segundos até entender o que seu colega havia perguntado.
— Ah! Fiquei meio distraída e acabei sem dupla. Pode ser, faço contigo. — Respondeu num tom simpático, devolvendo o sorriso em um outro que logo se dissolveu ao levantar as sobrancelhas, esboçando dúvida. — Isso, é claro, se você fizer alguma coisa.
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality
Anya is LIVE right now
FREE
Free to watch • No registration required • HD streaming
Victoria gritou animada em todas as pausas do discurso alheio, batendo palmas. Segurava o celular na mão, filmando a cena toda. Estava mais do que satisfeita em estar de volta naquele ano e retomar sua própria glória aos poucos. Ela preferia a Victoria universitária, do que a sua própria versão adulta. Dessa forma, todas as vezes que era relembrada de sua boa vida naquela época, lembrava que precisava aproveitar cada segundo.
Deu risada quando Nora subiu no palco de novo e gritou quando subiu a blusa, batendo palmas mais uma vez. "Era isso que queriam, tenho certeza disso. Talvez um pouco mais" ela estalou a língua, dando um sorriso sacana de lado, oferecendo o copo para a morena "Um brinde aos seus peitos, babe. Vou falar disso na rádio, com certeza. Como momento mais marcante da festa." levantou o celular pra ela "E vou poder rever váááárias vezes, você sendo uma tremenda gostosa."
Em meio aos gritos em sua direção, ou melhor, em direção a seus seios, Nora desceu do palco improvisado diretamente em frente à garota que gravava tudo. Óbvio que Victoria estaria filmando tudo! De repente, um orgulho preencheu o peito da Grey, era agora que ela ficaria famosa na internet.
— Achou minha quase exposição o momento mais marcante da noite, Vic? Posso mudar seu pensamento com algo ainda mais especial, o que acha? — O tom despretensioso carregava consigo uma ambiguidade, e junto ao jeito em que pegou o copo da mão de Victoria e levou aos lábios antes de continuar, demonstrava totalmente o flerte que deixava no ar. — Não precisa rever por uma tela de celular se pode ver ao vivo, não? Se baixar esse celular, te mostro eles e muito mais.
ㅤㅤ⸻ É que o mistério pode se transformar em vomitar no banheiro, e acredite em mim, não tenho físico pra isso. ⸻ Disse, meio séria sem saber como interagir com a moça porque ela não era a melhor das pessoas em manter small talk. Piscou algumas vezes vendo o copo sair de sua mão e ela bebendo dele, sem pedir autorização. Donna não sabia se estava irritada com aquilo ou não, apenas ficou observando o que aconteceria depois. Torceu os lábios como se dissesse "nada mal'. ⸻ Eu gosto de maçã verde, principalmente se for meio azedo... ⸻ Parou quando notou o que ela havia dito antes, deixando um risinho tímido escapar ao perceber que era um flerte. Bem do faceiro, mas um flerte. ⸻ Hm, eu não me vejo muito como Branca de Neve, mas talvez como Mulan. De toda forma, você provou e me salvou da morte como uma heroína de contos. ⸻ Pegou o copo dela e bebeu, olhando-a curiosa. ⸻ No máximo, vamos ambas morrer envenenadas como Romeu e Julieta. Ou, no caso, Juliet e Julieta.
— Olhos, um último olhar! Braços, o derradeiro abraço! E, lábios, ah, vocês, portais da respiração, selem com um beijo justo este acordo perene com a morte devoradora. — Recitou de forma dramática, levando as mãos ao peito, assim que a moça citou Romeu e Julieta. Terminou sua encenação ao forçar uma expressão triste em seu rosto, diria que até tentou marejar os olhos, mas o sorriso provocado pela resposta da Zhanlan era mais forte.
De repente, lembrou-se de quem era a garota bonita a sua frente, muito bonita se Nora pudesse dar pitaco. Donna Zhanlan… ela não é noiva?
