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WICKED (2024)
Observou o homem de palha com um brilho de fascino nos olhos enquanto ele falava, sua expressão um misto de surpresa e prazer diante da resposta fervorosa de Espantalho. É tão fácil rir com ele, é tão fácil viver ao seu lado... "Isso soa como um convite tentador... ", disse ele, sua voz rouca com emoção contida. " E eu pretendo aceitá-lo completamente, se você quiser." com um gesto ágil, Jack recuou apenas o suficiente para capturar os lábios do outro homem novamente, desta vez com ainda mais ardor e intensidade do que antes. Aquele beijo é como uma promessa de aventura e prazer, uma promessa de que ele estava disposto a se entregar a essa paixão, se entregar para o outro, não importando as consequências.
“Está certo de sua resposta? Se realmente pretende aceitar, não te deixarei mudar de ideia depois. Meus lábios serão todinhos seus. Sem devoluções.” embora tivesse um sorriso malicioso nos lábios, seu olhar transmitia certa seriedade que praticamente dizia que suas palavras estavam longe de serem mentiras ou brincadeiras levianas. Era o preço que se pagava pela vulnerabilidade que sempre se mostrava quando estava com Jack. O conforto que sentia na presença do outro o fazia ter coragem de dizer aquelas palavras sem se sentir reprimido ou envergonhado. “Não vai poder fugir de mim.” depois de dizer aquelas palavras, se deixou ser tomado pelos lábios do outro, respondendo-o na mesma medida. Ele passou os braços pelo pescoço de Jack, puxando-o para mais perto de si, colando seus corpos e aprofundando o beijo como gostaria. Afinal, tudo que poderia pensar ou sentir era Frost, e era dessa forma que gostava, inebriado pela presença dele. “Obrigado por ter estado comigo este ano. Que venham os próximos, não é? Juntos.” era uma promessa, e como tal, o homem de palha sustentava um olhar determinado, demonstrando o quão sério estava em suas palavras. Mesmo tendo quebrado o beijo, Espantalho não se afastou. Com paciência e de forma bem manhosa, deixava pequenos selares do pescoço, no maxilar e no queixo de Frost. “Deveríamos sair daqui. Se continuar me beijando assim, serei preso pela falta de pudor já que não conseguirei me controlar. Vou querer te atacar aqui mesmo e será uma cena e tanto para os espectadores.”
Ele olhou para a pessoa a sua frente. Um sorriso tomando seu rosto por alguém ter ido aproveitar de sua ideia. Algo que ele realmente estava com vontade de jogar e se divertir. "É bem engraçado, se você errar, você bebe. Se você acertar eu bebo. É o tipo de jogo que às vezes você erra de propósito." Brincou lembrando das vezes em que simplesmente queria beber, mas em boa parte das outras vezes era bem competitivo. "Mas se não beber podemos adaptar. Para beliscões, cócegas, o que você quiser. Na realidade, só estou com vontade de jogar um pouco. Quer arriscar?" Jogou a bolinha de um lado para o outro ansiando que o outro decidisse jogar com ele.
“Ah, faz sentido. Eu devia ter chegado a essa conclusão antes.” seu sorriso se iluminou em compreensão, embora estivesse se sentido um pouco envergonhado com a própria lentidão. O jogo realmente parecia divertido, e Espantalho não escondeu sua vontade de participar. “Eu quero jogar com você. Não precisamos adaptar, se não quiser. Eu aguento.” não era necessariamente uma verdade, mas a disse como se fosse, com determinação. “Não precisa pegar leve comigo, ‘tá?” garantiu, tranquilo. Não que esperasse ganhar, óbvio que não. A verdade era que ele gostaria de ajudar a satisfazer a vontade do outro em jogar, mesmo sendo um iniciante. “Quem começa?”
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"E aí você pega essa bolinha e joga no copo." Era estranho estar naquela sociedade. Tão diferente de sua casa. Olhava para os trajes que usava, e por mais que sentisse falta de sua jaqueta estar de acordo com todos era mais importante, mas ele não poderia deixar sua essência. Principalmente em dias de festa, onde ele sempre acabava sendo a atração. "Que tentar? Prometo que não vou jogar tão bem de primeira."
