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Rose McGowan, “Planet Terror” (Robert Rodriguez, 2007).
ritamalone:
Se perguntassem à ela, jamais classificaria nada sobre si mesma como angelical. Perihan era uma boa pessoa, mas com defeitos como qualquer um. Muitos, ainda. E sua bússola moral não era tão impecável, isso desde Neverland; havia crescido, afinal, como uma pirata. Seus ideais eram fortes e, até certo grau, honrosos. Mas dentro do que considerava certo e errado, o que não era tão preto no branco. Roubar, afinal, não podia ser tão correto. E muito embora em Storybrooke ela não fosse mais uma ladra, era fato que considerava como família quem ela sabia com toda certeza que faziam parte do cenário criminal da cidade. Ora, já haviam aceitado dinheiro deles! Não que as circunstâncias tivessem oferecido tanta opção aos Parlakik, claro, visto que se não tivessem a ajuda dos Arslan, teriam morrido de fome na rua. Então não, Perihan não tinha nada de angelical ou imaculado. Tampouco era diabólica, ou mesmo acreditava que aquelas eram formas corretas de classificar as pessoas. Sempre acreditara que os seres humanos eram complexos demais para encaixarem em extremos de bem e mal. Havia sempre mal nas boas pessoas, e sempre o bem nas más. Por enquanto, cortesia da maldição, ela não podia se lembrar do quanto de maldade havia em Frollo. E era por isso que, distante, ela encontrou o olhar atento do homem e lhe ofereceu o sorriso cúmplice. Uma espécie de cumprimento, como se compartilhassem alguma espécie de piada interna. Peri se movia de acordo com a música, movendo o lenço em harmonia com o próprio corpo, até se distrair ao avistar um dos amigos. Peri mudou seu foco para ele, puxando o rapaz para dançar também.
A observava com total atenção, os olhos se afastarem da figura feminina era quase como um pecado a ser cometido, ela o enfeitiçava a cada movimento de seu corpo, em sua mente se passava dos pensamentos mais impuros do que faria com Perihan, todas as coisas depravas que deseja fazer com ela até que se curvasse diante dele, do desejo que ele sabia que ela sentia por ele, mesmo que jamais fosse o admitir. Por isso, dessa forma tinha em mente levar as coisas de forma diferente, pretendia fazer com que ela pedisse pelo toque dele, que se visse tão necessitava e tomada pelo desejo latente que a mente fraquejasse, que não houvesse qualquer outra resposta que não ele. Por isso quando viu a atenção da cigana se dirigir a outro homem com quem dançava, a expressão do Donadieu se fechou de imediato e se observassem bem poderiam dizer que os olhos do homem flamejavam em uma raiva desmedida. Em sua mente, nada mais ele desejava além de que o fogo queimasse aquele maldito que ousava se por em seu caminho, claro, isso seria imprudente no momento atual, mas ainda poderia observar o suficiente para que tomasse nota de quem era e depois deixasse que a lei se livrasse do maldito homem. Ainda que exigisse de seu auto controle para que permanecesse ali, sem que fizesse nada, ele não iria estragar tudo dessa vez, não dessa vez. Por isso, se forçava a por uma face mais amigável quando o olhar da cigana se voltasse a ele, por que ele sabia que ela iria buscar por ele dentre a multidão.
O calor se fazia presente não apenas pelo clima mas pelos movimentos, e também pela energia com a qual seu corpo se enchia sempre que dançava daquela maneira. A cigana rodopiava e pulava, os pés tão ágeis quanto sua cintura, até os colegas começarem a dispersar — provavelmente havia algum policial por perto, ou simplesmente queriam garantir a sorte. Não que fizessem nada de errado ali, afinal, arte de rua ainda não era crime; mas os oficiais de lei não pareciam se importar quando chutavam suas moedas para longe e ameaçavam prender sua gente independente de sua inocência. A música seguia, embora diminuísse aos poucos, e a própria Parlakik eventualmente deixou aquela concentração de gente, afastando-se de volta a onde apenas o público se encontrava. Gostava de desafiar os oficiais babacas que ameaçavam sem qualquer respaldo legal, mas depois que Ferhan foi preso, sabia que precisava evitar qualquer mal entendido de sua parte. Enquanto andava para longe das dançarinas, o olhar cruzou com o do curioso homem de instantes antes, e Peri voltou a se aproximar dele. Seu rosto devia estar vermelho pela dança, bem como os fios desalinhados pelo movimento. “Espero que tenha se divertido com o show” Falou, sorridente. Aproximou-se um pouco mais, ainda, a mão alcançando o ombro do homem. “Te vejo nos próximos?” Era muito mais um convite que uma pergunta em si, e quando se afastou, finalmente permitiu que o homem compreendesse o motivo das mãos femininas terem lhe tocado o torso: Bastaria abaixar um pouco o olhar para perceber que ela havia deixado o lenço utilizado na dança em volta do pescoço masculino. Piscou um dos olhos em uma despedida, antes de deixar o local e caminhar em direção a sua casa.
