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﴾ ♰ ﴿ : 𝒿𝖊𝖔𝖓 𝒿𝖚𝖓𝖌𝖐𝖔𝖔𝖐.
⃛LEIA:
⃛⸺ ☠ : Não tire a marca d'gua.
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【﷽】ִ ؕ ִ ؔ 𝗟A ' 𝗠Ṳ𝝨RTΞ̸̷ 𝟭𝟵ؐؕ𝟵𝟬.
【﷽】ִ 𝒫𝗢𝗦𝗦𝗘̤𝗦𝗜V𝝣 ; 𝗟O𝗩Ξ̤
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Domado
BÔNUS
ARTHUR
Ouço o galo cantar e me espreguiço na cama.
Sorrio ao ver a mulher deitada ao meu lado, os cabelos loiros, pele branca como a neve, e uma bunda perfeita e empinada para mim.
Lua adora dormir toda esparramada, e principalmente, adora dormir só de calcinha.
Nem preciso dizer que eu amo essa parte, não é? Acordar de pau duro é uma reação natural do corpo masculino, a chamada ereção matinal.
Mas não é apenas a reação natural que me faz ficar assim.
O corpo nu da minha esposa me deixa acesso, e muitas vezes a acordo pronto para a guerra dos sexos. Sou um filho da puta de sorte, pois minha mulher tem o mesmo fogo.
Basta um beijo, e ela monta em mim com vontade.
E é exatamente isso que está fazendo nesse momento, após eu a acordar com minha língua lambendo a curva de seu pescoço, e minha mão brincando no meio de suas coxas.
— É gostoso acordar assim. — Ela diz baixinho, subindo e descendo no meu pau. Cavalgando como uma perfeita amazona.
— Isso, meu amor. Rebola gostoso, goza no pau do seu macho, Lua.
Arthur, ohhhh! Que gostoso. — Geme descontrolada, arranhando meu peitoral com suas unhas afiadas.
Levo uma mão até a vagina úmida e quente da minha esposa, e ela geme ainda mais ao sentir meu dedo aumentar a fricção em seu clitóris inchado. Ela acelera, quicando cada vez mais rápido, me deixando louco. Deixo-a no controle e quando ela inclina o corpo em busca da minha boca, faço um desvio e abocanho um dos seios, chupando o mamilo com força.
— Aiiiiiiii... — Geme toda dengosa. — Amor... eu...
Ela não consegue concluir a frase e apenas grita meu nome enquanto goza lindamente. Perco o controle da situação ao senti-la pulsando em volta do meu pau. Aperto sua bunda e deixo-me levar pela mesmo caminho.
— Bom dia, marido. — Sussurra ainda em cima de mim.
— Bom dia esposa.
Tomamos um banho juntos e descemos para tomar café. Apenas tia Marta está na cozinha.
— Bom dia para vocês que já acordaram fazendo festa.
— Tia Marta comenta com um sorriso carregado de malícia.
— Arthur não me dá sossego, tia.
— Liga não, Lua, isso significa que ele te ama demais. Meu menino é doido por você.
— Sou mesmo. — Dou um tapa estralado na bunda dela.
— Gabriel ainda está dormindo? — Indago enquanto mordo um pedaço de pão de queijo.
— O menino acordou cedo e foi dar uma volta de cavalo. — Tia esclarece.
— Gabriel? O meu Gabriel? — Lua pergunta com ironia.
— Meu filho detesta acordar cedo aos finais de semana. E como hoje é sábado, pensei que no mínimo, ele iria dormir até às onze.
— Pois é, agora ele invocou que quer aprender domar cavalos. Saiu cedo com o Ivan, dizendo ele que é para observar.
— Ah, moleque! — Digo com orgulho. Meu filho tem apenas dez anos, mas possui uma maturidade de muitos homens feitos que eu conheço.
— E o meu tio?
— Foi dar uma volta com a dona Cláudia.
— Sério, qualquer hora vou sentar aqueles dois e fazer decidirem o que querem.
— Você não vai fazer nada. — Lua me olha feio.
— Deixa que eles se resolvem.
