Além do Brasil, já classificado para a copa no Brasil (dã), mais 31 nações terão o direito de enfrentar enormes filas nas alfândegas de nossos aeroportos em 2014. Até lá, teremos homeopaticamente quase 200 seleções sendo limadas nas eliminatórias, e contar a história de algumas dessas campanhas que não deram certo também é contar a história da Copa.
E é de olho nestes já eliminados que começo a série: 2014 - EU NÃO VOU em grande estilo, contando como a Coréia do Norte não chegou lá. Ou melhor, não chegará aqui.
Mal o cadáver de Kim Jong-il havia esfriado e os norte coreanos já tinham mais 11 para chorar, com a eliminação na terceira fase das eliminatórias asiáticas da seleção local e a consequente execução dos atletas na volta para casa como pena por terem fracassado.
Enfrentando um grupo com o cabeça-de-chave Japão, Uzbequestão e Tadjiquistão, o time de Pyongyang esteve longe da classificação, sendo derrotado duas vezes pelos uzbequis, que ficaram com uma das vagas junto com o japoneses. A campanha dos coreanos foi tão ruím, que a primeira e única vitória só veio no quinto dos seis jogos que o país fez. A desmobilização pode ser vista em imagens como esta, do time alinhado para enfrentar o Japão:
Quem perde com a Coréia do Norte fora da Copa:
Tirando o futebol, onde eles não acrescentam em nada, a Coréia do Norte é um prato cheio. O país não saía das manchetes em 2010. Teve de tudo: torcida falsa nos estádios, formada por um monte de chineses contratados pelo governo para se passar por norte coreanos; a polêmica dos jogos que eram passados algumas horas depois editados para a população e apenas com os melhores momentos do time vermelho - aliás, que rendeu esse vídeo feito por mim em parceria com o amigo Alexandre de Santi.
E ainda perdem os prossíveis adversários deles na primeira fase do mundial. Em 2010, eles levaram a maior goleada da competição, 7 x 0 para Portugal, e ainda levaram 3 x 0 da Costa do Marfim. Só quem não conseguiu socar eles foi a porcaria do time que o Dunga montou.
Quem ganha com a Coréia do Norte fora da Copa:
O Itamaraty se livra de um monte de trabalho que seria lidar com a documentação de uma delegação de uma nação tão fechada, fora a possibilidade de pintar jogadores pedindo asilo político no meio da Copa do Mundo, como acontece vez ou outra quando delegações enviadas por Pyangjong disputam competições pelo mundo.