Parecia simples, até. O único problema era que Espantalho não confiava cem por cento em sua pontaria. Desconfiava que já sairia em desvantagem, sem nem mesmo tentar. Antes que lançasse a bolinha no copo, preferiu retirar uma dúvida antes, questionando a figura masculina em seguida, sem hesitar. “Qual a punição se eu errar? O que acontece?” o homem de palha não se censurou em perguntar. Com sua experiência em um corpo humano, ele agora já sabia que as brincadeiras sempre tinham punições para quem não cumprisse com o objetivo. Esperou pacientemente a resposta, já em posição para jogar a bolinha.
"Acho que deva ser muito mágico mesmo, talvez você possa viver isso, talvez seja algo que precise pedir para que aconteça." Rosetta sorri, sabendo que seu riso pode soar enigmático para o Espantalho. Havia uma certeza divertida de que ele não compreenderia completamente o alcance de suas palavras, e isso a instigava. Era como dar corda para explorar a inocência da figura que estava ali, tão próxima dela naquela noite não-tão-solitária.
Rosetta, a fada jardineira, inclinou-se para Espantalho, seus olhos brilhando com malícia enquanto sussurrava a história por trás das uvinhas esmagadas. "Não tenho certeza se posso te contar." Com um sorriso travesso, ela continuou: "Diziam as lendas antigas que, ao esmagar essas uvas mágicas, as fadas conseguiram manter à distância criaturas místicas que se alimentavam dos desejos das criaturas feéricas."
Rosetta modula sua voz, quase num sussurro, enquanto tenta recordar as nuances da lenda, que, naquele exato momento, poderia ou não, estar sendo inventada por ela. "As uvas, colhidas à meia-noite em um vinhedo secreto, eram impregnadas com uma energia sinistra. Desejos sombrios eram selados nas bagas, criando uma atração irresistível para seres malignos que rondavam as sombras da Terra do Nunca. À medida que as fadas esmagavam as uvinhas, liberavam um odor doce e amargo que ecoava pelos bosques. Era um chamado para criaturas sombrias, atraindo-as para longe das fadas. Esses seres, conhecidos como as Sombras Famintas, eram atraídos pela essência dos desejos das fadas, esperando se alimentar dessas emoções. Os risos da fadas eram mascarados pela tensão, pois sabiam que a menor distração poderia atrair as Sombras Famintas. Cada baga esmagada era um ato desesperado de autopreservação, uma tentativa de manter a escuridão à distância."
Rosetta piscou, como se estivesse compartilhando um segredo. "Dizem que a risada de uma fada é imortalizada nas uvas esmagadas. É por isso que, ao dar a primeira mordida, você pode ouvir um eco de risinhos feéricos dançando em seu ouvido." Ela inclinou-se para trás, rindo suavemente. "Mas, claro, Espantalho, isso é apenas um lenda. Ou será que não?" A fada lançou um olhar malicioso, deixandono ar a magia da dúvida enquanto suas asas cintilavam com a promessa de segredos insondáveis.