— Lua está certa. — Tia Marta retruca.
— Ninguém tem nada com a vida deles. Se está bom desse jeito, então deixa desse jeito.
Após tomarmos café, as duas saem para dar uma última conferida nos brindes que iremos sortear.
Hoje o dia será agitado, haverá uma festa de confraternização na ONG onde Lua administra Em Prol aos Direitos das Crianças.
— Bom dia, pai. — Gabriel me cumprimenta ao entrar na cozinha e eu faço um gesto para ele se sentar ao meu lado.
— Oi filhão, senta aí.
— Sabe, pai, eu já sei o que vou querer ser quando crescer.
— Ah, é?
— Sim. — Ele sorri empolgado.
— Quero ser domador de cavalos.
— Que ótima escolha. Tenho certeza que você irá tirar de letra.
— Vou sim.
— Mas para isso acontecer, você precisará se dedicar aos estudos antes.
— Eu sei, e é por isso que vou tirar só notas boas.
— É assim que se fala, garoto.
Termino de tomar café, e enquanto Gabriel sobe para tomar um banho. Sigo até o curral, onde Augusto está terminando de vacinar o gado.
O cara é muito dedicado e fiel ao trabalho. Hoje nem é dia de expediente aqui na fazenda, seu cargo é exercido apenas de segunda a sexta-feira.
E quando lhe pedi para estender esse fim de semana, por causa da demanda e da pressa em vacinar todos os bichos até a próxima semana, Augusto não hesitou um só segundo antes de aceitar.
— Diacho. — Vejo o homem ralhar nervoso, jogando o chapéu do outro lado do curral.
Faz um tempo que estou observando isso. Há quase uma semana ele vem agindo dessa maneira. O homem até parece que foi mordido por uma cobra venenosa.
— O que foi que te mordeu, cara? — Encaro meu melhor amigo.
— Faz uns dias que você anda cuspindo fogo.
— Poxa, Arthur, me desculpe por isso.
— Ei, pode parar com essa merda. Nós somos amigos, cara. Se quiser desabafar, estou aqui para te ouvir.
Percebo que ele está incomodado, como se quisesse me contar algo.
Mas como não se manifesta, eu também não insisto.
— Falei com Rafaela ontem à noite. — Comento, mudando de assunto.
— E ela está bem? — Ele pergunta com uma preocupação um pouco exagerada.
— Rafaela está bem, Arthur?
— Está sim. — Olho atentamente para o meu amigo, ainda confuso, sem saber o porquê de tanta preocupação.
— Você gosta muito dela, não é?
— O... o quê? — Ele arregala os olhos, espantado com minha pergunta.
— Fico feliz em saber que minha filha é tão querida entre todos aqui da fazenda.
— Todos nós gostamos muito da sua filha. Rafaela será uma grande mulher. Dona de um caráter incrível.
— Vai ser mesmo. — Sorrio orgulhoso.
— E aí, vacinou todos? — Inquiro, mudando totalmente de assunto.
— Faltam apenas dois touros.
Um pouco antes do almoço, Augusto terminou de vacinar todos os gados e foi embora.
Na parte da tarde houve o pequeno evento na ONG, onde sorteamos brindes e servimos lanches para todo mundo.
Olho no painel do receptor da TV e vejo que falta poucos minutos para a meia a noite.
Lua dorme ao meu lado, e eu estou totalmente sem sono.
Levanto bem devagar e abro a porta de acesso à varanda.
Encosto na grade de proteção e fecho os olhos para sentir a brisa gostosa da noite.
Uma das vantagens de viver em meio a natureza é poder respirar o ar puro. Poder sentar e ver as estrelas do céu.
Sinto pingos de sereno tocar meu braço, fazendo-me lembrar do dia em que me despedi da minha primeira esposa.
Estava nublado e serenando quando a sepultamos. Não foi fácil, mas Lua entrou na minha vida como um anjo enviado do céu e me ajudou a superar.
Hoje sou um homem realizado, e sou muito grato a Deus por isso.
Não podia ter uma vida melhor que essa. Perdi Carina há muitos anos e na época, jurava não querer outra mulher em minha vida.