starter call!!!!!! javert + depois de levar um fora um do outro + na casa do seu char + @ritamalone
Javert tinha contatos. Depois do atrito que tivera na boate alguns dias antes com uma das dançarinas, ele fizera questão de descobrir tudo acerca da mulher. Quem era, onde morava, há quanto tempo trabalhava lá. E sua intenção era fazer com que ela acabasse percebendo que o queria - fosse por seu dinheiro, fosse por seus atributos, fosse porque estava bêbada e sedenta. Foda-se. O importante era que o homem tinha um ego frágil demais para aceitar um fora como o levado na boate. Dessa forma, descobriu um amigo próximo da moça. Subornou a pessoa para que a convidasse para uma festa na casa do Allard. Inclusive, deu diversas instruções do que fazer quanto estivessem lá, até porque, ele queria que seu plano corresse perfeitamente. Sabia que conseguiria o que queria. E de fato o fez. A festa estava acontecendo ali. Até mesmo Eden parecia estar se divertindo, sua esposa. Para a esposa era ótimo! Ele estava ali junto dela - ainda que sua mente estivesse bem longe dali. Javert viu quando Perihan adentrou sua casa. Manteve-se discreto, não deixando que ela o visse antes da hora. Não queria afugenta-la. Gaston chamou a esposa de lado e avisou que estavam faltando algumas garrafas de bebida e pediu para que fosse buscar. Quando ela o fez, sabia que tinha alguns minutos para fazer o que quisesse sem levantar suspeitas. Moveu a cabeça para o amigo da dançarina que pareceu começar um discurso animado sobre ir explorar a casa chique em que estavam - e acabou levando-a para um quarto - no andar de cima, o quarto de hóspedes. Assim que os dois entraram, Javert entrou atrás, com um sorriso divertido. Acenou com a cabeça para o rapaz “Pode sair agora” e ele foi embora na velocidade da luz. O empresário trancou a porta e colocou a chave no próprio bolso. “Bonsoir, ma chérie” a expressão que começava a se instalar era travessa. “Tinha certeza de que iríamos nos encontrar de novo. Nos divertir, sim?” Deu um passo na direção da outra, com uma das sobrancelhas arqueadas.
Uma festa. Perihan não participava daquele tipo de coisa. Não, não era bem verdade. Ela participava sim! Mas apenas das que eram feitas em seu bairro, e somente quando o pouco tempo livre permitia. E ela definitivamente não participa de festas em lugares como aquele. Como Burak conhecia alguém com uma casa do tipo? Ele poderia, ainda, ter sido mais específico ao dizer onde iam, para que Rüya pudesse ao menos se vestir de modo um pouco mais adequado. Não que ela tivesse vestimentas mais refinadas, de qualquer maneira. No final, até que o evento estava bem agradável; havia boa comida, boa música, e ainda que aquela gente não fosse bem do tipo que normalmente estava em seu círculo social, tampouco haviam sido rudes para com a Parlakik em momento algum. Aproveitou a noite, dançando e bebendo até um tanto mais do que o devido — poderia cansar o corpo o quanto fosse, já que teria uma muito merecida folga no dia seguinte. Estava no meio das pessoas e das luzes piscantes, o corpo se movimentando conforme a música animada, quando Burak se aproximou e insistiu para que vissem algo no segundo andar. De acordo com ele, seria muito divertido ver o que compunha a vida e a casa daquela gente da alta sociedade. Ele tinha um ponto, até. Seria mentira se a dançarina não dissesse ficar curiosa com aquele tipo de detalhe. E foi pela curiosidade que a garota acompanhou o colega, subindo as escadas com a bebida ainda em mãos, e os fios um pouco bagunçados pelos movimentos. O quarto que invadiam estava iluminado apenas pela luz externa da casa, mas antes que Peri pudesse acender o interruptor, a voz de mais alguém soou e a moça chegou a se assustar. Podia estar um pouco alta, mas o raciocínio foi rápido o suficiente para entender que a instrução havia sido direcionada ao amigo — o fato de Burak sair praticamente correndo também não deu margem para muita dúvida. “O que-” O homem da boate! Mas como…? “Ne yapiorsun?” Escapou-lhe primeiro, enquanto ia até ele. “Abre a porta” Exigiu, passando pelo homem e batendo o ombro dele de propósito, até atingir a maçaneta e comprovar que a porta estava trancada. “Manyak. O que acha que está fazendo?”
