NEM TODOS QUEREM TER AS SUAS HISTÓRIAS CONTADAS OU FINALIZADAS… E o nossa nova habitante é um desses personagens esquecidos. Ele costumava se chamar EDWARD HYDE, do conto LAND OF UNTOLD STORIES, e antes da névoa da maldição arrastá-lo até Storybrooke, ele estava na LAND OF UNTOLD STORIES. Aqui na cidade você talvez o encontre se procurar por um tal de MORPHEUS ELSHER, que é MAFIOSO E DONO DA MADNESS INSIDE.
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Ora, mas se está sendo um problema público, podem vir prestar reclamações comigo que resolveremos rapidinho. Ainda que a Delilah já tenha escolhido quem está em primeiro no coração dela.
Já tinha planejado essa ideia a um tempo, sabia que demoraria um pouco para conseguir todos os presentes e conversar com alguns "funcionários" de Morpheus para espalha-los pela cidade, mas aquilo era mais que necessário. Vocês acham mesmo que Delilah deixaria o que era seu terminasse o dia dos namorados na mão de outra? Os Fei tem um ditado: o que você quer, você consegue. Por muitos visto como algo prepotente, mas, nessa situação, era apenas indispensável. Estava pronta para finalizar a noite de dia dos namorados com estilo e intimismo. E que Morpheus lidasse com isso, pois não deixaria ele dormir tão cedo nesse fim de noite.
Após passar uma tarde de aventuras um tanto inusitada, por assim dizer, com seu amigo Lorenz, foi em direção a sua casa, onde todos os presentes que daria para Morpheus estavam. Devidamente guardados e etiquetados com suas cartas e locais onde deveriam ser deixados. Arrumou-se de maneira simples e leve, não querendo exagerar demais em sua produção, indo organizar a cesta que levaria para a floresta, como último toque para partir em direção ao seu primeiro destino. Antes de tudo, deixou a segunda caixa no telhado de seu prédio, próximo a um pequeno jardim que normalmente ficava com Morpheus em dias estrelados.
Assim, colocou todos os matérias no banco de trás de seu carro, deixando apenas um, em especifico, na parte frente, para que pudesse manter seus olhos atentos em qualquer ação dele. Seguiu em direção a Madness Insade, lugar onde a primeira pista seria deixada no escritório de Morpheus. Cumprimentou um dos seguranças que já estava na porta do lugar, ainda fechado. Informou o que iria fazer e, mesmo já tendo avisado a alguns deles sobre seus planos, teve a caixa revistada para que nenhum problema maior ocorresse.
Ao deixar a boate de Elsher, rumou para seu próximo destino e local da última pista: a cachoeira que tiveram um de seus primeiros encontros. O ar nostálgico fez com que abrisse um pequeno sorriso iluminado, mesmo que estivesse tentando se equilibrar por entre as pedras escorregadias, por ter suas mãos ocupadas. Prendeu o pequeno presente firmemente em um dos galhos de uma árvore florida, que ficava próxima a queda d'água. Ao ver que o pacote estava devidamente preso e seguro de qualquer empecilho externo, re tornou para seu carro. Deixou um suspiro sair de seus lábios, ainda tinha que organizar a surpresa final em uma clareira, que ficava as margens da parte mais tranquila do rio.
Chegando em seu destino, iniciou a arrumação de uma pequena cabana, com algumas almofadas e tapetes confortáveis. Contornou-a com pequenas luzes portáteis amareladas, que proporcionavam uma melhor iluminação ao ambiente sem ser algo incomodo. Posicionou, embaixo dos lençóis que formavam a tenda, uma mesa portátil baixa, por onde distribuiu todos os alimentos que constituíam o piquenique que havia organizado. Deixou o último presente ao seu lado, dentro da cesta que tinha carregado os aperitivos. Esse parecia levemente inquieto, o que fez com que passasse as mãos por todo o seu pelo macio e preto.
Ouviu quando o som de algumas folhas sendo pisadas tomou o lugar. Voltou seus olhos para o local e viu o homem alto e grande olhando atentamente para bússola em seu pescoço. Um risada leve saiu de seus lábios, Delilah levantou dos panos e foi em direção ao rapaz, pulando em seus braços. Sentiu-se ser girada, fazendo com que se agarrasse ainda mais ao homem. O levou de em direção a cabana, vendo que, assim que Morpheus tirou os sapatos e se sentou nas almofadas, um pequeno serzinho saiu de seu esconderijo e pulou em seu colo em busca de carinho. O gatinho preto tomou posse de sua mão esquerda, quase o obrigando a acaricia-lo. Parece que o último presente achou sozinho o caminho para seu novo dono.