— Mulan precisa de heroína? Se precisar, conte comigo. Nora Grey, a seu dispor, princesa Donna. — Disse de forma um pouco nervosa, fazendo uma pequena reverência. Levou as mãos livres até os cabelos cacheados e os jogou para trás, gesto que sempre fazia quando se sentia ameaçada de certa forma. Em que momento começou a ficar nervosa? Não sabia, mas algo a dizia que era errado flertar com alguém noiva. Quer dizer, ela está noiva mesmo? — Uma pergunta antes que eu tenha uma síncope: você está noiva mesmo do almofadinha Dragna?
— A BUNDA. — Coraline gritou, agitando o drink de um lado para o outro, espirrando por todo mundo, bem foda-se. — PORRA MANO, POR QUE VOCÊS GOSTAM TANTO DE PEITOS QUANDO A CURVA MAIS GOSTOSA DE UMA MULHER É O CUZÃO DELA? — Negou com a cabeça, jogando o resto da bebida nos lábios. — Ainda prefiro a bunda.
O comentário de Coraline fez com que Nora desse uma gargalhada alta, deixando seu mini púlpito e indo em direção à loira mais alta.
— Para te ser bem franca, diria que concordo se eu não gostasse de ambos. Peitos e bunda fazem um ótimo conjunto, a meu ver. — Entreabriu os lábios em um sorriso ladino, levando o copo aos lábios e bebendo alguns goles de cerveja antes de prosseguir. — Quer dizer, não que eu esteja vendo alguma coisa agora… — Suspirou pesadamente, fingindo uma tristeza profunda. — Não gostaria de me ajudar com isso?
ㅤㅤGritou durante todo o discurso de Nora, apoiando a amiga enquanto bebia algo duvidoso que ela nem sentia mais o sabor naquele ponto. Quando pediram os peitos e ela disse que era reservados, ela não se conteve. ⸻ Vem mostrar os peitos pra mim então! ⸻ Gritou, muito chapada, rindo e levantando os braços.
Nora descia do mini palco improvisado quando ouviu a voz de sua amiga Gwen. Um sorriso travesso pintou os lábios da estudante, enquanto pegava um dos copos próximos à caixa de som e se aproximava da loira até estar poucos centímetros de distância.
— Se interessou, Viker? — O tom usado com a amiga era mais baixo que o normal, um pouco rouco e mais lento do que falava normalmente. Um tom de flerte, claramente. — Ver meus peitos tem um pedágio. Tá afim?
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality
Anya is LIVE right now
FREE
Free to watch • No registration required • HD streaming
— Ei, galerinha, um minuto de atenção aqui! — O som de um microfone sendo batido cortou a música que ecoava pela festa. Algumas reclamações soaram em direção à garota que respondeu mandando um dedo feio em direção aos jogadores que a xingavam. Pigarreou voltando sua atenção ao público, o rosto se abrindo em um sorriso travesso.
— Seguinte, em nome do Dailyn Bruin, e da Kappa Sigma, dou as boas vindas à melhor festa de Halloween de todos os tempos! — Ao som de aplausos, tirou a máscara de Ghostface e revelou seu rosto sujo de sangue falso aos outros estudantes. — Teremos uma edição especial no jornal apenas para cobrir as fofocas e acontecimentos de hoje. Então, FAÇAM BASTANTE MERDA!
Terminou seu discurso com um grito animado, indo em direção à pista, sacudindo a máscara de plástico no ar. Estava se afastando do microfone quando um dos jogadores berrou sobre como a noite seria uma loucura e outro apenas completou com “mostra os peitos aí!”. Desafios não eram problema para a Grey que prontamente voltou ao mini palco, onde puxou sua blusa preta até quase revelar seus seios, apenas mostrando a parte de baixo e relevando não somente sua pele como o fato de estar sem sutiã.
— Era isso que queria? — Perguntou direto no microfone enquanto segurava uma risada, antes de piscar para a pessoa mais próxima à ela. — Isso aqui só as meninas vão poder aproveitar.
