Oi, gente! Tudo bem com vocês? Que saudade de publicar! Isso que eu não sumi nem por uma semana hahaha Essa continuação é para me desculpar pelo sumiço, mas eu estava atolada de coisa para fazer - e ainda estou - mas essa semana tem feriado e podemos fazer uma maratona para eu tirar o atraso com minha escrita, o que vocês acham? Espero que gostem! Milhões de beijos ❤
- Vamos, (S/N), essa é a sua hora! - Bianca diz rindo e eu mostro para elas minhas mãos tremendo. - Calma! Vai dar tudo certo!
Eu concordo com a cabeça e puxo a barra da toga que eu usava; as cores preto e rosa se misturavam e eu segurava o barrete de formatura com o máximo de força que eu conseguia.
- (S/N) (S/S)! - Minha música favorita passou a tocar no salão, assim como os gritos do pessoal que me acompanhava.
- (S/N), confio a ti o bacharel em administração! – Meu sorriso se expandiu o máximo possível enquanto o barrete era colocado sobre minha cabeça.
Comprimento um a um os integrantes da mesa e agradeço. Daquele momento em diante a celebração pareceu correr e eu não poderia estar mais aflita devido a festa que teria depois. Ideia da minha mãe e das meninas que ainda moravam com a gente.
Assim que a cerimônia acabou e as cortinas fecharam, eu fui para um dos vários camarins trocar de roupa. O vestido preto que eu ganhei de presente estava ali me esperando; rodado e com pedrinhas delicadas em sua barra.
E ao mesmo tempo em que sabia que ele era perfeito para mim, não queria colocá-lo e me tornar o centro das atenções.
- Receosa sobre qual roupa vestir? – Meu corpo congelou ainda de costas para porta, de onde o som havia vindo.
- Bem, na verdade. É, na verdade, eu sei o que vestir. - Eu digo e me viro de vagar na direção dele.
- E por que não está pronta ainda? - Ele sorri e coloca as mãos nos bolsos da calça social que ele vestia.
- Não sei se quero ser o centro das atenções agora. Acho que por essa noite já basta. - Eu murmuro. Me viro de costas tiro a toga e deixo a mostra o vestidinho leve que usava.
- Você merece ter uma festa linda de formatura. - Ele diz e ouço o barulho do primeiro passo que ele dá em minha direção.
- O que você está fazendo aqui, Liam? - Eu me viro de frente para ele sinto a raiva subir pelo meu corpo. - Como soube que eu estaria aqui? Como conseguiu acessar essa área? Quem te deixou entrar no teatro?
- Não sabia que minha presença fosse gerar tantas interrogações. - Ele deixa um sorrisinho aparecer e caminha até uma poltrona sentando-se nela e batendo na do lado para que eu fizesse o mesmo.
- Não, Liam! Não tenho tempo para conversar... - Caminho em direção do vestido de festa.
- Hm, vejo que mudou de ideia sobre a festa. - Ele cruza os braços e se recosta na poltrona.
- Qualquer coisa que me deixe longe de você.
- Você ainda está chateada pelo que aconteceu cinco anos atrás? Poxa, (S/N), vim aqui querendo conversar e você me trata feito lixo?
- Nada menos do que você merece. Nada menos de como você me tratou. - Eu digo e engulo em seco. Me negaria a chorar. - Olha, Sr. Payne, está na hora do senhor ir embora. Tenho uma festa para ir e pessoas para cumprimentar, ver, me divertir com elas.
- Por deus, quem está lhe dando esse livre acesso a todos os lugares que você não deveria estar.
- Acredite, ou não, é a sua mãe. - Dito isso, ele levanta da poltrona e sai em passos rápidos e firmes do lugar em que eu deveria trocar de roupa.
Reviro os olhos e pego o celular para mandar uma mensagem a minha mãe, mas desisto; deixaria para brigar com ela no final da festa.
Depois de me vestir e arrumar o cabelo, saio em direção ao estacionamento onde somente meu carro estava estacionado. Uma bolinha preta e bem limpinha que cheirava a meu perfume.
Dirijo por algumas quadras até estar no salão de festas que minha mãe havia preparado a recepção. Estaciono o carro ao lado daquele que só faltava ter o nome de Liam escrito de tão caro que era.
E foi a primeira pessoa que eu encontrei ao entrar no salão.
Mas minha mãe rapidamente veio ao meu encontro, me abraçando e dizendo o quanto estava orgulhosa de mim.
Eu converso e tiro foto com todos que estavam no salão, evitando ao máximo, Liam. Durante o resto da festa, Liam não se direcionou a mim e ao menos se despediu antes de ir embora. O que por mais que eu negasse, me deixou bem chateada.
Na manhã seguinte, ao acordar, uma bandeja de café da manhã me esperava aos pés da cama; e junto de todas as guloseimas que me esperava, estava um envelope endereçado a mim.
“Querida, (S/N), tantos empecilhos e traumas pessoais me proibiram de chegar até aqui anos e meses antes de hoje. Mas antes que seja tarde demais e eu perca até a mínima chance de ter você comigo mais uma vez, eu escrevo aqui o que nunca tive coragem de lhe contar olhando em seus olhos.
Você não era uma mera desconhecida quando chegou na minha empresa naquela manhã; já nem me recordo quantas vezes havia lhe visto em festas e jantares sociais dados pela sua mãe onde conhecíamos novas damas, mas eu apenas tinha olhos para você. Jovem, tímida, delicada, educada e mais uma porção de adjetivos que eu não me cansaria de descrever nesse papel, mas é um mísero papel para as palavras mais lindas que gostaria de lhe dizer pessoalmente.
E é nesse momento desse bilhete que lhe peço uma chance. Uma chance para ser feliz ao seu lado e uma chance de lhe fazer realmente feliz. Ser aquele homem que eu nunca fui para outra mulher mais que quero ser para você. Se você for capaz de me perdoar pelos erros passados e me dar uma chance para o futuro, me encontre na London Eye até o meio dia e me beijei como da última vez. ”
Por instinto ou reflexo, toco meus lábios e lembro dos lábios de Liam contra os meus.
Olho para o relógio de pulso que eu usava e noto que teria menos de uma hora para me trocar e correr até lá.
E é isso que eu faço. Decido me permitir e correr para os braços de Liam como sonhei em fazer desde que fui embora de sua casa.
Corro por entre as pessoas depois de me vestir com um jeans, suéter e all star; torço a cada passo firme contra o asfalto que Liam me espere.
E quando vejo ele, com calça social e um suéter marinho que molda cada músculo do seu tronco e braços, eu arfo e com as últimas forças que eu tenho no meu corpo corro até ele, me jogando contra seu corpo que somente depois de me reconhecer me abraça.
- Eu achei que você não vinha. – Ele diz entre meus cabelos enquanto eu o abraço pelo pescoço.
- Quero tentar, Liam. Quero conhecer esse cara que você tanto insiste em esconder. Mas você precisa me prometer uma coisa. – Ele concorda com a cabeça para que eu termine de falar. – Que se quiser que eu vá embora, é você quem me dirá.
- Você nunca mais vai embora. Nunca, nem em um milhão de anos.