quem é essa campista? THERESA GRAHAM é filha de APOLO do chalé 7 e tem VINTE E QUATRO ANOS. a tv hefesto informa no guia de programação que ela está no NÍVEL II por estar no acampamento há OITO ANOS, sabia? e se lá estiver certo, TESSA é bastante EMPÁTICA mas também dizem que ela é RESERVADA. mas você sabe como hefesto é, sempre inventando fake news pra atrair audiência.
BIOGRAFIA:
Fruto da união entre o deus Apolo e uma mortal com Visão Clara, não demorou muito para que ser especial para Theresa passasse a significar ser uma pária. De personalidade vibrante e amigável, ficar próxima da garotinha era simples e agradável, o único empecilho para amizades com raízes mais fortes e duradouras sendo a frequência com que ela e sua mãe se mudavam de um lugar para outro. Ao mesmo tempo em que se chateava por sempre deixar um lar para trás, as mudanças por vezes eram acompanhadas por visitas de seu pai, que ficava por alguns dias antes de desaparecer novamente a negócios. A infância de Theresa foi marcada por essas idas e vindas, sua família composta em maior parte apenas por ela e a mãe, o que era mais do que suficiente quase sempre.
Os primeiros problemas para os Graham começaram a surgir ao final da infância de Theresa, quando a menina começou a dar ao mundo os primeiros sinais de que havia algo diferente sobre ela. Algumas noites, ela tinha sonhos perturbados com pessoas conhecidas envolvendo acontecimentos dos quais não tinha memória de terem ocorrido, apenas para se concretizarem dias depois. De início, não era tão difícil ignorá-los e apenas caracterizar esses eventos como coincidências seguidas de pesadelos, já que não poderia haver qualquer correlação entre as duas coisas. Passados alguns meses de persistência, dividiu a aflição com sua mãe, pois já não conseguia mais dormir por medo de acabar encontrando terríveis premonições em seus sonhos. Serena, sempre a matriarca companheira mas um tanto misteriosa, dizia que Theresa era especial, que tudo faria sentido com o tempo. Mesmo com certo ceticismo, confiava na palavra da mãe, sua melhor amiga, aquela que sempre fazia de tudo para protegê-la. Com o tempo, os pesadelos cessaram.
Em seguida, entretanto, passou a não ser incomum que, ao tocar um colega ou pessoas a esmo, Theresa tivesse um momento em que inconscientemente suspendia a respiração de forma audível e ficava com os olhos desfocados, mirando o nada de forma um tanto macabra. As visões eram imprecisas e nem sempre se concretizavam, mas esse tipo de comportamento não demorou para amedrontar consideravelmente muitos de seus colegas, nem mesmo a personalidade usualmente vivaz de Theresa sendo suficiente para mantê-los próximos. Em questão de alguns meses, foi de querida e popular para a garota esquisita, uma aberração que ninguém queria ter por perto, até com sussurros maldosos e sem sentido de que a loucura da garota fosse contagiosa. Theresa chegava em casa aos prantos e desenvolveu aversão ao toque, sempre aterrorizada com a mera perspectiva de acabar testemunhando algo indesejado, que não lhe pertencia, não era de sua conta e que não queria ver. Brigava com sua mãe, esbravejava aos quatro ventos, rezava para ser aliviada daquele fardo, já que não suportava mais ser anormal àquele ponto sem sequer entender o que se passava.
Theresa tinha cerca de quatorze anos quando, pela primeira vez em pelo menos seis, viu o pai à porta de sua casa. Retornava de mais um dia terrível quando o avistou conversando com Serena na varanda, mas ele se fora antes mesmo que a garota pudesse subir, correndo, a colina cujo topo abrigava a casa da família Graham. Naquela mesma noite, foi levada pela mãe para o Acampamento Meio-Sangue, com a verdade sobre a identidade de todos – sua, da mãe como mortal de Visão Clara, e de Apolo – revelada.
Traumatizada por muitos dos eventos que antecederam sua ida ao acampamento, a personalidade de Theresa mudou consideravelmente. Desde sua chegada, se mostrou como uma garota reservada e extremamente aversa ao toque. Ao longo do tempo, conforme desenvolvia maior familiaridade com seus arredores e o restante dos campistas, foi saindo um pouco de sua concha e passando a se parecer mais com sua versão mais nova, alegre e amigável.
Nos anos seguintes à sua chegada, Theresa passava a maior parte do tempo no acampamento, ausentando-se apenas algumas vezes ao ano para visitar sua mãe. Aos dezenove anos de Theresa, Serena Graham escreveu uma carta à filha para comunicar o triste e trágico diagnóstico de uma doença, o que fez com que Theresa abandonasse a Colina Meio-Sangue para ficar ao lado da mãe por quanto tempo ainda restassem às duas – o que acabou se revelando por três anos, período este em que Theresa fazia sacrifícios e orações praticamente diárias para que Apolo curasse a mulher. A morte inevitável de Serena serviu para colocar uma frieza provavelmente irreparável entre Theresa e seu pai, manchando uma relação que um dia, mesmo perante a distância típica entre deuses e seus filhos, havia sido próxima.
Depois disso, Theresa passou mais um ano vagando de canto em canto, em uma versão mimética mas muito mais solitária de sua infância quase itinerante, através do mundo. Visitou inúmeros lugares e tentou viver uma vida normal, apesar da constante necessidade de desviar de monstros e ameaças com níveis variáveis de sucesso. Quando recebeu o chamado de Dionísio, considerou ignorar e simplesmente enfrentar a sorte, mas sabia que seria inútil. Finalmente voltou à realidade: jamais, enquanto vivesse, seria normal. Como sempre dizia Serena Graham, Theresa sempre seria especial e estava na hora de parar de fugir disso.
É uma companheira muito leal e uma aliada valiosa em estratégia e outros pormenores. Ainda que seu poder possa ser inconveniente em diversas situações, é útil em pequenas esferas de combate físico, visto que canalizado pode lhe dar vantagem sobre o adversário por conseguir prever seus prováveis movimentos seguintes.
PODERES: Precognição, o que significa que Theresa pode prever o futuro, desde alguns segundos até dias ou meses adiante, com grandes limitações. Quando mais nova, a habilidade se manifestava através de sonhos, mas isso se tornou raro com a chegada da adolescência. Desde então, o poder é ativado principalmente através do toque. As visões são subjetivas e passíveis de mudança, de acordo com a tomada de decisão do alvo que envolvem, além de que muitas vezes podem se manifestar de maneira enigmática e pouco clara. No nível II, Theresa consegue controlar a ativação da habilidade quase sempre, mas eventualmente acontece de usar o poder de forma não proposital.
HABILIDADES: Fator de cura acima do normal e sentidos aguçados.
ARMA: Solaris, uma adaga de arremesso.
Eleonora participa individualmente do ARCO E FLECHA e faz parte da equipe dos CURANDEIROS.

















