NEM TODOS QUEREM TER AS SUAS HISTÓRIAS CONTADAS OU FINALIZADAS… E a nossa nova habitante é uma dessas personagens esquecidas. Ela costumava se chamar PRIMROSE ANDERSON, do conto LAND OF UNTOLD STORIES, e antes da névoa da maldição arrastá-la até Storybrooke, ela estava na LAND OF UNTOLD STORIES. Aqui na cidade você talvez a encontre se procurar por uma tal de AGNES STELLA LINSTOW, que é COMPOSITORA E INFLUENCER.
( ÁLBUM - LANÇADO EM 25/01 )
𝔀𝓱𝓪𝓽 𝔂𝓸𝓾 𝓶𝓾𝓼𝓽 𝓴𝓷𝓸𝔀
Storybrooke: Agnes Stella Linstow
Vinda de uma família sem nada de especial e com um desejo enorme de ser conhecida, não preciso dizer que ela precisou operar milagres para conseguir o que queria neh? rs
Gastou todo o dinheiro que juntou trabalhando 3 verões no The Lakes para pagar uma cirurgia de silicone e algumas poucas peças de grife - e foi assim que passou de loser a plastic.
Teve um fake namorado popular e um vídeo cantando que viralizou e a consolidou no topo da hierarquia social. [ sim esse plot está aberto caso alguém queira me dar ♥ e a ideia é ser algo bem Simon / Daphne - os caras passaram a se interessar por ela porque ela estava com o mais popular ]
Ela passou a se apresentar como Stella no início do Ensino Médio e as diferenças para a tal Agnes eram tão gritantes que não seria difícil acreditar que eram pessoas distintas. Aliás, para deixá-la irritada, basta chamá-la de Agnes.
Costuma se apoiar na ideia do vintage para justificar algumas das peças ultrapassadas que utiliza, quando a verdade é que não tem muito dinheiro. Costuma receber presentes, em especial dos muitos caras com quem sai, mas ainda não é o suficiente para manter o estilo de vida caro que ela almeja.
Ficou famosa na internet por suas composições, em sua maioria sobre seu coração despedaçado. O plot twist? Bom, a maioria delas é um grande exagero. (Não na cabeça dela claro. Mas se o cara deixar de dar bom dia para ela, a Stella é capaz de escrever uma música como Traitor e dedicar a ele abertamente). Então sim, ela é doida. Mas hey, tem quem goste!
Sente a necessidade de ser o centro das atenções. Fale bem ou fale mal, mas fale de mim!, é o seu lema. E não é incomum que seja vista fazendo algum barraco.
Floresta Encantada:
Quando ainda tinha alguns meses de vida ela foi amaldiçoada por uma bruxa com uma beleza fatal. (Sim, ela é literalmente capaz de causar tragédias de tão linda). Cada um acaba sofrendo uma influência distinta, e varia principalmente a depender da quantidade de pessoas que estão presente. Mas eles costumavam se sentir hipnotizados pela presença dela e tão desesperados por sua atenção que seriam capazes de se matar rs.
Para tentar evitar essas tragédias, ela se escondia por trás de roupas largas, cabelo desgrenhado e o rosto sujo. Basicamente qualquer coisa que a fizesse passar despercebida. (Era como um cisne escondido sob a pele de um patinho feio)
Incapaz de carregar aquele fardo, ela optou por ir para Land of Untold Stories, na esperança de esquecer todas as tragédias que ela viu se desenrolar diante de seus olhos. Pena que não seria assim tão simples desprender-se de todas aquelas lembranças.
𝓫𝓮𝓯𝓸𝓻𝓮 𝓽𝓱𝓮 𝓬𝓾𝓻𝓼𝓮
Os relatos de mães demasiadamente orgulhosas de suas crias decerto são um clichê na Floresta Encantada. Entretanto, eu jamais havia presenciado uma camponesa com tamanha audácia. -- E posso assegurar que exerço meu trabalho, com orgulho, há alguns séculos. -- Durante nove meses, Margareth gritou aos quatro ventos como carregava em seu ventre a criança mais bela que viria a pousar sobre aquele reino, quiçá de toda história. Mais bonita do que qualquer princesa que a família real pudesse gerar, mais magnífica do que as donzelas narradas nos contos da região. Aquele era o seu destino, uma fada lhe assegurara! E não é preciso dizer que quando os rumores começaram a ganhar força, não foram poucos os que se mostraram descontentes. -- Criatura diabólica essa que contatou a pobre mulher, não? Isso se a fonte daquela informação não for as vozes da sua cabeça... Há sempre essa possibilidade. --
Primrose possuía alguns dias de vida quando a chegada da mulher misteriosa atraiu olhares em seu pequeno vilarejo. Poderia ser descrita como apenas mais uma das inúmeras visitantes da criança que havia conquistado certa fama, não fosse a aura pesada que parecia lhe envolver. Margareth, contudo, não mostrou-se intimidada. Tinha convicção no destino grandioso que aguardava sua filha. -- Juro que a cada segundo eu fico mais impressionada com a loucura da tal Maggie. Claramente uma pessoa desprovida de qualquer senso de preservação. -- Desgostosa com a arrogância da camponesa, a mulher decidiu ensinar-lhe uma lição. Oras, se Margareth estava assim tão convicta da beleza da criança, a bruxa asseguraria que a presença feminina fosse, de fato, estonteante. Mais do que isso, enlouquecedora. Letal.
É difícil descrever a influência que Primrose exercia sobre os demais, mas bastava um vislumbre do rosto delicado para que a urgência em se aproximar levasse os demais ao extremo. Acidentes de cavalo ao distraírem-se com sua presença, brigas ao disputarem a cadeira ao seu lado e mesmo o assassinato de um homem foram algumas das tragédias que rodearam a menina até que Margareth se visse obrigada a distanciar-se do vilarejo que um dia chamara de lar.
