Unlike | Segunda Temporada.
Capítulo 11 | Narrado por Arthur.
O jardim de casa já estava relativamente cheio. Algumas mesas estavam postas e a maioria já estava ocupadas, algumas pessoas andavam pelo local, umas conversando outras procurando por mim ou por Lua para desejar felicidades. A maioria das pessoas eram do grupo de furtos de Matthew e Karter, os dois também estavam lá para a surpresa de muitos ja que não se davam muito bem.
Meu pai já havia voltado com Mariah e eles estavam conversando com Mel e Jhulie, praticamente babando em cima de Diego, filho de Mel, que estava em seus braços.
Já eu estava nos fundos da cozinha, onde ninguém estava a não ser os garçons e cozinheiros etc. Eu estavas sentado de frente para a parede de vidro que dava de frente para o jardim, bebendo whisky.
— Eai cara. — Ouvi a voz de Chay e em seguida ele se sentou ao meu lado, sorrindo. Estava com um copo de whisky também. — Tudo de boa?
— Sim, sim.. E você? Como está se saindo como pai? — Sorri um tanto forçado mas ele não percebeu, sorrindo o mais animado possível. Era bom vê-lo feliz assim.
— É muito foda. Tipo, a única prioridade na minha vida era eu mesmo e agora eu coloco ele em primeiro lugar.. — Riu meio fascinado e repeti o ato. — É meio estranho também. A Mel só anda estressada e a gente briga muito, mas eu sei que isso não é de propósito então sempre ficamos numa boa.
— Isso é bom. — Rimos. — Vocês já pararam com os furtos, ne?
— Claro. Por enquanto a Mel não travalha por causa do Di mas eu prefiro que ela não trabalhe, sabe? É bom saber que eu que cuido deles. — Sorriu radiante e eu só pude retribuir. — Mas e vocês meu amigo? Não pensam em ter um Aguiarzinho?
— A gente já falou sobre isso mas não queremos planejar nada, sabe? E também no momento estamos muito ocupados, com os trabalhos e tal.
— Sei como é. Mas quero um sobrinho logo.
— Pra que? Você não cuida nem do seu, Chay. — Rimos e levei outro gole de bebida a boca. Era bom esvair um pouco a Lua da minha cabeça, mesmo que o que eu falasse envolvesse ela.
— Oi, vim roubar meu homem — Melanie chegou por trás de Chay e o abraçou, sorrindo pra mim.
— Todo seu. — Sorri e ele se levantou, batendo em minha mão.
— Antes, — Mel se virou, olhando pra mim. — deixa eu te perguntar: ta tudo bem entre você e a Lua?
Bem.
Qual a definição de bem? Bom, nós estamos juntos, nos amamos.. mas não estamos bem. Por mais que eu tente negar fiquei chateado, e por mais bixa que isso pareça é a verdade.
— Sim, mas..
— Mas..?
— Mas nada. — Ela sorriu.
— Ela subiu. Acho que você quer falar com ela. — Piscou e eu assenti, agradecido. Ela saiu do cômodo com Chay e eu suspirei, virando o resto do líquido que estava no copo. Subi as escadas e parei na porta do nosso quarto que estava encostada. Suspirei de novo. Eu fui muito birrento, sabia que ela estava brincando, mas no momento magoou. Não valia a pena ficar assim com ela logo no nosso oficializado de noivado. Abri a porta e ela estava sentado na beirada da cama, de costas pra mim. Ela falava com alguém, ou melhor, um serzinho minúsculo que estava em seu colo. Era Diego, ela o balançava levemente e sorria o olhando. Me aproximei e sentei ao seu lado, e ao contrário do que pensei ela não se moveu.
— Ele é tão pequenininho. — Constatei e ela riu, divertida. A risada dela era simplesmente linda.
— Você também ja foi assim. — Me olhou e eu sorri, olhando agora pro bebê. — Você.. Me desculpa..? Hoje de manha, você sabe.. E é um dia importante..
Sorri, por que ela era mais linda ainda toda embolada nas palavras. Alguém já avisou que Lua Blanco é durona pra pedir desculpas? Bom, comigo nem tanto por que eu modestia parte sou o amor da sua vida, mas mesmo assim ela tem dificuldades em falar.
— Eu que fui criança, você sabe. — Suspirei, segurando em seu pescoço e beijando seus lábios. Eu queria muito jogar ela na cama e fodê-la, mas muitas coisas me impediam. Diego, a festa. Isso me deixou um pouco frustado mas tudo bem.
— Te amo. — Sussurrou e eu sorri. Sim, aquela era a mulher da minha vida. Por que demorei tanto pra perceber isso? — Amor, olha, o Diego é tão lindinho ne? — Sorriu, passando seu dedo levemente na bochecha rosada dele.
— Aham, e olha que é filho do Chay, imagina o nosso como vai ser.. — Ela gargalhou e pela minha visão periférica sabia que enquanto eu olhava para aquela criatura minúscula ela me olhava de volta.
— Vamos voltar a nossa festa? Deve ter gente nos procurando. — Assenti e me levantei, vendo-a deixar Diego na cama. Ela o cobriu e colocou algumas almofadas do lado, saimos então do cômodo de mãos dadas.












