Em uma fatÃdica sexta feira, com o clima em aproximadamente 26°, com um sol discreto entre algumas nuvens, foi o dia em que partiram meu coração.
Não só partiram, estilhaços voaram por todo lado, foi dilacerado de canto a canto, e não de um jeito literário, emocionante, cinematográfico, clichê ou piegas. Mas de um jeito totalmente constrangedor, decepcionante, frio e distante.
Você já teve seu coração arrancado do peito pela pessoa que você menos esperava? Bom, eu sim.
Primeiro senti minhas bochechas queimarem, meu olhos ardiam e as lágrimas ameaçavam escorrer, senti como se o chão tivesse sumido debaixo dos meu pés, e eu apenas estivesse caindo em queda livre.
Respirei fundo e disse apenas "tá tudo bem", forcei meu melhor sorriso enquanto caminhava até o banheiro para poder me debulhar em lágrimas, cumprimentando gentilmente quem passava por mim.
Ao chegar no banheiro, tranquei a porta, olhei meu reflexo no espelho e me senti a pessoa mais insuficiente do universo, as lágrimas quentes percorriam meu rosto como um rio, secava com uns papaeis a molhadeira que havia se tornado meu rosto, enquanto tentava controlas os soluços em meio ao choro.
Minha melhor amigo pediu para entrar, ficou comigo até eu conseguir parar de chorar, era evidente que eu não conseguiria lidar com aquilo sozinha.
Após vários suspiros, as lágrimas secaram, não desceu sequer mais uma gota, meu olhos estavam vermelhos, meu coração ainda doÃa, porém, ao me olhar no espelho, eu decidi, nunca mais permitiria que alguém fizesse isso comigo de novo.
Não que isso fosse um privilégio do "A", outros caras já haviam conseguido essa proeza, porém, em nenhum deles eu tinha confiado. Além de quebrar a minha confiança, ele quebrou também o meu coração.
Respirei fundo, e decidi que daquele dia em diante, meu coração estará fechado para negócios, pois não desejo nunca mais sentir aquilo de novo.