Bauhausgebäude, Dessau. Walter Gropius. Photo: Matthias Heiderich

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Bauhausgebäude, Dessau. Walter Gropius. Photo: Matthias Heiderich

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Bauhaus Dessau by Matthias Heiderich
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August Diehl as Walter Gropius in Bauhaus A New Era
*screenshots made by me*

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Bauhaus, a revolução máxima da arquitetura e do design - parte 1
Por Cláudio Tsuyoshi Suenaga
Um marco na história das artes, nenhuma escola teve mais influência no aspecto das cidades modernas do século XX do que ela. Parte importantíssima do movimento que gerou o design moderno e modificou a própria noção de estética e de arquitetura, é hoje ensinada em praticamente todas as escolas do mundo e seu estilo continua sendo largamente aplicado.
“O cérebro humano é como um guarda-chuva: funciona melhor quando aberto.” (Walter Gropius)
Ante o desafio e a necessidade de produzir em série objetos de consumo baratos para o povo, em 21 de março de 1919, ano da Proclamação da República Alemã, o arquiteto alemão Walter Gropius (1883-1969) integrou duas escolas existentes na cidade de Weimar, a Escola de Artes e Ofícios, do arquiteto, designer e pintor belga ligado ao movimento estético art nouveau, Henry Clemens Van de Velde (1863-1957), e a de Belas Artes, do arquiteto e diplomata alemão Adam Gottlieb Hermann Muthesius (1861-1927), e fundou uma nova escola de arquitetura e desenho a que deu o nome de Staatliches Bauhaus (Bau = construção, haus = casa, ou seja, Casa Estatal de Construção), com sede em um edifício construído em 1905 por Van de Velde.
As origens da Bauhaus remontam ao movimento Arts and Crafts, do inglês William Morris (1834-1896), que procurou restabelecer a dignidade medieval do artesanato e do artesão. Todavia, o ensino da Bauhaus se opunha às concepções de Morris, contrárias à revolução tecnológica e à produção em série. Também não agradava a Gropius o estilo art nouveau, devido ao seu caráter decorativo e esteticista. A ascendência mais próxima da Bauhaus está na associação Deutscher Werkbund, fundada em 1907 por Muthesius para incentivar as relações entre os artistas modernos, os artesãos qualificados e a indústria. Muthesius desejava criar o que chamava de “Estilo da Máquina” (“Maschinenstil”). Gropius, que foi membro da Werkbund, materializou esse objetivo, em grande parte, na Bauhaus.
A Bauhaus propôs o restabelecimento do contato entre a arte e a produção industrial, o que fez repensando a arquitetura e criando um novo conceito de design– calcado na geometria, na razão e na ciência – acessível a todas as camadas sociais alemãs, em contraposição aos ditames burgueses. De um lado combatia a arte pela arte e do outro incentivava a liberdade de criação, mas dentro de convicções filosóficas comuns. O ensino, suficientemente elástico, com a participação conjunta de artistas, mestres de oficinas e alunos, valorizava o funcionalismo e as pesquisas no campo das diferentes artes, reunindo as disciplinas artísticas e integrando-as com as técnicas – arte e ofícios – e o estudo da formas – arte e técnica.
Gropius ressalta três características principais do ensino na Bauhaus: o paralelismo entre o ensino teórico e prático, o contínuo contato com a realidade do trabalho e a presença de professores criativos. Para ele, a unidade arquitetônica só podia ser obtida pela criação coletiva que congregasse todas as disciplinas artísticas como a pintura, a música, a dança, o teatro, a fotografia e o cinema, e as integrasse em uma nova maneira de construir. Impregnados por essa filosofia, os membros da Bauhaus não demoraram a definir um estilo para seus produtos, funcionais e econômicos e despidos de ornamentos, cujos protótipos saíam de suas oficinas prontos para serem produzidos em série pela indústria.
O currículo da Bauhaus previa três fases: o primeiro semestre era o fundamento da própria Bauhaus, um método de ensino para libertar os estudantes de preconceitos em relação ao “belo” e a “estética” adquiridos nas escolas primárias e nos ginásios. Era a preparação intelectual para a próxima fase, em que eram postos problemas mais complexos e diversificados, como projetos industriais, pintura, escultura, arte publicitária, teatro, arte cênica e dança. Concluída esta fase, o aluno recebia o diploma da Bauhaus e podia começar o curso de arquitetura propriamente dito.
Os professores eram recrutados, sem discriminação de nacionalidade, entre membros dos movimentos abstrato e cubista. Ao iniciar a Bauhaus, Gropius apoiou-se principalmente em três mestres: o pintor americano Lyonel Feininger (1871-1956), o escultor e gravador alemão Gerhard Marcks (1889-1981) e o pintor suíço Johannes Itten (1888-1967). A eles se juntaram depois artistas da categoria de Oskar Schlemmer (1888-1943), Paul Klee (1879-1940), Wassily Kandinsky (1866-1944) e László Moholy-Nagy (1895-1946).
Além de Gropius, alguns dos nomes da Bauhaus são Ludwig Mies van der Rohe (1886-1969) – autor das famosas frases “less is more” (“menos é mais”) e “God is in the details” (“Deus está nos detalhes”) – e Le Corbusier [pseudônimo de Charles-Edouard Jeanneret-Gris de Le Corbusier (1887-1965)].
Ludwig Mies van der Rohe: “Menos é mais”.
Mies van der Rohe projetou um dos edifícios mais conhecidos desse estilo, o Seagram Building, arranha-céu localizado em 375 Park Avenue, em Midtown Manhattan, New York City. A estrutura do prédio parece leve e simples mas o revestimento de bronze esconde o esqueleto de aço. Mies costumava construir torres nuas com cortinas de vidro no lugar das paredes.
Seagram Building.
O alemão também é autor da poltrona Barcelona e da Lake Shore Drive Apartments Houses, em Chicago.
A poltrona Barcelona.
Lake Shore Drive Apartments Houses
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Housing Development, Berlin-Wannsee, 1930-1931: Eighth-tenth floor plan, 1:200, Walter Gropius, 1930-1931, Harvard Art Museums: Drawings
Harvard Art Museums/Busch-Reisinger Museum, Gift of Walter Gropius Size: 30.1 x 43.2 cm (11 7/8 x 17 in.) Medium: Graphite on paper
https://www.harvardartmuseums.org/collections/object/168001
Office and Factory Buildings, Cali, Colombia, 1945: Plot plan with concrete column detail (1" = 1'-0" and 1" = 50'), Walter Gropius, 1945, Harvard Art Museums: Prints
Harvard Art Museums/Busch-Reisinger Museum, Gift of Walter Gropius Size: sheet: 44 x 76.6 cm (17 5/16 x 30 3/16 in.) Medium: With colored pencil
https://www.harvardartmuseums.org/collections/object/165139