Não era por falta de esforço, não mesmo. A maneira com que tinha os olhos e a atenção presos em Rosetta não deixavam brechas para que fosse acusado de estar distraído. A verdade era que algumas coisas lhe escapavam, e por ser julgar ‘menos’ inteligente que os demais, praticamente se fazia convencer da veracidade daquele não-fato. O tom enigmático empregado por não lhe passava despercebido, mas as minúcias ainda lhe era difíceis de compreender. “Huh? Como assim? Devo pedir para quem? Tenho o direito de fazer isso? Eu sempre pensei na Terra do Nunca como inacessível, pelo menos para alguém como eu.” poderia parecer, mas não era autopiedade ou algum tipo de vitimização barata. Era verdadeiramente o que pensava, surpreso com a suposta-pequena chance de poder se fazer presente na terra mágica. Poderia ou não vir a conhecer a Terra do Nunca, mas somente a possibilidade de a visita acontecer lhe causava uma excitação boa, como um sonho se tornando realidade. Espantalho não se distraiu com a Terra do Nunca por muito tempo. Ainda curioso em relação às uvas, ele fez questão que a fada soubesse de seu interesse pela história, ainda que ela desse a entender que seria um segredo. “Pode me contar, não tem problema. Eu sou bom em guardar segredos, se for o caso de ser um.” assegurou com segurança, com sinceridade. Os olhos brilhavam. O seu silêncio era profundo enquanto ouvia sobre a lenda. A cabeça estava à mil por segundos, a imaginação quase lhe tirava do momento presente, de tão preso à própria mente. A curiosidade só aumentava, além do desejo quase sobrenatural de pôr à prova as palavras da fada. “Eu nunca prestei atenção. Quer dizer, nunca esmaguei uma uva, não de propósito, pelo menos. Você já fez isso? É realmente real? Realmente espanta os espíritos malignos? O que eu não faria para ter um cacho aqui comigo... Funciona com qualquer uva? Não é justo em deixar na curiosidade. Ai...” de forma teatral, levou uma das mãos ao peito, como se estivesse com o peito dolorido. “Que dor! Não sobreviverei. Que tortura você está cometendo.”
"Credo. Beijar um desconhecido é nojento, então nem tente se aproximar." Deu dois passos para trás achando aquele jovem totalmente esquisito. Como alguém não conhecia as tradições de ano novo? "Existem várias. Lá em casa quando eramos menores eu e Wednesday adoravamos trazer um tabuleiro de ouija para começar o ano sabendo tudo que os espiritos queriam nos falar. Também teve o ano que brincamos de jogar faca em todas as frutas que tinham na casa. Ah, e pintar de preto qualquer coisa que fosse cor de rosa. Em qualquer lugar. Você nunca fez nada? Nadinha de nada?"
Espantalho sequer fez questão de esconder o quão ofendido estava se sentindo. O desconhecido tinha todo direito de negá-lo – realmente existia gente com mau gosto –, mas os passinhos para trás e a palavra nojo proferida pelos lábios alheios tinha sido demais para engolir. Rapidamente o retrucou. “Convencido. O que te faz pensar que eu gostaria de te beijar? Eu não beijo qualquer um.” não era uma verdade tão verdadeira assim, mas ele não precisava saber, não é mesmo? O homem de palha manteria seu orgulho, mesmo que sua intenção inicial não tivesse sido dar em cima do outro, não realmente. Embora contrariado, ouviu com certo interesse as tradições expostas pela figura masculina. Não conseguiu esconder a estranheza do relato alheio. ‘Esquisito’, foi o que pensou de primeira, mas preferiu não dizê-lo. Em vez disso, apostou no seguro. “Ahhh...” por alguns segundos, foi tudo o que conseguiu dizer. As coisas listadas eram bem diferentes, no mínimo. “A luta contra a cor rosa terminou?” falar de espíritos ou de brincadeiras com facas não lhe pareceu muito seguro, por isso preferindo ignorar e manter-se resguardado. Diante da pergunta, foi direto. “Eu vivia numa parte muito rural de Oz, nada realmente acontecia lá. Sem contar que eu era um espantalho. Eu sou, na verdade. Sou um espantalho. Celebrações humanas não faziam muito sentido para mim, e nem a passagem de tempo, na verdade. Tem alguma sugestão de tradição que eu não deveria deixar de fazer?”
( fb )
Estava enfrentando o monstro com tudo o que tinha, mas seus poderes de gelo não eram suficientes para derrotar a criatura monstruosa. A frustração crescia enquanto ele apanhava, mas algo dentro de si se agitava. Lembranças das lições obscuras que Breu lhe ensinara começaram a emergir. Jack sabia que esse era o momento de usar a magia das trevas, algo que ele evitara até agora.
Ao ouvir as palavras de Espantalho sobre correr, o mais velho fez um esforço para se levantar e respondeu com determinação: " Não, Espantalho, não corra. Eu dou um jeito nisso. " apesar da dor, o guardião começou a formar uma pequena tempestade de gelo ao seu redor, preparando-se para lançar contra o monstro.