❛❛ —- Tolo foi aquele que deu uma carruagem pesada dessas na mão de quem não estava confiante o suficiente. ❜❜ jogou na lata, tirando conclusões muitíssimo precipitadas para alguém que havia escutado pouquíssimo da situação. E, para piorar, ele próprio andou até onde seu corpo havia amassado a lataria do carro, pressionando o lugar com o indicador e o médio para medir o estrago. Torceu o nariz. Carruagens já haviam sido melhor revestidas antes. Ergueu uma sobrancelha com o comentário da mais baixa, confuso com o quê sua grandeza tinha de relevância na situação... Mas ah, claro. Ela devia ter percebido sua grandiosidade e estava intimidada, ou pedindo por auxílio. Suspirou com o fardo que carregava com a sua aura vampírica. Pobres humaninhos! Não poderia culpá-los, apesar de detestá-los. Inclinou-se como a garota havia pedido para que o fizera, e franziu o cenho enquanto ela tateava por sua cabeça. Que insolente. E falando de hospitais, ainda! Estaria ela o subestimando, ou apenas querendo tomar cuidado com sua integridade? Bem, humanos realmente não conseguiam compreender direito seus poderes, era um fato. Talvez a pudesse dar uma colher de chá e mostrar a ela que não precisava temer por sua vida. Que homem bom! ❛❛ —- Humana, não precisa temer por sua vida patética. Decidi que irei poupá-la, estou de bom humor. ❜❜ ergueu a coluna por completo e fez um gesto com uma mão de “tanto faz”. ❛❛ —- O que é necessário para consertar os danos da carruagem? Se conhecer um ferreiro experiente, eu posso pagar. ❜❜ não era como se dinheiro fosse um problema para ele, afinal. Que bela boa ação estaria fazendo!
“Foi o que eu disse! Bom, não exatamente. Não é como se desse pra xingar seu chefe de idiota. Mas sinceramente, ele devia ter imaginado” Os dizeres eram muito mais para si mesma que para o estranho que havia atropelado, até porque ela ainda achava que ele estava um tanto fora de si e dificilmente compreenderia o que ela dizia. O que ficou ainda mais claro (ao seu ver errôneo) quando foi chamada de humana. Hm… não eram todos? Espera aí — vida patética? “Ok, eu vou relevar que você acabou de tomar uma porrada na cabeça e fingir que você não me chamou de humana patética.” Poupa-la, ele disse. Que homem louco! E então ele falou sobre conserto e pagamento; tudo bem, talvez na mente confusa, aquilo se referia a um mecânico. Mas parecia errado fazer a vítima do acidente pagar, mesmo que ele tivesse atravessado com o sinal fechado. “A única coisa que eu preciso é que me deixe te levar ao hospital. Sério, você tá muito esquisito, precisa de uma tomografia. Eu até consigo trabalhar o suficiente para reparar o carro, sei lá, uns seis meses. Mas se você resolver ter um piripaque depois eu não posso bancar um processo não. Olha, vai ser rápido!” Garantiu, pegando a mão do homem e o puxando (com muita dificuldade — caralho, que rapaz forte!) até o lado do passageiro de sua carruagem. “Por favor moço, imagina se você morre e a culpa é minha? Eu não ia me perdoar não. Vamos, vai, assim eu fico muito menos tensa e você fica seguro! É logo ali, depois daquela esquina. A gente chega rapidinho”
@cainwasdracula

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starter to @frederickbalthasar
Quando decidira usar os lenços e as máscaras no rosto, fora interpretada como se tivesse de algum modo vergonha do que fazia e portanto odiaria ser reconhecida. Não era isso; não exatamente. Claro que ela não ficava realizada em precisar se submeter àquele tipo de coisa — e não falava da dança, do teor sensual ou das poucas roupas, mas sim dos clientes. O fato era que Perihan não estava no local para ganhar dinheiro, mas para resolver a situação de seu irmão. E sabia, também, que o que quer que havia acontecido com o mais velho, pessoas perigosas estavam envolvidas. Parlakik não poderia se dar ao luxo de ficar tão exposta. Para além disso, sim, tampouco seria ideal que fosse reconhecida. O bairro pequeno poderia espalhar boatos como uma doença, e assim os julgamentos vinham. Como explicaria os motivos que a levavam ali? Até lá, o pai já teria morrido de desgosto, ou sua mãe já a teria expulso de casa. Morpheus havia gostado da ideia, não porque se importava com o que Perihan tinha a esconder, mas por saber o quanto o mistério instigava. Não era afinal todo o conceito em que aquele estabelecimento era pautado? Escondido, secreto. Peri só não esperava instigar tanto assim a curiosidade de alguns, que insistiam para ver o rosto da cigana. Por vezes tinha medo; mesmo que Elsher soubesse que aquela era a