Os corredores daquele castelo lhe pareciam gigantes e tudo o que Alexander não precisava era do lembrete da sensação de estar sozinho. O homem engoliu em seco quando viu-se parado no meio do caminho, não sabia para que lado seguir para que acabasse chegando em seus aposentos; não conseguia lembrar da última vez que viu a guarda que lhe acompanhava e muito menos tinha alguma ideia de a quem pedir ajuda. Isso lhe aterrorizava. Com apenas uma semana livre do cativeiro que conheceu no último ano, Milles não sentia-se no controle de si mesmo. As costas então atingiram a parede e ele encostou-se ali deixando os olhos passearem no local. Respiração acelerada e os batimentos cardíacos mais apressados não podia ser um sinal muito bom. Diga-me cinco coisas que você pode ver aqui, Alexander. Alexander, não Joseph. Ele praticamente podia ouvir a voz do psicólogo que agora lhe tratava na Áustria. “Mesa...” começou devagar, a voz baixa enquanto os dedos pressionavam-se contra a parede. “... flores... q-quadros?” vamos, apenas mais dois. Suas íris claras buscavam os nomes dos objetos que enxergava mas tudo parecia fugir. E foi então que avistou um rosto familiar. Bem, pelo menos um pouco. Tinha visto nas fotos que o homem que afirmava ser seu pai lhe mostrou. As memórias de conhecê-lo lhe foram roubadas, a vida que tinha antes de ser levado para o cativeiro com os Greystarks, essa fora completamente esquecida. “... ir-irmão?”
