As sombras se misturaram com o branco de seu gelo, e por um instante, Jack parecia uma versão diferente de si mesmo. Seus olhos, antes azuis, tornaram-se negros, emanando uma aura intimidadora. Uma mudança visível ocorreu na natureza de seus poderes; agora, uma combinação única de escuridão e gelo.
O monstro, percebendo a mudança, pareceu recuar por um momento. Jack, envolto na energia sombria, concentrou-se e lançou uma nova rajada de poder, combinando gelo e sombras. O ataque atingiu o monstro de maneira mais eficaz do que antes, causando-lhe desconforto.
FLASHBACK
A sensação era a mesma de acordar de um pesadelo. Espantalho poderia não ser humano há muito tempo, mas a sensação lhe era conhecida. O peso que sentia no peito era invisível, mas opressor. Por breves segundos, prendeu o ar, um pouco mais assustado que outrora. A sua pele arrepiou profundamente em resposta, um alerta bastante claro que de havia algo errado. E realmente havia, era perceptível, mesmo para alguém leigo como Espantalho. Não parecia natural a maneira com que as sombras se misturavam ao gelo. Teve certeza quando mirou seu olhar na figura de Frost. Não conseguiu se segurar ao questioná-lo, a preocupação palpável em sua voz. “Jack, o que está fazendo? O que há de errado?” depois de dizê-lo, não pôde fazer muito além de observá-lo desferir seu ataque no monstro, desestabilizando-o. Espantalho aproveitou que o monstro parecia desnorteado e correu até próximo de Jack, entrelaçando seus dedos na mão alheia e impulsionando seu corpo na direção contrária ao do monstro com a intenção de puxar Frost para fora daqui, correr o mais rápido possível para longe da fera. De perto, os olhos pretos de Jack pareciam bem mais intimidadores do que Espantalho admitiria, a falta de ar e o arrepio na pele ainda persistiam, mas não era o momento para pensar em nada daquilo. Eles só precisavam sair dali, e Jack estaria finalmente seguro. O guardião estava visivelmente machucado, e tudo que Espantalho se preocupava era na segurança do outro. “Jack, por favor, vamos sair daqui. Vamos, por favor, por favor!” implorou, a voz falhando frente a angústia. Naquele momento, seus olhos se encheram de água. Foi uma questão de poucos segundos para que as lágrimas escorressem pelo seu rosto, formando uma máscara de puro desespero e medo. Estava triste, com raiva e decepcionado consigo mesmo por não poder ajudar e por não poder proteger a pessoa mais importante para si, e aquilo lhe matava por dentro.
The Boy™ cr. jung-koook

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A pergunta de Espantalho sobre a tradição de beijar um estranho à meia-noite na virada do Ano-Novo despertou o lado mais sarcástico e divertido de Rosetta, a fada jardineira. Com um sorriso travesso, ela ponderou sobre o assunto, seus olhos cintilando com a luz das suas próprias piadas internas. "Ah querido, você não sabe o que está perdendo! Beijar um estranho à meia-noite é uma tradição humana cheia de… digamos, promessas mágicas para o novo ano. É como plantar uma semente de amor e ver se floresce nas quatro estações seguintes!" Ela riu, balançando a cabeça com um ar de quem já viu de tudo."
O clima frio e as luzes cintilantes do Ano-Novo pareciam trazer à mente de Rosetta memórias saudosas dos bailes na Terra do Nunca. As noites eram como um conto de fadas, e suas petalas causavam mais alvoroço do que um bando de grilos animados! Era como se a própria natureza decidisse caprichar na decoração quando ela passava. Ela soltou uma risada graciosa, seus olhos piscando com malícia. "Mas você tem razão, o beijo à meia-noite não é a única tradição! Há tantas outras. Na Terra do Nunca, costumavamos dançar sob as estrelas, fazendo com que até mesmo as fadas mais tímidas dessem uma voltinha. E as tradições com uvas? Hum, acho que você não quer saber as histórias por trás daquelas uvinhas esmagadas!" Concluiu, com um brilho travesso nos olhos, deixando um rastro de sarcasmo no ar feérico ao seu redor.