E então Lua chegou com seu jeito empoderado, mulher firme e teimosa. Me domou, entrou no meu coração, na minha alma e na minha vida.
— Está sem sono.
— Sinto os braços da minha esposa rodear meu abdômen.
— Aquela cama é muito grande sem você.
— Anjo... — Sussurro e a viro para mim.
— Você é um anjo, Lua.
Você é meu anjo.
— Eu te amo, Arthur. Não sou anjo, mas sou uma mulher completamente apaixonada por você.
Nossas bocas se unem em um beijo calmo e apaixonado.
E quando nossos lábios se afastam, ela chega bem pertinho do meu ouvido e pede baixinho: — Faz amor comigo, marido.
— Assinto e pego em sua mão para entrarmos, mas Lua me mostra que tem outros planos.
— Faz amor comigo aqui, debaixo do sereno que invade a varanda, debaixo desse céu estrelado. Hoje eu não quero sexo bruto.
— O que você quer, meu amor? — Murmuro baixinho, abrindo o roupão dela.
— Quero fazer amor, gostoso e sem pressa. Ser amada como você sabe me mostrar que sou.
Meu pau fica duro com as palavras que saem de sua boca, e com a visão de seu corpo nu.
Tiro minha cueca e os olhos de Lua brilham diante da minha ereção. Acho incrível essa conexão que há entre a gente.
Passou-se dez anos desde que nos casamos, mas é como se não houvesse passado nem um dia. O desejo, o amor, e o respeito que temos, segue firme e forte dentro do nosso matrimônio.
— Eu te amo, Arthur.
— Você é minha vida, Lua Maria Blanco de Aguiar.
E quando nossos corpos se unem em uma explosão maravilhosa, sinto que não há mais nada a pedir.
Apenas agradecer. Estar com a mulher amada não tem preço.
— Eu te amo. — Sussurramos juntos quando alcançamos o prazer ao mesmo tempo.
FIM.......
Mais uma linda história chega ao fim e esperamos que tenham gostado desse último momento ;) Obrigada!!!!
Domado
Capítulo 150 :
LUA
— O que você e a Rafaela cochicharam lá no aeroporto, hein?
— Deixa de ser curioso, era conversa de menina.
— Arthur muda nossa posição e me encara um pouco sério.
— Minha filha não está namorando, não é mesmo?
Gargalho alto ao ver o ciúmes mudar sua feição.
Arthur é extremamente ciumento, e é exatamente por isso que eu decidi manter segredo sobre a paixão de Rafaela por Augusto.
— Rafa já é adulta. Você sabe que uma hora, mais cedo ou mais tarde, ela irá te apresentar um genro. Você sabe disso, não é mesmo?
— Sei, mas não tenho preparo psicológico para ver um marmanjo agarrando a cintura da minha filha.
— Faço carinho em seu rosto, e ele conclui.
— Mas eu sei que esse é o ciclo da vida. É óbvio que não vou me opor quando ela quiser namorar. Desde que seja um rapaz honesto e trabalhador.
Augusto é honesto e trabalhador, mas não sei se Arthur seria capaz de aceitar a diferença de idade.
Levando em consideração, o fato de Augusto ser seu amigo e confidente, tenho certeza que eles falam sobre sexo e mulher.
Duvido que meu marido tenha estrutura para aceitar um homem vivido como Augusto, namorando a princesinha dele.
Eu só peço a Deus que Rafaela conheça outras pessoas na faculdade e esqueça essa paixonite.
Porque se ela voltar com esse mesmo sentimento, serei obrigada a enfrentar o meu marido e ajudar a minha garotinha a viver o que quiser viver com o veterinário.
— Eu te amo tanto, Arthur. — Sussurro com nossos lábios colados.
— Também te amo, Doutora gata.
— Meu cowboy domado. — Murmuro e ele sorri.
— É, loirinha. Você me domou direitinho.
— E foi bom?
— Foi maravilhoso! Você foi o melhor presente de Deus. Hoje sou um homem completo, ao seu lado e ao lado dos nossos filhos.