Madrugada a dentro, o silêncio e os diversos animais noturnos eram testemunhas das várias risadas, taças de champanhe e caricias que eram feitas pelo casal durante todo o encontro. Se arriscaram a entrar a água cristalina do rio que corria ao lado da clareira, tendo como desculpa o frio para se manterem o mais próximos possíveis, tendo os braços um do outro como abrigo. Banhados pela luz da lua, fizeram amor deitados em meio aos vários lençóis que espalharam pelo chão. Juntos, observaram o sol surgir por entre as colinas, dando a permissão para que a jovem Fei fechasse seus olhos, já pesados pelo cansaço, sentindo as caricias e calor de Morpheus por seu corpo.
Todos os presentes:
Whisky John Walker & Sons King George (Clique aqui);
Adaga encontrada no sarcófago do faraó Tutancâmon, com material de um meteorito (Clique aqui);
Então, Gwendolyn tinha um namorado! Haha. Um que ela não lembrava de ter até que ouvisse o nome dele ou visse o seu rosto, o que era muito suspeito em qualquer realidade. Um que a presenteava com gestos românticos grandiosos e planejava encontros cinematográficos… mas que ela não sabia como retribuir, porque não conseguia se sentir apaixonada por ele — não mais, aparentemente, uma vez que costumava ser louca pelo rapaz ao ponto de escrever tantas músicas sobre ele.
Bem, mesmo que Morgana estivesse ligeiramente desconfiada e confusa com aquele namoro na verdadeira Storybrooke; ali, no delírio que vivia pelo dia, deveria se preocupar com Morpheus e os seus machucados, estampar a maior cara de quem puxaria a orelha dele, e ficar brava com o moreno. Huh, quem diria… “Não ligo, na verdade.” Respondeu um tanto seca, porém ainda prestes a ajudar o seu namorado. Um saquinho de gelo se materializou na mão dela (mais uma prova de que aquilo poderia muito bem ser um sonho compartilhado e induzido por algum vilão entendiado) e Gwen levou-o até a bochecha masculina. Enquanto pressionava o gelo contra a pele dele, torceu o nariz como se fosse a própria Samantha de Bewitched, e deixou discretamente que um pouco de sua magia fluísse até as pontinhas dos dedos e na direção do saco de gelo, amenizando a dor que Morpheus poderia estar sentindo. Pelo menos o básico de sua magia — a cura — ainda funcionava naquela realidade. “É sempre a mesma história com você.” Deu de ombros, desdenhosa, e posicionou o gelo na testa dele. Ao mesmo tempo que parecia disposta à ajudá-lo, parecia disposta à discutir também. “Só espero que não vá pra detenção por isso. Tem a festa do Viktor hoje depois do jogo, lembra?”
˙ ˖ ⋆ ✦ Os olhos pisaram por alguns momentos com a afirmação da outra, fazendo com que ele encarasse ela por alguns segundos em estática, processando tudo aquilo. "Não liga?" Repetiu novamente, mais para se garantir que havia escutado certo do que qualquer outra coisa. Maldito Pierre. Como ele queria que Morpheus trabalhasse com aquilo? Já estava se esforçando de mais interpretando o Jekyll apaixonado e sendo bonzinho para lá e para cá, mas ainda tinha que ser feito de idiota? Respirou fundo, escondendo aquilo com uma risada anasalada. "Desculpa se eu te irritei ao ponto de já desistir de mim." Comentou em uma voz pesarosa, que estava longe de ser o que ele estava realmente sentindo. Beirou o canto de olho ao ver ela materializar a bolsa de gelo, mas logo focando novamente dela. Não era como se já não esperasse aquele tipo de coisa dela. Era Morgana, afinal. Um breve chiado de ardência escapou dos lábios do Elsher, que se conteve para não recuar muito. Mesmo sendo quem era, ainda era humano e ainda sentia dor. Por mais incrível que parecesse. "Claro que eu lembro, me esforcei para escolher uma roupa para te impressionar." Falou em meio a um riso, pensado por alguns segundos antes de olhar para ela novamente. "Olha, Gwen. Eu sei que posso ser explosivo às vezes. Bom, na maioria das vezes." Corrigiu com um suspiro antes de continuar. "O que eu queria dizer é... Desculpa." Abaixou o olhar, corroborando com o ato de garoto arrependido e apaixonado. "Eu sinto que ultimamente você tem estado distante de mim e eu não sei exatamente o que fazer. Tenho medo que eu finalmente tenha conseguido a afastar de mim e, mesmo que eu pense que talvez seja melhor... afinal, você merece o melhor cara do mundo... Eu não consigo não ficar triste em talvez pensar que você possa me deixar." A mão foi até a dela, depositando um carinho enquanto a face se recostava mais sobre ela e o gelo que segurava. "Se eu estou fazendo algo que te magoa...Me diz. Eu quero mudar, mas para isso preciso que você converse comigo. Se abra comigo. Por favor... Eu não posso perder você também."