‘Então, era verdade?’ pensou consigo mesmo, satisfeito. Se alguém mais conhecia a tradição, ela deveria realmente ser verdadeira. Espantalho fez questão de guardar a informação, ela lhe seria útil com certeza. Poderia não fazer muito sentido, mas era uma tradição aparentemente divertida. O homem de palha raramente se importava em distribuir uns beijinhos por aí. Ele tinha um sorriso de muito contentamento nos lábios. As possibilidades eram muitas, e aquilo o animava. Ouviu com atenção as palavras alheias, e não conseguiu evitar de acompanhar a empolgação que a fada trazia em suas palavras. Estava entretido e extremamente curioso. “Ah, eu quero viver isso. Deve realmente ser tão mágico.” estava sendo completamente sincero, e suas palavras saíram mais sonhadoras do que normalmente se permitia. Continuou a ouvir o relato da sua companhia, os olhos brilhando de curiosidade. “A Terra do Nunca parece ser um local tão tão tão incrível.” já tinha ouvido coisas sobre a Terra do Nunca, e na sua imaginação, aquele local muito provavelmente era um paraíso. “Eu quero saber a história, me conte, por favor. Não me deixe afogar na curiosidade, isso irá me corroer por dentro. Por favor!” seus olhos não deixaram o olhar alheio, o tom que usara na voz era quase suplicante. Claramente esperava a resposta da outra com muita expectativa.
calliope sempre achava adorável a inocência humana, especialmente em confundi-la com alguém da mesma espécie. era uma deusa e tinha certeza que se parecia com uma. "não preciso pedir nada, prosinha. eu quem concedo desejos." deslizou os olhos pela mesa, lendo alguns dos pedidos que estavam sendo escritos e então fez uma leve careta. as pessoas conseguiam ser criativas até demais. "bem, alguns deles." cruzou os braços, voltando a atenção ao que foi compartilhado anteriormente: a desconfiança e o ressentimento quanto aos pedidos. "os deuses te decepcionaram?"
Poderia não ter sido a atitude mais apropriada, mas Espantalho não conseguiu evitar o olhar de desconfiança. Obviamente, ele sabia que existiam seres extremamente poderosos, mas aprendeu a olhá-los com suspeita, muito por culpa do Mágico, o ditador de Oz. “Você concede desejos a si mesma? É algo que sempre quis perguntar, se era possível ou não.” apesar da descrença inicial, Espantalho sempre era amigável. Ele era também bastante curioso, diga-se de passagem, e não conseguiu evitar de perguntar. Era mais forte que ele. Diante do questionamento alheio, Espantalho não demorou muito em respondê-la, negando rapidamente com um gesto de cabeça. “Não os deuses. Oz, o mágico. Ele me enganou, enganou a todos nós, eu e meus amigos.” o homem de palha não conseguiu evitar o tom de ressentimento, rancor. Não deixou ser sugado por tais sentimentos negativos e mudou rapidamente de assunto. “Veio assistir ao espetáculo, então? Dizem que os balões iluminados ficam lindos no céu. É a minha primeira vez assistindo.”
com a pergunta do outro, fawn deu um passo pra trás. não sabia se era uma curiosidade ou um convite, mas sua expressão já lhe adiantava que a resposta era negativa pra qualquer um dos casos. "eu nunca ouvi nada disso não." analisou as pessoas ao lado, tentando perceber se os beijos estavam sendo planejados ou se aquilo era só coisa da cabeça alheia. "mas se fosse o caso, quem você gostaria de beijar?" a expressão brincalhona apareceu na feição, levantando ambas as sobrancelhas. "dizem que sou uma boa cupido, hein."