principal condição para que trabalhasse ali, e se alguém oferecesse um dinheiro irrecusável para sanar aquela dúvida? A hipótese não ficou por muito tempo na mente da turca, no entanto, já que parecia prepotência demais achar que realmente ofereceriam qualquer quantia significativa para saber sobre ela. Isso, pelo menos, até os olhos recaírem sobre o homem que a aguardava na sala privada. Era muito mais comum que aquelas salas fossem reservadas a um pequeno grupo; reuniões de negócios, em especial. Mas de acordo com o organizador da noite, Perihan era exigida naquele local justamente porque algum louco fizera questão. E por questão, queria dizer que tinha pagado bem. Só uma dança. É só uma dança. Os seguranças ainda estavam estrategicamente posicionados, lembrou a si mesma (embora não, não ficasse tão tranquila assim sabendo que qualquer um daquele estabelecimento provavelmente poderia ser comprado com a quantidade certa de grana). Posicionou-se no palco, perto do pole, conforme o lugar ficava mais escuro e a pouca iluminação se direcionava à moça, que tomava fôlego para iniciar a rotina de movimentos, esperando que ele se satisfizesse com o show àquela distância.
@frederickbalthasar
Jsjsjsj I'm bored
@damiendonadieu

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Spinning Out | 1x03 - “Proceed with Caution”
@monsieurjavert
starter to @damiendonadieu
Perihan podia não ser das mais devotas religiosas, e certamente não seguia todas as regras da própria religião, mas sua fé era forte. Não apenas isso, a cigana também acreditava que todos tinham o direito de decidir no que acreditar! Seu povo, afinal, tinha as mais diversas crenças — mesmo que em sua casa prevalecesse uma. Uma que seu irmão, tal qual a própria garota, fora ensinado desde cedo; e agora era injusto que colocassem na mente do rapaz ensinamentos são sujos. E a Parlakik não dizia a respeito do catolicismo, longe disso, mas sim os ensinamentos de que ele estava corrompido, que sua única salvação era acreditar em um Deus diferente. Salvação literal, ainda, já que aquelas atividades religiosas se conectavam diretamente com a estadia de Ferhan na cadeia. Ouvir o desabafo de seu irmão quando fora visita-lo a incomodou, até porque a última coisa que queria enquanto ele seguia atrás das grades era que se sentisse culpado de alguma maneira. O crime sequer havia sido cometido pelo homem! E agora, inventavam que sua religião era também um crime a ser corrigido. Não podia deixá-lo se sentindo assim; nem ele, nem outros como ele naquela instituição. Por isso agora aguardava o responsável pelo projeto de reabilitação de detentos, em frente à casa pequena e exageradamente colorida. Ela não gostava muito da ideia de receber favores (mesmo tão simples quanto uma carona), mas o local escolhido por ele era distante demais. Além disso, não tinha o dia inteiro a disponibilizar para aquilo — sua única folga da semana não era repleta de descansos, visto que precisava ainda organizar sua casa, fazer compras, organizar os exames de seu pai. Quando um carro grande e escuro se aproximou, claramente destoando do ambiente, Peri ergueu a mão para chamar atenção do motorista. Franziu o cenho, porém, quando reconheceu a face do homem. “Você?” Não que ela conhecesse o outro, exatamente. “Você estava no centro esses dias. Não? Assistindo a dança.” Ele havia sido muito simpático naquela ocasião. Talvez Peri estivesse errada sobre as intenções dele? Quem sabe aquela conversa já não seria suficiente para resolver toda a situação, já que Donadieu pareceu um homem agradável antes. “Perihan” Estendeu a mão para cumprimentá-lo, mesmo que já tivesse falado seu nome antes pelo celular. Olhou por cima do ombro a tempo de reconhecer um dos Arslan observando, e achou melhor sairem logo dali antes de oferecer algo para o bairro comentar. Deu a volta e entrou no veículo, no banco do passageiro. “Desculpa pedir assim, mas podemos sair daqui rápido? Sabe, as paredes tem olhos e ouvidos aqui no bairro e logo começam a inventar histórias” E, assim que ele deu partida, ela se sentiu um pouco mais confortável. A última coisa que precisava era algum boato idiota sobre si rondando ali. “Que coincidência, né?”
ritamalone:
📲: Meio dia parece perfeito. Não se preocupe
📲: Desculpe a pergunta, sabe me dizer qual linha de ônibus passa perto desse? Não costumo ir para esse bairro
📲:Meia dia em ponto então
📲: Receio que eu não possua a resposta para tal pergunta, fazem anos que não ando de ônibus
📲: Mas como ofertei antes, posso lhe buscar em casa se assim quiser.