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Reve fingia organizar seu armário cantarolando uma música da peça que acabou de sair do ensaio. Quando fechou a porta, engoliu a melodia ao ter o corpo tensionado, o cantarolar interrompido abruptamente pelo susto. Ao ver quem era, porém, se recuperou rápido. Otário. Morpheus era um completo otário. Gwen realmente tinha um péssimo gosto, não cansava de falar isso para ela. ❛❛ —- Tô bem, Pheuzinho. ❜❜ o apelido saiu irônico, afiado, num sorriso desdenhoso. Nem havia conseguido completar a frase direito para devolver a pergunta quando teve a gola puxada e as costas batidas contra o armário. Ai. Reve foi forçado a olhar para cima pelos dez centímetros a menos aumentados pela posição desconfortável, mas ainda assim não parecia intimidado. Ah, não, ele não tinha medo do que parecia ser uma grande aventura (mesmo que a probabilidade de sair machucado fosse muito grande). ❛❛ —- Qual foi, irmão, cê chega assim em todos os amigos da sua namorada? Ou é só comigo? Vou começar a achar que eu sou especial pra você, hein. ❜❜ riu na cara do perigo mesmo, como se o fato de estar cutucando a onça com vara curta não fosse nada demais. ❛❛ —- Tenho nada com ela não, cara, oxe. Sai dessa, a gente é amigo. ❜❜ tudo bem que Reve praticamente havia acabado de fazer uma declaração de amor em nome da garota no palco do teatro, mas foi um acidente! ❛❛ —- Cê é um namorado bonzão memo. Pra ficar paranoico com sua mina ter, sei lá, uma vida. Não é melhor cê começar a usar essa tua força aí pra… Sei lá o que cês ficam fazendo, ao invés de vir cobrar explicação? ❜❜ vocês, como em o grupo de delinquentes da escola.
˙ ˖ ⋆ ✦ O apelido improvisado do outro, junto com o breve susto que ele havia tomado, foi o suficiente para arrancar um sorriso maldoso dos lábios do Elsher, se deliciando com toda aquela situação. "Ah, mas você é sim especial para mim, Reve." Sorriu desdenhoso, aproximando mais o rosto do outro enquanto fitava fixamente em seus olhos. "Todos os dias eu penso em maneiras novas de socar sua cara e ainda sonho em como vai ser sua cara de dor quando eu fizer isso." O sorriso se estendeu ainda mais nos cantos, enquanto um suspiro exasperado lhe deixava os lábios apenas por externalizar aquilo e imaginar a cena. Estava sendo bonzinho de mais nos últimos dias, o que lhe dava nojo e desgosto. Era bom ser o velho Hyde de vez em quando. Mais saudável. Bom, pelo menos para ele. "Amigos? Não sei se é o que parece com as coisas que eu tenho ouvido falar sobre nós últimos tempos." Havia chegado aos seus ouvidos certos interesses de Gwen para o lado dele, certos passeios secretos... Tudo aquilo poderia por seu plano a perder e, mesmo que ele não estivesse diretamente envolvido, o afastaria antes que ele tivesse a chance de estragar tudo. "Own, achei que nosso vínculo era especial, Reve. Se eu não vir aqui encher teu saco..." A mão apertou em volta do colarinho do outro enquanto o sorriso e a aura de Morpheus se tornava mais assustadora. "Quem vai? Saiba que você também não facilita para o meu lado, cara. Eu poderia muito bem usar do meu tempo de maneiras mais abrangentes se você ajudasse. Quem sabe até fazer teatro ou atletismo?"
