𝒏𝒂𝒎𝒆: kyle svensson (kadir aydem — antes da adoção)
𝒏𝒊𝒄𝒌𝒏𝒂𝒎𝒆𝒔: ky
𝒂𝒈𝒆: 32
𝒔𝒆𝒙𝒖𝒂𝒍𝒊𝒕𝒚: bissexual
𝒃𝒊𝒓𝒕𝒉: 08 de maio
𝒔𝒊𝒈𝒏: touro
𝒉𝒆𝒊𝒈𝒉𝒕: 1.91cm
𝒘𝒆𝒊𝒈𝒉𝒕: 90kg
𝒐𝒄𝒄𝒖𝒑𝒂𝒕𝒊𝒐𝒏: faz-tudo
CNN LIST.
𝕓𝕚𝕠:
São poucas as memórias dos primeiros oito anos de vida; praticamente nenhuma, na verdade. De acordo com o psiquiatra, o trauma do acidente que matara seus pais o fizera esquecer de tudo até então, até mesmo dos progenitores. Tudo o que lhe restara após o incêndio que consumira sua casa foram algumas cicatrizes em parte do braço e o nome. Os pertences, as fotos e a estrutura da casa tornaram-se pó tal o casal que apenas tivera tempo de salvar a criança antes de serem consumidos pelo fogo. Kyle chegou a desmaiar pela fumaça, tão logo sendo levado pela ambulância até o hospital onde posteriormente encontraria aquela que viria a se tornar sua figura materna. Inês não pôde deixar de se compadecer pelo garotinho que perdera tudo, até mesmo a própria identidade. O processo de adoção fora fácil, afinal, a mulher tinha ótimas referências e uma cidade tão pequena não podia se importar tanto com a burocracia para aquele tipo de coisa — Kyle sabia que aquela não era sua mãe biológica, mas não precisou de muito para que ocupasse aquela posição em seu coração. Inês dividia seu tempo entre o hospital e o asilo, local este em que o pequeno Svensson crescera, rodeado de funcionários e pacientes que, conforme o tempo passava, tornavam-se sua família. Crescia replicando todos os ensinamentos que lhe eram repassados pela bondosa enfermeira, tornando-se um rapaz carinhoso, cuidadoso e de bom coração. A terapia no decorrer dos anos tentava fazer com que ele se recordasse de algo sobre a sua vida antes do acidente, mas era como se tudo tivesse simplesmente se apagado. Com um pedaço perdido em sua história, sempre tivera a sensação de não estar completo, de não conhecer a si mesmo inteiramente. Por isso, também, nunca conseguiu analisar a fundo o que ele almejava, o que poderia tentar alcançar. Kyle vivia um dia de cada vez, os pensamentos a longo prazo limitados como se não saber quem era o impedisse de compreender quem deveria se tornar.
A única coisa que sabia, era que fazia um bom trabalho em ajudar — talvez aquele fosse mesmo o seu único dom. Com idade suficiente, passou a fazer de tudo um pouco no asilo; ajudava a limpar, a consertar, a pintar. Planejava gincanas, organizava mantimentos. Sem muita ambição, não era como se tivesse qualquer intenção de adquirir grande fortunas, tampouco sentia-se capaz daquilo. Não era o mais inteligente, nao tinha nenhum talento específico e não se sentia excepcional em nada; portanto o trabalho de faz-tudo cabia-lhe bem, além de garantir renda suficiente para a vida tranquila que passou a levar. Continuou morando com Inês ainda depois da maioridade para que pudesse cuidar dela como um dia a mãe fizera consigo, mas a escolha da mulher de esconder do rapaz a doença hereditária que carregava não o permitiu tentar impedir sua morte precoce, pouco além dos cinquenta. Podendo somente oferecer conforto a mulher nos seus últimos dias, mais um buraco era deixado no homem que ocasionalmente sentia um forte medo de que pudesse vir a esquecer Inês também. Não apenas em homenagem àquela que lhe acolhera, mas também por sentir como se fossem todos de sua família, continua sempre presente no asilo da cidade, de modo que conhece todos os pacientes, isso quando não está trabalhando em alguma das diversas funções que ocupa. Apesar de ter o jeito carinhoso, esse é um lado que não costuma mostrar com tanta facilidade; pode ser um tanto recluso, passando a maior parte dos seus dias focado em suas tarefas ao lado do São Bernardo que sempre lhe acompanha, Sarge.
𝕡𝕖𝕣𝕤𝕠𝕟𝕒𝕝𝕚𝕥𝕪:
Alguns descreveriam Kyle como acomodado, o que não é tão distante da verdade. O fato é que aceitou nunca saber exatamente no que era bom, ou pelo que era apaixonado de verdade; e portanto sequer saberia por onde começar a sonhar alto. Ainda sim, isso simplesmente não faz parte da sua personalidade. Bastante pé no chão, romantismo e desejos improváveis não fazem parte de sua rotina. É, inclusive, um pouco cético. Não mede esforços para ajudar, passando por cima do próprio bem estar se necessário, mas não tem a mesma energia para si mesmo. Não é tão difícil vê-lo mau humorado ou impaciente com algo, mas precisa de muito para levá-lo ao limite ou arrancar dele qualquer emoção forte demais. É corajoso, embora prefira se manter completamente longe de problemas e complicações. Quando não está trabalhando, gasta a maior parte de seu tempo com seu cão de estimação, Sarge, e com os idosos do asilo de Storybrooke — que praticamente o adotaram como se fosse um filho, o que significa conselhos e puxões de orelha de cada um deles com certa frequência.
𝕙𝕖𝕒𝕕𝕔𝕒𝕟𝕟𝕠𝕟𝕤:
- encontrou seu cachorro, Sarge, quando ainda era um filhotinho revirando o lixo do asilo em uma noite de tempestade, e depois disso se tornou seu melhor amigo. é um animal extremamente inteligente e bem treinado, ainda que ocasionalmente possa ter momentos de teimosia.
- uma de suas maiores frustrações é não ter lembrança alguma de sua vida antes do acidente, principalmente em relação a seus pais biológicos. tentou procurar informação sobre eles, mas nunca encontrou nada. era como se todos os indícios da vida deles houvesse sumido. como se sequer tivessem existido.
- nunca teve um relacionamento muito sério, já que as pessoas com quem se envolvera não apreciavam tanto o ritmo vagaroso com o qual svensson levava a vida.
- já tentou diversas maneiras de desbloquear suas lembranças, mas apenas conseguiu alguns sonhos estranhos com acontecimentos que nada tinham a ver com o que ele conhecia, sempre repletos de gelo.
- o fogo do acidente deixou algumas marcas em vários pontos de seu braço direito, e embora não tenha qualquer vergonha das cicatrizes, não costuma entrar muito a fundo no assunto com quem não tem intimidade.
- prefere escutar a falar, mas quando diz algo, normalmente é carregado de uma nem sempre polida sinceridade.
- tem uma caminhonete, que usa também para levar as várias ferramentas de seu trabalho.
- seus modos não são os mais refinados, o que não parte de desrespeito, apenas um jeito um tanto quanto rústico.
