📲: Tudo bem…
📲: Se não sair demais do seu caminho, aceito.
📲: Obrigada.
📲: [sent location]
"If I can't have you, nobody can!" + @damiendonadieu
Aquilo tudo era um pouco demais. Que tinha tomado certo gosto por flertar com o perigo era fato, mas as coisas começavam a ficar completamente fora do controle e há muito já estava preocupante. Que maldita obsessão o homem tinha consigo? E por que raios Perihan não tinha percebido a loucura na qual se enfiava no início de tudo? Agora era tarde, e estava envolvida em tudo aquilo até o pescoço. Por isso o coração acelerava, no mesmo passo em que o veículo que Damien dirigia. “Você não pode exigir que eu sinta algo por você. Isso não funciona assim” E, veja bem, ela nem estava tão longe assim de algo do tipo; se não fosse o próprio Damien a estragar suas chances com as terríveis palavras e visões do seu povo, dos seus comportamentos, das suas crenças. “E muito menos esperar que eu aceite o que quer impor a mim. Eu não preciso ser salva, entenda de uma vez. Até porque, você faz um trabalho bom demais em me fazer experimentar o inferno aqui mesmo.” Não eram palavras e tom que seria muito lógico utilizar com um homem visivelmente irritado e que controlava o volante, e ela notou aquilo tardiamente, conforme ele acelerava sem qualquer prudência na estrada vazia daquela madrugada. “Damien, para com isso. Você vai machucar a gente. É sério” Avisou, apertando a mão no banco, tensa. Ele não a obedeceu, e o coração da cigana apertou. “Damien, diminui a velocidade agora. Anda!!” A voz elevada conquistou alguma resposta, mas a garota sentiu o nó na garganta assim que as palavras alheias foram ditas. Meu Deus. Ela morreria. “Não fala besteira. Para com isso agora. Para o carro. DAMIEN.” Pensou em tentar mover os braços do outro, mas teve medo de capotar o carro em sua tentativa. Seu desespero, porém, finalmente surtiu algo no mais velho que finalmente desacelerou e parou o carro. Com medo e acima disso, com raiva, “Você é um babaca. Um babaca.” E, sem pensar duas vezes, decidiu sair do carro. Pela janela, já que ele tinha trancado as portas. Voltaria a pé, andaria até o sol nascer, que fosse. Mas não ficaria dentro dali com Donadieu um minuto mais.
@damiendonadieu
ritamalone:
📲: Obrigada, senhor Donadieu.
📲: Fico no aguardo.
[Quatro horas depois]
📲: [sent location]
📲: Qual horário ficaria melhor? Ao meio dia em ponto ou as 13?
📲: Peço perdão pela demora, tive alguns imprevistos.
📲: Meio dia parece perfeito. Não se preocupe
📲: Desculpe a pergunta, sabe me dizer qual linha de ônibus passa perto desse? Não costumo ir para esse bairro

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ritamalone:
📲: Não se preocupe, podemos nos encontrar lá.
📲: Poderia ser amanhã? Caso contrário, minha próxima folga seria só na próxima terça.
📲: Almoço está ótimo. Me envie depois o endereço e o horário?
📲: Se é o que acha melhor, como quiser.
📲: Certo, acho que consigo um horário para a senhorita amanhã
📲: Estou um pouco ocupado agora, mas mais tarde lhe mando o endereço e o horário certo.
📲: Obrigada, senhor Donadieu.
📲: Fico no aguardo.
ritamalone:
📲: Como preferir.
📲: Onde nos encontramos?
📲: Eu conheço um bom restaurante do qual sempre frequento, caso queira posso lhe buscar em casa também
📲: Um almoço ficaria bom para a senhorita?
📲: Não se preocupe, podemos nos encontrar lá.
📲: Poderia ser amanhã? Caso contrário, minha próxima folga seria só na próxima terça.
📲: Almoço está ótimo. Me envie depois o endereço e o horário?