O silêncio no ambiente só era interrompido, apenas, pelo som fofo que irmãozinho fazia enquanto Delilah passava suas mãos por seu pelo. Estava sentada em seu sofá, com o notebook no colo, o caderno de anotações em uma mão e acariciando o cachorro com a outra. Estava a mais de meia hora encarando o eletrônico, que tinha escrito, somente, o título e subtítulo de sua próxima matéria. A pesquisa sobre o assunto já estava completa, mas a incomodava não ter uma resolução de fato em relação ao problema, o que gerava um grande bloqueio em sua escrita. Um suspiro abandonou seus lábios, fazendo com que desligasse o computador e fechasse sua tela com certa força. Deixou o objeto sobre a mesa de centro e levantou, seguindo em direção a cozinha. Talvez, um café ajudasse. As batidas das patas pesadas mostravam que Irmãozinho estava a acompanhando. Olhou para o relógio, já era dia dos namorados. Um gosto amargo tomou sua boca ao pensar com que, a pessoa com quem queria passar essa data, estaria com outra. Bom, não tinha o que fazer, o melhor era realmente se afundar no trabalho e resolver as lacunas de sua próxima matéria. Seus pensamentos foram interrompidos quando o toque de seu celular tomou conta do ambiente. Após desligar a máquina de café e pegar seu copo, voltou para sala e alcançou o objeto. Um sorriso pequeno tomou seus lábios ao ver quem estava ligando. “Ao que devo a honra de sua ligação?” Soltou uma risada ao ouvir a sentença do outro homem. “Bom, eu sou bonita naturalmente, não preciso me esforçar tanto, você sabe. Eu estava escrevendo alguma coisa sim, mas estava me preparando pra dormir. Por que li…” A pergunta foi interrompida quando ouviu algo batendo em sua janela. Foi em direção a sacada, olhando para rua e encontrado a melhor coisa que poderia ver: Morpheus, bem arrumado e com um sorriso lindo nos lábios. “Acho que vou ter que desligar, tem um delinquente jogando pedrinhas na minha janela.” Apertou no botão vermelho do aparelho e voltou-se para o homem, com um tom leve e bem humorada. “O que você tá fazendo aqui? Veio me sequestrar? Já aviso que ninguém vai pagar o resgate.”
˙ ˖ ⋆ ✦ "O jovem Morpheus não pode se unir aos mortais mais?" Brincou com a simbologia de seu nome, ainda que estivesse longe de ser como o que o usa originalmente. Se ela soubesse que ele sequer existia ou que andava com outros de sua espécie aqui na terra, ela provavelmente surtaria. Quem sabe uma história para outro dia? Improvável, mas quem sabe? "Ora ora, ela tem adquirido traços narcisistas nos últimos tempos. Quem é a má influência que você tem andado para mudar tanto assim, senhorita Fei? Deveria ter cuidado." Fali em um tom irônico, já que ele era muito mais que apenas uma má influência. Era, como Jekyll mesmo dizia, um demônio na terra consolidado com todo o mal da existência humana em seu cerne. Provavelmente ele que inventou o termo má influência quando começou a existir. Estava prestes a jogar outra pedrinha quando a chinesa apareceu na sacada, fazendo com que a pedra que pulava em sua mão fosse deixada cair no chão, para dar lugar ao buquê que escondia atrás de si. A cabeça inclinou para o lado de maneira convidativa, incitando que ela descesse, mesmo que soubesse que não precisava disso para ela o fazer. "Ah, qual é? Não é como se eu já não tivesse lhe sequestrado outras vezes, não é mesmo, Delilah?" O sorriso agora era maldoso e travesso, enquanto os olhos percorriam a figura feminina dos pés a cabeça. "Ótimo. Assim não vou precisar te devolver para ninguém. Se bem que acho que não faria isso nem com resgate." Deixou um leve riso escapar antes de a entregar o buquê para a outra, passando a mão por sua cintura para a puxar para entre suas pernas, depositando um beijo calmo e demorado nos lábios da outra. "Feliz dia dos namorados, dragãozinho." A mão livre foi mais uma vez para atrás do corpo, puxando um embrulho vermelho e logo estendendo a caixa na direção da outra. “Pronta para um passeio?”