Espantalho podia não ser a pessoa – espantalho ou pessoa, tanto faz – mais esperta, mas a resposta da outra não o fizera completamente surpreso. Sempre havia a possibilidade de estar sendo enganado, e depois de Oz, o homem de palha se tornou um pouquinho menos ingênuo, um pouco mais desconfiado. “De verdade? Quase fui enganado.” respondeu simplesmente, sem se importar de mostrar a própria ingenuidade. “Teria sido mais fácil se a pessoa só tivesse pedido um beijo meu. Ele tinha covinhas fofinhas e mãos bonitas, eu provavelmente não teria negado.” não lhe custou muito ser sincero, normalmente não ficava com vergonha. Disse as palavras de forma despreocupada. “Não sei. O que você acha? Tem algum bonitinho ou bonitinha na sua mira? Não olhei com tanta atenção ao redor.” aproveitou a deixa para olhar ao entorno, mas ninguém lhe chamou a atenção de primeira. A verdade era que não se demorou muito com o olhar, estava mais entretido na conversa. “É mesmo? Isso é legal. Quem sabe em algum momento eu peça gentilmente por seus serviços. Contanto que não cobre muito, estou quebrado.” apesar a brincadeira obvia, tinha um pontinho de verdade. Espantalho estava sempre quebrado financeiramente. Não abandonou o bom humor, apesar da dura realidade. “Mas e você, hein? Nenhuma tradição de Ano-Novo?”
( 1 )
❄ the moon told me, you a lil’ bitch!! ❄
Jack se aproximou de Espantalho com um sorriso travesso nos lábios, seus olhos brilhando com uma intensidade sugestiva. " Você não precisa esperar até meia noite para me beijar, meu gatinho. " ele ergueu uma sobrancelha de maneira antes de inclinar-se para mais perto, sua respiração quente roçando suavemente contra os lábios do outro. Com um movimento rápido e audacioso, Jack capturou os lábios de Espantalho em um beijo ardente, como se estivesse faminto por ele. Sua língua traçou um caminho tentador, explorando cada canto da boca do outro homem com desejo incontrolável. O beijo foi uma mistura de paixão e desejo, deixando claro que Jack queria mais do que apenas um simples momento de intimidade.
“Huh? Mas você nem é...” ‘... um estranho.’ era o que teria dito, se tivesse conseguido dizê-lo. A distração que Jack o proporcionava era tamanha, dificultando com que ele pudesse empurrar as palavras para fora. Mas, quem estava reclamando? Certamente, não Espantalho. Afinal, como ele poderia negar algo que também desejava? Ignorando a existência de tudo e todos – quem prestaria atenção ao redor quando Frost está à sua frente? –, o homem de palha o correspondeu na mesma medida. Quando seus lábios se tocaram, Espantalho não conseguiu evitar um suspiro. Uma sensação gostosa lhe preenchia o corpo, atingindo-o em ondas que era impossíveis de ignorar. Com certa urgência, Espantalho não hesitou em quebrar completamente a distância entre eles. Sua mão inconscientemente foi subindo pelo pescoço alheio até alcançar a nuca, cravando as unhas ali, seus dedos entrelaçados entre os fios de cabelos do outro. Beijou-o desesperadamente em resposta. “Se for me beijar sempre assim, pode fazer isso a qualquer hora. Quando quiser... onde quiser... como quiser.” Espantalho disse aquelas palavras após quebrar o beijo, um pouco sem ar, mas em tom claramente travesso.
starter aberto para o Festival da Renovação
“Beijar um estranho à meia-noite é realmente uma tradição de Ano-Novo?” a seriedade com que questionara muse contrastava demais com o conteúdo da pergunta formulada. Não, Espantalho não estava bêbado, nem nada disso. Ele só estava genuinamente curioso. A verdade era que algumas tradições humanas ainda lhe eram desconhecidas, ainda que fizesse um esforço considerável de tempos em tempos para apreendê-las. “Tem muitas tradições de Ano Novo? A única que eu conhecia era a das uvas...”
ou
“Não sei. Talvez eu esteja levando à sério demais, mas a última vez que confiei meu desejo a alguém, eu só me ferrei mesmo.” Espantalho queria ter falado aquelas palavras despreocupadamente, sem qualquer rastro de amargor e ressentimento, mas não obtivera sucesso, não totalmente. Rapidamente disfarçou o sentimento com um dar de ombros, reprimindo também o bico contrariado que tinha nos lábios. “Já sabe o que irá pedir?”

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𝐀𝐒𝐊 𝐆𝐀𝐌𝐄 !!
Espantalho Breu