Sobre a Pior Sexta Feira do Ano (Até Agora)
Escrevo aqui, numa clara tentativa de desabafo, porque chorar não foi o suficiente e me senti na necessidade de transformar a tristeza em palavras, mesmo que esse dia tenha sido uma novela mexicana que não deveria ter tido o poder de me abalar. Mas sabe como é, né?! Sou sensível até demais, mesmo não querendo.
Coloquei o alarme para despertar às sete horas, na esperança de entrar no whatsapp e ter mensagem sua me desejando bom dia, como sempre faz. Mas, dessa vez, foi diferente e o momento tão esperado só ocorreu após eu mandar qualquer mensagem e apagar, na esdrúxula tentativa de chamar a sua atenção.
A sua frieza foi aumentando com o passar dos segundos, então deduzi que você não queria mais a minha companhia e decidi desistir de ir ao show, pois não queria ser um incômodo. Tenho plena convicção de que falhei contigo ao fazer reclamações que, na minha concepção, não passaram de piadas e em nenhum momento imaginei que fosse te chatear, mas gostaria que entendesse que alguns medos infantis predominam em mim, como temer você não me aceitar dançando e cantando desajeitadamente. Estava disposta a reparar meu erro medíocre, mas acabei sendo covarde e deixei a timidez ganhar.
Preocupada com nós, procurei saber o que estava acontecendo e obtive como resposta você dizendo que tem medo de me machucar. Entendo esse medo, porém preciso que também entenda que estou disposta a correr qualquer risco, desde que seja com você. A nossa conexão é tão intensa que não pode acabar tão cedo. Por isso, aqui te peço, ignore esse medo, segue minha mão e caminhe ao meu lado na mesma direção.
A tarde foi passando e recebi uma ligação na clara tentativa de mexer comigo. Segurei as lágrimas, tentei chegar em casa o mais rápido possível, peguei meu celular e encarei nossa conversa por alguns segundos, porque queria te contar o que havia acontecido e me sentir mais leve com suas doces palavras, mas não tive coragem porque, mais uma vez, não quis incomodar.
A noite começou e decidi sair com meus pais e estava tudo bem, até eu resolver ir para uma social na qual fui convidada por um amigo. Chegando lá, não me senti confortável com a situação e a saudade em meu peito começou a doer. Decidi, então, te mandar mensagem dizendo que estava cantando aquelas músicas, na esperança de você amolecer seu coração e me chamar para ir ao seu encontro (e eu teria ido).
Decidi, então, ir pra casa e segurei o choro durante todo o trajeto e, para piorar a situação, esse meu amigo me mandou uma mensagem que me deixou muito chateada e eu quis te contar o que aconteceu, mas não tive coragem, de novo. Chegando em casa, fiquei com o celular na mão esperando qualquer mensagem sua, mas ao invés disso, só vi que você ficou online várias vezes. Dessa vez não consegui me conter e me permiti chorar ao lembrar de toda “besteirada” que ocorreu durante o dia. Chorar por ser covarde e não vencer a timidez; chorar por estar com saudade; chorar por desejar seu abraço e não ter; chorar por saber que o que eu sinto, talvez, não seja recíproco.
Parece conto de fadas, mas quando estou contigo todos os problemas vão embora e apenas o que importa somos nós dois. E dói saber que, nesse dia, quando eu estava precisando de você, não o tive.