Sair da parte das comidas exigiu um esforço gigantesco. Tudo o que havia ali era bom e apetitoso, com toda a certeza experimentou de tudo mas ainda queria poder ter espaço para mais. E não restava-lhe dúvidas que naquela noite realmente cometera o pecado da gula pois sentia-se mal, com náuseas de tanto alimento ingerido. Filippo então, com uma preguiça digna de ter enchido o estômago demais, rumou para um caminho que aprendeu há alguns dias e, até então, foi o que mais lhe parecia natural. Lip não sabia o motivo de sentir-se confortável seguindo para o quarto do novo amigo, mas, quando o tinha por perto, não ficava tão agitado ou era vítima da falta de animação rotineira. Anthony se tornou um ótimo amigo e não podia negar, tanto que, ao atingir o local de destino, nem bateu ou esperou que a porta fosse aberta, ele mesmo a abriu e adentrou. “Tony? Você ainda tem aqueles doces?” indagou, encolhendo a bengala e a deixando em cima da escrivaninha. O grego então chutou os sapatos para fora dos pés e jogou-se na cama com um sorriso divertido já não mais dando importância por ter comido tanto.