E eu sigo caindo
Pousando de estrela em estrela
Pulando de onda em onda
Pra ver se o sal
Me livra
Do sabor doce
Do céu da sua boca

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E eu sigo caindo
Pousando de estrela em estrela
Pulando de onda em onda
Pra ver se o sal
Me livra
Do sabor doce
Do céu da sua boca

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O foda é que eu sempre sei que mesmo tirando anos e meses pra construir um muro em volta dos meus sentimentos,de uma hora pra outra tudo desaba. Ele aparece,me olha e volta tudo de novo: Decepções, lembranças e cicatrizes fechadas que se abrem do nada. É como se fosse num passe de magica. Ele fica meses sem aparecer, anos sem nunca ter pronunciado uma palavra e então... Ele volta. Volta como se não fossemos inimigos, como se eu fosse especial pra ele, como se eu fosse a Única, mesmo que eu saiba que sou uma de cem. Olha pra mim e meu muro vai ao chão, termina em ruÃnas, como meus sentimentos. Não vou falar  ‘’ meu coração, meu amor ‘’ e tudo mais, porque além de clichê, eu sei que é mentira. Não é amor, não quando é só de uma parte. O amor não é falho, e quantos erros nós tivemos? Porra,nem contei.E minhas cicatrizes se abrem e sangram cada vez mais por pensar que é uma atração sem fim. Desapego? Nem sei o que é isso. Sei muito bem que se ele sentir alguma coisa por mim, é ódio, e não é como muitas histórias contadas pra mim, ódio não vira amor. Não mesmo.  E o que ele deve pensar de mim? Uma garota com um rosto bonitinho e um corpo que de zero a dez vai a oito, além de ser fútil. Não é falta de amor próprio, é o que ele pensa. E quando ele pega na minha mão, eu não sei de nada. Só sei que eu não sinto seu toque, e parece que é só um momento de paz entre dois inimigos (ou não). Cara, eu já até perdi a conta de quantas vezes eu fui humilhada por alguém  assim. E mesmo que eu viva anos e anos construindo uma vida nova com pessoas novas, novos sentimentos ou novos amores, eu sempre vou voltar pra ele, porque mesmo que não seja o meu lugar, é um lugar tão vazio quanto eu.
Confissões de uma noite de insônia