— Te amo! — Declaro apaixonada.
— Te amo, Lua.
Domado
Capítulo 149 :
LUA
— Não é nada sério! — Ela dá de ombros. — Ficamos sem compromisso.
— Desde quando?
— Isso não importa. Logo eu volto para São Paulo.
Tento insistir para ela contar com mais detalhe, mas a mulher me deixa falando sozinha. Decido deixar quieto, eles são adultos e solteiros, que se entendam da forma que quiser. Eu amo meu padrasto, e mesmo depois do divórcio dele com a minha mãe, continuo mantendo contato.
Às vezes ele até vem me visitar.
Meus filhos amam os três avós com a mesma intensidade.
Meu pai, meu padrasto, e o pai do Arthur. Rafaela fala com todo orgulho o prazer que é ter tantos avós.
Minha filha também ama seus avós maternos, pais de Carina.
Mas depois que a avó dela finalmente desistiu de tentar ganhar a guarda da neta na justiça, eles se afastaram e Rafaela ficou muito tempo sem vê-los.
A menina passou a ter contato novamente, somente aos doze anos, quando seu avô materno faleceu e ela voltou a visitar a avó.
— Eita que o cheiro tá gostoso demais.
— Ouço a voz do João assim que entro em casa.
— Você não tem jeito. — Tatiane briga com ele.
— Antes de sairmos de casa você comeu metade de um bolo, João. Duvido que seu estômago já esteja vazio.
— Vazio não está, não. Mas o cheiro da comida da minha vó é tão bom que eu aguento mais umas duas pratadas de comida.
João e Tatiane moram juntos há quase oito anos, e hoje são pais de um garotinho de quase dois anos de idade.
Meu amigo soube que a namorada que foi embora quando eles ainda eram adolescentes, saiu daqui esperando um filho dele.
Faz pouco mais de cinco anos desde a aparição do garoto.
Ele queria conhecer o pai e a mãe o trouxe. Kaíque é a cópia fiel de João, somente o cabelo e a cor dos olhos são iguais da mãe.
João fez um teste de paternidade e em seguida alterou a certidão de nascimento do garoto e acrescentou seu sobrenome.
Kaíque é apenas dois meses mais novo que Rafaela, e sempre que pode, o garoto vem visitar o pai.
Após o almoço, Rafaela se despediu de todos, e Arthur e eu a levamos até o aeroporto.
— Se cuida minha filha. — Choro ao me despedir dela pela décima vez.
— Eu te amo, mãe. Prometo que venho visitar vocês.
— Me abraça, e em seguida faz o mesmo com o pai.
— Te amo muito, meu pai. Vou voltar com um diploma e te dar orgulho.
— Você já é meu orgulho, princesona.
Rafaela me puxa pela mão e quando estamos a uma boa distância de Arthur, ela cochicha baixinho:
— Não é um capricho, mãe. Eu amo o Augusto! Estou indo, mas o meu coração ficou na fazenda.
Ela se afasta antes que eu possa dizer qualquer coisa. Fico triste ao vê-la passar por sua primeira desilusão amorosa.
É claro que o Augusto iria recuar e se manter longe de Rafaela.
Ele é muito respeitador, com certeza se acha velho demais para ela.
Eu não penso dessa forma, vinte anos nem é tanto assim, mas não posso e nem devo me envolver nesse assunto. Isso é algo que somente o destino irá dizer.
~~~---~~~~
— Eu nunca vou me cansar disso. — Murmuro deitada sobre a toalha jogada ao chão e com a cabeça apoiada no peito do meu marido. Meus olhos estão vidrados nas estrelas do céu.
Arthur e eu criamos o hábito de deitar na grama próximo do celeiro, todas as noites em que o céu está estrelado.
Ficamos horas conversando, e hoje, após voltarmos de Cuiabá e enquanto todos dormem, estamos conversando e namorando ao ar livre.
Contei a ele sobre minha mãe e o Tião, e para a minha surpresa, ele revelou que no fundo já sabia, mas não tinha certeza.
— Deixa eles, amor. — Ele me puxa para um abraço.