Sim, sou possessiva. Sim, sou ciumenta. Sim, sou bipolar. Sim, sou um caos. Sim, sou louca. Mas, e daí? Essa sou eu, odeio qualquer doce de cupuaçu, odeio luz, odeio que me julguem sem saber de nada. Amo livros, amo café quentinho com a minha mãe, amo o pôr e o nascer do sol, amo sorrisos, amo abraços desconhecidos. Sou uma mistura de tudo, um pouco de cada loucura do mundo, isso é infantil? Isso é estranho? Nem mesmo eu sei. Se perder é normal, mas nunca encontrei o caminho de volta, nem por onde devo de perde de novo. O mal costume de amar de mais, de sentir de mais, de "e se" de mais me trouxeram aqui. E isso é falta de pica? Provavelmente uma pica não resolveria meu caos, ou minha perdição. Fico sempre na contradição de carpe diem ou desistir de tudo de vez, afinal como diabos é aproveitar o dia? Fico repetindo para mim mesmo, "Vai, não recuse esse cinema, não recuse esse lanche, não recuse essa risada. Vai, estão todos para baixo, faça algo engraçado para se distraírem" mas isso acaba cansando e nunca tem alguém que venha até mim e pensa "Ela está fingindo, vai, dá um abraço nela, vai, acaricia seu rosto, vai, beije-lhe a testa" Doar-se é um ato não recíproco, mas se não receber um vento em troca, esvazia-se e não há como se preencher novamente. Dá vontade de dizer, "Ei, foi boa nossa história, acho que é hora de dar adeus antes que você me esqueça" Só para deixar a marca de sua existência nas pessoas, mas sou sentimental de mais até para um adeus não recíproco. No final, sou apenas eu e eu, certo?