Você finalmente conseguiu chegar até aqui! Foi muito difícil desvendar todas as pistas? Devo dizer que me sinto ansiosa em imaginar você, no meio da floresta, buscando o tão aguardado "prêmio final". Mesmo que pareça ainda mais divertido pensar na sua carinha confusa procurando caixas com lacinhos pela cidade. Bom, eu sempre achei que valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis. Mas também sempre achei engraçado e desesperador nossa necessidade em cronometrar cada segundo de nossas ações, em uma busca incessante por algo. Eu era assim. Só que todos as horas, minutos e segundos com você me fizeram perceber que devemos apenas deixar com que os sentimentos sejam vividos e que o divertido da vida é deixar que o vento nos leve para novos lugares fantásticos. Então, o quão irônico seria a pessoa mais inconsequente e irreverente que conheço, carregar consigo o tempo e rumo por ai?
Última pista: Caixa encontrada do lado do riacho da cachoeira, pendurada em um galho, na floresta.
Siga as coordenadas querido, elas vão revelar a iluminação que tanto procura.
*Dados da coordenada para o local do prêmio final*
Presente: Uma bússola/relógio prata, entalhado a mão, com o nome de Morpheus e uma escritura com a frase "Há momentos infelizes em que a solidão e o silêncio se tornam meios de liberdade". (Peça única)
˙ ˖ ⋆ ✦ Sinceramente, ficar andando por aí perdido estava o deixando devidamente impaciente. As cartinhas de Delilah também não ajudavam seu humor, fazendo graça com toda aquela situação. Pelo menos na que parecia ser a última delas ela pareceu querer amaciar mais os ânimos do rapaz, arrancando um suspiro cansado e um leve sorriso de canto ao ver a mensagem sobre eles no final do texto. Ficou certo tempo encarando o colar, analisando seus detalhes e frases antes de devidamente o colocar no pescoço e seguir em direção ao novo local, esperando que, pelo menos daquela vez, não tivesse mais nenhum tipo de joguinho.
[ sms to My Troublemaker ]: Morpheus, vai fazer alguma coisa amanhã?
[ sms to My Troublemaker ]: Talvez seja legal comemorar uma data assim junto, faz tempo que eu não faço algo parecido do alguém.
[ sms to My Troublemaker ]: A gente pode ir no bar, dançar um pouco e depois ficar na sua sala, bebendo alguma coisa ou sei lá. Talvez eu esteja desenvolvendo um novo vício por sua causa hahahahahaha
[ to Little Dragon ]: Depende.
[ to Little Dragon ]: Oq vc quer de mim?
[ to Little Dragon ]: Não sei se vai dar muito certo, Delilah. Sabe que eu tenho planos oficiais com aquela que combinamos que eu não falaria o nome amanhã.
[ to Little Dragon ]: Sei que você disse pra eu nem falar dela, mas vc me odiaria mais se eu mentisse.
[ to Little Dragon ]: Mas continue com esse vício. É a melhor coisa que se pode ter hoje em dia.
[ to Little Dragon ]: Vc tem planos para amanhã?
˙ ˖ ⋆ ✦ Mopheus era o típico Bad Boy causador de problemas na escola, conhecido e temido por todos os limites do campus. Não era atoa que o chamavam de monstro, já que parecia derrotar qualquer quantidade de pessoas que fossem brigar com ele como se fosse apenas um passatempo. Alguns alunos até diziam que ele era um delinquente e estava, até mesmo, numa gangue. Ainda sim, mesmo vencendo a maioria das brigas, não queria dizer que ele não sua com alguns efeitos colaterais das brigas, sendo muitos destes machucados que conseguia durante o processo. Ele não ligava para isso, mas existia quem ligasse e essa pessoa era Gwen. Quando virou o corredor e viu a garota, já soube que um belo sermão vinha por ali, pressionando mais o tecido contra um dos machucados na bochecha. "Antes de você vir brigar comigo, pode me ajudar com isso aqui?" Questionou, logo se sentando no espaço embaixo da escada, soltando leves gemidos de dor. “Se pudesse não perguntar o que eu fiz dessa vez seria uma ajuda e tanto também.” Falou rindo, já sabendo as próximas palavras da namorada depois de tano ouvir a mesma coisa.