ㅤㅤ⸻ starter to @thevindictive at halloween party 🎃
ㅤㅤEra meio maluquice Donna estar ali porque estavam no meio de um caos, porém tinha ido na linha original e não queria mudar tanto seu futuro. O problema era usar aquela roupa ridícula de Lydia porque na época a piada que fez tinha graça, agora nem tanto... Porém fez a promessa de tentar se divertir um pouco, merecia depois de tantos anos de caos e problemas. ⸻ O que você acha que tem nesse... Elixir da Noite Eterna? ⸻ Proferiu para a moça ao seu lado, assoprando a fumaça esverdeada que saia do copo meio curiosa se ficaria muito louca bebendo aquilo.
Festa! Como a maior arroz de festa da UCLA, obviamente que a Nora Grey estava lá, com sua fantasia de Ghost Face e sangue falso no rosto. Mesmo amando festas, era estranho estar ali depois do desaparecimento de seu amado tio, depois da semana de merda que teve indo de delegacia em delegacia atrás de informações. Sua mãe disse: “Se divirta, ele vai aparecer”, e era por isso que ela estava ali, enfiada na sala da Kappa Sigma com um copo de cerveja na mão.
— Hm? — Virou-se em direção à voz doce que veio em sua direção, sendo desperta de seus próprios pensamentos no momento em que pôs seus olhos na belíssima garota a seu lado. — Bebida?
Encarou a moça vestida de Lydia em um misto de confusão e admiração. Ela era bonita, bonita demais para estar ali sozinha, bonita demais para o pobre coração da Grey. E lá vamos nós... Por dois segundos esqueceu de sua vida turbulenta e se aproximou alguns centímetros da mulher, inclinando a cabeça para o lado enquanto entreabria os lábios em um sorriso igualmente ladino.
— Sinceramente não faço ideia, mas não é mais interessante assim? Uhh, mistérioooo… — Brincou em um tom divertido e carismático, antes de tomar a liberdade de tirar o copo da mão dela, levando aos lábios que ainda sorriam e tomando um longo gole do conteúdo verde. Franziu o cenho como se degustasse com seriedade, antes de voltar a sorrir, o mesmíssimo sorriso que poderia ser de flerte ou diversão. Provavelmente ambos.
— Nada mal, na verdade. Algo com maçã verde, acho. Mas acho arriscado uma mulher como você beber algo com maçã, vai que querem envenenar a moça mais bela do reino? — Ok, a cantada era péssima, mas Nora diria que rir é a melhor conquista.
What's your favorite scary movie?” — Ghostface, Scream (1996).
A fantasia escolhida por Nora Grey para a festa Halloween After Dark (@tbthqs) foi a de Ghostface nas duas linhas temporais. Na humilde opinião da estudante, nada mais ela do que roupas pretas, máscara e sangue falso no rosto, além de uma faca afiada embainhada no coturno.
Na linha tempo original, a faca que levou para a festa era de brinquedo, comprada por seu tio uma em loja de mágica.
task 001 — 'Cause nothin' lasts forever, even cold november rain, @tbthqs.
Se pudesse definir seu estilo em uma única palavra, Nora definiria como prático. Saias? Vestidos? Saltos altos? Nenhuma dessas peças foram vistas na garota durante toda sua graduação.
Dona de uma coleção considerável (e quase igual) de peças jeans, Nora sempre era vista usando seus habituais all-stars pretos, blusas de malha e, claro, calças jeans. Parte de seu estilo era complementado com alguma blusa de botão aberta por cima do rotineiro modelito de vestuário, às vezes até xadrez, mas de preferência listradas.
Cintos, meias pretas, bonés, brincos, cordões e moletons completavam o que ela diria ser sua geladeira: o guarda-roupa de tons neutros e azulados. Além de claro, sua tatuagem em formato de coração tribal sobre o osso do quadril.
Ocasionalmente, Nora era vista usando roupa mais formais, calças de alfaiataria e blusas de botão abotoadas, de fato. Estes eram destinados à reuniões do jornal, eventos ou coberturas realmente importantes.
Parte de sua rotina era divida entre o Dailyn Bruin, biblioteca, salas de aula e jogos nos dormitórios de amigos. Quando se mudou para o campus, se tornou umas das moradoras mais agitadas, ou que promovia a maior quantidade de encontros de jovens ao redor de jogos de tabuleiro e garrafas de cerveja.