Os artifícios usados para acobertar os traços de Primrose mostraram-se como mais uma maneira de evitar grandes tragédias. Roupas largas, os cabelos desgrenhados ocultando a face quase sempre suja e mesmo a falta de banho proposital por alguns dias. Qualquer coisa que pudesse manter os demais afastados. E não por menos sua presença passou a ser acompanhada de olhares tortos e risadas ao relembrarem o alvoroço em seu nascimento. -- Era como um cisne escondido sob a pele de um patinho feio. -- Tratava-se, porém, de um equilíbrio frágil. Afinal, um passo em falso seria suficiente para que outra catástrofe se desenrolasse frente a seus olhos.
E aquela era uma sina maior do que Primrose conseguiria carregar. Desesperada para não somente livrar-se da maldição, mas também de todas as memórias a ela associadas, a jovem decidiu procurar refúgio em um local que asseguraria que sua tragédia não se espalhasse pelos outros reinos. -- Rumor esse que, decerto, teria dado início a mais uma caça às bruxas, além da morte de incontáveis inocentes. -- Então, com um dente de leão em mãos, ela deu seu último sopro de esperança antes de mergulhar no lago.
𝓵𝓪𝓷𝓭 𝓸𝓯 𝓾𝓷𝓽𝓸𝓵𝓭 𝓼𝓽𝓸𝓻𝓲𝓮𝓼
Land of Untold Stories não era como Primrose esperava. A princípio, parecia apenas um reino composto por gostos peculiares, pincelado em magia. -- O que levava ao questionamento: era possível que estivesse realmente livre de sua maldição? -- E foram longos meses de receio até que percebesse que estava segura naquele lugar. Havia tomado a decisão correta. Ao menos ali teria uma chance.
Não importava, porém, o quanto desejasse -- tampouco que julgasse estar em Land of Untold Stories a tempo o suficiente para não se lembrar de nada -- Primrose parecia incapaz de esquecer-se da pilha de corpos que, durante décadas, se acumularam ao seu redor. E as visitas ao Lago de Lágrimas eram mais frequentes do que ela gostaria de admitir.
Apesar de saber que estava livre da sua maldição, sentia dificuldades em deixar que outras pessoas se aproximassem demasiadamente, algo que vinha curando com o tempo. Após algumas décadas, nem mesmo as memórias tenebrosas eram capazes de afastar a esperança de que poderia ser feliz ali. E foi nesse período que acabou sendo arrastada para Storybrooke.
𝓽𝓱𝓮 𝓬𝓾𝓻𝓼𝓮
Não está acordada.
Ainda que não se recorde de nenhum detalhe de sua vida passada, vez ou outra possui sensações estranhas ao se aproximar de pessoas com quem teve alguma relação antes da maldição -- em especial aquelas de LoUS.
𝓪𝓯𝓽𝓮𝓻 𝓽𝓱𝓮 𝓬𝓾𝓻𝓼𝓮
Se na Floresta Encantada seu maior desejo era desaparecer do mapa, ao ponto de optar pelo esquecimento a ter que lidar com os olhares que jamais desejara, em Storybrooke Agnes não poderia estar mais sedenta por atenção. Nascida em uma família cujo único fator remotamente especial era o parentesco de décimo segundo grau com um barão dinamarquês -- se é que a partir disso já não podem ser considerados completos estranhos. -- existia pouco do que se falar dos Linstow. Longe de serem abastados, a família composta pelo casal e seus três filhos possuía uma rotina, no mínimo, monótona, vivendo com o suficiente para manter a pequena residência e garantir comida sobre a mesa. E para alguém com aspirações a grandeza, haviam poucas existências mais deprimentes. Agnes precisava de demais. Mas o preço de escapar do anonimato poderia ser caro. -- E ouso dizer que talvez tivesse sido melhor permanecer escondida, a enfrentar o que viria a seguir. --
Os apelidos que lhe foram dados durante o ensino fundamental envolviam desde menções a altura acima do considerado adequado a uma dama, ao corpo demasiado esguio, aos cabelos desgrenhados ou ao jeito desengonçado. Sem mencionar as declarações baratas e poemas piegas, descritos como deploráveis. -- A perfeita definição de patinho feio, não pode-se negar. Ou uma loser, como dizem atualmente. -- Apesar dos poucos amigos e das constantes implicâncias, Agnes tinha certo o que ambicionava: e um dia seria considerada tão bonita quanto as plastics de seu ano. -- Ops espera, estamos na história certa? Eu quis dizer as populares rs. --
Os três verões servindo mesas no The Lakes pagaram a silicone e, enfim, tornaram-na alguém em meio aos corredores do colégio. Cansada da vida que levava como Agnes, passou a loira apresentar-se como Stella -- e as diferenças eram tantas que muitos sequer reconheciam aquela que um dia fora intitulada a aluna mais provável de morrer sozinha. -- Um namoro vantajoso e um vídeo que viralizou e ela estava no topo da hierarquia social. E aquilo era tudo o que a Linstow sempre sonhara.
A visita ao cartório para a troca de seu nome se deu somente com a maioridade, quando lhe foi concedida a autorização de fazê-lo sem um responsável legal. Porém, Stella deixara para trás o nome de batismo tão logo se consagrara nas redes sociais. E caso não deseje receber um revirar de olhos seguido de um tapa de força considerável, sugiro que não faça menções a tal Agnes. (( I'm sorry, but the old Taylor can't come to the phone right now. Why? Oh, 'cause she's dead! ))
