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˙ ˖ ⋆ ✦ Se tinha algo que deixava Morpheus com raiva e nervos a flor da pele, era o fato de sua namorada ter certos olhares para outros rapazes. Especialmente, quando eles pareciam não fazer nada para desestimular o avanço mesmo que soubessem que estavam juntos. Ultimamente, um deles estava deixando com mais ódio do que o normal, um dos mais frequentes da mais nova, se é que poderia o chamar assim. Por isso, esperou até o corredor esvaziar mais para se apoiar atrás da porta do armário do outro sem que ele percebesse, o assustando com sua presença após ele fechar a porta. E como ele não se assustaria? A fama de bad boy e causador de problemas do Elsher era conhecida por toda a escola. Facilitando ainda mais seu trabalho. "Reve... Como tem estado?" Falou com um sorriso cínico, o pegando pela gola e batendo suas costas contra o armário antes que ele pudesse falar. "Me diz, o que tá tendo entre você e minha namorada? E é bom ser uma boa história, porque talvez assim você melhore meu humor."
˙ ˖ ⋆ ✦ Ainda estava bastante sonolento pelas horas não dormidas durante o Valentine's Day. Mesmo assim, isso não o impediu de se levantar em seu quarto, por mais claro que o dia ainda estivesse lá fora, para se arrumar mais uma vez para sair de casa. Callisto provavelmente acharia que ele estava planejando alguma coisa e, mesmo que estivesse, se tratava de algo totalmente adverso ao que o mais velho consideraria normal de sua parte. Ignorando o outro, como de costume, se dirigiu até o estágio de Gwendolyn, se sentindo mais romântico do que o posto de falso namorado lhe deixava, a aguardou sair do local com um buquê de com um sorriso nos lábios. "Achou mesmo que eu ia deixar o dia passar em branco?" Falou em meio a uma risada, mesmo que ele soubesse que havia se afastar um pouco para corroborar com o suspenso do dia. "Quero passar o resto do dia todo com você." Passou um braço em volta dela, dando um longo selar de lábios seguido por beijos na bochecha e testa dela. "Pronta para um dia dos namorados incrível?"
˙ ˖ ⋆ ✦ Por mais incrível que parecesse, Morpheus não estava na Madness Inside quando o relógio completou as meia noite do dia 14. Na verdade, ele se encontrava na casa dos Elsher, terminando de se arrumar para dirigir até a casa dos Fei naquela noite. Claro, não sem trocar troca de olhares hostis com o outro que carregava o mesmo sobrenome que si. Ao chegar no local, viu já certa luz acesa no quarto de uma certa garota curiosa, arrancando uma leve risada dos lábios do mais novo. Logo saiu do automóvel com o buquê, cruzando um braço enquanto pegava o celular na outra e ligava para a Delilah, encarando a janela durante a ligação. "Ainda acordada?" Questionou assim que ela atendeu, se reclinado sobre o carro rindo. "A dama dos Fei não deveria estar tendo o sono de beleza para mais um dia que irá se seguir? Ou ela ainda está no quarto dela fazendo teorias loucas?" Deixou o buquê no carro por alguns segundos, apenas para pegar uma pedrinha e jogar na janela da outra.
Parece que temos um garotinho espertinho aqui. Bem-vindo a segunda fase querido, você demorou muito para achar o seu próximo destino? Admito, essa foi um pouco mais difícil do que o esperado, mas eu prometo que vou começar a pegar leve com você. Bom, não sei se já te disseram, mas você poder um menino bem encrenqueiro de vez em quando? Eu posso dizer com toda certeza que sim. Então, é natural que goste de coisas mais perigosas, tão fofo. Um passarinho verde me contou (ou talvez meus olhos curiosos tenham ajudado), que alguém coleciona coisinhas cortantes. Você tem que tomar cuidado, você não sabe do que elas são feitas ou se são seguras de fato, talvez elas tenham vindo direto do espaço.
Segunda pista: Caixa encontrada no telhado do prédio da Delilah.
Com a benção de um faraó;
A lâmina vinda das estrelas vai revelar;
O próximo lugar para procurar.
Rápido deve ser;
Pois a próxima pista com a água pode descer.
Presente: Adaga encontrada no sarcófago do faraó Tutancâmon (1346-1327 a.C.). Em uma análise para determinar a origem do ferro que compõe a arma, os cientistas descobriram que o material é proveniente de um meteorito.
˙ ˖ ⋆ ✦ Um estalar de língua foi emitido do Elsher ao chegar no local e ver que a chinesa não estava lá. Ah, Delilah... Ela mal sabia o que a esperava quando o homem fosse capaz de por as mãos nela. Por falar em mãos, estas logo foram em direção ao próximo presente, achando graça na charada até propriamente ver do que se tratava o presente. Foi inevitável que os olhos não se arregalassem um pouco ao ver a faca, da qual já havia conversado sobre com a outra em uma das conversas naquele local, ali em suas mão. Os dedos agarraram o cabo, fazendo alguns golpes e ataques cortando o ar para testar o mais novo brinquedinho que iria direto para sua coleção pessoal de facas. Ao ver a última parte da charada novamente, não demorou muito para raciocinar que se tratava da cachoeira na floresta, mais um local em que já haviam ido e tratou de guardar o presente escondido em sua bota antes de ir para o próximo lugar.
Senhoras e senhores, pessoas de todas as idades, sejam bem-vindas para um evento muito especial. Cheio de mistérios e descobertas. Conhecido como: Fazendo seu "namorado" rodar pela cidade como um cego em um tiroteio. Brincadeira, brincadeira. Hoje vamos realizar uma caça ao tesouro, sendo nosso principal competidor o grandioso, o (não tão) querido, o bonitão: Morpheus Elsher. O objetivo do nosso competidor é encontrar o prêmio final, seguindo as diversas pistas que serão deixadas pela cidade em locais... especiais. Será que ele estará pronto para essa grande aventura? Ou será que ira se perder de seu rumo? Bom, só jogando para descobrir.
Who wants to play a game? It's time to play find the treasure.
Primeira Pista: Caixa do presente encontrado no escritório da Madness Inside
O primeiro momento em que te vi, senti e desejei,
Talvez um pouco de whisky lhe caia bem.
Em seu escritório vai achar, a próxima pista do lugar.
Olha para cima, é só as estrelas observar.
Presente: Whisky John Walker & Sons King George (edição limitada)
˙ ˖ ⋆ ✦ Ao ver a brincadeira que Delilah estava se propondo a fazer, um sorriso divertido surgiu nos lábios de Morpheus. Sendo bem sincero, não esperava esse tipo de coisa. Especialmente quando passou boa parte do dia com Gwendolyn e isso poderia ser arriscado. No entanto, não pode deixar de achar divertido a proposta que ela havia lhe oferecido. Abriu a garrafa de Whisky com um sorriso contente nos lábios, já a abrindo para tomar um pouco da mesma enquanto olhava a tal pista que veio junto do presente. Pensou por alguns momentos, logo se lembrando do telhado do prédio da outra, no qual já haviam passado alguns momentos juntos conversado e olhando as estrelas. Considerando isso, foi até o local, sendo sua aposta de até onde a pista o levaria.
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O dia dos namorados chega, até mesmo, para os que não estão apaixonados. Seguindo o papel de bom namorado que seguia para Gwendolyn, Morpheus não poderia se isentar de surpreender e presentear a falsa namorada. Especialmente quando o feitiço que pairava sobre si tinha momentos de falha. Aqui segue a programação organizada pelo Elsher.
Tentou manter pouco contato desde os dois dias anteriores à data em que o encontro foi combinado para evitar qualquer tipo de demonstração de grande surpresa, o que, sejamos sinceros, não requeria grande esforço pela parte dele. Esperou até o fim do expediente da namorada para a buscar no local, já lhe surpreendendo com parte dos seus presentes:
Um buquê de flores nas tonalidades de roxo, lavanda e lilás (Acha rosas vermelhas muito brega);
Uma caixa de flores com bombons dentro delas;
Uma caixa de presentes da Cartier, contendo uma pulseira, um medalhão e uma caneta para ela usar ao escrever novas composições.
Após a surpresa inicial, a levou em seu carro até seu encontro na Roll Up! com mais um presente:
Um par de roupas dos anos 70 combinando para ela e ele, bem como os patins para que usassem no local;
Passaram boa parte do dia no local comendo, dançando e se divertindo como um bom casal que não eram. Ao chegar a noite, a levou para a Madness Inside, a surpreendendo com um drink feito por ele especialmente para ela batizado de Witch’s Potion, uma margarita com um toque especial de blueberry e gelo seco para dar o ar misterioso da bebida. Depois de aproveitarem parte da noite, a levou até uma das cabines reservadas para a última parte da surpresa:
Ele cantando com muito ódio no interior uma música de própria autoria dedicada pra ela (a gente finge que ele tem esse talento kkkk);
Uma guitarra para ela;
Um anel com paleta de guitarra no tom lavanda (segundo modelo da direita).
OBS: Créditos à @cursed-inspo pelo manip dos dois <3